Equívoco: amiga de Erick Ribeiro, morto por Covid-19, contesta conclusão de que ele era contra isolamento social

Uma das amigas de Erick Ribeiro, que morreu vítima de Covid-19 no último final de semana, entrou em contato comigo para esclarecer postagem aqui publicada sobre ter sido ele contrário ao Isolamento social.

Segundo ela, Erick Ribeiro ele era defensor de Bolsonaro, mas não era contrário isolamento social. “Tanto que o mesmo não pedalava desde o início de março. Inclusive, o mesmo já estava com sua imunidade baixa antes do início da decretação de isolamento social, detalhe que agravou a sua situação após a contaminação, considerando que o mesmo era bariátrico, cardíaco e já teve câncer.”

Segundo Nazaré Gadelha, Erick “era um grande incentivador do ciclismo e do estilo de vida saudável”. Mesmo assim, não concordava que o grupo da qual os dois faziam parte pedalasse durante a quarentena. “Sendo sempre muito responsável e cuidadoso com todos.”

“O fato dele postar sobre as consequências do fechamento do comércio não significava que não era a favor do isolamento social, mas que se preocupava com as consequências econômicas que este isolamento com certeza irá gerar.”

Nazaré concluiu que a informação de que Erick era contrário ao Isolamento social “é desnecessária, equivocada e desrespeitosa a sua memória”, agravada pelo fato de que o mesmo não pode se defender.

Em razão do exposto, Nazaré pede a exclusão da postagem do blog e do Facebook que foi utilizado para divulgar a mesma. “Estamos todos consternados e abatidos com tamanha perda, considerando que o mesmo era grande na mesma proporção de sua altura.”

Resolvi proceder não apenas as exclusões que foram pedidas, como o registro aqui no blog para tentar diminuir o dano causado à imagem de quem já não pode se defender. Esclareço ainda que não fiz o registro com prazer, afinal, toda morte deve ser lamentada. Mas, para alertar a respeito dos perigos de não respeitarmos o isolamento social. Infelizmente, a partir de uma interpretação errada do Erick Ribeiro postou no Facebook nas últimas semanas.

Por fim, dou crédito à informação de quem conviveu diretamente com ele e pode dar o testemunho do meu equívoco, o que me ajuda também a repará-lo.

Fica o registro e o pedido de desculpas.

Publicado por Flavio Lucio Vieira

Professor do Departamento de História da UFPB, doutor em Sociologia.

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