Efraim Filho e Pedro Cunha Lima vão com Bolsonaro até o fim?

Duas declarações de dois deputados federais paraibanos – certamente eles são mais – são reveladoras do quanto eles pretendem extrair até a última gota do que Jair Bolsonaro tem a oferecer e depois, se for o caso, caírem fora.

Primeiro, o deputado federal Efraim Filho, que disse em entrevista concedida ontem (13/09) ao jornalista-bolsonarista Luís Tôrres, durante o pograma Frente a Frente da bolsonarista TV Arapuã.

Ele defendeu a “declaração” redigida pelo ex-presidente Michel Temer (será que chegamos ao fundo do poço?) em que Jair Bolsonaro pediu desculpas à nação depois de dizer, em manifestações que defendiam o fechamento do STF, que não iria cumprir decisões do ministro Alexandre de Moaraes. Efraim Filho disse ainda ser contra o  impeachment do presidente por não haver elementos nos mais de 100 pedidos que dormem sobre a mesa do presidente da Câmara, Arhur Lira.

Mesmo da base do governo, Efraim deixou que extrair até até última gota do governo, mas não pretende votar em Bolsonaro, e defendeu, sem nenhum pudor, uma candidatura alternativa à polarização entre Lula e Bolsonaro.

Candidato ao Senado, Efraim Filho arrebanha apoios políticos para seu projeto. Depois de aparecer em fotos com Veneziano Vital, o herdeiro da família Morais apareceu ao lado do “socialista” e também deputado federal, Gervásio Maia.

Para quem tinha dúvida, eis mais uma peça do quebra-cabeça que explica a saída de Ricardo Coutinho da arapuca chamada PSB da Paraíba.

Pedro Cunha Lima é governo até os 45 do segundo tempo

O outro deputado federal paraibano que se manifestou a favor de Jair Bolsonaro foi Pedro Cunha Lima. Mesmo depois da decisão da Executiva Nacional do PSDB de fazer oposição ao governo de Jair Bolsonaro, e mesmo sendo ele presidente do Instituto Teotônio Vilela, responsável pela formação política do partido, o herdeiro da família Cunha Lima não pretende seguir o seu partido.

Como Efraim Filho, Pedrinho vai esperar até os 45 minutos do segundo tempo para tomar uma decisão. Até lá, espera a generosidade do presidente que quer se reeleger. Com as bênçãos dos banqueiros da Febraban.

Um belo exemplo de fidelidade partidária do jovem que já entrou velho para a política.

Publicado por Flavio Lucio Vieira

Professor do Departamento de História da UFPB, doutor em Sociologia.

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