Ricardo: “O nosso maior freguês não é Cássio, Cícero ou Maranhão. É o Ibope, de quem ganhamos todos os anos”

Estamos em outubro, a eleição para Prefeitura de João Pessoa acontece daqui a 40 dias e, por um desses mistérios cuja explicação você só encontrará no submundo da nossa imprensa, nenhuma, absolutamente nenhuma pesquisa havia sido divulgada para medir a preferência do eleitorado pessoense.

Isso até hoje. O IBOPE velho de guerra não poderia faltar para animar a festa das oligarquias. Mesmo totalmente desmoralizado, o Sistema Paraíba nunca deixou de contratar o instituto que mais errou na história da Paraíba.

Você deve lembrar que, em 2010, na eleição para governador, o IBOPE errou tanto contra Ricardo Coutinho que até na pesquisa de boca de urna deu vitória para José Maranhão. E foi RC quem tomou posse em janeiro.

Precisa?

Em 2012, uma pesquisa do IBOPE novamente encomendada pela TV Cabo Branco, teve de ser suspensa pela justiça eleitoral porque o nome da candidata do PSB, Estela Bezerra, sequer constava na ficha apresentada pelos pesquisadores aos entrevistados.

Em 2014, quando o candidato a governador foi o queridinho do dono do Sistema Paraíba, Cássio Cunha Lima, o IBOPE viveu seus dias áureos de desmoralização. Por toda a campanha, o instituto apontou o favoritismo do tucano, com uma acachapante vitória no primeiro turno. O resultado todo mundo sabe qual foi.

Empate técnico?

Na pesquisa de hoje (05/05), uma imensa e conveniente margem de erro de 4 pontos percentuais deixa cinco candidatos empatados tecnicamente, mas com os preferidos do governador João Azevedo (Cícero Lucena e Nilvan Ferreira) na ponta, enquanto Ricardo ficou em terceiro.

Em 2018, o IBOPE apontou o queridinho Cássio Cunha Lima como eleito para o Senado por larga margem. Quando às urnas foram abertas, Cássio amargou um desmoralizante quarto lugar.

Como já está acostumado a desmoralizar o IBOPE, Ricardo Coutinho prefere acreditar no histórico de vitórias e na recepção do eleitorado desde que anunciou sua candidatura, porque, como ele gosta de repetir, “O nosso maior freguês não é Cássio, Cicero ou Maranhão. É o Ibope, de quem ganhamos todos os anos”

Enfim, é o IBOPE SENDO O IBOPE.

Publicado por Flavio Lucio Vieira

Professor do Departamento de História da UFPB, doutor em Sociologia.

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