EFRAIM, O FILHO, TEM TAMANHO PARA ENFRENTAR RICARDO?

Como se sabe, Efraim Filho (Dem) já nasceu velho para a política. Ele é um daqueles políticos que não resistem aos encantos de qualquer governador, e nisso ele segue o pai, Efraim Moraes, de quem herdou a carreira. Filho de oligarca que é, Efraim, o filho, não fez muito esforço para emergir na política, tendo feito sua estreia logo como candidato a deputado federal no já longínquo ano de 2006.

Os dois (pai e filho) foram um cassistas inveterados, depois viraram ricardistas e agora, são joãoazevedistas-bolsonaristas de corpo e alma.

Com os dois pés fincados nos palanques de dois governos conservadores, Efraim, o filho, passou a se achar maior do que realmente é e se lançou candidato à única vaga de Senador que será disputada no próximo ano. Ele aposta que vai se repetir a onda bolsonarista que elegeu um bando de nulidades para o Senado, em 2018 — fora a atuação medíocre e covarde de Veneziano Vital e Daniela Ribeiro, o mais notório entre os senadores bolsonaristas que mata de vergonha seus eleitores a cada sessão da CPI da Covid é Eduardo Girão, eleito pelo Ceará.

Ontem, Efraim, o filho, disse que não teme a candidatura de Ricardo Coutinho ao Senado mencionando o resultado de 2020 em João Pessoa, como se o desempenho dele nas últimas eleições demonstrasse a emergência de uma grande liderança capaz de vencer Ricardo Coutinho.

O representante da família Moraes no Congresso deveria se lembrar que, em 2018, foi eleito por conta das sobras eleitorais, ou seja, ele não ficou entre os eleitos pelo quociente partidário e dependeu da distribuição das vagas não preenchidas pelo que sobrou de votos. Mais. Os 76.089 votos obtidos por Efraim, o filho, em 2018, representaram uma perda de mais de ¼ dos votos obtidos quatro anos antes — a título de comparação, Benjamin Maranhão foi eleito em 2014 pelas sobras com 63.433; porém, em 2018, Benjamin, o sobrinho, perdeu mais de ¼ dos votos e hoje é suplente.

A situação é ainda mais grave. Fiz questão de mostrar a decadência do herdeiro da família Moraes desde que foi candidato a deputado federal em 2006. Notem que ele perdeu mais da metade dos votos entre a primeira eleição, quando obteve 147.335, e a última que disputou.  

Além disso, Efraim Filho vai ter explicar ao eleitor, sobretudo o trabalhador que hoje pena sem direitos, sua atuação absolutamente antipovo no Congresso, porque Efraim, o filho, votou favorável a todas as propostas que retiraram direitos dos trabalhadores e que beneficiaram os mais ricos: ele foi a favor da Reforma da Previdência, que vai fazer o povo trabalhar mais durante a vida, e receber menos na velhice; da Reforma Trabalhista, que criou m exército de trabalhadores sem direitos e mal remunerados; da PEC do teto de gastos, que retirou e ainda retira dinheiro da saúde, da educação, para pagar os bancos; da PEC Emergencial, que prejudicará enormemente o funcionalismo e o serviço público do país. Não bastassem essas maldades contra os mais pobres, Efraim votou favorável à venda da Eletrobras e da privatização da água para beneficiar grandes empresários, principalmente o capital estrangeiro. Para completar essa obra, Efraim, o filho, foi um dos líderes do governo Temer na Câmara.

Candidato ao Senado, Efraim, o filho, mais do que um favor a si próprio, fará um favor ao povo, que se livrará de sua presença no Congresso.

Publicado por Flavio Lucio Vieira

Professor do Departamento de História da UFPB, doutor em Sociologia.

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