MAIS UMA ARMAÇÃO NO CONDE?

De muito boa vontade com a comunidade católica de Conde, a prefeita Márcia Lucena trocou o “Cruzeiro”, a cruz de madeira que representa o marco zero do município e que fica em frente à igreja matriz, também um patrimônio histórico da cidade.

Pois não é que o vigário da cidade, Padre Luciano, adversário político de Márcia Lucena, resolveu implicar com a cor azul com a qual a prefeitura de Conde resolveu pintar o novo cruzeiro? É bom não esquecermos que, nas tradições do catolicismo, o azul é a cor com a qual Maria, a mãe de Jesus, é quase sempre retratada.

Como o padre Luciano preferia o marron, para “combinar” com as portas da Igreja, resolveu ele mesmo fazer o serviço e pintar com a cor de sua preferência esse símbolo da cidade e da fé católica de Conde.

O que aconteceu em seguida lança no ar um mau cheiro de armação política, sobretudo porque estamos em plena campanha eleitoral: a Guarda Municipal foi acionada, o padre fez um escândalo e, sem que tivesse ordem para agir como agiu, os agentes resolveram por conta própria fazer o jogo do padre e o prenderam.

Como acontece com toda armação política, as vozes a serviço do atraso e do familismo na imprensa da cidade, logo amplificada pela imprensa controlada pela Secom estadual, tentaram posicionar o padre na posição de vítima.

O grau de indigência moral é tal que um dos blogueiros que flutuam mas águas podres do jornalismo de esgoto paraibano chegou a se referir à prisão como um ato de “cristofobia”, como se o padre fosse o próprio Cristo e a reforma do Cruzeiro promovido pela administração de Conde não fosse um ato de respeito à fé dos católicos da cidade.

A questão é que a prefeita jamais deu essa ordem de prisão. Quem entende um pouco de política sabe que Márcia Lucena não seria ingênua a ponto de determinar a prisão de um adversário político em plena campanha eleitoral (veja abaixo vídeo que Márcia Lucena postou em suas redes sociais).

Como sempre, cabe ao eleitor de Conde julgar se o padre Luciano tem isenção política para agir como agiu ou se essa é mais uma das tantas armações contra a prefeita Márcia Lucena.

Publicado por Flavio Lucio Vieira

Professor do Departamento de História da UFPB, doutor em Sociologia.

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