Pâmela Bório sequestra filho para evitar cumprir decisão da Justiça

A jornalista Pâmela Bório desapareceu o filho que tem com Ricardo Coutinho. Isso aconteceu depois que ela soube da decisão judicial que determinou que a guarda da criança voltasse para o pai.

Em agosto do ano passado, segundo um dos relatos de Amanda Rodrigues sobre a Operação Calvário, que o blog de Tião Lucena tem publicado, num volumoso processo ao qual foram anexadas provas irrefutáveis de alienação parental, Ricardo Coutinho conseguiu a guarda do filho por decisão do juiz Ricardo Costa Freitas.

Alienação parental vem a ser, segundo define a lei 12.318 de 2010, “a interferência na formação psicológica da criança ou do adolescente promovida ou induzida por um dos genitores, pelos avós ou pelos que tenham a criança ou adolescente sob a sua autoridade, guarda ou vigilância para que repudie genitor ou que cause prejuízo ao estabelecimento ou à manutenção de vínculos com este.” 

Amanda Rodrigues acrescenta que essa sentença “foi proferida após parecer do ministério público que indicava a guarda unilateral para o pai” e “dizia entre outras coisas que a mãe tinha de fazer tratamento psíquico e apresentar em juízo.”

Pois bem. O caso de Henri Bório Coutinho é um exemplar do quanto fez mal às nossas instituições o veneno da politização.

No fogo dos acontecimentos que levaram Ricardo Coutinho à prisão em dezembro do ano passado, e desconsiderando o longo e volumoso processo que atestou a incapacidade de Pâmela Bório para exercer de maneira saudável a criação e educação do filho, e sem o parecer do Ministério Público, a juíza substituta Érica Virgínia da Silva Pontes decidiu que a guarda de Henri deveria voltar à ex-primeira-dama da Paraíba. Decisão que não restabeleceu os direitos de visitas do pai, que existiam quando Ricardo Coutinho e Pâmela Bório tinham a guarda compartilhada do filho.

Como é sempre importante conhecer o contexto de determinadas decisões judiciais, vamos relembrar aqui alguns fatos.

No dia 17 de dezembro o site Polêmica Paraíba deu destaque a um apelo melodramático de Pâmela Bório. Esse foi o dia em que o desembargador Ricardo Vital, a pedido do Gaeco, determinou a prisão de Ricardo Coutinho e de outras pessoas. Ricardo Coutinho estava na Turquia com Amanda Rodrigues e teve de interromper a viagem de férias, programada há meses, para retornar ao Brasil e cumprir a determinação judicial.

ONDE ESTÁ HENRI? foi o título da matéria, assim mesmo, em letras garrafais. No habitual estilo sensacionalista, a matéria informava que Pâmela Bório havia feito um “apelo” em vídeo postado nas redes sociais para descobrir o “paradeiro do filho após viagem de Ricardo Coutinho”.

Sem a menor preocupação em investigar as informações de maneira a esclarecer seus leitores de maneira adequada, o site afirmou que Henri “viajava com o pai, Ricardo Coutinho, quando foram expedidos os mandados de prisão contra o ex governador”, informação que não correspondia à verdade porque Ricardo Coutinho e Amanda Rodrigues viajaram à Turquia sem os filhos. E Henri havia ficado sob os cuidados de uma das irmãs do ex-governador.

Nesse ambiente tóxico, poucos foram os que protestaram contra o ato da juíza substituta Érica Virgínia da Silva Pontes. Menos, claro, o pai que recorreu da decisão. Quatro meses depois, Ricardo Coutinho viu, certamente aliviado, que a decisão tomada antes pela mesma Justiça foi ratificada.

Portanto, poucos poderão se dizer surpresos com a atitude de Pâmela Bório de sequestrar o filho para impedir o cumprimento da sentença da Justiça, o que põe ainda mais a nu a incapacidade da ex-primeira-dama para assumir a condição de mãe e, primeiros pensar na felicidade do filho e não em usá-lo para realizar seus desejos mesquinhos de vingança.

Não bastassem esses fatos, a atitude de Pâmela Bório demonstra o quanto foi equivocada a decisão da juíza substituta Érica Pontes de desconsiderar o longo e fundamentado processo que reconheceu a Ricardo Coutinho a legitimidade de ter a guarda do filho para atender às pressões vingativas da imprensa e dos adversários do ex-governador.

É relevante lembrar aqui para finalizar que Ricardo Coutinho jamais descumpriu nenhuma ordem judicial, mesmo tão esdrúxulas, como a que lhe tirou a guarda e o afastou por quatro meses do convívio com os filhos.

Antes finalizar esse texto é bom lembrar que Pâmela Bório foi alçada à condição de heroína pelos setores da imprensa paraibana que apoiam a Operação Calvário.

Pâmela Bório bastou que deixasse a condição de esposa de Ricardo Coutinho, à época ainda governador, para ser adotada como a legítima representante dos interesses e objetivos políticos da velharia política e familiar que sempre mandou nesse nosso pobre estado. A Pâmela Bório cassista e hoje bolsonarista.

Que Pâmela Bório pense em algum momento no filho, que ele tem uma vida inteira pela frente. E que veio ao mundo para ser feliz.

Publicado por Flavio Lucio Vieira

Professor do Departamento de História da UFPB, doutor em Sociologia.

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