Ricardo: “Atitude de João Azevedo em Taperoá mostra que seu governo não está preparado para enfrentar a crise.”

O ex-governador Ricardo Coutinho fez mais uma transmissão em vídeo pelas redes sociais.

Neste sábado à noite, o ex-governador falou à Paraíba e ao Brasil sobre a crise atual e expôs suas discordâncias com as ações improvisadas do governo de João Azevedo, que expõem tanto falta de planejamento quanto o despreparo para enfrentar os desafios impostos ao mundo pelo coronavírus, que tem desorganizado sistemas de saúde inteiros e levado à morte, até agora, dezenas de milhares de pessoas em diversos países.

Ricardo começou mostrando sua indignação com o ato de truculência do governo estadual quando determinou a retirada, à força, de 10 leitos do Hospital de Taperoá.

O ex-governador revelou que tomou conhecimento do fato através de um vídeo do padre de Taperoá, Fabrício Timóteo, em que denunciava ele denunciava “uma verdadeira operação de guerra” realizada de madrugada para levar a cabo a iniciativa, com um batalhão inteiro, cerca de 40 policiais, mobilizados para tirar 10 leitos do Hospital.

Ricardo lembra que o Hospital de Taperóa não existia antes de seu governo, apenas algumas paredes levantadas. “Nós fizemos o hospital e o colocamos para funcionar, demos ao hospital um ritmo bastante importante para uma região que congrega 14 municípios”

Em seguida, RC lembra do silêncio de quase toda a imprensa, uma verdadeira auto-censura. É claro que isso se deve, acrescento eu, aos interesses empresariais e políticos envolvidos, de empresas e jornalistas individuais. Ricardo aproveitou para lembrar qual era o comportamento dessa mesma “imprensa” durante o seu governo.

“A dita imprensa sepultou o assunto em função da forma como o governo age. Na minha época, eu devo dizer que nunca procurei encobrir [fatos desse tipo]. Ao contrário, tinha alguns setores com os quais não existia sequer diálogo, porque esse diálogo era sempre feito através de ‘coisas’ não republicanas e a mim não interessa isso.”

Isso explica o ódio que têm todos eles – é possível identificar um por um – ao socialista.

RC volta ao fato que inspirou sua live, mencionando a forma truculenta utilizada pelo governo e a completa ausência de diálogo, o que provocou um verdadeiro pânico na população em razão de preocupações legítimas do povo da região de Taperoá diante das incertezas de um mundo em crise.

Ricardo lembra que é direito do “gestor público” tomar determinadas iniciativas, mas que é preciso considerar cada situação.

“Faz mais de um mês que a mídia só transmite Covid, só transmite coronavírus, só transmite morte, e a expectativa da desgraça chegando ao Brasil. Há mais de um mês a população só vê isso,” disse ele antes de lembrar que o Hospital de Taperoá é uma referência para o povo da região. “E esse hospital que, num plano que até hoje ninguém conhece, deveria ser referência para a região no tratamento do Covid.”

O ex-governador também chamou a atenção para um aspecto crucial que a truculência de Taperoá revela:

“Eu fico me perguntando: porque o governo do estado faz uma operação de guerra para levar, imagine vocês, 10 leitos! 10 leitos! Eu fico me perguntando: porque o governo do estado faz uma operação de guerra atrás de 10 leitos? É sinal que nem 10 leitos tem. É sinal de que tudo aquilo que vem sendo dito ao longo desses dias, ao longo das ultimas semanas, nada do que foi anunciado até agora está estabelecido.”

Em seguida, RC lembra que os eventos de ontem, em Taperoá, devem inevitavelmente nos causar preocupação e reflexão, porque o fato “deixou atrás de si um rastro de desespero”, e não só na região, mas em toda a Paraíba. “Nós temos um governo que não apresenta concretamente nada, e faz uma operação de guerra por 10 leitos!”

RC constata um fato duro que desnuda definitivamente o caráter do atual governo e do governador:

“E sendo valente para quem é frágil, mas ao mesmo tempo sendo conivente, de cabeça baixa, com alguns que se propõem a levar o povo para o matadouro. Alguns próprio desespero com a possibilidade de verem seus negócio falirem, mas, nesse momento, não se pode ter o fim do isolamento. Nesse momento, ninguém pode ir para o meio da rua, porque não é um direito ir para o meio da rua. O deve é você se resguardar, não só para consigo mesmo, mas também para com o próximo. Nós, enquanto povo e enquanto sociedade, temos que passar por essa etapa, uma etapa dolorosa, porém necessária.”  

Ricardo lembra ainda que se todo mundo for para a rua, o desastre será inevitável, porque a atitude de João Azevedo em Taperoá mostra que seu governo não está preparado para enfrentar a crise.

Eis que a cada live que Ricardo Coutinho faz a Paraíba lembra o quanto ele faz falta. Mais ainda agora, nesse encontro infeliz entre um governador despreparado e um vírus mortal.

Para assistir a transmissão de Ricardo Coutinho clique aqui.

Publicado por Flavio Lucio Vieira

Professor do Departamento de História da UFPB, doutor em Sociologia.

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