JOÃO PESSOA: RICARDO E CÍCERO DEVEM IR PARA O SEGUNDO TURNO

Quase um mês depois do início da campanha para Prefeitura de João Pessoa, é possível projetar pelo menos duas hipóteses como tendência.
A primeira delas é que 2020 não repetirá 2018, como bolsonaristas de ocasião, a exemplo do ex-cassista Wallber Virgolino, desejariam.

A estratégia de Virgolino é ter o voto dos 15% de bolsonaristas radicais que acham charmoso ser delegado e apontar arminha. E caso consiga alcançar esse percentual, o ex-secretário de Administração Penitenciária do Rio Grande do Norte sairia sairia da disputa no lucro.

E mesmo que consiga, esse percentual não asseguraria sua ida para o segundo turno, mesmo numa disputa tão fragmentada.

Até o neo-maranhista Nilvan Ferreira, outro bolsonarista, já percebeu isso e agora tenta se apresentar numa embalagem engomada de bom-moço engravatado – o marqueteiro de Nilvan é Lucas Salles, que fez a campanha presidencial de Jair Bolsonaro em 2018. Além de superar o desafio das desconfianças de nunca ter administrado, a não ser lojas de roupas, outro grande desafio de Nilvan-CR é passar pela muralha de rejeição não declarada na classe média.

Em razão disso, tudo leva a crer que o candidato do campo da direita conservadora, que irá ao segundo turno será Cícero Lucena, do Partido Progressista. Agregado ao recall de ter sido ex-prefeito, Cícero conseguiu reunir os setores mais tradicionais da política paraibana em torno de sua candidatura, mobilizada, claro, pelo generoso apoio oferecido pelo ex-adversário João Azevedo, que se mostra disposto a qualquer negócio para derrotar Ricardo Coutinho.
Ricardo no segundo turno

Os detratores e inimigos de Ricardo Coutinho na imprensa e na política jamais admitirão publicamente, mas a preocupação constante demostrada com a mera possibilidade do ex-governador e ex-prefeito de João Pessoa entrar na disputa era patente. Só falavam de Ricardo Coutinho.

O fato absolutamente inédito da não publicação de um única pesquisa até a do Ibope, na semana passada, depois do início da campanha eleitoral, mostra o tamanho que o ex-governador ainda desperta.

Como as pesquisas para consumo interno que circulavam com desenvoltura demonstravam, Ricardo Coutinho continuava na disputa, e isso não podia ser admitido publicamente, para manter a expectativa no eleitor de de que RC estiva morto para a política em razão do impiedoso e constante bombardeio que o hoje candidato do PSB sofreu nos últimos meses.

Além disso, Ricardo preserva intocada a imagem de grande administrador – notem que até para criticá-lo, seus detratores são obrigados a reconhecer esse fato, que as pesquisas e as urnas nunca deixaram dúvida.

Associado a isso, o ex-prefeito de João Pessoa representa um campo político numeroso da capital paraibana, do qual faz parte d eleitor mais progressista, que nas eleições majoritárias tem votado para derrotar para impedir retrocessos. E não há indícios de que esse eleitorado tenha abandonado esse comportamento.
Isso tudo sugere que Ricardo Coutinho tem potencial para chegar na reta final do primeiro turno com pelo menos 30% dos votos válidos, o que lhe asseguraria presença no segundo turno.

Então, teríamos no segundo turno o confronto entre dois ex-prefeitos com

Publicado por Flavio Lucio Vieira

Professor do Departamento de História da UFPB, doutor em Sociologia.

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