Secretário de Saúde cita números que mostram que pandemia está fora de controle na Paraíba

Hoje, o Secretário de Saúde da Paraíba, Geraldo Medeiros, deu informações que deveriam ter deixado a Paraíba perplexa e, sobretudo, preocupada.

Em entrevista à rádio Arapuã, Medeiros disse, entre outras coisas, que a pandemia avança aceleradamente pelo interior do estado. Um número é revelador desse fato que, se não é surpreendente pela incompetência do própria governo estadual em lidar com o avanço da pandemia, é preocupante porque as cidades do interior não tem a mesma cobertura de leitos como na região metropolitana de João Pessoa.

Segundo o secretário, há 60 dias a grande João Pessoa concentrava 64% dos casos, e 36% no interior. Hoje, a situação se inverteu completamente. Enquanto a grande João Pessoa tem 22% dos casos, as cidades do interior chegaram a 78%.

E não pense que essa inversão acontece por conta da melhora da situação em João Pessoa.

O secretário criticou enfaticamente a falta de planejamento das cidades, citando os casos de Campina Grande, Patos e Guarabira, que “flexibilizaram” o isolamento social, como se o governo João Azevedo fosse um exemplo a ser seguido nesse campo. O secretário citou tudo que falta na Paraíba para um ação planejada de enfrentamento da pandemia, como “testagem maciça a população” e altos índices de isolamento social. Risível.

Respondendo sobre o caso se Cabedelo, que pretende fazer uma abertura geral na próxima semana, o secretário mencionou números que revelam o verdadeiro desastre de sua gestão à frente da Secretaria de Saúde. Segundo o secretário, Campina Grande tem o que ele chamou de “grau de duplicação viral”, que vem a ser a taxa se contágio ou de reprodução efetiva (RT) do coronavírus.

João Pessoa tem taxa de contágio de 1,5; a de Campina é 2,1!

Segundo o Secretário de Saúde do governo João Azevedo, Campina Grande atingiu uma taxa de contágio de 2,19 e João Pessoa 1,5, números que deveriam alarmar qualquer um cuja função seja salvar vidas e mostre empatia com os mais pobres. Esses números mostram que a taxa se contágio tanto em Campina quanto em João Pessoa está fora de controle.

Para entendermos a gravidade da situação revelada pelo secretário, veja o quadro abaixo.

Ele mostra a taxa de contágio do estado do Rio de Janeiro e da capital em 24 de junho de 2020. Notem que 1,35 é considerada uma taxa de risco de contágio considerada alta. Essa taxa mede a capacidade de infecção e, portanto, a circulação do vírus.

A ilustração permite visualizar melhor a taxa se contágio. Uma taxa superior a 1 significa que uma pessoa infectada pode espalhar o vírus para pelo menos uma pessoa. Quanto maior a taxa maior a contágio.

Por outro lado, a capacidade de contágio está relacionada a outro índice, o do isolamento social. Isso significa que quanto mais gente infectada circular, mais gente será infectada. Ou seja, quanto maior for a taxa de contágio piores são as condições para flexibilizar o isolamento social. E vice-versa.

Para demonstrar o que foi dito acima, vejamos a evolução da pandemia de coronavírus em dois países europeus. Primeiro a Alemanha.

Fonte: National Geografic

Notem que o primeiro caso de infecção por coronavírus na Alemanha foi registrado em 28 de janeiro de 2020. 16 dias depois, a Alemanha decretou lockdown. O resultado foi uma queda acelerada na taxa de contágio. Hoje, a Alemanha começa a voltar às atividades normais. Mais importante: com uma população de 83 milhões habitantes, a Alemanha teve 5.913 vítimas da Covid-19.

No caso da Suécia, que em nenhum momento adotou o lockdown, o contágio no país escandinavo continua fora de controle, com uma taxa de contágio que se mantém acima de 1.

Fonte: National Geografic

Pior. Com uma população de 10,2 milhões de habilitantes, oito vezes menor que a da Alemanha, 2.274 suecos morreram durante a pandemia de coronavírus até agora.

Se os números que o próprio secretário de saúde da Paraíba mencionou hoje servem para alguma coisa é mostrar que a Paraíba está longe de controlar a pandemeia de coronavírus.

Com a política de abertura e fim progressivo do isolamento social, mesmo diante se números tão preocupantes, seria mais correto e honesto da parte do governador João Azevedo assumir logo que não existe estratégia de enfrentamento da pandemia.

PS. Para comprovar o que disse o Secretário, a Paraíba registrou hoje 2.008 casos.

Machismo: quem tem medo de Amanda Rodrigues?

Foi só o ex-governador Ricardo Coutinho mencionar, na live em que foi entrevistado, ontem, por Wellington Farias e Eloise Elane, a possibilidade da candidatura de Amanda Rodrigues à prefeitura de João Pessoa, para o bueiro do machismo ser destampado e seu odor fétido ser espalhado no ar, através das  ondas de rádio, no caso, da Rádio Arapuã.

Ao comentar sobre a live de ontem (o que, por si só, já é uma demonstração da relevância política de Ricardo Coutinho porque, como dizem os gaúchos, “não se gasta pólvora com chimango”, o radialista Clilson Jr. usou todo seu tempo para atacar Amanda Rodrigues, entre outras coisas, colocando em dúvida sua competência à frente da Secretaria de Finanças, e até mencionando relacionamentos passados da esposa de Ricardo Coutinho.

Será que Clilson Jr. usaria esses argumentos se Amanda Rodrigues fosse homem? Tenho minhas dúvidas.

Ao questionar a competência de Amanda Rodrigues, o radialista esqueceu que, quando ela assumiu a Secretaria de Finanças, em 2016, o Brasil vivia o auge de uma crise econômica que afetava fortemente as finanças públicas.

Ou seja, a administração de Amanda Rodrigues à frente da Secretaria de Finanças foi determinante para que a Paraíba não só atravessasse a crise sem sobressaltos – por exemplo, pagando os servidores em dia – como permitiu que o o governo estadual continuasse a investir e inaugurar obras. Quando Ricardo Coutinho entregou o cargo para João Azevedo, havia mais de R$ 300 milhões em caixa!

Mais uma vez eu pergunto: se Amanda fosse homem, sua competência seria questionada, sobretudo se ele tivesse a seu favor esse invejável portfólio administrativo? Aliás, a administração do atual secretário de Finanças é um desastre e jamais foi criticado. Por que é homem?

Isso para não falar da canalhice de mencionar o ex-marido de Amanda Rodrigues, como se esse detalhe da vida pessoal da ex-secretária pudesse medir sua competência de administradora pública. Mais uma vez, cabe a pergunta: se Amanda Rodrigues fosse homem, mereceria essa lembrança?

Ou o que se valoriza naquele programa da Arapuã é o recato hipócrita dos beatos recém convertidos?

São dois tipos de medo. O medo machista que, como já escreveu Eduardo Galeano, “é o medo dos homens das mulheres sem medo”. E bem resolvidas.

E o medo de Ricardo Coutinho, que eles pensavam morto para a política. Porque o ódio que boa parte da nossa imprensa nutre por Ricardo Coutinho, é proporcional ao medo que sentem do ex-governador. E esse ódio se estende a parentes, aliados e os ex-assessores que não o abandonaram.

E o mais irônico nisso tudo é que quem lançou Amanda Rodrigues candidata a prefeita de João Pessoa foi essa parte da imprensa paraibana. Ela jamais disse que é ou que será candidata.

Além do mais, o PSB é o único partido que conta com três opções de peso para a prefeitura: além de Amanda Rodrigues, que está sendo empurrada para a disputa pelo falatório especulativo da impensa, o deputado federal Gervásio Maia e Ricardo Coutinho, que hoje é uma reserva estratégica de luxo que pode ser usada na eventualidade de sua candidatura se tornar uma necessidade política.

Maranhão e Daniela Ribeiro votam a favor da privatização da água e do saneamento básico

Enquanto mais de 50 mil brasileiros já morreram vítimas do coronavírus, e outras dezenas de milhares podem ainda perder a vida, a maioria do Senado aproveita a oportunidade para enfiar ainda mais a faca nas nossas costas.

O Senado acabou de aprovar o projeto de lei 4.162/2019. Essa proposta, que já havia sido aprovada na Câmara dos Deputados e agora vai à sanção presidencial, privatiza os serviços de saneamento básico.

Pelo novo Marco Legal, os municípios não terão mais autonomia para  escolher o modelo de prestação utilizado nos serviços, que agora ficará a cargo da Agência Nacional de Águas, do governo federal, que terá a mesma organização das agências que regulam os setores de telefonia e energia elétrica, já privatizados.

Hoje, os municípios transferem a administração do serviço de abastecimento de água e saneamento para a CAGEPA, no caso da Paraíba. Como só interessará às empresas o filé mignon, ou seja, administrar regiões com maior disponibilidade de recursos hídricos e maior renda, como a região metropolitana de João Pessoa, e Campina Grande após a transposição, é bastante provável que outras regiões continuem sob administração da CAGEPA. As regiões mais pobres do estado, que precisam de aporte da CAGEPA.

Hoje, são os lucros obtidos nas regiões mais ricas do estado que bancam a manutenção do abastecimento nas regiões mais pobres. A expansão recente dos reservatórios e a grande ampliação do sistema de adultoras feita pelo governo do estado na administração Ricardo Coutinho, permitiu um maior acúmulo e uma melhor distribuição da água na Paraíba, e, portanto, mais segurança hídrica para os paraibanos.

Você acha que uma empresa privada adoraria essa postura estratégica?

Preparem o bolso, porque privatizar significa aumentos no preço da prestação de serviços sempre muito acima da inflação, como aconteceu com a telefonia e energia elétrica.

O senador José Maranhão e a senadora Daniela Ribeiro foram favoráveis ao projeto.

Ricardo não descarta candidatura e deixa claro que com João Azevedo não tem mais conversa

Em entrevista concedida hoje (24/06) ao jornalista Wellington Farias e a Eloise Elane, via Instagram, além de não descartar sua candidatura a prefeito de João, Ricardo Coutinho afastou qualquer possibilidade de aliança ou recomposição com o atual governador João Azevedo.

Wellington Farias quis saber sobre os possíveis candidatos do PSB à Prefeitura de João Pessoa, e citou, além dos nomes de Amanda Rodrigues e do deputado federal Gervásio Maia, o nome do ex-governador.

Como tem feito quado trata dessa questão, Ricardo Coutinho não descartou por completo a possibilidade de sua candidatura. Dessa vez, entretanto, não mostrou tanta resistência com a possibilidade de vir a ser o candidato do PSB, o que deve ter deixado quem acompanha a definição do quadro eleitoral de João Pessoa, principalmente os outros candidatos, com uma pulga ainda maior atrás da orelha.

Ao responder à pergunta sobre a possibilidade de alianças  para a eleição de prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho descartou por completo qualquer possibilidade de uma reaproximação com o atual governador João Azevedo. Disse que as traições políticas de que foi vítima tornam insuperável qualquer aliança, já que, segundo ele, a confiança mútua é a base para qualquer aliança programática.

“Tem coisas que são inaceitáveis na vida e na política. Eu não posso trabalhar com traição, agora o resto da política você discute, porque você discute programa”

No caso do prefeito Luciano Cartaxo, o tom não foi o mesmo. Ricardo lembrou que já fez alianças com as principais lideranças políticas paraibanas, e deixou claro que o mais importante são os objetivos estratégicos, o rumo programático que orientará as composições durante a campanha e a futura administração.

Enfim, na entrevista de hoje, Ricardo Coutinho colocou mais uma peça no quebra-cabeça da estratégia eleitoral que só ele sabe qual é. E não duvidem: quando o Mago entrar em campo, vai entrar pra ganhar.

Quer assitir toda a entrevista? Clique aqui.

Inauguração de escola: esquecido por João Azevedo, povo de Assunção homenageia Ricardo Coutinho

Patrício Silva é um conhecido morador da cidade de Assunção, no Cariri paraibano. E atua como uma espécie de fiscal do poder público na região.

Hoje, ele fez circular um vídeo da escola João Rogério Dias de Toledo,  inaugurada hoje em Assunção. A “tão sonhada escola”, segundo as palavras de Patrício, é uma das tantas obras do governo Ricardo Coutinho na cidade. Uma escola moderna e bem estruturada, maior escola do município.

Inaugurada hoje sem uma menção sequer a Ricardo Coutinho, esquecido por quem governa hoje a Paraíba, o registro de Patrício ao povo de Assunção é um reconhecimento e uma homenagem ao ex-governador.

Tenho certeza que Ricardo Coutinho prefere ser lembrado dessa maneira: pelo povo e com as obras que marcarão seu governo por muito tempo ainda.

Sintep denuncia: estudantes estão sem acesso às aulas virtuais; governo sonega direitos aos professores

Existem determinados setores do Estado que deveriam ser considerados estratégicos por qualquer governo, e, por conta disso, serem resguardados, principalmente durante crises como a que vivemos hoje.

Além da saúde pública, que, mais do que nunca, mostra sua relevância nós dias de hoje, a Educação é estratégica em qualquer país que protege seus jovens e projeta o quer ser no futuro.

Em um país como o Brasil, cujas elites jamais abraçaram um projeto nacional inclusivo, mesmo com as evidentes potencialidades do nosso povo e o gigantismo de nossas fronteiras, são poucos os governos que colocam em prática a retórica da educação como prioridade.

Esse parece ser o caso do governo João Azevedo. Os testemunhos dados pelo Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação do Estado da Paraíba (Sintep) são de uma eloquência ímpar.

O Sintep denuncia (leia aqui) que Secretaria de Educação desmarcou seguidas reuniões previamente agendadas nós últimos meses, isso desde o início da pandemia.

A intenção do sindicato é buscar o diálogo para “construir saídas para este momento tão delicado para a Paraíba e para o Brasil”. Ouvir o que os professores têm a dizer e a propor, sobretudo quando o que está em risco são suas vidas e a vida dos estudantes e das centenas de milhares de famílias envolvidas.

Há três meses, os professores da rede estadual da Paraíba esperam que o governo João Azevedo cumpra os compromissos assumidos, que minimizariam os “impactos do isolamento social no processo educativo”.

Até agora nem os estudantes da rede estadual nem os professores tiveram acesso à internet gratuita para usar o aplicativo adotado pela Secretaria de Educação para as aulas à distância, nem a veiculação de vídeo-aulas em TV aberta.

Até mesmo a distribuição de cestas básicas aos estudantes, anunciada com pompa pela mídia governista, foi iniciada a pouco, ou seja, quase quatro meses depois da interrupção das aulas presenciais. 

O Sintep chama a atenção para a dramática situação da maioria dos estudantes da rede estadual, que estão fortemente prejudicados porque suas famílias não têm meios para pagar internet para os filhos, muito menos os equipamentos necessários para assistirem aulas on-line, aulas que duram turnos inteiros, cinco dias por semana.

Não bastasse essa atitude absolutamente descompromissada com a educação pública estadual, os servidores da educação, principalmente professores e professoras, têm recebido um tratamento que beira a desumanidade por parte do governo: inúmeros erros salariais, rescisões de contrato injustificadas de prestadores de serviço, isso em plena pandemia, licenças maternidade, de saúde e pedidos de aposentadorias negados, pedidos formais e garantidos por lei, cujos recursos são provenientes do Fundeb e da PBPREV. A Assembleia Legislativa e o Ministério Público precisam investigar essa denúncia.

O acúmulo por meses desses seguidos de atos de desrespeito contra os professores e as professoras da Paraíba, e contra os/as estudantes, parte dos quais enfrentará o desafio do Enem no final do ano, justifica a paralisação das aulas virtuais entre 22  e 30 de junho, período em que os docentes estaduais aproveitarão para realizar um planejamento efetivo das atividades.

Mais que um exemplo de compromisso com a educação pública, a atitude do Sintep é uma denúncia e um ato em defesa dos nossos estudantes, que tanto orgulho já deram à Paraíba.

Paraíba se desintegrando: Hospital de Trauma fica quase uma hora às escuras

Ontem, faltou energia no Hospital de Trauma de João Pessoa. Provavelmente por conta do gerador quebrado, o hospital ficou por 40 minutos às escuras.

A enfermeira Leila Fonseca denunciou esse absurdo em seu Instagram. Até a UTI ficou sem energia, além do Centro Cirúrgico e Emergência.

Assim como acontece em Brasília com Bolsonaro, o governo João Azevedo acabou. São estradas sem manutenção, obras paralisadas, investimentos insuficientes em saúde, servidores estaduais que não receberão a metade programada do décimo terceiro, paga ao longo dos últimos oito anos.

O Estado está se desintegrando e é preciso que a Assembleia, que está fazendo sua parte para proteger os paraibanos, aja antes que seja tarde.

Golpismo virou moda na Paraíba: Márcia Lucena mobiliza povo e derrota golpe no Conde

Na última semana, a prefeita do Conde, Márcia Lucena, venceu o que pode ter sido o último empecilho para sua reeleição. Um pedido de cassação do seu mandato foi rejeitado pela Câmara de Vereadores, o que impediu que mais um golpe urdido por um presidente da Câmara de Vereadores, prosperasse.

Porque virou moda na Região Metropolitana de João Pessoa, presidentes de Câmaras de Vereadores encabeçarem processos de afastamentos que os tem beneficiado quase sempre com o cargo de prefeito, sem que precisem de votos necessários, além dos votos dos colegas de Câmara. Prefeitos de Santa Rita, Cabedelo, Bayeux foram vítimas recentes dessas armações.

A prefeita do Conde também, nas ela foi a única a impedir que o golpe prosperaase em sua cidade. E conseguiu isso porque denunciou a armação e quem estava por trás do presidente da Câmara, Manga Rosa.

A armação contra Márcia Lucena começou com o inexplicável ato de renúncia do vice-prefeito, Temístocles Ribeiro Filho. Eleito em 2016 pelo PEN, o médico se filiou ao Patriota, do deputado estadual bolsonarista Walber Virgolino. As alegações de Ribeiro Filho para a renúncia são risíveis: segundo ele, um “projeto de poder que estava sendo implantado na cidade” e que estava sendo perseguido por Márcia Lucena.

Isoladamente, essa renúncia pode parecer um fato descolado do todo, mas se obvarmos que ele está presente, de um jeito ou de outro, nos casos de Santa Rita, Cabedelo e Bayeux, veremos que não foi um caso fortuito. A prisão de Márcia Lucena a pedido do Gaeco do Ministério Público Estadual, em 17 de dezembro do ano passado, levou o presidente de Câmara de Vereadores do Conde, Manga Rosa, a assumir o cargo. Ele nem esperou esfriar a cadeira para assumiu o cargo no dia seguinte.

O plano para assumir definitivamente o cargo contava que Márcia Lucena permanecesse presa por todo o mês de janeiro, mês de recesso do Judiciário, o que daria tempo a Manga Rosa conseguir os votos necessários na Câmara para a cassação da prefeita. O Habeas Corpus concedido a Márcia Lucena pelo ministro Napoleão Maia, do STJ, entretanto, impediu que o golpe no Conde prosperasse.

Manga Rosa não desistiu, entretanto. Em fevereiro, durante sessão extraordinária, com maioria na Câmara de Vereadores, Manga Rosa conseguiu criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as licitações do lixo na gestão de Márcia Lucena.

Márcia Lucena se tornou alvo do processo de cassação do mandato em maio. O argumento para o seguimento do processo foi a suposta participação dela em organização criminosa que teria existido no Governo do Estado entre 2011 e 2018. O caso é investigado pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba.

Como não deu em nada, bastou uma denúncia protocolada por Herman Lundgren Régis, filho do ex-prefeito da cidade, Aloízio Régis, e da ex-prefeita, Tatiana Lundgren, para Manga Rosa levar a plenário o pedidod de cassação do mandato da prefeita. Isso em maio. Marcia resistiu, denunciou a armação, mobilizou o povo do Conde e na última quinta-feira (18) o processo foi arquivado porque não obteve os oito votos necessários para dar continuidade ao processo. Com a votação empatada, Manga Rosa finalmente derrotado se absteve.

No curso dessa luta, uma nota organizada espontaneamente em defesa de Márcia Lucena reuniu mais de 1.110 assinaturas quando foi divulgada em 16 de junho. A nota continua aberta a assinaturas e conta hoje com 1.212 assinaturas (caso queira assinar, é só clicar aqui).

A maneira como Márcia Lucena enfrentou o golpismo é um exemplo a ser seguido por outros prefeitos. Ao enfrentar quem queria lhe derrubar, Márcia saiu dessa luta muito maior do que entrou.

Santa Rita

Todo mundo lembra o caso mais rumoroso de Santa Rita, que abriu caminho para o modismo seguinte de depor prefeitos para que presidentes de Câmaras de Vereadores assumissem o cargo, sempre seguindo o surrado script que conta com o apoio da mídia, sobretudo dos nossos conhecidos blogueiros profissionais.

Em abril de 2014, o então prefeito de Santa Rita, Reginaldo Pereira, foi cassado por unanimidade pela Câmara de Vereadores da cidade. Pereira não conseguiu um mísero voto entre os edis santarritenses, muitos deles ganharam notoriedade nacional recente por usarem recursos públicos para fazerem turismo em Gramado.

O sucessor, Netinho da Várzea, que foi vereador e participante ativo do golpe contra Reginaldo Pereira, assumiu o cargo, mas sentiu na pele os dissabores vividos pelo antecessor. Submetido a processo de impeachment, Netinho da Várzea denunciou tentativa de extorsão de vereadores contra ele. Conseguiu terminar o mandato não se sabe como.

Cabedelo

O atual prefeito de Cabedelo, Vitor Hugo, foi eleito vereador para a legislatura passada (2016) pelo PRB, partido de Roberto Cavalcanti. Deflagrada a chamada Operação Xeque-Mate, que prendeu o então prefeito, Leto Viana, e mais cinco vereadores de Cabedelo, além do afastamento de outros cinco, Vitor Hugo assumiu a Presidência da Câmara para, em seguida, assumir a prefeitura do município.

Apesar de citado pelo ex-vereador de Cabedelo, Lucas Santino, delator da Operação Xeque-Mate, e de ter aparecido em matéria do Fantástico, da Rede Globo, recebendo ele próprio um envelope supostamente contendo dinheiro, Vitor Hugo foi estranhamente um dos cinco vereadores que não foram presos ou afastados a pedido do Ministério Público Estadual. Outro fato estranhíssimo foi a confissão de Leto Viana feita em abril de 2019, um mês depois da eleição de Vitor Hugo para o mandato complementar de prefeito.

Segundo Leto Viana, Vitor Hugo “recebia mensalmente R$ 3.000,00” diretamente das mãos do ex-prefeito, dinheiro que procedia do “desvio de salário dos servidores”. Ainda segundo Leto Viana, quando Vítor Hugo ganhou a eleição para vereador, “recebeu em mãos do interrogado R$ 20.000,00 para aderir à sua base de apoio na Câmara”. (Leia clicando aqui matéria do WSCOM). Leto Viana assumiu o cargo de prefeito após comprar o mandato de José Maria de Lucena Filho (Luceninha), que renunciou.

Vitor Hugo é candidato à reeleição e terá como vice, Messinho Lucena, filho de Cícero Lucena.

Bayeux

Jefferson Kita é o atual prefeito de Bayeux. Assim como Vitor Hugo, assumiu o cargo no último dia 20 de maio, a cinco meses da eleição e sete de concluir o mandato, portanto, depois do afastamento determinado pela justiça de Berg Lima, o prefeito legítimo da cidade, eleito em 2016.

Berg Lima foi preso em flagrante em 5 de julho de 2017, em ação realizada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), por ter sido filmado recebendo dinheiro de um fornecedor da prefeitura de Bayeux. Como ficou demonstrado depois, o vice-prefeito Luiz Antônio estava por trás das ações que levaram Berg Lima à prisão. Gravado em vídeo pedindo dinheiro a um empresário da cidade, Luiz Antônio foi cassado menos de um ano depois de assumir o cargo. Jeferson Kita assumiu interinamente a prefeitura de Bayeux entre abril e dezembro de 2018, até Berg Lima sair da prisão e reassumir suas funções.

Em 20 de maio, o TJPB afastou Berg Lima do cargo, Ministério Público da Paraíba (MPPB), durante uma sessão por videoconferência. Lima foi acusado de contratar servidores fantasmas para a prefeitura de Bayeux em 2017.

Em menos de quatro anos, Bayeux teve quatro interrupções na administração já caótica da cidade e três prefeitos diferentes, o que certamente não ajudou em nada o povo da cidade. Não se pode dizer o Jeferson Kita, que já se prepara para concorrer à prefeitura sentado na cadeira de prefeito.

Kita é do PSB, mas aderiu ao governador João Azevedo desde que foi anunciado o rompimento do governador com Ricardo Coutinho.

Coronavírus: João Azevedo veta gratificação para profissionais da saúde, mas mantém exército de aspones na folha

Como quase todo tecnocrata, João Azevedo é um adepto da austeridade fiscal. Mas, não pense que isso seja uma virtude. Trata-se, antes, de um discurso que é usado para encobrir as inversões de prioridades que escondem injustiças orçamentárias.

Por exemplo. No início da pandemia de coronavírus, o governador fez um remanejamento no orçamento de R$ 7,5 milhões para gastar com publicidade. Não fosse a reação popular a essa medida, que, por razões óvias, contou mais uma vez com o silêncio de quase toda nossa imprensa, a medida teria sido efetivada, para a festa de alguns poucos jornalistas, empresários da comunicação e marketing.

Para baixar o Diário Oficial em que consta esse decreto clique aqui

Enquanto o atual governador é capaz de decretar remanejamento de recursos para atender setores minoritários e em nada prioritários, que enriquecem com dinheiro público, veta a justa e necessária decisão da Assembleia Legislativa, que aprovou projeto de autoria do deputado estadual Nabor Wanderley. O projeto legalização a manutenção de gratificação de produtividade para os profissionais da saúde que, no desempenho de suas funções de salvar as vidas dos paraibanos afetados pela Covid-19, foram também contaminados.

Ora, se um profissional de saúde é afastado do trabalho por ter contraído o vírus, por que não manter a gratificação?

É o mínimo que o povo paraibano pode fazer para reconhecer o trabalho desses profissionais, que arriscam todos os dias suas vidas e as vidas dos seus familiares, mas de prestar-lhes uma justa homenagem nesses tempos tão difícies. Seria uma maneira de dizer a todos/as ele/as que o povo paraibano reconhece e valoriza seus esforços, alguns até com o sacrificio de suas vidas.

Segundo levantamento do Conselho Federal de Enfermagem, ​O Brasil já perdeu 200 profissionais de Enfermagem. De todas as mortes por Covid-19 entre esses trabalhadores no mundo, 30% são brasileiros/as (clique aqui). Há um mês, seis médicos já haviam morrido na Paraíba vítima de Covid-19.

E o governador diz que é medida é inconstitucional “por apresentar vício formal” e ferir o “princípio da segurança jurídica” – no caso do projeto da Assembleia que determinava um desconto nas mensalidades das escolas privadas, as Cortes Superiores já decidiram pea legalidades da norma. O “mercado” é imexível.

Se é assim, ele deveria ter se antecipado a anunciado, junto com o veto, a criação de uma gratificação nos mesmos moldes.

No fim das contas é só uma questão de prioridades. Numa época de recursos escassos, manter as acomodações e os aspones que infestam o atual governo é a prioridade para João Azevedo.

Não tem dinheiro pra tudo. Deu pra entender o que é asteridade fiscal?

Há exatos seis anos, Ricardo Coutinho iniciava a campanha que o tornaria a maior liderança política da Paraíba

Como lembrou Tião Lucena, foi num 17 de junho como hoje que Ricardo Coutinho iniciou sua campanha para governador, em 2014.

Cássio era considerado apontada não só como favorito, mas como um candidato imbatível. Só para relembrar o tamanho da disparidade, Cássio tinha o apoio de 28, dos 36 deputados da Assembleia e da maioria dos prefeitos. Seus apoiadores caçoavam das chances de vitória do mago.

Em março, logo após o anúncio do rompimento com Ricardo Coutinho, eu talvez tenha sido o único a anotar em artigo que a eleição não estava decidida, apesar da grande vantagem do tucano nas pesquisas.

“Os números de Cássio (40.8%) aferidos em um momento tão favorável devem acender o sinal de alerta entre os tucanos. Cássio não está com essa bola toda, como se imaginava”.

Ou seja, Cássio não tinha muito espaço para crescer, já que, em momento algum, superou a casa dos 50%. Era provável que nenhum eleitor paraibano o desconhecesse.

Mas, Cássio continuava a ser incensado pela turma do beija-mão da imprensa, ansiosa pela volta dos velhos tempos. Sem razão, diga-se. Acostumada a olhar para o presente e incapaz de fazer qualquer projeção de tendência, essa turma não foi capaz de observar que, no melhor momento da campanha, Cássio nunca ultrapassou os 50%, chegando no máximo aos 47%, isso sempre pelos prognósticos do sempre simpático às causas eleitorais cassistas, o Ibope. RC já havia pulado de 22 para 33%.

A um mês da eleição, eu registrei:

“O recomendável é esperar um pouco mais. Uma diferença de 14 pontos pode tranquilamente ser retirada em um mês de campanha. A questão a ser respondida é se o eleitor de Cássio estará aberto a mudar de voto. É essa a questão chave.”

Em 19 de setembro, já havia adquirido segurança suficiente para escrever um artigo cujo título antecipava a inexorável derrota de Cassio Cunha Lima: “Segundo turno à vista“. O texto foi recebido com sorrisos de desdém pelos cassistas na imprensa e na política.

“A mais de dois meses estacionado entre os 44%-47%, Cássio não conseguiu abrir uma vantagem que lhe desse a segurança de que não seria alcançado até o dia da eleição e venceria no primeiro turno.”

Em 2014, a eleição foi para o segundo turno e Ricardo Coutinho acabou vencendo com mais de 110 mil votos de frente. Foi a primeira surra eleitoral do até então”imbatível” Cássio.

Se Ricardo Coutinho for candidato a prefeito de João Pessoa, em 2020, enfrentando gente da estirpe de Nilvan Ferreira, Cícero Lucena, Válber Virgulino, Diego Tavares, Ricardo é de longe o favorito, mesmo contra as máquinas partidárias, as máquinas do Judiciário e do Ministério Públicos, unidas para derrotá-lo.

E se RC vencer não será diferente porque sempre foi assim.

Todas as citações desse texto podem ser conferidas aqui.

Gleisi Hoffman a Amanda Rodrigues: “Eu espero que possamos caminhar juntos em João Pessoa e na Paraíba”

Em live realizada no início da noite desta terça (16/06), da qual participaram a deputada federal Gleisi Hoffman (PT-PR), e a ex-secretária de Finanças do governo Ricardo Coutinho, Amanda Rodrigues, ficou explícita a preferência da presidenta nacional do PT por uma aliança na Paraíba com o PSB.

Durante quase uma hora de conversa e troca de ideias, Gleise e Amanda começaram tratando da perseguição a Lula, na destruição da política e de como isso resultou na eleição de Jair Bolsonaro.

Fora da política tem a barbárie. A negação da política, a criminalização da política resultou em Jair Bolsonaro. O Brasil está pagando um preço altíssimo que é ter essa pessoa presidindo o país. Uma pessoa autoritária, que não tem responsabilidade, que não está capacitado para govenar, está jogando o Brasil no caos, que não se preocupa com a vida das pessoas. Esse é o principal resultado se Sérgio Moro”, disse Gleisi.

As duas fizeram duras criticas ao governo Bolsonaro, à ausência de política de apoio aos mais pobres, à preservação do emprego e das empresas durante a pandemia de coronavírus.

Depois, avaliaram o quadro eleitoral que, segundo a presidenta nacional do PT, será fortemente marcado pela crise sanitária e econômica. Para Gleisi Hoffman, as eleições serão uma oportunidade dos partidos de oposição se dirigirem ao povo brasileiro, e certamente serão ouvidos porque as pessoas começaram a perceber que do jeito que está “nós não vamos conseguir vencer a crise.”

Para Hoffman, a eleição de 2020, apesar de ser municipal, terá uma forte influência do componente nacional por conta da “desestruturação do Brasil”, que começou quando, ainda no governo Temer, foi aprovada a “PEC do teto do gasto público”, que foi apoiada e mantida por Jair Bolsonaro. Só do SUS, foram retirados mais de R$ 20 bilhões de reais desde 2017, dinheiro que está fazendo falta hoje.

Gleisi usou uma expressão que mostra que as alianças no campo da oposição progressista são uma necessidade: “E, claro, caminharmos juntos com os partidos irmãos, aqueles partidos que fazem oposição ao governo Bolsonaro e que já caminharam juntos na eleição se 2018.”

Gleisi Hoffman fez uma menção direta ao “PSB da Paraíba, do ex-governador Ricardo Coutinho, que sempre foi muito aliado”, certamente lembrando dos momentos mais difíceis pelos quais o PT atravessou depois de 2015, que teve no então governador paraibanos um aliado correto e leal, inclusive no apoio à candidatura de Fernando Haddad na eleição presidencial.

“Eu espero que possamos caminhar juntos em João Pessoa e na Paraíba”, disse Gleisi Hoffman, que sem a menor sombra de dúvida, fala também em nome de Lula.

Ao aceitar o convite de Amanda Rodrigues, que é apontada pela imprensa como uma das possíveis candidatas do PSB à Prefeitura de João Pessoa, e declarar que defende a manutenção da unidade do campo progressista, Gleisi Hoffman deixa claro que a estratégia do PT nacional, principalmente em João Pessoa, é manter a aliança com o antigo aliado.

O vídeo da live pode ser conferido nesse link do Instagram.

Familiares de vereadores, prefeitos e deputado federal pedem e recebem Auxílio Emergencial; milhões que precisam ficam de fora

O Auxílio Emergencial foi criado para desempregados, trabalhadores informaismicro-empreendedores individuaistrabalhadores autônomos durante a pandemia de coronavírus. A proposta enviada pelo governo federal ao Congresso previa um valor de R$ 200,00 para cada beneficiário. A bancada da oposição propôs R$ 1.000,00 e um acordo fixou o valor em R$ 600,00.

Portanto, é de causar repulsa tomar conhecimento que pessoas bem aquinhoadas não apenas se cadastraram, como receberam o valor destinado a famílias em dificuldades por conta da pandemia.

Há um mês, o TCU identificou nada menos que 73.142 CPFs na base de dados do ministério da Defesa que tiveram o valor do benefício depositados em suas contas, entre eles militares da ativa, da reserva, pensionistas, dependentes e até anistiados. Essa turma embolsou quase R$ 44 milhões dos cofres públicos. O TCU determinou que devolvessem o valor do benefício (leia aqui)

Pelo menos, duas esposas de prefeitos fizeram o cadastro. Uma delas, Sari Gaspar Corte Real, primeira-dama da cidade de Tamandaré (PE), colocou o filho de cinco anos de sua empregada doméstica no elevador do prédio de luxo onde vive. Sozinha, a criança subiu até o último andar e morreu ao cair de lá.

Sari Gaspar Corte Real

A primeira-dama de Alagoa Grande, Adriana Karla de Melo Lima, também tentou se passar por uma sem-renda e receber os R$ 600,00 mensais que hoje fazem falta a muita gente.

Adriana Karla de Melo Lima

Tatiana Lundgren Côrrea também. Ela pertence a uma das famílias mais tradicionais da Paraíba. Ex-prefeita do Conde, Tatiana não apenas se cadastrou para receber o auxílio emergencial, como, já em maio, recebeu os R$ 600, que ela deve gastar em um único passeio pelo shopping.

A família de Tatiana é bolsonarista. Em 2018, ela chegou a ser presa acusada de participar de esquema de fraude em desapropriações de terra no Conde.

Tatiana Lundgren Côrrea

Ainda no Conde, Maria Betânia Gomes dos Santos, esposa do presidente da Câmara de Vereadores, Carlos Manga Rosa, e Ana Caroline Pereira da Silva, esposa do vereador Malba de Jacumã, seguiram o mesmo caminho da chefe dos maridos. As duas também foram beneficiadas com o Auxílio Emergencial

Filho de Ruy embolsou R$ 1.200

Durante o primeiro governo de Cássio Cunha Lima, recursos do Fundo de Combate à Pobreza do governo da Paraíba serviram para pagar um festival de privilégios aos amigos do então governador, que hoje atua como lobista se bancos em Brasília.

Foi do Fundo de Combate à Pobreza que saíram os R$ 10,9 mil que bancaram o tratamento dentário de , Emília Mendonça Ferreira, esposa do deputado federal Ruy Carneiro. À época, Carneiro era secretário da Juventude, Esporte e Lazer.

Hoje, ficamos sabendo que Ruy Carneiro Filho, filho do deputado tucano, é um rapaz que vive em grandes dificuldades financeiras. Ao ponto de precisar se cadastrar e receber R$ 1.200,00 dos cofres públicos, o equivalente a duas parcelas do Auxílio Emergencial. Só hoje, quando se tornou pública, o deputado divulgou nota condenando a atitude do filho.

Eu só quero lembrar que, muito provavelmente, os nomes mencionados acima, não faz muito, bradavam contra a corrupção, e esses casos vão se juntar a tantos outros de notórios corruptos que balançavam a bandeira da moralidade.

O comportamento execrável que agora vem a público expõe as vísceras da hipocrisia, da impostura e da desonestidade dessas pessoas, agravadas pelas circunstâncias de um país em quase desespero por conta de uma pandemia que destrói vidas, empregos e empresas, que empobrece a todos/as, mas, sobretudo, causa sofrimento aos mais pobres.

São exemplares de uma elite política patrimonialista que, por não saber distinguir as fronteiras entre o público e o privado, é capaz de se apropriar do que não lhe pertence, mesmo de valores que, para eles, representam migalhas, mas que fazem falta na mesa dos mais pobres.

VIDAS IMPORTAM? A tempestade perfeita para o coronavírus já começou

Miguel Nicolelis é coordenador do Comitê Científico do Consórcio Nordeste, criado pelos governadores nordestinos para orientar ações de enfrentamento à pandemia de coronavírus.

Em entrevista hoje à Folha de São Paulo, Nicolelis disse que não é o momento nem de reabrir as atividades econômicas, muito menos de relaxar as medidas de isolamento social.

Para Nicolelis, o maior problema que o Brasil enfrenta hoje para chegar ao controle da pandemia é a inépcia do governo federal que resulta na inexistência de uma coordenação nacional que unifique as ações.

Ao invés de melhoria no quadro, segundo ele, o que temos é uma tempestade perfeita se formando e suas nuvens escuras se aproximam perigosamente.

Curva ascendente dos casos de Covid-19, que aumenta com rapidez a circulação do coronavírus, isolamento social abaixo dos 50%, ocupação de leitos de UTI beirando os 80%, e os meses de chuvas chegando no Nordeste, e, com as chuvas, os inevitáveis aumentos nos casos de influenza, H1N1, dengue e chikungunya, que vão pressionar ainda mais as redes públicas de saúde, sobretudo con crescimento da demanda de leitos de UTI.

“Essa tempestade perfeita (…) já começou. Estamos nela, mas não explodiu da maneira que ela provavelmente pode explodir”, disse ele.

Os alertas vêm de todos os lados, agora de um dos maiores cientistas do mundo. Portanto, nenhum/a governador/a ou prefeito/a poderá alegar desconhecimento das consequências que o afrouxamento do isolamento social poderá provocar.

Certamente, eles têm uma escolha pela frente: ou priorizam a proteção do seu povo ou a proteção dos negócios.

Eu nunca disse que desemprego provocado e as grandes perdas econômicas, com reflexos na arrecadação dos governos, deveriam ser desconsideradas. Com algumas poucas exceções, todos perdem durante uma pandemia. Mas, tenho repetido desde o começo que a única mais rápida maneira de superar essa situação seria uma radical política se isolamento social. É o que a experiência internacional tem mostrado. O Brasil se mostrou incapaz até de aproveitar essa vantagem, que foi a chegada tardia do coronavírus em nosso país, para se preparar melhor e sair mais rapidamente da crise. Chegamos em meados de junho com uma curva ascendente de contágio e mortes.

O grau de irracionalidade chegou a um nível tal que, ao invés de optarem pela pressão aos governos estaduais e municipais pelo retorno das atividades econômicas, essa parte do empresariado deveria ter se organizado para exigir financiamento a juros baixos – no caso do micro e pequenos, a fundo perdido – para conseguirem atravessar essa crise.

É certo que a fraqueza política, a inépcia administrativa, a incapacidade de planejar e a falta de liderança de governadores como João Azevedo contribuíram decisivamente para essa situação.

Talvez tenha chegado a hora da sociedade civil estabelecer diálogos, escutar quem pode ajudar nessa hora, e construir um consenso mínimo.

Chegou a hora de fazermos a escolha certa.

SÓ AGORA? Sérgio Moro critica “politização” da Polícia Federal.

O ex-juiz que condenou Lula, dando o primeiro passo para excluí-lo da eleição de 2018, e depois virou ministro de Jair Bolsonaro, parece que começou a enxergar alguns problemas em ações da Polícia Federal que antes de sair do atual governo parecia incapaz.

Sérgio Moro criticou hoje, em entrevista concedida à Rádio Gaúcha a politização das investigações da PF.

— O trabalho sempre foi feito normalmente, mas é ruim tentar se politizar essas investigações da PF. Isso deveria ser evitado — disse ele.

Quem acompanha as opiniões e ações de Sérgio Moro desde que ele era juiz da Lava Jato, percebe que a saída sua saída do atual governo fez milagres na percepção sobre o papel das instituições.

No caso da Polícia Federal, quantas prisões ilegais e conduções coercitivas, vazadas com antecedência para o registro espetaculoso da mídia aliada da Lava Jato, o ex-juiz autorizou, sem nunca ter registrado uma única palavra crítica aos abusos cometidos entre 2015 e 2018?

Quem não se lembra que Sérgio Moro resolveu visitar a sede da PF, em João Pessoa, no dia do julgamento do Hebeas Corpus concedido pelo ministro do STJ, Napoleão Nunes Maia, pelo pleno do tribunal. A intenção de pressionar politicamente o STJ foi explícita demais, mas de nada adiantou, porque o Brasil já tinha cansado das artimanhas do ex-juiz da Lava Jato.

Fora da magistratura e do governo, Moro agora está preocupado com uma prática que ele mesmo começou. Ele abriu a Caixa de Pandora e pode ser engolido pelos males que ajudou a liberar.

Nilvan Ferreira e Jair Bolsonaro são iguaizinhos

Os dois são iguaizinhos.

Bolsonaro hoje:
“Foi noticiado ontem, também de forma não comprovada ainda, como nada é comprovado na questão do coronavírus, que a transmissão por parte de assintomáticos é praticamente zero.”

Nilvan Ferreira hoje:
“Uma técnica da OMS disse que é rara a transmissão de um assintomático para outra pessoa.”

Trata-se de uma informação atribuída à chefe do programa de emergências da Organização Mundial da Saúde, Maria van Kerkhove, que ela foi obrigada a desmentir hoje. “Estamos absolutamente convencidos de que a transmissão por casos assintomáticos está ocorrendo, a questão é saber quanto”, disse ela.

Esse desmetido foi noticiado pelo G1 às 10h53 da manhã de hoje, mas, mesmo assim, Nilvan ocupou seu comentário inicial no programa Correio Debate, que começa ao meio-dia, repetindo a fake news de Jair Bolsonaro para confundir ainda mais a população.

Como vocês devem saber, tanto Nilvan quanto Bolsonaro são renomados infectologistas. Nilvan, principalmente. Só que sua especialidade não é tratar pessoas, Mas infectá-la com outro vírus tão grave quanto, o vírus da desinformação e do ódio a tudo que cheire à ideia progressista.

Ele não faz só porque o patrão Roberto Cavalcanti manda, faz também para defender Jair Bolsonaro, que já ameaçou até sair da ONU e retirar o Brasil da Organização Mundial da Saúde.

Os dois não estão preocupados com quem continua a morrer nos hospitais pela infecção provocada pelo coronavírus. Os 507 paraibanos que pereceram até agora são números, para ele e para o patrão, irrelevâncias estatísticas diante do lucro que se deixa hoje de realizar. Se outros tantos morrerão mais, isso também é irrelevante.

Tanto que  sequer uma palavra de solidariedade às famílias das vitimas foi manifestada. Pelo contrário, o que o Ministério da Saúde tenta fazer hoje, escondendo os números de vítimas, é o mesmo que sugeriu Roberto Cavalcanti semanas atrás, quando defendeu o apedrejamento de jornalistas que divulgam o número de mortos por Covid-19.

MESMO COM 507 MORTOS POR COVID-19 NA PARAÍBA, João Azevedo pretende acabar com isolamento social

O Brasil chegou ontem a 37.712 mortos por Covid-19 e a aceleração ascendente dos casos, por enquanto, não dá sinais de arrefecimento.

A situação ainda é pior no Nordeste.

Segundo matéria do UOL, a análise dos números recentes dos infectados por coronavírus no Brasil deixa clara que o Nordeste já é o epicentro da pandemia e a tendência é a região “passar a ser, nos próximos dias, a região com mais diagnósticos de covid-19 no Brasil”.

Ontem, segundo o UOL, a região Nordeste chegou aos 250  mil casos, o mesmo número da região  número da região Sudeste, isso, claro, sem considerarmos as subnotificações. (Leia a matéria clicando aqui)

Os números da Paraíba confirmam a escalada do coronavírus entre os nordestinos. De 18 de março, quando foi registrado o primeiro caso oficial de contaminação por coronavírus na Paraíba, a 18 de abril, os estado já tinha 200 casos e 30 mortes registradas por Covid. Dois meses depois, o casos já haviam chegado a 4.347 e o número de mortes a 194 (leia matéria do G1 aqui).

Ontem (08/06), a Paraíba chegou a 20.951 casos confirmados e ao triste registro de 507 mortos, 23 mortes em apenas um dia.

Os gráficos abaixo nos permitem visualizar a escalada da contaminação por coronavírus e das mortes provocadas pela doença entre os Paraíba.

Não bastasse isso, a ocupação de leitos de UTI chega a 69% em todo o Estado e a 81% na região metropolitana de João Pessoa, onde estão concentrados o maior número desse componente fundamental para o tratamento dos doentes.

Mesmo com esses dados tão alarmentes, o fim do isolamento social já é dado como certo na Paraíba, e tanto o governador João Azevedo como seus assessores mais próximos já falam abertamente do reinício progressivo das atividades econômicas.

O Procurador-Geral do Estado, Fábio Andrade, já anda debatendo o plano de retomada da economia da Paraíba – certamente essas discussões não envolvem sindicatos e representações de trabalhadores para escutar o que eles acham.

O prefeito de Cabedelo, Vitor Hugo (PRB), anunciou ontem que pretende liberar o funcionamento progressivo das atividades econômicas no município.

Sem se preocupar com a quantidade de leitos de UTI que a cidade que governa dispõe para tratar os cabedelenses infectados por Covid-19 que desenvolverão os sintomas graves da doenca, a única coisa que parece interessar a Vitor Hugo é servir aos interesses do empresário Roberto Cavalcanti, que, apenas por acaso, também é filiado ao PRB da Igreja Universal – a sina dos prefeitos de Cabedelo, pelo jeito, é obedecer a empresários que atendem pelo nome de Roberto.

Ontem, os radialistas Nilvan Ferreira e Vitor Paiva deram continuadade à sua cruzada para acabar com o isolamento social no Sistema Correio, o que é uma pequena amostra do quanto tanto o sistema quanto os radialistas – Nilvan é candidato a prefeito de João Pessoa – estão preocupados com o bem-estar do povo paraibano.

Enfim, os mesmos responsáveis pelo fracasso do isolamento social – a escalada da contaminação está aí para mostrar isso – são os mesmo que agora querem voltar às atividades normais quando a Paraíba já tem mais de 500 mortos por Covid-19.

Se o ainda presidente Jair Bolsonaro queria companhia para dividir suas responsabilidades com o genocídio em curso (são quase 40 mil brasileiros mortos), provavelmente terá a companhia de alguns governadores e prefeitos.

Arquiteto Germano Romero: “Márcia Lucena sofre uma imensa e agressiva perseguição da oposição política”

O arquiteto Germano Romero tem escrito em seu perfil no Facebook depoimentos comoventes em defesa da administração de Márcia Lucena, no Conde.

No último, postado hoje (05/06), Romero mostra a incongruência que é ter uma administração que “sofre uma imensa e agressiva perseguição da oposição política, oriunda de pessoas ligadas ao tenebroso passado do município” , mesmo o Conde não tendo tido até hoje uma administração à altura do “nível que a cidade e o seu sofrido povo merecem.” Será que virou uma proibição administrar bem na Paraíba?

As palavras do renomado arquiteto nos leva à uma inquietante e, por isso mesmo, necessária questão. Por que esse olho de lupa do Ministério Público estadual contra a administração de Márcia Lucena, no Conde? Por que não a mesma postura não se repete em outras prefeituras? A escolha é ideológica?

Claro que o arquiteto não adentra nesses meandros, mas seu depoimento demonstra que começa a dar na vista que há mesmo uma predileção, uma certa “obsessão”, do MPPB e da juíza local em relação ao Conde.

Abaixo, a postagem do arquiteto Germano Romero, em seu Facebook.

Não nos importa se é de esquerda, de direita, de centro, de centro-esquerda, de centro-direita. Não nos importa se é do PSL, PT, PSOL, PMDB, Pererepê, Perepepol. Não importa se sua gestão tem falhas, pois se é composta por seres humanos, imperfeitos na sua natureza, jamais poderia ser perfeita. Aliás, lembrando o grande maestro Eleazar de Carvalho, “a perfeição é o início da decadência”.

O que nos importa é que nos quase 50 ANOS em que convivemos, moramos, feriamos, praiamos e testemunhamos a evolução urbana, social, político-administrativa e turística do município de Conde, NUNCA vimos uma gestão tão profícua, trabalhadora, produtiva e eficaz na mais ampla pulverização de serviços públicos.

Infelizmente, desde o primeiro dia em que colocou os pés na prefeitura, Marcia Lucena sofre uma imensa e agressiva perseguição da oposição política, oriunda de pessoas ligadas ao tenebroso passado do município que NUNCA teve uma administração no nível que a cidade e o seu sofrido povo merecem.

É difícil, muito difícil, mas, quanto mais se vencem os desafios, mais se percebe o nível de incansável dedicação dessa mulher que já faz história na política paraibana. Siga em frente, Márcia. O Conde agradece.

A covardia que nos paralisa e por onde o fascismo avança: quem defende Márcia Lucena?

Onde estão os verdadeiros democratas da Paraiba? Em que local se esconderam os covardes que só vêem perseguição quando esta se abate sobre o ex-presidente Lula? Viraram também caolhos, ou a covardia também cega?

Onde estão os que vivem de assinar manifestos, notas de repúdio, postagem nas redes sociais, que não vêem a mais abjeta perseguição política que se prática hoje contra uma prefeita, cujo único pecado apontado até agora contra ela é ser professora e pertencer a uma família de professores? Caso pertencesse a uma família tradicional jamais seria importunada.

Onde está a OAB? Os advogados em defesa da democracia?

Onde está a representação da CNBB, onde está a voz dos que falam em nome da generosidade de Francisco, que combate as injustiças onde quer que se manifestem?

Onde estão a Une e a Ubes? Onde estão os sindicatos que vivem a berrar contra o “fascismo”, quando o fascismo do Ministério Público da Paraíba bate à porta, dia sim outro também, da prefeita Márcia Lucena, ameaçando-a com as armas da Justiça, das quais ninguém tem defesa?

Não, meus caros e caras, essa covardia é inaceitável. De que vale recitar Bertold Brecht, de que vale lembrar dos pretos assassinados aqui e nos Estados Unidos pelo fascismo da polícia branca, de que vale lembrar das atrocidades de Hitler ou Mussolini, se somos incapazes de reagir, por pura covardia, ao partido político que muitos procuradores e muitos juízes e juízas da Paraiba informalmente se filiaram, o partido de passado e do familismo do patronato político brasileiro?

Em razão do que escrevi acima, eu poderia recomendar à professora e prefeita Márcia Lucena, do Conde, que desista, que se entregue, que deponha as armas diante de luta tão desigual. Mas, não. Não vou fazer isso, porque o povo do Conde está cada vez mais do seu lado. E é com ele, só e por ele, que você conta para continuar na batalha.

ACREDITE, MÁRCIA: O POVO DO CONDE VENCERÁ AS OLIGARQUIAS!

Abaixo, relato da legítima e única prefeita do Conde.

Defesa de Ricardo Coutinho acusa Ministério Público de parcialidade e prática de lawfare

O advogado Eduardo de Araújo Cavalcanti publicou nota hoje (05/06), depois de analisar a última denúncia do Ministério Público Estadual, para reafirmar o que a Paraíba inteira já reconhece: não há nenhuma novidade, além da repetição de acusações sem provas, porque unicamente baseadas em delações premiadas feitas por delatores presos e em busca de benefícios.

Aliás, se os promotores (?) do Gaeco tivessem lido com atenção o que escreveu o ministro do STJ, Napoleão Nunes Maia Filho, em sua decisão favorável ao Habeas Corpus que liberou Ricardo Coutinho em dezembro, sobre essa prática, já repelida nos julgamentos das Cortes Superiores, de fundamentar acusações unicamente em delações premiadas, cuidariam de fundamentar com mais zelo suas denúncias.

Mas, como nossos Dallagnóis não estão preocupados em fazer nem praticar Justiça, mas apenas a carnavalização midiática desta, vão continuar na mesma toada, e devem apresentar novas “denúncias” até a eleição. As pesquisas eleitorais podem explicar tal comportamento? Quem sabe?

A situação é tão esdrúxula que beira o surrealismo. Segunda o advogado Eduardo de Araújo Cavalcanti, além de defender o ex-governador, ele é obrigado a exercer funções adicionais de “fiscal da lei, combater o lawfare e lutar pela efetivação das garantias e princípios consagrados na Constituição Federal.”

Enquanto sobra ao Ministério Público o recurso ao vale-tudo jurídico para provar a todo custo suas convicções e vontades.

Abaixo, a nota da defesa de Ricardo Coutinho

A recente denúncia do Ministério Público não possui novidades, trazendo mais uma vez em ação autônoma supostas condutas que já foram narradas no processo em tramitação no Tribunal de Justiça da Paraíba em janeiro deste ano. A peça tem amparo em delações premiadas de pessoas que estavam presas, o que por si só fulmina a voluntariedade da manifestação da vontade exigida pela lei e retira a credibilidade de tais depoimentos.

O bombardeio acusatório a que vem sendo submetido o ex-governador nada mais é do que uma tentativa de crimilizar atos de gestão, ou seja, é a criminalização da própria política. O Ministério Público age com parcialidade, pois é parte acusatória, cabendo à defesa exercer a função de fiscal da lei, combater o lawfare e lutar pela efetivação das garantias e princípios consagrados na Constituição Federal.

João Pessoa, 05 de junho de 2020.

Eduardo de Araújo Cavalcanti

Povo Tabajara se une em defesa de Márcia Lucena: Conde não é senzala dos Lundgreen!

Ontem, o conselheiro do Orçamento Democrático do Conde, Márcio de Jacumã, saiu em defesa da prefeita Márcia Lucena contra as seguidas tentativas da família Lundgreen de desestabilizar a administração do Conde.

Hoje, foi a vez do povo Tabajara de sair em defesa da prefeita Márcia Lucena. Em nota e em vídeo postado nas redes sociais (veja abaixo), o cacique do povo Tabajara Ednaldo, veio a público para exigir respeito à decisão legítima do povo do Conde que elegeu a prefeita Márcia Lucena para governar a cidade.

Nota do Povo Indígena Tabajara de Conde-PB:

“Bom dia! Eu sou Ednaldo, Cacique Representante da Nação Indígena Tabajara de Conde-Paraíba-Brasil.

Hoje (04/06/2020), venho a público para registrar a indignação do meu povo contra atos caluniosos e agressivos praticados pelos vereadores Malba e Adriano, dois conhecidos fascistas bolsonaristas. com processos judiciais engavetados.

Eles invadiram a sede do Poder Executivo Municipal, provocando tumultos e bloqueando o funcionamento da Secretaria de Saúde, em plena pandemia do COVID19.

Essa atitude delinquente e irresponsável não apenas arrisca a vida de seres humanos que dependem do pleno funcionamento do serviço público de saúde.

Configura um ato criminoso de racismo, de desrespeito e de completo desprezo ao povo.

66% de nós somos indígenas, negros, trabalhadores rurais e pobres, com uma herança histórica recente, onde ocupantes de instituições as usavam para maltratar, desprezar, punir e perseguir.

Os tais vereadores alegaram, sem fatos e sem provas materiais periciadas, a prescrição de medicamentos vencidos a pacientes, a fim de justificarem seus atos criminosos.

É MENTIRA! ISSO NÃO OCORREU!

Apoiamos a prefeita Márcia Lucena porque é uma gestora digna, experiente, honesta, competente. E comprometida com políticas públicas inclusivas, que contemplam todos os moradores e moradoras.

Márcia é esta Mulher que pela primeira vez na história de Conde rompeu e quebrou o ciclo de brutalidades, grilagem de terras, exclusão e desvio dos recursos públicos.

E estas são as razões óbvias que fazem ela e sua equipe serem vítimas das tentativas de golpes, de armações escabrosas e do ódio cego, por parte dos que tiveram contrariada a prevalência de seus interesses gananciosos, mesquinhos e espúrios.

Essa história foi praticada impunemente pelo clã dos Lundgreen, que foi politicamente derrotado, vencido, superado, do qual os dois vereadores são LACAIOS RAIVOSOS!

Infelizmente, ainda há pessoas no Ministério Público e no Judiciário local que apoiam e dão consistência a tais práticas e ataques infundados.

Usam as funções públicas que ocupam como um CHICOTE, como se Conde fosse sua Senzala.

NÃO É!

Respeitamos a Justiça e o Poder Judiciário. Mas abominamos sua manipulação e uso para atingir objetivos políticos por vias tortuosas, anulando arbitrariamente a vontade e a decisão do eleitorado.

POLÍTICA SE DECIDE NO VOTO E NÃO NO GOLPE! BASTA! NENHUM ATAQUE A MAIS.

A tentativa de CRIMINALIZAR uma gestão eleita e sintonizada com o povo é, na verdade, A CRIMINALIZAÇÃO INSTITUCIONAL DESSE PRÓPRIO POVO. Exigimos que honrem suas funções públicas!

Mais uma vez: BASTA! Chamamos a atenção do Brasil e do mundo!

Não estamos sós. SOMOS PARTE DA RESISTÊNCIA PELA VIDA! E NOSSAS VIDAS NOS IMPORTAM! FORA FASCISTAS! À LUTA!