Ricardo: “Atitude de João Azevedo em Taperoá mostra que seu governo não está preparado para enfrentar a crise.”

O ex-governador Ricardo Coutinho fez mais uma transmissão em vídeo pelas redes sociais.

Neste sábado à noite, o ex-governador falou à Paraíba e ao Brasil sobre a crise atual e expôs suas discordâncias com as ações improvisadas do governo de João Azevedo, que expõem tanto falta de planejamento quanto o despreparo para enfrentar os desafios impostos ao mundo pelo coronavírus, que tem desorganizado sistemas de saúde inteiros e levado à morte, até agora, dezenas de milhares de pessoas em diversos países.

Ricardo começou mostrando sua indignação com o ato de truculência do governo estadual quando determinou a retirada, à força, de 10 leitos do Hospital de Taperoá.

O ex-governador revelou que tomou conhecimento do fato através de um vídeo do padre de Taperoá, Fabrício Timóteo, em que denunciava ele denunciava “uma verdadeira operação de guerra” realizada de madrugada para levar a cabo a iniciativa, com um batalhão inteiro, cerca de 40 policiais, mobilizados para tirar 10 leitos do Hospital.

Ricardo lembra que o Hospital de Taperóa não existia antes de seu governo, apenas algumas paredes levantadas. “Nós fizemos o hospital e o colocamos para funcionar, demos ao hospital um ritmo bastante importante para uma região que congrega 14 municípios”

Em seguida, RC lembra do silêncio de quase toda a imprensa, uma verdadeira auto-censura. É claro que isso se deve, acrescento eu, aos interesses empresariais e políticos envolvidos, de empresas e jornalistas individuais. Ricardo aproveitou para lembrar qual era o comportamento dessa mesma “imprensa” durante o seu governo.

“A dita imprensa sepultou o assunto em função da forma como o governo age. Na minha época, eu devo dizer que nunca procurei encobrir [fatos desse tipo]. Ao contrário, tinha alguns setores com os quais não existia sequer diálogo, porque esse diálogo era sempre feito através de ‘coisas’ não republicanas e a mim não interessa isso.”

Isso explica o ódio que têm todos eles – é possível identificar um por um – ao socialista.

RC volta ao fato que inspirou sua live, mencionando a forma truculenta utilizada pelo governo e a completa ausência de diálogo, o que provocou um verdadeiro pânico na população em razão de preocupações legítimas do povo da região de Taperoá diante das incertezas de um mundo em crise.

Ricardo lembra que é direito do “gestor público” tomar determinadas iniciativas, mas que é preciso considerar cada situação.

“Faz mais de um mês que a mídia só transmite Covid, só transmite coronavírus, só transmite morte, e a expectativa da desgraça chegando ao Brasil. Há mais de um mês a população só vê isso,” disse ele antes de lembrar que o Hospital de Taperoá é uma referência para o povo da região. “E esse hospital que, num plano que até hoje ninguém conhece, deveria ser referência para a região no tratamento do Covid.”

O ex-governador também chamou a atenção para um aspecto crucial que a truculência de Taperoá revela:

“Eu fico me perguntando: porque o governo do estado faz uma operação de guerra para levar, imagine vocês, 10 leitos! 10 leitos! Eu fico me perguntando: porque o governo do estado faz uma operação de guerra atrás de 10 leitos? É sinal que nem 10 leitos tem. É sinal de que tudo aquilo que vem sendo dito ao longo desses dias, ao longo das ultimas semanas, nada do que foi anunciado até agora está estabelecido.”

Em seguida, RC lembra que os eventos de ontem, em Taperoá, devem inevitavelmente nos causar preocupação e reflexão, porque o fato “deixou atrás de si um rastro de desespero”, e não só na região, mas em toda a Paraíba. “Nós temos um governo que não apresenta concretamente nada, e faz uma operação de guerra por 10 leitos!”

RC constata um fato duro que desnuda definitivamente o caráter do atual governo e do governador:

“E sendo valente para quem é frágil, mas ao mesmo tempo sendo conivente, de cabeça baixa, com alguns que se propõem a levar o povo para o matadouro. Alguns próprio desespero com a possibilidade de verem seus negócio falirem, mas, nesse momento, não se pode ter o fim do isolamento. Nesse momento, ninguém pode ir para o meio da rua, porque não é um direito ir para o meio da rua. O deve é você se resguardar, não só para consigo mesmo, mas também para com o próximo. Nós, enquanto povo e enquanto sociedade, temos que passar por essa etapa, uma etapa dolorosa, porém necessária.”  

Ricardo lembra ainda que se todo mundo for para a rua, o desastre será inevitável, porque a atitude de João Azevedo em Taperoá mostra que seu governo não está preparado para enfrentar a crise.

Eis que a cada live que Ricardo Coutinho faz a Paraíba lembra o quanto ele faz falta. Mais ainda agora, nesse encontro infeliz entre um governador despreparado e um vírus mortal.

Para assistir a transmissão de Ricardo Coutinho clique aqui.

Adriano Galdino deixa João Azevedo sozinho e critica retirada dos leitos dos hospital de Taperoá

Em live realizada na tarde de hoje, o presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino, deu um duro recado a João Azevedo e isolou ainda mais o governador, que decidiu de maneira truculenta retirar a força dez leitos de UTI do Hospital de Taperoá, que atende toda aquela região do Carriri paraibano.

Galdino disse que foi contrário à retirada dos equipamento “na hora” em que o fato ocorreu (2 da manhã de hoje) e continuava contrário. Tudo bem que o que disse Adriano Galdino são palavras ao vento, já que, pelo visto, o governador não levou em conta em nenhum momento a opinião do seu principal sustentáculo na Assembleia – nem de madrugada nem depois.

O que mostra ser esse um governo é um ajustamento de deslealdades.

Primeiro, porque o uso da violência por parte do governador para tirar dez camas do Hospital de Taperoá, depois de ter feito um acordo com o prefeito da cidade, é uma manifestação de indecente deslealdade. Com o prefeito, os vereadores e o povo da cidade.

Segundo, a truculência usada em Taperoá mostra que João Azedo só é valente contra os mais fracos. Na semana passada, duas “carreatas da morte” foram às ruas em João Pessoa e em Campina Grande, o que infringiu a determinação legal que impedia esse tipo de aglomeração.

Nesse caso, João Azevedo não mandou um único policial acabar com o ato ilegal, um ato que certamente ajudou a espalhar o coronavírus pela duas cidades e colocar em risco a vida de muita gente. Mas, coragem “não nasce em pé de árvore”, diria meu avô.

Já no caso de Taperoá, dez viaturas policiais foram usadas para tirar da cidade dez leitos, numa demonstração de força desproporcional, próprio de quem faz uso desses expedientes para tentar mostrar uma autoridade que não tem. Mas, lembrando novamente do meu avô, autoridade “não nasce em pé de árvore”.

Porque, convenhamos, essa demonstração de truculência esconde a falta de planejamento e prepara do atual governador e do seu secretário de saúde para comandar o estado em meio a essa grave crise.

Depois dos mais de três meses em que a crise da Covid-19 avança sobre as fronteiras nacionais, o governo da Paraíba não foi capaz de mostrar até agora nenhuma capacidade de planejamento, o que se revela quando p comprar dez leitos de UTI, precisando retirá-las à forca de um hospital de uma pequena cidade paraibana? A preocupação das autoridades do município são legítimas, afinal como e onde serão atendidos os pacientes daquela região se até os leitos que existiam anteriormente foram retirados?

Por isso, não apenas foi covarde a atitude de João Azevedo e do seu secretário de saúde de determinar a retirada dos leitos do Hospital de Taperoá, como a do presidente da Assembleia, Adriano Galdino, que só manifestou publicamente em defesa da cidade que o prefeito lhe apoia depois da repercussão negativa do caso.

Sem referências de lideranças políticas em um momento grave como o atual, não temos razões para acreditar que enfrentaremos essa crise de maneira adequada.

Abaixo, vídeo da live de hoje em que Adriano Galdino deixa João Azevedo sozinho, tendo abandonado o povo da região de Taperoá.

De madrugada e usando de truculência, João Azevedo transfere equipamentos do Hospital de Taperoá

O padre Fabrício Dias Timóteo, da cidade de Taperoá, denunciou para a toda a Paraíba que, por volta das 2 da madrugada de hoje (04/04), o governador João Azevedo determinou a transferência de 10 leitos e todos os equipamentos, do Hospital Geral de Taperoá. Os equipamentos serão usados para montar o hospital de campanha, o que revela mais uma mentira do governador.

Segundo padre Fabrício, foi usada truculência por parte dos enviados pelo governo na ordem de retirada, o que provocou constrangimento aos servidores e pacientes que estavam no local.

Essa foi a segunda tentativa de retirar à força do hospital de Taperoá os equipamentos. Na primeira, ocorrida na semana passada, o prefeito da cidade e vários vereadores, impediram a transferência dos equipamentos.

Hoje, o fato se repetiu na calada da noite. Com isso, o governador descumpriu acordo feito na semana passada de não usar a força para resolver o impasse.

O povo de Taperoá e região já começou uma campanha contra João Azevedo, que descreve bem o tecnocrata que ele é.

João Azevedo vai instalar leitos para pacientes de Covid-19 em estacionamento de hospital para cardíacos

João Azevêdo anunciou essa semana que seu governo instalará 100 leitos em um Hospital de Campanha.

Até aí, tudo bem, é o que vários governadores têm feito pelo país. Eu só estranhei o fato de que esses leitos funcionarão no estacionamento do Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires.

Acho que o governador deve estar ciente dos perigos de instalar leitos para tratar de infectados por coronavírus em estado grave, em um ambiente tão próximo a um hospital especializado em doenças cardíacas. Isso é uma temeridade, não?

Eu lembro que uma das doenças pré-existentes que agravam os sintomas da Covid-19 são as cardíacas.

E, portanto, não me parece uma boa ideia instalar um hospital de campanha para infectados no estacionamento de um hospital de cardíacos.

Não devemos desconsiderar o fato de que os profissionais de saúde que trabalharão no hospital de campanha terão uma grande chance de serem infectados, como tem mostrado a experiência internacional, e mesmo aqui no Brasil – um enfermeiro patoense que trabalhava em São Paulo foi a óbito essa semana vítima da Covid-19. E isso por si só representa um grande perigo para quem trabalha no Hospital Metropolitano. E seus pacientes.

E lugares não faltam na Paraíba. Por exemplo, o Centro de Convenções. Além de ser coberto, ou seja, não haveria gastos para montar cobertura, o Centro de Convenções é vazio nos espaços onde as feiras são realizadas, bastando levar para lá os equipamentos.

Acho que Ricardo Coutinho precisa voltar a fazer lives urgentemente.

Como o governador tem adotado quase todas as sugestões que RC fez durante as duas últimas lives, ocasiões em que o ex-governador analisou a situação e apresentou propostas para o enfrentamento da Covid-19, talvez seja necessário ele voltar a falar.

Isso é urgente porque é cada vez mais preocupante a evidente incapacidade que o governo João Azevedo vem demonstrando num momento crucial é tão grave como o atual.

Incapaz de enfrentar as esperadas pressões numa situação como a de uma pandemia, que causa incertezas na vida de muita gente, João Azevedo vem fazendo concessões que podem custar caro em um futuro breve, já que podemos perder, com isso, a vantagem relativa do vírus ter chegado mais tardiamente à Paraíba.

Por exemplo, no último dia 27, o governo do estado autorizou a reabertura de bancos e lotéricas para atendimento presencial. O resultado é o que você vê abaixo.

Agência do Banco do Brasil, em Tambaú (01/04). Foto enviada pelo Facebook. Ambiente fechado, ar-condicionado central, a maioria dos clientes formada por idosos. O cenário para a catástrofe está montado.

Relatos encaminhados por redes sociais mostram que a situação é ainda mais preocupante em bairros populosos, como Mangabeira,onde a reabertura das casas lotéricas provocou grande filas e aglomerações, isso sem que nada seja feito para impedir essas situações, que são a forma mais eficaz para o coronavírus se espalhar.

Sem falar nas praias, onde as pessoas continuam a enchê-las como se o mundo vivesse em normalidade.

Quando o desastre ganhar a forma que se anuncia há tempos, talvez os alertas mórbidos que vêm de todos os cantos do mundo sejam lembrados. Por isso eu faço esse registro.

Mas, aí já vai ser tarde demais.

Coronavírus: Isolamento social é uma farsa em João Pessoa

Tive que ir à farmácia no final da tarde de hoje e aproveitei para ver o mar e a praia num passeio de carro.

Imaginando que encontraria um cenário desértico, surpreendi-me com o que vi: a paisagem lembrava muito um dia normal, tal a quantidade de pessoas caminhando nas calçadas e na areia das praias do Bessa e de Intermares. Muitos idosos, inclusive.

Fiquei muito preocupado com o que vi.

Em João Pessoa, pelo menos entre o Bessa e Intermares, o isolamento social é uma farsa, porque tanto a prefeitura quanto o governo do estado nada fazem para que prevaleça o que, retoricamente, dizem defender: o isolamento social como a única arma para impedir o desastre que se aproxima.

O vídeo abaixo foi gravado por volta das 17 horas de hoje (01/04).

Calvário repete Lava Jato e faz uso de recursos públicos que pertencem ao Estado?

Todo mundo lembra que o procurador da Lava Jato, Deltan Dallganol, tentou criar uma fundação para gerir um fundo cujo montante era de US$ 682,5 milhões de dólares, ou o equivalente a quase R$ 3,5 bilhões de reais pela cotação do dólar, hoje.

Esse montante era proveniente de um multa imposta à Petrobras pela Justiça dos Estados Unidos. A empresa brasileira pagou US$ 3 bilhões de dólares aos acionistas da Petrobras. Já os quase R$ 3,5 bilhões de reais foram pagos ao ao Departamento de Justiça dos EUA e foram repassados ao Brasil em razão da “colaboração” – o termo é esses mesmo, colaboração – da Lava Jato com os procuradores dos EUA.

Ou seja, em nome do Ministério Público Federal, a Lava Jato do Paraná receberia os R$ 3,5 bi para criar um fundo que seria usado, preferencialmente, para financiar palestras “contra a corrupção”, – se isso não é corrupção institucionalizada, essa expressão perdeu completamente o sentido, não acham?

Um procurador “brasileiro” que colabora com interesses de acionistas estrangeiros, em uma ação bilionária contra de uma empresa brasileira, e recebe em troca um montante bilionário para ser gerido por uma fundação criada pelo próprio Dallagnol, sem nenhum controle do Estado.

E não apenas o procedimento foi considerado eticamente questionável, afinal, os recursos foram frutos de uma acordo assinado pelo Ministério Público Federal para ser usado por uma fundação privada.

A própria Procuradora-Geral da República à época, Raquel Dodge, considerou o acordo ilegal já que o Ministério Público Federal estaria extrapolando suas funções e obrigações determinadas pela Constituição. Deltan Dallagnol, um simples procurador, não pode negociar acordos internacionais em nome do governo brasileiro.

Dodge se posicionou numa ação que questionou no STF a legalidade do procedimento, que já havia sido autorizado pela juíza Gabriela Hardt, que substituiu Sérgio Moro na Vara de Curitiba responsável pela Lava Jato. Hardt decidiu que cabe ao Ministério Público Federal do Paraná decidir onde seriam aplicados os recursos provenientes dos Estados Unidos.

Dallagnol e a Justiça americana passam por cima das autoridades brasileiras

A turma do Gaego do Ministério Público da Paraíba pelo jeito não perde uma chancezinha para aparecer usando a Operação Calvário. E na ânsia de ganhar publicidade num momento de grave crise, acabam trocando os pés pelas mãos.

Você deve ter tomado conhecimento que, durante essa semana o Gaeco/MPPB anunciou pela imprensa a entrega 15 respiradores pulmonares à rede de saúde pública da Paraíba. Prestem atenção na data: 25 de março.

Até Sérgio Moro e seu fiel escudeiro, Deltan Dallagnol, divulgaram em seu twitter o grande feito. Como o respeito à lei é algo que esses dois desconhecem, não ocorreu a nenhum deles observar se as “instituições envolvidas” tinham legitimidade para fazer o que fizeram, ou se estavam amparadas em alguma decisão judicial

Matéria publicada na página do MPPB esclarece que “os equipamentos, avaliados em R$ 825 mil, já foram disponibilizados aos gestores de saúde”. A matéria não menciona, entretanto, se essa é decisão foi proveniente de uma decisão judicial ou se o Ministério Público agora tem poderes para distribuir recursos públicos, mesmo aqueles obtidos no  âmbito da Operação Calvário, no caso, fruto do acordo realizado com a delatora Livânia Farias.

Convenhamos, esse dinheiro não pertence ao Ministério Público. Se é dinheiro de corrupção, esses recursos pertencem ao Estado da Paraíba e cabem ao Poder Executivo decidir como e onde aplicá-los.

Promotores como Octávio Paulo Neto, o coordenador do Gaeco, pertencem a escola do reconhecido mestre Deltan Dallagnol. Este por sua vez tinha (ainda tem?) como senhor o ex-juiz e atual Ministro da Justiça do governo bolsonarista, Sérgio Moro.

Não por acaso, Paulo Neto foi convidado para compor a equipe dos procuradores bolsonaristas Augusto Aras e Eitel Santiago, que comandam hoje a Procuradoria Geral da República, nomeados por Jair Bolsonaro mesmo sem terem tido um único voto dos seus pares, como foi a tradição criado e mantida ao longo dos governos petistas.

Quando vieram a público os diálogos criminosos de Deltan Dallagnol, divulgados pelo site The Intercept Brasil, um dos primeiros membros do Ministério Público a maniofestar solidariedade ao procurador de Curitiba foi Octávio Paulo Neto.

“Deltan é um ícone de uma geração que se move por um propósito maior. Ele é um homem de bem, porém, cada um tem e carrega consigo uma singularidade. Deus nos fez únicos, logo podendo sermos diferentes, jamais seremos iguais. Cada um é cada um, com suas histórias e trajetórias”

Quem apoia a Operação Calvário na imprensa

Entre os destacados apoiadores na imprensa paraibana da Operação Calvário e Lava Jato, exemplares fidedignos da fauna de jornalistas que se derramam em elogios à Operação Calvário. Não por acaso, todos eles bolsonaristas.

Nilvan Ferreira – responde processo por falsificação e sonegação na Justiça, que estranhamente e ilegalmente corre em segredo de justiça. Ganhou a alcunha de couro rato. Saiba porquê assistindo ao vídeo abaixo:

Rui Dantas – citado na Operação Xeque-Mate por atuar como testa-de-ferro de empresário Roberto Santiago (leia aqui). Os préstimos midiáticos desse empresário, que era um simples radialista vindo se Sousa quando chegou a João Pessoa, vão desde prefeitos, senadores, deputados federais e estaduais, cooperativas médicas, e chegam até a campanhas para a direção de estratégicos órgãos públicos da Paraíba.

Fabiano Gomes, esse carece de apresentações.

O lucro ou a vida? Breves considerações sobre nossa “elite” e sobre o sentido de comunidade da União Europeia

Os ratos começam a abandonar o esgoto e a se mostrarem em sua inteireza de roedores da condição humana.

Roberto Justos, Junior Durski, dono da rede de restaurantes Madero, e tantos outros empresários que propõem o fim da quarentena, o sacrifício (dos outros) para não atrapalhar suas expectativas de lucro, são os exemplares do idiotismo egoísta parido pelo bolsonarismo, esse fascismo à brasileira que hoje governa o Brasil.

Esse encontro não-casual entre um presidente que já demonstrara ter aberto desapreço pela vida de quem pensa diferente e essa elite de mentalidade construída por séculos de escravidão, parece ter aberto a caixa de Pandora e liberado, em palavras e ações de governo, os desejos mais recônditos de formalizar o apartheid social que sempre existiu em nosso país. Eis que se esses empresários se mostram tão coisificados quanto os escravos que desejam um dia ter de volta.

O que são 5 ou 7 mil mortos diante dos prejuízos causados à economia de suas empresas, desde que, claro, esses distintos senhores com mais de 60 anos, nem seus filhos que não precisam trabalhar, não façam parte dessa estatística mórbida?

Acho que a família do dono do banco Santander nem a do ex-presidente do Real Madrid, mortos pela Covid-19, não concordariam, hoje, com o cinismo desse argumento de que a doença mata tanto quanto uma gripe comum. A diferença é que, como é por demais sabido, a infecção por coronavírus se espalha com imensa rapidez e os casos graves de Covid-19, por conta do grande número de pessoas acometidas de grave crise respiratórias ao mesmo tempo, podem levar à morte muita gente por conta da impossibilidade de todas serem adequadamente atendidas. E quanto maior for o contágio, mais gente precisará de leitos com respiradores para escaparem de uma alta probabilidade de morrerem. Essa é a diferença da Covid-19 para uma gripe comum.

E se as imagens dantescas vindas da Itália, dos caixões que se amontoam com os mortos sem poderem ser enterrados, ou os relatos sobre a difíceis escolhas dos médicos de deixar que os idosos morram para salvar os mais jovens, se nada disso é capaz de convencer esses empresários, que pressionam o presidente da República e seu séquito de ignorantes irresponsáveis que governam o país, é porque parte da chamada “elite” brasileira – a maior parte? – perdeu por completo qualquer sentido de coletividade, se é que um dia teve algum.

Ora, se a Europa está agora consumidas pelo “salve-se quem puder”, incapaz de colocar em prática o sentido de comunidade para a qual foi criada a União Europeia, isso mostra que a integração é uma fraude, porque só funciona para integrar mercados de bens e serviços. Quando o sistema financeiro europeu precisou ser salvo da crise de 2008-2009, à custa de muito desemprego e empobrecimento, o banco central europeu funcionou com perfeição.

Agora, quando os cidadãos comuns da Europa precisam que a integração funcionepara salvar suas vida, eles foram abandonados para morreram à míngua. Onde está a ajuda alemã, o país mais rico da Europa, à Itália e à Espanha. Ironicamente (e bota ironia nisso!) os únicos que apareceram para expressar solidariedade ao desespero de italianos e espanhóis, solidariedade não apenas retórica, mas na forma de ajuda material e humana, foram a China, a Rússia e (vejam só!), a pequena Cuba, com seus médicos transnacionais.

Isso nos diz algo?

Sem dinheiro e sem planejamento, governador anuncia medidas sem recursos em caixa

João Azevedo anunciou no último sábado (21/03) que o governo do estado abrirá 300 leitos de UTI, isso depois de ter dito que os leitos disponíveis no sistema de saúde da Paraíba seriam suficientes para enfrentar a pandemia provocada pelo coronavírus.

João Azevedo fez isso depois que o ex-governador Ricardo Coutinho cobrou uma estratégia dos administradores públicos da Paraíba, com medidas claras e efetivas, sobretudo a urgente expansão do número de UTIs e respiradores mecânicos nos hospitais públicos da Paraíba.

Na matéria publicada na página do governo do estado, o governo anunciou um montante de R$ 36 milhões para financiar essa iniciativa, mas nada foi dito sobre a origem desses recursos. O governo dispõe desse montante? Como eu disse, essa informação não constava na matéria feita pelo próprio governo.

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Piancó

Na última vez que conversei com Marcelo Piancó ele já estava numa cama do Hospital Laureano prestes a iniciar o tratamento de quimioterapia que os médicos prescreveram.

Quando entrei no quarro, Rubens Nóbrega já estava ao lado dele, sentado numa cadeira. Tínhamos combinado de chegar juntos, mas eu me atrasei uns 10 minutos porque errei a ala do hospital.

Piancó ainda conseguia sorrir, mas a tensão da descoberta recente cobria suas feições. Ele nos contou que uma súbita falta de ar o surpreendeu durante a última viagem que fez ao sertão. De medico em médico, Piancó acabou num oncologista e foi assim que descobriu o câncer que lhe consumia o fígado e já havia chegado aos pulmões.

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Ontem, João Azevedo disse que a PB tinha leitos suficientes para enfrentar a Covid-19; hoje felizmente mudou de opinião

Fico cada vez preocupado ao perceber que o improviso e a falta de planejamento parecem ser a marca do governo João Azevedo no enfrentamento da Covid-19.

A cada fala pública do governador, as contradições se tornam mais explicitas. Numa hora, diz que vai usar a polícia para impedir aglomerações, em seguida somos surpreendidos com filas na CEDEMEX, que é um órgão… do governo estadual!

Durante uma transmissão ao vivo realizada às pressas ontem, João Azevedo anunciou pelas redes sociais que a Paraíba tinha leitos suficientes para enfrentar a Covid-19 (quem quiser conferir o que disse o governador basta vistar o Facebook clicando aqui), repetindo o que o próprio Secretário de Saúde, vejam só, declarara à imprensa.

Felizmente, a posição do governador e do governo não durou um dia. Hoje, o governador muda de opinião e anuncia a criação de mais de 300 leitos com UTI.

O que chamou mais a atenção é que o anúncio aconteceu no início da noite de hoje, às 19h46. Estranhamente, nesse horário o governador Ricardo Coutinho tinha acabado de fazer uma transmissão ao vivo em que já havia lementado essa posição do governo e defendido enfaticamente a criação de novos leitos de UTI e respiradores para enfrentar a demanda crescente que a Covid-19 provocará.

Note a data e a hora da publicação

Eis mais um exemplo preocupante que levanta a suspeita de que o governo estadual não sabe exatamente o que faz diante de uma situação grave como a que estamos prestes a enfrentar e que pode custar a vida de milhares de paraibanos.

O governador poderia demonstrar mais humildade e criar um grupo de trabalho para pensar soluções e propostas.

Do jeito que está, eu começo a temer pelo pior, esperando sinceramente que esteja errado.