O retorno de Cícero ou os fantasmas do passado definitivamente voltaram a assombrar a Paraíba?

Cícero Lucena anunciou que será candidato a prefeito de João Pessoa. Depois de tentar ser candidato a governador, em 2010, e à reeleição a Senador, em 2014, Cícero anunciou a aposentadoria política.

Nas duas ocasiões, o ex-tucano recebeu rasteiras de Cássio Cunha Lima. Mas, sejamos justos, não se pode atribuir exclusivamente às traições de Cássio o fato de Cícero não ter sido candidato nessas duas eleições. Cícero na realidade já tinha sido aposentado. Pelo povo

Lucena foi candidato a prefeito de João Pessoa, em 2012. Passou raspando para o segundo turno, com apenas 672 votos a mais que Estela Bezerra. No segundo, levou uma surra de Luciano Cartaxo (68% a 32%). É bom não esquecer que apenas 8 anos antes, Cícero Lucena tinha terminado suas administração na prefeitura de João Pessoa. O novo prefeito, Ricardo Coutinho, derrotou no primeiro turno o candidato de Cícero e do então governador, Cássio Cunha Lima (Ruy Carneiro) com outra lavagem (64% a 30%.

Cícero Lucena anunciou a aposentadoria ainda em 2014. Disse que iria cuidar dos seus negócios e de sua vida particular. Seis anos depois, decidiu descumprir mais essa promessa. E atribuiu à vontade de “Deus” a nova mudança de planos:  “Às vezes você projeta uma coisa, mas a vontade de Deus é outra. Por isso não posso dizer que jamais em hipótese alguma não serei mais (candidato)”, disse ele em entrevista ao jornalista Luís Torres, na TV Arapuan.

Ao que parece, a volta de Cícero Lucena é uma aposta de que a memória do eleitorado é fraca o suficiente para permitir o retorno à prefeitura de João Pessoa de quem foi praticamente escurraçado de lá.

Em 2012 não funcionou. Funcionará em 2020?

Um vídeo anunciando a volta de Cícero Lucena rodou nas redes sociais. A julgar pelo conteúdo da produção, Cícero continua o mesmo. A pobreza técnica e política chega a ser dolorosa. Nenhuma ideia ou projeto que justifique a volta à política de quem pagou pelo vídeo. Só a conversa mole de sempre e, portanto, tão pobre e tão rasa como o futuro candidato.

Por isso, Cícero foi aposentado pelo povo. E ninguém sentiu falta dele.

Publicado por Flavio Lucio Vieira

Professor do Departamento de História da UFPB, doutor em Sociologia.

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