Ministro do STJ diz que “é preciso investigar possíveis delitos cometidos pelo atual governador da Paraíba, João Azevêdo”

Há dois grandes inconvenientes para boa parte da imprensa paraibana na cobertura da nona fase da Operação Calvário, deflagrada hoje pela Polícia Federal, Ministério Público Federal e Controladoria-Geral da União: 1) não envolve o ex-governador Ricardo Coutinho; 2) ela mostra que processos correm no STJ contra o atual governador João Azevedo.

Segundo matéria publicada hoje na página do Ministério Público Federal na internet: “Os mandados foram expedidos pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Francisco Falcão. A competência da Corte foi firmada em razão da necessidade de investigar eventuais delitos praticados pelo atual governador da Paraíba, João Azevêdo (Cidadania), e por três conselheiros do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE/PB).”

O UOL seguiu a mesma linha: “Os mandados foram expedidos por Francisco Falcão, ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça). Ele explicou que é preciso investigar possíveis delitos cometidos pelo atual governador da Paraíba, João Azevêdo (Cidadania), e por três conselheiros do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba.”

Em razão da ausência de cobertura sobre o caso, são poucos os/as paraibanos/as que sabem que investigações avançam no STJ que envolvem o atual governador João Azevedo na Operação Calvário. Muito menos em que pé andam.

O mesmo não se pode dizer quando o assunto é Ricardo Coutinho. Apesar do ex-governador repetir que nada até agora foi apresentado na Justiça que confirmem as acusações do Ministério Público estadual, nenhum interesse jornalístico foi demonstrado por nossa imprensa.

Eu lembro que, em dezembro do ano passado, quando Ricardo Coutinho voltou do exterior, onde se encontrava em viagem de férias, a audiência de custódia marcada para o dia seguinte foi transmitida ao vivo por uma das emissoras de TV da Paraíba. Até drone foi colocado no ar para acompanhar o percurso, que boa parte da mídia transmitiu festivamente.

Publicado por Flavio Lucio Vieira

Professor do Departamento de História da UFPB, doutor em Sociologia.

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