Enquanto RC é novamente denunciado, João Azevedo continua “esquecido” pelo Gaeco

A defesa de Ricardo Coutinho divulgou nota em que aponta abuso e perseguição política por parte do Ministério Público da Paraíba (MPPB) contra o ex-governador. Sem apresentar nada de novo, além das “delações premiadas de pessoas que estavam presas – e que só foram soltas após fazerem acordo”, –  o MPPB denunciou Ricardo Coutinho como co-autor (essa foi mesmo o fim da picada) da arrecadação de fundos para a campanha de 2018 patrocinada por Livânia Farias e Leandro Azevedo.

Ora, mesmo que verdadeiros os termos das delações – todas, repita-se, obtidas com os investigados presos e incomunicáveis (no caso de Leandro, depois de um mês no PB1, mesmo tendo ele diploma universitário) –, não haveria como responsabilizar o então governador já que o mesmo sequer era candidato.

Enquanto isso, o atual governador João Azevedo, que era o principal interessado já que ele, sim, era o candidato, permanece longe dos olhos do Gaeco. Como explicar essa omissão, já que os valores arrecadados eram, segundo todos os delatores envolvidos, para a campanha de 2018.

A denúncia dessa semana é tão mal fundamentada que usa um áudio julho de 2018 em que Livânia Farias trata com Daniel Gomes recursos que seriam supostamente destinados à campanha, e que esses recursos deveriam ser disponibilizados antes do dia 15 de agosto, dia em que a campanha começava oficialmente. O encontro foi marcado para 9 de agosto de 2018 e, segundo os próprios áudios, o nome de RC sequer foi mencionado.

Além disso, comprovando que as delações são usadas para corroborar o que foi dito nas próprias delações, áudios datados de 2015 e 2017 foram inseridos na denúncia. Para provar a incapacidade do Gaeco de produzir provas? Ou seja, ainda sejam autênticos, esses áudios não têm qualquer relação com o evento do Rio de Janeiro. Vale as convicções do Gaeco?

Enfim, vai ficando cada vez mais óbvio o que a defesa de Ricardo Coutinho aponta na nota: o que a Paraíba presencia é um acintoso processo de perseguição política que usa o sisema judiciário como arma.

Publicado por Flavio Lucio Vieira

Professor do Departamento de História da UFPB, doutor em Sociologia.

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: