Jeová Campos e o maranhista Laplace Guedes criticam tornozeleira para Ricardo Coutinho

Duas críticas à decisão do desembargador Ricardo Vital de obrigar o ex-governador Ricardo Coutinho a usar tornezeleira eletrônica, bem como a defensiva que tomou conta da imprensa que apóia as arbitrariedades cometidas até agora pela Operação Calvário, mostram que já não é mais possível conter o desconforto que elas causam.

Apesar de ambos serem advogados e professores de direito, os dois representam campos políticos opostos.

Laplace Guedes é casado com Magda Maranhão, sobrinha do ex-governador José Maranhão. È diretor do Centro de Ciências Jurídicas (CCJ) da UEPB. Laplace Guedes foi Secretário de Turismo no segundo governo de Ricardo Coutinho, indicado por Maranhão.

Eis o que ele registrou em seu Facebook:

Eu penso !
Que todos os atos de Ricardo Coutinho, pós preventiva, induz concluir a desnecessidade de tornozeleira, pois, somente após o início do cumprimento do seu recolhimento, é que eventualmente ele poderia dá motivo para esta medida, com a eventual inobservância do horário do seu recolhimento.
E mais, seu gesto de se entregar, mesmo, fora do país, é uma atitude inconteste que ele deseja prestar contas à justiça.
Por outro lado, creio que RC vitimizado encurtará sua chegada a prefeitura de João Pessoa.
Obs.: Se eu votasse em João Pessoa, não votaria em RC.

A outra manifestação foi do deputado estadual Jeová Campos. Em áudio que fez circular pelo Whatsapp, Jeová foi enfático

Essa cautelar imposta ao ex-governador Ricardo Coutinho eu não consigo compreender à luz do
Código de Processo Penal, à luz dos fundamentos que justificam medidas restritivas à liberdade. Como é que uma pessoa que estava fora do país, ao tomar conhecimento de uma decisão que lhe é desfavorável, faz questão de voltar ao seu país, se entrega à Justiça, acreditando na Justiça do seu país, Depois da concessão de um Habeas Corpus que lhe assegura a liberdade, de uma Corte Superior que é o Superior Tribunal de Justiça, se vem com uma medida tão extravagante. Eu considero essa decisão um decisão teratologica, fora da realidade do mundo jurídico. Estou muito triste com essa linha que o Judiciário paraibano está adotando. As pessoas precisam ser protegidas pelo judiciário, e essa forma de agir está criando um ambiente de desproteção. Quem está falando aqui é um advogado, professor universitário, mas que não pode deixar de demonstrar sua angústia de ver que o Judiciário, infelizmente, na Paraíba, demonstra um viés direcionado.

Sem comentários adicionais.

Áudio completo do imprescindível Jeová Campos

Publicado por Flavio Lucio Vieira

Professor do Departamento de História da UFPB, doutor em Sociologia.

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