Perseguição a RC: de tão absurdo, ranking do Gaeco que foi parar na coluna de Mônica Bérgamo, da Folha

O ranking que envergonhou o Ministério Público da Paraíba ganhou destaque na imprensa nacional e foi parar na coluna se Mônica Bérgamo, a mais lida do jornal Folha de São Paulo, depois que os advogados de Ricardo Coutinho denunciaram nossos doutos promotores ao Conselho Nacional do Ministério Público.

Não é pra menos. Na semana passada, o Gaeco retirou definitivamente o disfarce muito mal feito de isenção w assumiu de vez suas intenções persecutórias, quando, apenas para gerar manchetes, resolveu elaborar um “ranking” dos denunciados e publicar em sua página oficial, mantida com dinheiro público.

Ontem registramos aqui o caso da denúncia que o Ministério Público de São Paulo fez contra Fernando Haddad às véspera da eleição presidencial de 2018, denúncia devidamente rejeitada na última terça (21), quase dois anos depois, por falta de provas.

Isso significa que denúncia não é condenação, como tenta fazer crer aos incautos iniciativas como a de elaborar um ranking de “denuncias”. E se, depois do julgamento julgamento do mérito, quando as provas que até agora não apareceram, Ricardo Coutinho for considerado inocente?

O prejuízo moral e político estará feito, porque a intenção cada vez mais evidente do Gaeco-MPPB é interferir na eleição de 2020 afetando negativamente a imagem do candidato favorito para vencer a eleição para a Prefeitura de João Pessoa, Ricardo Coutinho.

Justificativa risível

Mônica Bérgamo registra a posição do advogado Rafael Carneiro, que, segundo ele, “o ranqueamento ofende a presunção de inocência”, porque não houve qualquer julgamento. Ainda segundo Rafael Carneiro, a Calvário está “tentando superar o que a Lava Jato fez em Curitiba”. E Mônica Bérgamo complementa que o advogado se refere às “denúncias de abuso contra os procuradores do Paraná.”

A resposta que o Ministério Público da Paraíba deu à coluna de Mônica Bérgamo foi de uma obviedade risível que maltrata a inteligência dos paraibanos. Segundo o MPPB, a lista é “sumarização das denúncias” (?) e aqueles que fazem parte da mesma “ostentam as condições de investigados e estão submetidos à Justiça em processos nos quais não há sigilo”.

Como os promotores reconhecem, o fato de serem apenas investigados expõe a intenção político-eleitoral do ranking.

A perseguição que o MPPB move contra Ricardo Coutinho adquire contornos cada mais nítidos, e começa a ir além das fronteiras da Paraíba. Aqui, fica fácil controlar a maior parte da nossa imprensa, sempre dócil ao poder das SECOMs.

Publicado por Flavio Lucio Vieira

Professor do Departamento de História da UFPB, doutor em Sociologia.

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