Ulisses Barbosa, a degradação moral da imprensa paraibana e as “denúncias” requentadas da Calvário

Que a Operação Calvário é uma filha da Lava Jato e se apóia cada vez mais numa imprensa que perdeu a completa noção do seu papel social, são fatos cada vez mais evidentes. Mesmo que não reste mais nenhuma dúvida de que a Operação Lava Jato foi uma ampla preseguição política que usou o sistema de justiça para tirar ex-presidente Lula das eleições de 2018, com amplo apoio da mídia nacional, a imprensa da Paraíba continua apoiando cegamente a Operação Calvário.

Nenhuma dúvida sobre procedimentos jamais foi sequer levantada. Nem a mais evidente das correlações que mostram que a Calvário é, na realidade, uma Lava Jato tabajara, por se apoiar em delações premiadas – e isso quem afirma são ministros do STJ, – nunca foi é sequer colocado em questão. Nada é questionado sobre as provas que, até agora, quase três anos depois de iniciadas as investigações, nunca foram apresentadas.

Foi preciso um jornalista como Ulisses Barbosa, que não tem qualquer vínculo com as Secons da vida, para botar o dedo na ferida e desnudar em um breve texto postado em seu perfil no Facebook o que é a Operação Calvário.

Por isso, faço questão de aqui publicá-lo como uma homenagem aos jornalistas que restaram na Paraíba.

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É constrangedora a degradação moral, profissional e ética de alguns segmentos do jornalismo. O lavajatismo desmoronou no “brezil” distópico e revelou o “lawfare” como instrumento de aniquilação política de adversários das velhas oligarquias, detentoras dos principais veículos de comunicação.

Ontem vimos mais um passo dessa perseguição e o evidente conluio com empresas e empresários da comunicação. No fim tarde sites e blogs publicaram “uma nova denúncia” do GAECO contra Ricardo Coutinho e seu coletivo. Quando você lê o release distribuído pra todos os veículos com chancela da Secom-PB, percebe que se trata da mesma denuncia feita em 2019.

Aquele primeira, estampada no Correio da Paraíba, apontava desvios de mais de um bilhão. Ano passado, outra nova denuncia, que era a mesma, dizia que eram 135 milhões desviados. Ontem, a “nova” denuncia dá conta que foram 49 milhões desviados em 18 meses com parcelas de 300 mil/mês entre 2012 e 2017. O teor da denuncia continua baseado em delações e nada mais. Nenhum dos veículos publicou ou buscou a defesa pra se manisfestar.

Nenhum dos blogs ou site fez as perguntas básicas ao GAECO ou ao MP sobre de onde o dinheiro saía e pra onde ele ia. Quais provas demonstram claramente os desvios apontados? Como ocultar um roubo dessa monta com a aprovação de todos os órgãos de controle? Com tantos desvios “apontados”, RC construiu e equipou 4 hospitais novos e recuperou todos os regionais aumentando em 1000% o número de leitos e fez a Caravana do Coração.

Enfim, a INVISIBILIDADE da maior e mais profícua gestão é regra com essas ações LAVAJATISTA. Não há interesse em julgar ou garantir a ampla defesa, mas apenas manter o processo de aniquilação de RC como liderança e gestor transformador. Assim, como o que aconteceu com Lula, desejo que RC tenha um julgamento justo e dentro do Estado Democrático de Direito. Sou e sempre serei contra os linchamentos e a destruição de reputações que o “jornalismo” alinhado ao atraso se vale.

Ouvir o outro lado é obrigação. Questionar as “provas” apresentadas é obrigação. Não é obrigação do jornalismo fazer julgamentos, mas sim, revelar os fatos e a verdade.

Publicado por Flavio Lucio Vieira

Professor do Departamento de História da UFPB, doutor em Sociologia.

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