A PRIMEIRA BATALHA: Lula precisa acabar com o Teto de Gastos, caso contrário, não governará

Primeiro veio o superávit primário criado por FHC, depois o teto de gastos por Michel Temer. O Superávit Primário é a economia (incluindo cortes no Orçamento), que o governo federal faz para reservar recursos para o pagamento da dívida pública.

Mais radical ainda, o teto de gastos congelou por 20 anos os investimentos no Brasil, tendo por base o orçamento de 2016, que já veio com cortes dramáticos em investimentos. Um setor não foi atingido pelo teto de gastos: os serviços da dívida pública, o quinhão dos banqueiros e setor financeiro.

Essa é a única fome no Brasil que não pode esperar, a fome dos mais ricos, do setor financeiro, que é insaciável. Acabar com essa fome tem sido a prioridade dos governos desde a 1995. Ou Lula acaba com o teto de gastos enquanto tem capital político, ou será refém dessa turma e do Centrão por quatro anos, se conseguir terminar o mandato. Porque não há muita margem de manobra para o futuro governo, como havia em 2003, situação agravada por um ambiente externo de conflito e cheio de incertezas. Só lembrando, segundo dados do próprio governo, o valor nominal da dívida pública hoje é de R$ 5,7 trilhões, para um PIB de R$ 8,7 trilhões em valores de 2021. Ou seja, mesmo em números oficiais, a dívida pública brasileira corresponde a 66% do PIB.

Para o orçamento de 2022 de R$ 4,7 trilhões, o governo Jair Bolsonaro projetou quase R$ 1,9 trilhão só para o refinanciamento da dívida pública federal, enquanto previu gastos de R$ 140 bilhões para a Saúde e de R$ 63 bilhões na manutenção e desenvolvimento do ensino, isso sem considerar os cortes feitos ao longo do ano. A projeção de gastos em investimentos para 2022 era de R$ 96,5 bilhões, porém, como se sabe, a maior parte do que foi executado ficou com o Orçamento Secreto.

A reação furiosa dos últimos dias de setores do jornalismo econômico e político em defesa da manutenção do teto de gastos motivadas pelas declarações de Lula sobre a necessidade de combater a fome no país, é um indício de que o setor financeiro não dará trégua a Lula caso ele mantenha a disposição de colocar em prática o programa que o agora presidente eleito defendeu durante a campanha.

Não tenho dúvidas que o aumento de gastos com o Bolsa Família será a única concessão que essa turma está disposta a fazer ao sacro-santo direito, que eles consideram adquirido, de continuar mandando no orçamento federal, mesmo sem a legitimidade que as urnas conferem aos eleitos pelo povo, que empobrece mais a cada ano, ao contrário dos que se acostumaram a viver de renda obtida nas mesas dos operadores de bancos e corretoras. E não importam os custos sociais, econômicos, políticos e institucionais para o país.

O Brasil precisa sair da crise, e ela tende a se agravar nos próximos meses, o que só poderá ser feito com o aumento do investimento público, que nunca esteve em patamares tão baixos. Para tanto, é necessário ressuscitar o Estado, para que Lula comece a cumprir a promessa mais estratégica do seu futuro governo que é começar a reindustrializar o país. E ele só terá quatro anos para isso. Esse é o grande embate que está em curso no país. E Lula precisará de muito apoio, sobretudo da sociedade civil.

O tempo das comemorações acabou e Lula precisa de povo na rua

Em entrevista à Folha, João Azevedo atribui derrotas do PSB em Pernambuco e RJ à aliança com PT

João Azevedo concedeu uma das mais rasas entrevistas de um governador da Paraíba ao jornal Folha de São Paulo. Vou me ater a dois pontos da conversa.

Perguntado sobre os fatores que determinaram a derrota de Jair Bolsonaro na eleição do domingo passado, João Azevedo citou três fatores, dois deles na reta final: a ação da PRF nos dias que antecederam a eleição que, segundo ele, evitou “que tivesse um número maior de pessoas votando”; a “ação de Roberto Jefferson” e a “disseminação de mensagens no guia [eleitoral] de Bolsonaro era muito contundente em um nível de disputa que acho que não faz bem à democracia.” O Brasil não tem fome, desemprego, desamparo, a educação e a saúde estão uma maravilha. Para quem já teve como governador Antônio Mariz, Cássio Cunha Lima, Ricardo Coutinho, Tarcísio Burity…

Diante do vazio da resposta, o entrevistador resolveu dar uma ajudinha: “Acredita que a conduta do presidente na pandemia teve impacto negativamente no resultado eleitoral dele?”. João Azevedo não só concordou, como acrescentou à resposta elementos que talvez expliquem suas dúbias relações com o bolsonarismo e com o governo Bolsonaro. Primeiro, ele mencionou que as “disputas constantes contra governadores” desgastaram o governo, bem como o incentivo de “métodos diferentes do que a ciência recomendava”. Para o governador, se Bolsonaro “tivesse tido uma postura mais humanitária durante a pandemia, talvez tivesse até ganhado a eleição”, como se o negacionismo não fosse parte de um modus operandi que se afirma pela deslegitimação da ciência e do comportamento racional. Sem isso, a ordem unida do exército bolsonarista não existiria.

João Azevedo na certa não considera relevante o uso escancarado da máquina federal para o aumento da votação de Jair Bolsonaro e todas as ilegalidades cometidas em ano de eleição, como a chamada (pela grande mídia) PEC Kamikaze, um pacote de quase R$ 40 bilhões para aumentar nos últimos meses do mandato do atual presidente e às vésperas da eleição, o que é proibido por lei, e permitiu o aumento nos benefícios do Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600 mensais, o cadastramento de mais de 1,6 milhão de novas famílias, o auxílio de R$ 1.000 aos caminhoneiros, o aumento do Auxílio-Gás.

João Azevedo não considera que ações desse tipo ajudem a desequilibrar uma eleição, o que tornaria ainda mais grandiosa a vitória de Lula. Ou João Azevedo está desinformado ou talvez considere que legítimos o uso por Bolsonaro desses meios para se reeleger.

Mais inusitada ainda foi a resposta à pergunta: “O PSB venceu para os governos de Paraíba, Maranhão e Espírito Santo, mas perdeu no Rio de Janeiro e em Pernambuco. Qual a reflexão que fica para o partido?”.

Resposta de João Azevedo: “O PSB vai ter que rever sua posição inclusive quanto partido” (sic) e “reavaliar as possíveis alianças”. Para o governador, se o “PSB acertou em vários estados, entretanto, em função de alianças, até com o próprio PT em determinados estados, [isso] levou o PSB a ter derrotas no Rio de Janeiro e em Pernambuco.”

Apesar do raciocínio tortuoso, fica óbvio que João Azevedo não leva em conta o desgaste do governo e do governador de Pernambuco, Paulo Câmara, como fator determinante para a derrota do candidato do PSB, Danilo Cabral, que sequer foi para o segundo turno e ficou em quarto lugar. Para João Azevedo é mais fácil atribuir à aliança com o PT a responsabilidade pela derrota, do que se depreende que ele considera o fato de não ter feito aliança com o PT na Paraíba a principal razão de sua vitória.

Os sem-voto que ainda estão filiados ao PT e que querem permanecer no governo não vão dormir hoje.

POR QUE GOLPISTAS CIVIS sempre trataram as Forças Armadas e as polícias como seus cães de guarda

Desde a última segunda-feira, bolsonaristas ocupam o trecho da avenida Epitácio Pessoa, que fica em frente ao Grupamento de Engenharia, para pedir às Forças Armadas a manutenção de Jair Bolsonaro na Presidência, já que, pelas urnas, o atual presidente não conseguiu.

Repare nos gestos e modos de se vestir, nas palavras de ordem que gritam, na violência de sua retórica. Durante os últimos anos, essas pessoas foram assombrados pelo medo do Brasil se tornar uma “Venezuela”, sem se darem conta, ou talvez por isso mesmo, de que apoiavam um presidente que sempre louvou a ditadura civil-militar que governou o Brasil entre 1964 e 1985, que defendeu torturadores, atacou mulheres, negros, gays e nordestinos, entre tantas violências de cunho fascista e racista.

Portanto, é um erro tratar essa turma como desajustados, desinformados ou maus perdedores. A maioria ali sabem o que está fazendo. São criminosos que atentam contra o resultado legítimo da eleição e pedem uma ruptura institucional, apelam, como sempre fizeram, para o golpe, de preferência militar, quem sabe para ver o “fantasma do comunismo” de novo combatido com as violências que nunca recaem contra eles, que parecem ter salvo-condutos que os deixam imunes à lei.

É como se o povo brasileiro existisse apenas para dizer-lhes amém, para trocar suas roupas de cama, para lavá-las e passá-las, para limpar seus banheiros, fazer sua comida.

Boa parte dessa gente que se agrupa em frente a um quartel do Exército, acostumou-se a tratar militares das Forças Armadas e das polícias como seus cães de guarda, serviçais de suas vontades políticas, protetoras do seu patrimônio, que podem atirar à vontade em favelas, mas jamais em bairros ricos. Parte expressiva dos que estão em frente ao Grupamento de Engenharia, presume-se, são majoritariamente”nordestinos”.

Por que nunca os incomodou as agressões xenófobas que são desferidas a cada eleição presidencial por bolsonaristas contra os indistintamente “nordestinos”, chamando-os de analfabetos, passa-fome, vendedores-de-rede, garçons que só existem para servi-los em suas temporadas de turistas, como se pobre e assalariado só existissem por aqui – quem venceu na cidade mais rica do país? Quem venceu no segundo estado mais rico? Aliás, a votação de Lula no Nordeste foi quase igual à obtida por ele no Sudeste.

Não, esses cabeças chatas que vociferam seu ódio na frente do Grupamento de Engenharia apenas não se envergonham de se perfilarem ao lado dessa canalha racista e fascista do Centro-Sul, que comanda o bolsonarismo – como os latino-americanos ricos que tentam replicar por aqui o idiotismo trumpista e são desprezados e repelidos por eles, – como até repetem seus impropérios contra nós, os paraíbas. Fazem isso porque não se sentem nordestinos, não se identificam com o que somos, com o popular que nos dá identidade.

São os mesmos que assombram o país porque ressuscitam a cada geração. São os mesmos que nunca aceitaram a derrota para Getúlio Vargas e o levaram ao suicídio, em 1954.

São os mesmo que jamais aceitaram Jango na Presidência e o derrubaram com um golpe de milicos que durou mais de 20 anos.

Esses mesmos voltaram encarnados (ops!) exatamente 60 anos depois, quando perderam para a dignidade de Dilma Rousseff, votando em Aécio Neves “contra a corrupção” (nunca foi contra a corrupção!) e a derrubaram com outro golpe, de outra modalidade, dessa vez parlamentar – golpe, lembre-se, comandado por uma legião de corruptos, a maioria deles assumiu o poder com Jair Bolsonaro. Eis um resumo do caráter dessa gente.

E teriam perdido para Lula, em 2018, caso um juiz mau-caráter não tivesse feito o serviço sujo de condenar o ex-presidente, sem provas e em tempo recorde, prendê-lo ilegalmente antes da eleição e se tornar o herói dessa gente.

Os episódios que acompanhamos depois do anúncio da vitória de Lula no último domingo são, portanto, mais um capítulo dessa história de golpes, de golpes contra governos que falam ao povo e que se comunicam com ele, que de alguma maneira resistem em aceitar que essa gente, que está agora em frente ao Grupamento de Engenharia, continuem a acumular as riquezas, a menor parte, é verdade, produzidas por esse país de miseráveis.

Lula venceu domingo. A outros Lulas haverão de vir enquanto formos um país de vira-latas. E esse é um mistério que o fascismo que transborda da cabeça dessa gente que carrega a bandeira do país nas costas jamais entenderá.

MULHER AGREDIDA NA EPITÁCIO POR BOLSONARISTAS: Até quando João Azevedo vai se omitir para não melindrar aliados?

Prestem atenção nas imagens abaixo. Elas foram gravadas agora há pouco em frente ao Grupamento de Engenharia, no trecho de uma das mais agitadas avenidas de João Pessoa, que foi ocupado por bolsonaristas inconformados com a eleição de Lula desde a última segunda. Há mais de dois dias, essas pessoas criam dificuldades para o trânsito e defendem abertamente um golpe militar, portanto, cometem ilegalidades afrontando as instituições, o resultado da eleição e a ordem democrática do país.

Como é possível notar no vídeo acima, o automóvel tinha adesivos de Lula. Atingido na lataria por murros enquanto tentava atravessar a multidão, sem que os policiais militares presentes agissem para proteger a condutora e seu bem, sem sucesso a condutora Flávia Bonolo tentou sair do local. Cercada, ela foi agredida, teve seus óculos roubados e sua camisa rasgada.

Fazem isso sem serem sequer incomodados pela Polícia Militar, comandada pelo governador João Azevedo. E por quê? Para não melindrar aliados bolsonaristas, sobretudo o prefeito Cícero Lucena, que já pensa na reeleição daqui a dois anos? Ou é só a contumaz covardia, que nesse caso assume a forma de leniência?

Flávia Bonolo gravou um vídeo denunciando as agressões enquanto se dirigia à Central de Polícia acompanhada de quatro policiais para fazer um Boletim de Ocorrência.

O QUE EXPLICA? Bolsonaro reduz a diferença para Lula de 14 mil para apenas 925 votos em João Pessoa

O Brasil vivenciou ontem a eleição mais acirrada de sua história, e não apenas considerando a diferença de apenas 1,8% de votos entre Lula e Jair Bolsonaro. A disputa chegou às famílias, aos locais de trabalho, às redes sociais, aos grupos de Whatsapp, este um espaço fértil para o plantio e disseminação de fake News, a matéria-prima da qual nasceu e sobrevive o bolsonarismo como movimento político de ultradireita.

O ainda presidente Bolsonaro diminuiu uma diferença, que no primeiro turno foi de 6.187.159 (57.259.504 a 51.072.345), para 2.139.645 no segundo turno (60.345.999 a 58.206.354). Ou seja, Jair Bolsonaro baixou a diferença para mais de 4 milhões de votos (4.047.514, para ser mais exato).

Uma das cidades do Nordeste onde Jair Bolsonaro mais avançou entre o primeiro e o segundo turnos foi João Pessoa. Na capital paraibana, a votação de Jair Bolsonaro cresceu 24.355 votos entre o primeiro e o segundo turnos e o futuro ex-presidente transformou uma derrota de quase 14 mil em apenas 925 votos: 229.251 (50,10%) a 228.326 (49,90%).

Você deve estar se perguntando: e as outras capitais do Nordeste, onde o bolsonarismo tem expressão, essas ilhas do voto conservador em um Nordeste amplamente lulista? O quadro abaixo é didático o suficiente para deixar claro que Maceió e João Pessoa são os dois pontos fora da curva entre as capitais nordestina — no caso de Maceió, Jair Bolsonaro venceu a eleição nos dois turnos.

O que essas duas cidades têm em comum, além de pertencerem a um espaço de formação colonial comum? São administradas por prefeitos bolsonaristas: o prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, JHC como é mais conhecido, é filiado ao PL de Jair Bolsonaro.

Prefeito de Maceió, JHC, à direita

Já o prefeito de João Pessoa é o bolsonarista Cícero Lucena. Filiado ao Progressistas, partido que compôs a coligação nacional de Jair Bolsonaro ao lado do Partido Liberal, Cícero Lucena engrossou o coro do bolsonarismo na capital paraibana e cumpriu bem o papel, o que render do futuro do ex-presidente as homenagens devidas no esforço de ajudar a derrotar Lula na eleição de ontem.

E Cícero Lucena e a família Ribeiro, que agora conta com um vice-governador, Lucas Ribeiro, estão em ascensão na política paraibana. São parte da reação conservadora em curso na Paraíba, que a vitória de João Azevedo consolidou.

Rubens Ometto, empresário bolsonarista, doou R$ 1,5 milhão ao Progressistas da Paraíba, partido de Lucas Ribeiro

Matéria do G1 publicada hoje mostra as íntimas relações do mega-empresário do agronegócio, Rubens Ometto, com políticos bolsonaristas. Segundo o G1, Ometo é até agora o “maior doador da eleição deste ano” tendo ajudado vários candidatos por todo o país, entre eles o ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles (PL-SP), e a ex-ministra da Agricultura, Tereza Cristina (PP-MS). Ometto foi também muito generosos com Tarcísio de Freitas, candidato a governador de São Paulo pelo Republicanos e Onyx Lorenzoni, candidato a governador pelo PL do RS. Ometto doou ao todo R$ 8,7 milhões ao todo.

Além dos candidatos acima, Ometto tem seus partidos preferidos. Ele doou R$ 3 milhões à direção nacional do Republicanos. Ao que parece, o bilionário tem um apreço especial pelo Progressistas da Paraíba. Além dos R$ 2 milhões doados à direção nacional do PSD, Rubens Ometto fez uma única doação a um diretório estadual: o da Paraíba, comandado pelo deputado federal Aguinaldo Ribeiro, ao qual é filiado seus sobrinho, Lucas Ribeiro, o candidato a vice-governador de João Azevedo: o diretório da Paraíba recebeu a bagatela de R$ 1,5 milhões para financiar a campanha aqui no estado, quase 20% do total das doações do empresário. Republicanos e Progressistas apoiam a candidatura de João Azevedo desde o primeiro turno. O PL de Jair Bolsonaro decidiu pela de neutralidade no segundo turno.

Ometto é presidente da Cosan, empresa brasileira que produz principalmente açúcar e álcool. Segundo a revista Forbes, Rubens Ometto tem um patrimônio líquido de US$ 2,3 bilhões.

Pollyanna Dutra critica Luiz Couto depois de ajudar a eleger Daniella Ribeiro, em 2018, e Efraim Filho, em 2022

Lançada de última hora ao Senado pela coligação majoritariamente bolsonarista que apoia João Azevedo à reeleição, a candidatura de Pollyanna Dutra tinha uma missão: impedir a vitória Ricardo Coutinho, lançado há mais de um ano.

Pollyanna Dutra cumpriu bem o script e lançou sua militância a soldo em todas as comunidades da Paraíba para difundir uma única mensagem: que votar em Ricardo Coutinho era “perder o voto”, já que ele estaria inelegível, uma postura abertamente desleal, sobretudo contra alguém que recebia antes tantos elogios quando era governador. Tratava-se do velho método já utilizado e testado na eleição para prefeito de João Pessoa, em 2020, que tirou Ricardo do segundo turno e facilitou a vitória do bolsonarista Cícero Lucena.

O resultado eleitoral todo mundo conhece e Pollyanna Dutra atingiu o objetivo para o qual ela foi lançada: derrotou Ricardo Coutinho, favorito desde sempre à vitória como todas as pesquisas indicavam, ajudando a eleger Efraim Filho, que primeiro, não esqueçamos, lançou-se candidato ao senado na chapa de João Azevedo – Efraim só rompeu com João Azevedo em abril de 202 para apoiar a candidatura de Pedro Cunha Lima.

O problema é que a vitória de Efraim Filho acabou por ser um enorme tiro no pé na candidatura de João Azevedo, que imaginava uma vitória fácil caso enfrentasse Pedro Cunha Lima no segundo turno: a combinação da vitória de Efraim com a ida de Pedro ao segundo turno, com uma diferença de apenas 16% para João Azevedo (39% a 23%) – apenas com a transferência da votação de Veneziano Vital ajudaria a empatar esse jogo, – deu ao tucano uma expectativa de vitória que ele jamais teve em momento algum da campanha. Um resultado que certamente ninguém previu no início da campanha, mas eleição tem suas surpresas.

Hoje, a campanha de João Azevedo convive com o pesadelo de uma vitória acachapante de Pedro nos dois maiores colégios eleitorais do estado, João Pessoa e Campina, e experimenta um surpreendente crescimento nos maiores colégios eleitorais do estado.

Hoje, Pollyanna Dutra teve o topete de reclamar do deputado federal eleito, Luiz Couto, por conta de sua recusa em participar da campanha de João Azevedo. Desesperada, Pollyanna está mesmo é preocupada em ficar desempregada a partir de janeiro, já que foi derrotada para o senado, e o marido bolsonarista Barão teve sua candidatura a deputado estadual recusada pelo… PL de Jair Bolsonaro.

Luiz Couto sabe com quem está lidando e não se engana com uma retórica de quem ajudou a derrotar os candidatos da esquerda ao Senado. Ele próprio foi vítima em 2018.

É aquela situação, Pollyanna: quem semeia vento, colhe tempestade.

Neutralidade de Nilvan Ferreira é apoio disfarçado a João Azevedo

A decisão de neutralidade no segundo turno anunciada por Nilvan Ferreira pode ser lida de duas maneiras, não necessariamente excludentes.

Primeiro, foi acertadíssima a decisão tomada por Veneziano Vital de se antecipar à decisão do PL e anunciar apoio à candidatura de Pedro, assegurando do candidato do PSDB a não adesão a Jair Bolsonaro, como era a expectativa de muita gente, sobretudo na campanha de João Azevedo. Tendo votado em Simone Tebet no primeiro turno, Pedro fez o correto e evitou com isso nacionalizar uma disputa em um estado amplamente lulista. Com essa decisão, ele abre caminho para o voto de eleitores bolsonaristas.

De outro lado, é possível considerar no mínimo estranha a decisão tomada por Nilvan Ferreira de não declarar apoio à candidatura de Pedro no segundo turno, sobretudo depois do que ele disse durante a campanha no primeiro turno sobre o governo e sobre o governador João Azevedo. Ou Nilvan mentiu a seu seus eleitores sobre suas críticas a João Azevedo ao longo dos últimos anos (o João da Calvário, o João do imposto) ou foi “convencido” a ficar neutro. E argumentos muito sólidos é o que não faltam por parte do governo e da família Ribeiro para fazer Nilvan mudar de ideia.

Na prática, ao igualar a candidatura de Pedro a de João Azevedo, e optar pela neutralidade, Nilvan dá apoio disfarçado a João Azevedo.

No frigir dos ovos, eleições de segundo turno exigem dos candidatos que não passaram para o segundo turno que elas façam uma opção, porque o eleitor fará de qualquer maneira. E mais ainda numa disputa como a da Paraíba, que avança para um resultado acirradíssimo, não havendo muito espaço para murismos. É por conta disso que a decisão anunciada por Nilvan Ferreira, hoje, só beneficia um único candidato: João Azevedo. E Lucas Ribeiro, sobrinho de Aguinaldo.

DERROTAR A REAÇÃO CONSERVADORA: Por que a “esquerda” que apoiou João Azevedo naufragou em 2022?

Quando acabou a contagem de votos do primeiro turno da eleição na Paraíba, as únicas vitórias que os ainda autodenominados setores da “esquerda” puderam contabilizar foram as derrotas de Ricardo Coutinho, candidato do PT ao Senado, e Veneziano Vital (MDB), candidato ao governo apoiado por Lula para o governo.

Não foram poucos os que, depois da eleição – vejam só! – tentaram atribuir responsabilidades a Ricardo Coutinho após comprometerem até a alma no esforço de tirar votos do ex-governador, como já tinham feito em 2020 na eleição de João Pessoa, usando como subterfúgio para ajudar a candidatura de Efraim Filho o argumento de que “votar em Ricardo era perder o voto”. O resultado disso, como alertado aqui, foi a perda de votos de Ricardo, antes amplamente favorito à vitória, e a engorda não da votação de Pollyanna Dutra, como a turma do contracheque argumentava, mas da de Efraim, que acabou por vencer a eleição.

Essa minoria auto-declarada “esquerda”, que manteve-se fiel ao governo, optou por votar em um candidato do PSB – ora, vejam! – a deputado estadual, Anísio Maia, e em Frei Anastácio, ainda no PT, a deputado federal. E tem gente nesse meio com décadas de militância partidária. E em nome de que projeto esses grupos aceitaram cumprir o papel de dividir o campo progressista na Paraíba para apoiaram publicamente a candidatura de João Azevedo e Lucas Ribeiro?

Lembremos alguns fatos que talvez ajudem a responder à dúvida acima:

  1. João Azevedo traiu Ricardo Coutinho com menos de seis meses de governo. A vitória de João Azevedo no primeiro turno de 2018 sinalizava para uma ampla e duradoura hegemonia do campo progressista na Paraíba, caso João Azevedo tivesse dado continuidade ao projeto iniciado por Ricardo Coutinho, como aconteceu na Bahia, no Ceará e no Piauí. Em Pernambuco, onda a esquerda viveu uma situação semelhante provocada também pelo PSB local, o desastre só não foi completo porque Marília Arraes saiu do PT a tempo e se lançou ao governo pelo Solidariedade.
  2. Após trair Ricardo Coutinho, João Azevedo transformou em seus principais conselheiros notórios direitistas, como Nonato Bandeira, transformado em Secretário de Comunicação, que se converteu na principal arma de guerra para destruir a imagem de Ricardo Coutinho, e Ronaldo Guerra, convertido em chefe de gabinete do governador. Ambos dirigentes do Cidadania na Paraíba.
  3. Como é por demais sabido, o Cidadania é um partido da direita tradicional e neoliberal do Brasil. Nonato Bandeira foi dono do Cidadania por anos na Paraíba e passou o bastão para Ronaldo Guerra. Não foi obra do acaso, portanto, que João Azevedo tenha optado por se filiar ao Cidadania quando resolveu sair do PSB, menos de um ano depois de se eleger governador, o que comprova o conservadorismo do governador, que fez sempre  questão de esconder sua verdadeira convicções políticas e ideológicas sob o manto do discurso “técnico” e não “político”.
  4. Uma sinalização muito clara para uma recomposição política do conservadorismo na Paraíba, não é verdade? Foi o que aconteceu em seguida. O próximo passo foi a formalização de uma aliança com a família Ribeiro, com o apoio ao velho amigo Cícero Lucena, filiado ao Progressistas de Enivaldo, Aguinaldo, Daniella e Lucas Ribeiro. A operação que saiu da cabeça de Nonato Bandeira ressuscitou Lucena para a política e o alçou à condição de candidato e prefeito da maior cidade do estado, encerrando um ciclo de 16 anos de domínios de prefeitos com origem na esquerda.
  5. Enquanto a direita se tornava hegemônica no governo de João Azevedo, a “esquerda” remanescente assumia um papel cada vez mais periférico, servidno apenas para emprestar uma tênue pintura de cal vermelha, que, mesmo assim, não conseguia esconder o alvoroço da velharia política. O peso real dessa turma no governo sempre foi quase nenhum?
  6. Nem mesmo o “orçamento democrático”, uma política tão cara ao PT, essa turma foi capaz de exigir, ressuscitado por decisão do governador às vésperas da campanha eleitoral e, mesmo assim, com ares de comício bancado com dinheiro público. A atitude subserviente ficou ainda mais patente quando milhares de estudantes saíram às ruas para denunciar a situação das escolas estaduais, e o que se ouviu sair da boca dessa turma foi um constrangido silêncio.
  7. Essa mesma atitude foi assumida quando chegou a hora de João Azevedo tratar da formação de sua chapa, e o papel periférico dessa “esquerda” se revelou de vez quando assistiu da arquibancada, as disputas, primeiro entre Efraim Filho – sim, Efraim Filho foi candidato a candidato na chapa majoritária de João Azevedo até abril de 2022 – e Aguinaldo Ribeiro pela única vaga ao Senado. E, depois, entre o Progressistas e o Republicanos pela vaga de vice, dois partidos que, não esqueçamos, compõem a coligação nacional em apoio a Jair Bolsonaro. Como previsto, a vaga ficou com o dono do futuro governo (em caso de reeleição), Aguinaldo Ribeiro, que indicou o sobrinho, Lucas Ribeiro. E tem gente que abre a boca para chamar João Azevedo de “progressista”!
  8. Hoje, esses grupos de “esquerda” continuam sua peleja para permanecer no governo, vociferando no segundo turno contra a oligarquia “Cunha Lima” – aliás, mais um parêntese: essas mesmas pessoas ficaram caladas quando João Azevedo convidou Romero Rodrigues para apoiá-lo. Eles também esquecem de lembrar que votaram e seguem votando no candidato a vice de João Azevedo, o mais novo rebento da oligarquia Ribeiro, que, caso os planos dessa turma deem certo, deve assumir o governo daqui a menos de 4 anos e, claro, candidatar-se à reeleição, formando chapa ao lado da mãe, Daniella Ribeiro, e do próprio Azevedo, ambos candidatos ao Senado.
  9. As derrotas de Ricardo Coutinho e Veneziano Vital completaram o ciclo da verdadeira reação conservadora iniciada e comandada por João Azevedo nos últimos quatro anos na Paraíba. Como lembrou a pedagoga Kemilly Vitória, foi a disposição de Veneziano Vital e Ricardo Coutinho que salvou a esquerda de uma derrota ainda maior na Paraíba, pois sem chapa que os dois formaram como ficariam as candidaturas de Luiz Couto, Estela Bezerra, Cida Ramos e Márcia Lucena? “Depois da aliança de João com o PP, se dependesse dele, todos esses estavam extintos da política”. Para Kemilly Vitória, tanto Veneziano quanto Ricardo foram “gigantes!” (veja abaixo).
  10. Vejam o que aconteceu com a rebordosa que atingiu esses grupos que permaneceram alinhados João Azevedo batendo esteira para os Ribeiro: na esperança de que os cargos no governo compensassem a contradição explícita de alianças injustificadas, os dois candidatos apoiados desses (ex?) petistas (Anísio Mais e Frei Anastácio), desconectados da disputa real, longe do campo que permitiu vitórias do passado, não conseguiram se reeleger. Esse é o resultado de que se entrega ao fim da política. E essas derrota os tornará ainda mais periféricos em um futuro governo João Azevedo, sobretudo porque venderam um peixe que jamais puderam entregar.

Quem quiser se enganar com João Azevedo mantenha-se firme, mas nunca poderá alegar no futuro, desconhecimento sobre o sentido geral do que representará a vitória de João Azevedo no segundo turno. A opção agora é, sem ilusões ou comportamentos ingênuos, derrotar essa reação conservadora comandada por João Azevedo e repor na Paraíba os termos que continuam a marcar as disputas políticas em todo o Nordeste.

Chega de formalismos pseudo-analíticos.

PALANQUE LULA-PEDRO? Veneziano e Pedro têm agenda na mesma hora e local amanhã

O senador do MDB, Veneziano Vital, divulgou, através de sua assessoria, que anunciará amanhã o candidato que terá seu apoio no segundo turno da eleição para governador da Paraíba. O evento está marcado para acontecer às 9h, na sede do MDB, em João Pessoa.

Mais ou menos duas horas depois, a assessoria de Pedro Cunha Lima divulgou sua agenda de amanhã e nela consta que o candidato do PSDB ao governo da Paraíba, que disputa o segundo turno, tem compromisso na mesma hora e no mesmo local onde Veneziano fará seu esperado anúncio.

Como nenhum dos dois desmentiu até agora as conclusões óbvias que o candidato que terá o apoio de Veneziano no segundo turno será Pedro, conclui-se que é o que deve acontecer amanhã.

Veneziano e grupo político anunciarão apoio do 2º turno na manhã desta sexta-feira na sede do MDB, em João Pessoa

O Vice-Presidente do Senado Federal, Senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) está convidando amigos, correligionários e a imprensa paraibana para participarem de um ato político nesta sexta-feira (07), na sede do Diretório Estadual do MDB, em João Pessoa.

O objetivo é anunciar o seu apoio e de seus correligionários neste segundo turno das eleições para governador da Paraíba. O evento está marcado para as 9h e contará com a presença de Veneziano, que é Presidente Estadual do MDB, prefeitos e demais lideranças políticas que o apoiaram no primeiro turno das eleições.

Desde a segunda-feira Veneziano vem conversando com as lideranças que o apoiaram e ouvindo de cada um as impressões sobre que posicionamento o MDB e demais aliados deveriam tomar neste segundo turno.

Na quarta-feira, a convite do candidato à presidência da República Luis Inácio Lula da Silva (PT), Veneziano participou, em São Paulo, de um importante encontro com a presença de Lula e das principais lideranças estaduais de todo o Brasil que apoiam a candidatura do petista.

Assessoria de Imprensa
Veneziano Vital do Rêgo
Presidente Estadual do MDB da Paraíba

SEGUNDO TURNO: A quem interessa jogar Pedro no colo de Jair Bolsonaro?

É perceptível o esforço do jornalismo governista e de setores de “esquerda” da nossa política de jogar Pedro Cunha Lima no colo de Bolsonaro, quando o candidato do PSDB já declarou sua neutralidade em relação à disputa nacional, isso enquanto Lula precisa ampliar sua votação no Nordeste para se precaver da possibilidade de crescimento da votação do atual presidente no Centro-Sul do país. 

A estratégia desses grupos, como sempre, leva em conta apenas os interesses eleitorais do governador, que foi, lembremos, rejeitado por mais de 60% do eleitorado no primeiro turno, um desempenho pífio para quem concorre à reeleição no cargo. 

Na Paraíba, Lula precisa ampliar sua votação para além dos 65%, o que só ocorrerá se houver possibilidades de diálogo com os 25% de eleitores que votaram em Pedro Cunha Lima no primeiro turno. Lembremos que Pedro apoiou a candidatura de Simone Tebet (MDB) e recebeu o apoio de Ciro Gomes (PDT), dois candidatos que acabaram de anunciar apoio a Lula no segundo turno, sem ter o candidato tucano ao governo expressado qualquer crítica ao candidato petista à Presidência.

Portanto, não interessa a Lula nem ao projeto de consolidar sua vitória no segundo turno o abandono da neutralidade de Pedro Cunha Lima e seu apoio a Jair Bolsonaro, como muitos desejam e torcem, escondendo interesses nem tanto inconfessáveis. E não só por razões eleitorais de curto prazo, mas projetando o futuro governo Lula, que, caso eleito, precisará mais do que nunca de uma base de apoio na sociedade e no Congresso para enfrentar a reação bolsonarista.

Ao contrário. Nesse segundo turno de 2022, serão mais do que bem-vindas iniciativas de construção de comitês Lula-Pedro, como já aconteceram no passado com Cássio e Lula (em 2002 e 2006), mesmo que os bolsonaristas criem os seus. São pontes necessárias para o diálogo. Aliás, o PSDB tem candidatos no segundo turno no Rio Grande do Sul (Eduardo Leite) e em Pernambuco (Raquel Lyra). No caso de Pernambuco, o PT estuda a possibilidade de liberar a militância.

Quem se mostrar contrário à tática eleitoral de evitar a declaração de apoio de Pedro a Jair Bolsonaro apenas explicitará publicamente que a prioridade de eleger Lula é só retórica, usada para justificar e dar lustro progressista à candidatura de um governador cercado de bolsoristas, como Cícero Lucena, de políticos do Centrão, como Aguinaldo e Daniella Ribeiro, e de partidos como o Progressistas e o Republicanos, que apoiam oficialmente a candidatura de reeleição de Jair Bolsonaro.

Do blog de Tião Lucena: Nota de Gratidão de Ricardo Coutinho

Do blog de Tião Lucena

NOTA DE GRATIDÃO DE RICARDO COUTINHO

Ao término do primeiro turno das eleições de 2022 creio que uma certeza emerge da cabeça de qualquer pessoa que sonhe em voltarmos a viver num País civilizado e democrático: ELEGER LULA COMO PRESIDENTE.

Essa necessidade vem da constatação do que vivenciamos no primeiro turno. Foi a eleição do vale-tudo, das fakenews, das truculências, das omissões institucionais. O Brasil precisa de uma cura e ela se chama Luís Inácio LULA da Silva.

Gostaria de agradecer ao povo paraibano pelo aprendizado obtido na dureza da guerra que enfrentei nessas eleições. Agradeço porque estou mais preparado para lutar. Nossa campanha enfrentou as mentiras e as fakenews permanentes que foram crescendo à medida em que se chegava o dia das eleições, desencadeadas por adversários inescrupulosos e por uma parte significativa da mídia, sob o silêncio da justiça eleitoral. Quantos deixaram de votar ou mudaram seus votos diante da mentira de que “o nome de Ricardo não estará nas urnas” ou que “os votos não serão contados e divulgados”?
Como todos sabem desde ontem à noite, após as eleições, meu nome estava nas urnas e os votos foram computados.

Quero agradecer a raça e a coragem de tanta gente que segurou nossa campanha ao Senado, na crença de que é possível fazer política com princípios de que os fins não justificam quaisquer meios para se conseguir os objetivos. Até o financiamento da nossa campanha com recursos do meu partido, através do Fundo Partidário, foi bloqueado nos deixando sem meios de competir minimamente e nos tirando a capacidade de nos contrapor a essa articulação anti-ética de subversão da verdade.

O importante é saber que o que marca a luta coletiva das pessoas em busca de civilidade é a resistência, a resiliência, e a capacidade de luta que demonstramos ao longo desses períodos de “pouca luz” que periodicamente atravessamos. Não é o vale-tudo, a mentira e a enganação de propósitos. Esse(a)s que se utilizam carregarão para sempre esse estigma.

Agradeço ao meu companheiro de chapa, Veneziano Vital do Rego, pelo aprendizado e direito de sonharmos uma Paraíba novamente liberta de tantos vícios retrógrados que tanto nos atrasou ao longo desses últimos anos.
Minha gratidão ao meu partido, o PT, pela caminhada solidária na certeza de que precisamos nos organizar e nos fortalecer cada vez mais para contribuirmos mais efetivamente para mudar a vida do nosso povo.

Minha gratidão a todos que me proporcionaram disputar as eleições mais desafiadoras que já disputei. Foi emocionante sentir os focos de resistência de uma parcela considerável da população sedenta por justiça social e esperanças para a vida.

Agora, é LULA. Que cada um de nós possa fazer mais que o máximo possível para eleger LULA Presidente e devolver a todos o direito a ser felizes.

João Pessoa, 03 de outubro de 2022

Ricardo Coutinho

CARTA: Veneziano agradece votação e conclama o povo paraibano a eleger LULA presidente no segundo turno

Aos amigos e amigas da minha amada Paraiba

Gostaria de, inicialmente, agradecer o carinho de cada um dos 373.511 paraibanos. Foi uma caminhada maravilhosa, da qual tiramos aprendizados e cultivamos ainda mais amizades. Sinceras e encorajadoras.

É hora de registrar o meu mais profundo sentimento de gratidão. Primeiro a Deus, que nos permitiu chegar até aqui com o apoio de tantos companheiros e companheiras, que honraram seus compromissos, que deram tudo de si para que nossa campanha fosse bela, maravilhosa e empolgante.

Agradecer também aos companheiros que estiveram conosco nesta jornada, a exemplo do companheiro Ricardo Coutinho, da companheira Maísa Cartaxo e dos candidatos a deputado federal e estadual dos partidos aliados.

Também agradecer a todos os paraibanos que ouviram nossa mensagem de apoio, de compromisso e de esperança na eleição do nosso presidente LULA. A necessidade de trazer de volta ao nosso Brasil o respeito e a cordialidade entre as pessoas, a garantia da liberdade e a harmonia entre poderes e instituições nos move a continuar defendendo a eleição de LULA como única alternativa, neste segundo turno, para o futuro do nosso Brasil.

Por isso que, neste instante, ressalto e reafirmo a necessidade de eleger LULA presidente, para garantir as propostas que realmente interessam ao país e que beneficiarão o nosso povo, como o permanente combate à fome e ao desemprego, e, principalmente, a garantia da paz e da harmonia que nossa nação precisa.

Sigamos juntos, unidos, fortalecidos, determinados, para garantir a eleição de LULA e a certeza de um Brasil de harmonia, de respeito e de futuro promissor.

E que Deus continue nos abençoando. Sempre!

Veneziano

Vice-Presidenta do TRE diz que votos de candidatos sub judice serão divulgados e computados

A desembargadora Fátima Bezerra, vice-presidenta do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba, concedeu entrevista agora há pouco à TV Arapuã. Sem se referir diretamente ao caso do ex-governador Ricardo Coutinho, candidato do PT ao Senado, ela disse que os votos candidatos sub judice serão “lidos”, ou seja, o eleitorado saberá qual foi sua votação, e “computados”.

Aliás, o que a desembargadora disse não é nenhuma novidade. O presidente do TRE, Leandro dos Santos, em entrevista à rádio Arapuã no dia 15 de setembro, disse que candidatos que disputam a eleição sub judice teriam seus nomes da urna eletrônica e seriam votados.

Isso quer dizer que a campanha de Efraim Filho e Pollyanna Dutra, potencializada por setores da mídia, a imprensa.gov, tentou enganar o eleitor com a informação falsa de que os votos de Ricardo Coutinho seriam anulados.

Veja o que disse a desembargadora Fátima Bezerra.

PODE VOTAR SEM MEDO: Teste da urna eletrônica mostra foto e nome de Ricardo

O eleitor pode ele mesmo fazer o teste, como eu fiz. Caso você pretenda votar em Ricardo Coutinho para o Senadoe ainda tem dúvidas, na hora do voto é só digitar 133. Como mostram as imagens da TV Arapuã no teste de votação feito pro TRE para a imprensa.

IPEC: diferença entre João e Veneziano no 2º turno cai 11% e está em 9%; Veneziano é o candidato com menor rejeição

O crescimento de 6 pontos percentuais de Veneziano Vital na última pequisa Ipec divulgada para o governo da Paraíba tornou o candidato apoiado por Lula com amplo favotismo para ir ao segundo turno com João Azevedo e vencer.

A soma dos outros candidatos de oposição (Pedro Cunha Lima, com 22% e Nilvan Ferreira, com 15% dos votos válidos) é de 37%, e é para esse eleitorado que João Azevedo vai pedir votos para tentar vencer no segundo turno.

João Azevedo tem um problema adicional, tão grave quanto o apontado acima. Dos principais candidatos ao governo, Azevedo tem 27% de rejeição e está empatado tecnicamente com Nilvan Ferreira, que tem 29%, 2% a mais.

Entre os principais candidatos, Veneziano Vital ostenta o menor índice de rejeição (16%), uma ótima notícia para o emedebista. E nem se pode dizer que esse percentual se deva ao desconhecimento de um político que nos últimos anos foi prefeito de Campina Grande, deputado federal e hoje é Senador.

Problemas que já se refletiram na pesquisa Ipec divulgada hoje. A vantagem relativamente tranquila do governador vem caindo sistematicamente numa disputa de segundo turno quando é confrotado com veneziano. Na última pesquisa divulgada no dia 22/09, a diferença entre os dois era de 20 pontos; na divulgada hoje, essa diferença caiu para 9%. Como o governador permaneceu estagnado na pesquisa de primeiro turno, é bem provável que essa diferença seja bem menor quando a for realizada a primeira pesquisa do segundo turno. É bom levar que conta que simples ida de Veneziano para o segundo turno deve reverter expectativas de vitórias e, claro, de apoios.

IPEC: Veneziano arranca, cresce 6 pontos e deve ir ao 2° turno com João Azevedo; Ricardo continua liderando para o Senado

O Ipec divulgou pesquisa de intenção de voto sobre a eleição majoritária na Paraíba, a última do primeiro turno.

O números para o governo revelam que Veneziano deu uma arrancada, crescendo 5% entre a última pesquisa e a de hoje. O mais provável é que o movimento captado pelo Ipec nesses últimos dias de campanha (a pesquisa foi realizada entre 29/09 e 1/10) seja mantido amanhã e o candidato apoiado por Lula na Paraiba obtenha um percentual bem maior que o que a pesquisa mostra.

Com a realização do segundo turno mais que assegurada com a presença do atual govenador, o crescimento de 6% de Veneziano, muito acima da margem de erro, que é de 3%, indica que o candidato da coligação MDB-PT-PV-PCdoB praticamente assegurou a segunda vaga no segundo turno.

Liderança de Ricardo na eleição para senado resiste às fake news

Outra grande notícia para o campo progressista da Paraíba que a pesquisa Ipec mostrou foi a resiliência mostrada pelo o ex-governador Ricardo Coutinho, submetido nas últimas semanas a uma campanha desleal dos seus principais adversários (Efraim Filho e Pollyanna Dutra), que martelou a fake news de que o voto em Ricardo seria nulo.

Ricardo tem 33% na pesquisa, e se mantém à frente do principal adversário Efraim Filho. A candidata de João Azevedo, Pollyanna Dutra, está fora da disputa, bem atrás dos dois.

Deu certo, pelo visto, a contra-ofensiva da campanha do petista, que deixou claro e convenceu seu eleitor, de que suas chances são imensas de assumir o mandato caso amanhã seja eleito Senador amanhã. Quem não viu ainda esse vídeo do advogado Igor Suassuna deve fazê-lo caso ainda tenha dúvida.

O advogado Igor Suassuna começa o vídeo dizendo que “voto útil é em Ricardo Coutinho”. Mais do que nunca, essa afirmação é verdadeira. Ricardo é o único candidato que pode impedir o desastre político que seria uma vitória de Efraim Filho para o Senado.

1° TURNO: Campanha de Lula, Veneziano e Ricardo se encerra com carreata gigante em João Pessoa

A campanha de Lula à Presidência, de Veneziano ao Governo da Paraíba e Ricardo Coutinho ao Senado foi encerrada com uma carreata pelos principais bairros de João Pessoa.

Sobretudo nos bairros mais periféricos, a carreata foi saudada pelo povo, que fez o L, pediu bandeirolas da campanha e vibrou com a passagem dos candidatos de Lula na Paraíba.

A campanha de primeiro turno da coligação MDB-PT-PV-PCdoB chega ao final com grandes manifestações e muito mobilizada. A identificação de Veneziano, sobretudo, como o candidato de Lula só faz aumentar, e é esse o grande temor dos adversários.

Em um estado onde Lula tende uma votação próxima dos 65% dos votos válidos, o apoio do petista pode decidir essa eleição.

D. Miriam tem 87 anos e já está pronta e ansiosa para votar em Lula, Vené e Ricardo.

A senhora da foto acima se chama Miriam Araújo. Moradora de Jaguaribe, D. Mirian tem 87 anos e é eleitora de Ricardo Coutinho desde a primeira eleição de Vereador. E ela está pronta para dar mais um voto ao político que conheceu ainda criança nas ruas de Jaguaribe e de quem continua a sentir orgulho.

Para a ocasião especial da eleição de amanhã, D. Mirian fez uma bolsinha de crochê onde já guardou o título e a identidade e na qual escreveu com agulha e linha um “cola” para não esquecer dos nomes dos seus candidatos: “Lula, Vené, RC”.

O filho de D. Miriam, Ricardo Araújo, me enviou a foto da mãe e contou uma história que não posso deixar de compartilhar com vocês: D. Mirian é tão ricardista que encontrou uma maneira de pedir votos no dia da eleição e na fila de votação:

“Quando Ricardo foi candidato a prefeito, ela levou sementes de girassol, já que era proibido distribuir panfletos. Entregava às pessoas que estavam na fila. ‘Para você plantar e iluminar sua casa com um girasol”.

D. Mirian é um exemplo. Com 87 anos, poderia ficar em casa e não sair para votar. Ela, porém, continua com muita energia e disposição cidadã. Esse é o Brasil e a Paraíba que ela também ajudou a construir. E quer de volta.