GLEISI HOFFMANN: “É LAMENTÁVEL QUE ANÍSIO MAIA SE PRESTE AO PAPEL DE LINHA AUXILIAR DE JOÃO AZEVEDO”

Em seu costumeiro tom de deboche, Anísio Maia concedia uma entrevista à rádio Arapuã sobre o pedido de intervenção no Diretório Municipal de João Pessoa feito pela Executiva Nacional do PT à Direção Nacional do partido.

Antes de dele, a presidente do DM do PT, Giucélia Figueiredo, já havia criticado enfaticamente a decisão.

Quando o deputado estadual se encamihava para finalizar sua participação, o editor do programa interrompeu o petista para ler uma bombástica nota que a Presidenta Nacional do PT, Gleisi Hoffmann.

Os termos curtos da nota resumiram como ninguém fez até agora o sentido mais do que óbvio da candidatura de Anísio Maia a prefeito:

Abrimos o processo. A postura da Direção Municipal desrespeita decisão da direção nacional, traz elemento estranho ao debate político interno (judiciário) e tem como foco atacar Ricardo Coutinho, servindo de linha auxiliar do governador e da direita em Joāo Pessoa. Lamentável que Anisio Maia se preste a isso.

Partido dos Trabalhadores
Gleisi Hoffmann

Foi uma das situações políticas mais constrangedoras que eu acompanhei em toda a minha vida, mas Anísio Maia bem que mereceu passar pela humilhação de ter sua candidatura a prefeito definida como linha auxiliar, não só de João Azevedo – o deputado pertence à base do governo do Cidadania na Assembleia, – mas de toda a direita pessoense.

‘Linha auxiliar’ foi uma maneira mais elegante que a Presidenta Nacional do PT usou para evitar chamar Anísio Maia de laranja do candidato do governador, Cícero Lucena.

Se os governistas do PT precisavam de um recado mais explícito para entender a motivação da Direção Nacional para retirar a candidatura de Anísio Maia, escutaram da maneira mais dura e numa cadeia estadual de rádio.

O mais triste é saber que Anísio Maia se presta a esse papel de laranja, porque esse o único papel que restava à sua candidatura a prefeito.

Na conjuntura crítica como a que vivemos, hoje, uma candidatura reconhecidamente inviável política e eleitoralmente só pode cumprir o vergonhoso papel atribuído pelos apoiadores de Cícero Lucena dentro do Palácio da Redenção: isolar Ricardo Coutinho e fragilizar sua candidatura para facilitar a vitória da direita em nossa cidade, esse que é o grande objetivo das oligarquias paraibanas desde que o ex-governador terminou seu mandato.

Publicado por Flavio Lucio Vieira

Professor do Departamento de História da UFPB, doutor em Sociologia.

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