Depois de rejeitado por PDT e Podemos, João Azevedo vira refém de Nonato Bandeira no Cidadania

Pode-se dizer, sem margem para muita dúvida, que o Partido Cidadania foi a opção que restou a João Azevedo. Sem muita opção, e sob pressão dos “aliados” de qualquer governo, João Azevedo finalmente anunciou hoje a filiação ao partido cujo comando, na Paraíba, é do super-secretário e governador de fato, Nonato Bandeira.

João Azevedo primeiro tentou o Podemos, o partido cuja propriedade na Paraíba pertence a Ana Cláudia Vital do Rego, esposa do senador Veneziano Vital do Rego, mas o partido logo desconvidou o governador, o que rendeu uma postagem jocosa do site de ultra-direita, O Antagonista.

Depois, João Azevedo tentou o PDT, mas a família Feliciano vetou a entrada do governador. A vice-governadora Lígia Feliciano e do deputado federal Damião Feliciano sequer chegaram a admitir a possibilidade de João Azevedo ingressar nos quadros do partido de Ciro Gomes.

Parece que, mesmo sentado na cadeira de governador, João Azevedo não consegue ter um mínimo de prestígio para que um partido aceite sua filiação.

Só o Cidadania, de Nonato Bandeira.

DEPOIS DE BOLSONARIZAR O SLOGAN DE SEU GOVERNO, JA SE JOGA NOS BRAÇOS DA DIREITA

A decisão também confirmar que o único caminho disponível para o governador foi o caminho da direita: o Cidadania, ex-PPS, é uma espécie de satélite do PSDB. Quando ficou sem mandato, a partir de 2007, o eterno presidente do partido, Roberto Freire, arranjou um sinecura na estatal de água e esgoto do governo de São Paulo, a Sabesp, oferecida pelo então governador tucano, José Serra.

Em 2010, Roberto Freire retribuiu a ajuda de Serra levando o PPS para a apoiar a candidatura presidencial do tucano.

Depois, o PPS se tornou um dos mais virulentos opositores a Lula e depois a Dilma Rousseff. Esteve na linha de frente da campanha pelo impeachment, tanto que o próprio Roberto Freire virou Ministro da Cultura do governo de Michel Temer.

O próprio Nonato Bandeira, à época presidente estadual do partido e atualmente o governador de fato da Paraíba, defendeu publicamente o impeachment da ex-presidente petista.

Enfim, vão se confirmando os prognósticos sobre as alternativas políticas que restaram a João Azevedo depois do rompimento com o ex-governador Ricardo Coutinho.

Falta saber se ele termina o mandato.

Publicado por Flavio Lucio Vieira

Professor do Departamento de História da UFPB, doutor em Sociologia.

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