E agora João Azevedo? CAGEPA comprou máscaras N95 por R$10,50; Secretária de Saúde pagou 4,5 a mais pela mesma máscara

Depois da Secretaria de Saúde comprar 40 mil máscaras N95 ao preço de R$ 54,99, desembolsando R$ 2.199.600, como denunciamos há dois dias (leia aqui), enquanto o Governo de Goiás e a Prefeitura de Campinas pagaram pelo mesmo produto R$ 16,00 e R$ 18,00, respectivamente, agorta foi a vez de um órgão do governo estadual expor à comparação a diferença astonômica de preços pagos pelo Govenro da Paraíba.

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Como mostra a imagem acima extraída da página do Tribuna de Contas da Paraíba, a própria Companhia de Águas e Esgosto da Paraíba (CAGEPA) foi às compras e conseguiu um preço por 15 mil máscaras abaixo até do que o govenro de Goiás conseguiu: R$ 10,50!

Segundo o TCE , a CVV Rodrigues Equipamentos, de CNPJ 30.700.631/0001-84, apresentou a proposta vencedora na licitação promovida pela CAGEPA, totalizando R$ 157.500,00 pelas 15 mil máscaras.

Agora, você deve estar se perguntando porque a Secretaria de Saúde, que é responsável pelo combate à COVID-19 na Paraíba, aceita pagar pelas mesmas máscaras um valor 5,5 vezes maior que um órgão do mesmo governo que cuida do abastecimento de água do estado.

Que explicação o governo estadual oferecerá à Paraíba? Vai se comparar de novo ao governo Bolsonaro? E o Ministério Público Estadual? E o Gaeco? Quando vão abrir investigações, como fez o do Rio de Janeiro depois que então Secretário de Saúde, Gabriell Neves, autorizou a compra, sem licitação, de respiradores e máscaras e testes rápidos? O MP-RJ supeita de superfaturamento de pelo menos R$ 4,9 milhões em um contrato de R$ 9,9 milhões.

Naves foi demitido pelo pelo governador Wilson Witzel (PSC) em dia 20 de abril e foi preso hoje (quinta, 17) no Rio de Janeiro (LEIA AQUI).

Já na Paraíba, o Ministério Público de Contas constatou a disparidade de preços. Deve encaminhar as peças ao Ministério Público Estadual e ao Gaeco. O silêncio sobre esse caso na Paraíba é insurdecedor, um caso que virou notícia nacional que quase não é citado por nossa aguerrida imprensa.

Por que será?

Publicado por Flavio Lucio Vieira

Professor do Departamento de História da UFPB, doutor em Sociologia.

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