Manoel Duarte: Fica cada vez mais explícita a sanha perseguidora contra Ricardo Coutinho.

Resolvi conversar com advogados e fiz pessoalmente a leitura da nova denúncia, mais uma, oferecida pelo Ministério Público contra Ricardo Coutinho e outras pessoas próximas.

A peça é extensa, cheia de gráficos e power point para demonstrar convicção, mas em termos de provas a única coisa que traz é o batido e recorrente uso de trechos da delação premiada do delator Daniel Gomes, nem uma única outra prova.
Afirma a própria denúncia que o Lifesa é uma empresa falida e sem expressão, inoperante é inviável economicamente.

Como assim? Quer dizer então que RC está sendo denunciado por tentar reerguer uma empresa pública que estava falida?

Afirma que a compra de ações do Lifesa por uma empresa chamada Troy, da qual RC seria o suposto dono foi feita em 2012, porém só em 2018 houve faturamento. Sinceramente, não dá para entender porque um negócio que seria tão bom para os integrantes do que chamam de “quadrilha” só conseguiu faturar alguma coisa 7 anos depois. E qual o faturamento? Não informam, mero detalhe que esqueceram de mencionar na denúncia.

Depois de páginas e páginas falando do desvio de milhões do Lifesa, no final, na parte dos pedidos da denúncia, apontam um suposto desvio de RS 250 mil. Considero que seja uma diferença abismal entre milhões e 250 mil. Se há um erro tão grave entre o que se acusa e o que se aponta como montante do suposto desvio no pedido de ressarcimento ao erário, fico com o “in dúbio pro réu” para acreditar que é mais uma denúncia pra fazer volume e desgastar a imagem de RC.

E por fim denunciam Amanda Rodrigues, sua esposa, simplesmente por ela ter integrado um Conselho de Administração, cuja obrigação de participação decorre de lei. Será se tem a ver com os seus escritos denunciando a perseguição implacável a RC?

Não sei, mas cada vez mais fica explícita a sanha perseguidora, uma verdadeira obsessão a Ricardo Coutinho.

Cruz credo, como dizia minha avó.

Mamoel Duarte

Publicado por Flavio Lucio Vieira

Professor do Departamento de História da UFPB, doutor em Sociologia.

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