Ricardo Coutinho: “O PSB vai apostar firme para devolver ao povo de João Pessoa a esperança”

Voltemos às live de ontem com Ricardo Coutinho.

Um pouco antes da metade, resolvi perguntar sobre o silêncio da maior parte da imprensa paraibana na cobertura da pandemia, sobretudo o acompanhamento das ações do governo estadual no enfrentamento à pandemia de coronavírus.

Mais grave ainda é o vergonhoso silêncio sobre as denúncias do Ministério Público de Contas de suspeitas de superfaturamento na compra de máscaras, tratadas como um assunto menor ou como se nunca tivessem existido. Quis saber do ex-governador porque o mesmo tratamento que concedem a João Azevedo não é estendido a Ricardo Coutinho.

A resposta explica bem as más intenções e o mau-caratismo de muitos órgãos e jornalistas quando o assunto é Ricardo Coutinho.

“De mídia paraibana eu entendo bem. Nunca tive apoio dela nas eleições, os grandes veículos queriam um outro tipo de ralação, um tipo de relação que não tinham, não tiveram e não terão nunca comigo. Eu sempre fui claro em relação a isso, porque sempre percebi uma relação altamente venal. Eu tentei de todas as formas construir um outro tipo de relação e não foi possível.”

Ricardo Coutinho lembrou em seguida dos ataques constantes a que foi submetido logo após ter saído do cargo de governador, mais ainda depois da Operação Calvário, quando tentaram criar uma “narrativa” que não necessitasse provar a graves acusações que lhe faziam o Ministério Público Estadual, sem apresentar uma única prova.

Segundo o ex-governador, ao se omitir em denunciar os erros e suspeitas de desvios de recursos públicos do atual governo durante a pandemia de coronavírus, essa mesma mídia vira cúmplice dos maus feitos praticados. A especialidade dela é mentir sobre adversários políticos.

E em tom premonitório, RC antecipou o que se viu hoje: “Você vai ver o que eles vão falar da minha pessoa depois dessa live.” Quem perdeu seu tempo com visitas aos nossos sites de notícia percebeu o nível odiento e de baixo nível quando trataram da live.

O que dá razão ao ex-governador quando ele se referie à mídia paraibana como “organizações governamentais”, pela dependência dos recursos públicos, o que, segundo ele, é uma pena, já que uma imprensa livre é fundamental para democracia.

Sobre 2020

Quando perguntado por Tião Lucena a respeito de uma possível candidatura a prefeito de João Pessoa, verdadeiro pesadelo dos adversários, Ricardo começou sua resposta lembrando de sua trajetória nas disputa eleitorais majoritárias.

Ele deu destaque à decisão tomada em 2010, quando resolveu deixa a prefeitura – e dois e oito meses de mandato – para entrar numa disputa para o governo estadual que poucos acreditável ser viável. Segundo ele lembra, a mesma mídia que hoje o ataca estava, ficou contra sua candidatura tanto em 2010 quanto em 2014, nesse último caso, mesmo ele sendo governador, fato raro.

“Quando eu deixei o governo em 2018 eu não pensava em disputar a prefeitura de João Pessoa. Eu sempre acho que, para a prefeitura de João Pessoa, é fundamental uma pessoa nova, novas pessoas para produzir um choque de ideias, lançar alguém que conheça a gestão pública, que saiba fazer as coisas.”

Porque governar, segundo ele, não é só assinar decreto e viver de “beija-mão” com os poderosos.” E mais:

“Eu penso que, mais do que nomes, a cidade de João Pessoa precisa voltar a acreditar numa gestão com capacidade de agir com visão ampla. A cidade precisa disso, e os candidatos que estão aí se apresentando, com todo respeito, são uma tragédia. O que sai da boca desse povo que se coloca hoje como candidato é terrível. Por baixo do pano, são só negócios. Por cima, é aquele discurso falso-moralista, de gente que não tem condição de dirigir nada, imagine governar uma cidade com 810 mil habitantes, uma cidade que parou no tempo em relação às vias urbanas, à mobilidade urbana.”

Nesse ponto, Ricardo Coutinho lembra que as últimas grandes obras de mobilidade urbana em João Pessoa foram realizadas durante a sua administração no governo da Paraíba.

Sobre candidaturas, o ex-governador revelou que a eleição de João Pessoa ainda está em discussão no PSB, mas é certo que o partido vai apostar firme para devolver ao povo de João Pessoa a esperança de que é possível voltar a governar bem, resolvendo os problemas e olhando para adiante.

Essa é nossa tarefa, e eu espero que para realizá-la não precise de mim”. Ou seja, Ricardo reconhece que lançar candidato/a em João Pessoa é uma necessidade estratégica para o PSB, e não afasta a possibilidade de sair candidato, apesar de defender um nome que, além de novi/, seja capa de reunir as forças que tenham em comum esse mesmo projeto de voltar a transformar a cidade, portanto, que seja amplo politicamente e claro programaticamente. “Eu creio que João Pessoa está de novo madura para voltar a ousar e apostar na mudança.”

Enfim, não é preciso ser um bom entendedor para saber que Ricardo Coutinho não só estará no jogo eleitoral de 2020, candidato ou não.

E que será peça-chave. 

Publicado por Flavio Lucio Vieira

Professor do Departamento de História da UFPB, doutor em Sociologia.

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