Professor denuncia manipulação contra Ricardo Coutinho em pesquisa eleitoral

Vejam se Ricardo Coutinho tem ou não motivos para desconfiar de pesquisas eleitorais. Não é incomum eu receber relatos de situações que descredibilizam completamente as pesquisas realizadas em João Pessoa.

Na última divulgada, um dos entrevistados me relatou que o nome de Ricardo não constava no cartão apresentado na pesquisa estimulada. Questionado sobre isso, o pesquisador disse que entregara o cartão errado. Só depois, repassou o correto.

Hoje, recebi de um colega professor da UFPB a mensagem abaixo, que faço questão de transcrever na totalidade. Façam a leitura. Depois eu volto para comentários adicionais.

Bom dia, Flávio. Espero que esteja tudo bem com você. Considerando suas postagens nas redes sociais sobre as eleições de 2020, achei por bem te deixar a par de um fato no mínimo curioso que me ocorreu.

Recebi uma mensagem telefônica na minha linha fixa de uma pesquisa para prefeitura de João Pessoa. A metodologia utilizada foi dar números aleatórios aos candidatos para que o entrevistado depois digitasse o número correspondente a sua escolha. Detalhes: Ricardo Coutinho aparece com o número 12, sendo o segundo a ser citado na lista de candidaturas.


O entrevistado tem que aguardar a leitura de uma longa lista de candidatos. Nessa lista, o Cícero Lucena é o último ou penúltimo (acho que penúltimo), o que, na minha opinião, marca a memória recente dos entrevistados. Somente após a leitura é pedido para seja digitado o número do candidato da sua escolha.

A
lógica é: esquecer os primeiros da lista e gravar apenas os últimos, assim Ricardo, por exemplo, não será lembrado pelos eleitores indecisos ou não politizados, além de, pelo menos comigo, o sistema não aceitar por três vezes, o número clicado. .

Tentei por três vezes confirmar minha escolha e o sistema recusou, informando que a resposta não fora entendida pelo sistema.

Notaram o estratagema pouco sutil, desvendado pelo autor da mensagem? Primeiro, apresentar o nome de Ricardo Coutinho como um dos primeiros numa sequência de 14 candidatos. Depois, atribuir-lhe o número 12! Como o número massificado nas campanhas de Ricardo é o 40, não é improvável que o entrevistado esqueça o 12 depois de escutar os números de 14 candidatos.

Já Cícero Lucena aparece como um dos últimos, o que facilita a memorização dos seus eleitores. Qual o critério para essa sequência? Alfabético não é, já que, se fosse assim, o nome de Cícero Lucena deveria aparacer antes do de Ricardo Coutinho.

Mais grave ainda é o sistema recusar o voto em Ricardo porque o “sistema não entendeu”. Desse jeito, fica difícil mesmo ganhar Ricardo Coutinho ganhar em qualquer pesquisa.

Abaixo, deixo com vocês o comentário que o radialista Adelton Alves fez em seu programa matinal, hoje, na Pop FM. Ele fala de uma indústria de pesquisa em que, quem paga, recebe pelo resultado que desejar ter.

Publicado por Flavio Lucio Vieira

Professor do Departamento de História da UFPB, doutor em Sociologia.

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