TRAIÇÃO À VISTA? A “botija” que Aguinaldo Ribeiro escondia em seu apartamento

Segundo relato do radialista Clilson Jr., do ClickPB, o apartamento n° 1700, que o deputado federal do PP e pré-candidato ao Senado, Aguinaldo Ribeiro, possui no edifício Cezanne, onde mora parte da fina flor da sociedade pessoense, foi assaltado no dia 2 de novembro, há quase dois meses, portanto.

O assaltante levou o que Clilson Jr. chamou de “botija” (pelo que vejo, encontraram a botija, finalmente) de 23 relógios avaliados em mais de 1 milhão de reais.”

Primeiro, por que esse fato só veio a público quase dois meses depois de ocorrido, e no último dia do ano quando, em geral, a sociedade se mostra menos atenta a acontecimentos dessa natureza?

Segundo, Aguinaldo Ribeiro fez uma declaração de bens para a Justiça Eleitoral em que consta um patrimônio equivalente a pouco mais de R$ 1,4 milhão. E mais R$ 1,3 milhão em espécie.

Só a “botija” com os relógios de Aguinaldo Ribeiro representam quase todo o valor patrimonial declarado pelo deputado ao TRE, que é um dos líderes do Centrão (quase R$ 1,5 milhão).

Agora, as dúvidas de ordem política. Por que a imprensa governista resolveu detonar a bomba no colo de Aguinaldo Ribeiro? Isso seria possível sem o conhecimento e, quem sabe, o estimulo da Granja Santana? João Azevedo resolveu abandonar Aguinaldo Ribeiro na estrada? Como Cícero Lucena vai se comportar? Vai abandonar também Aguinaldo Ribeiro?

Qualquer observador menos atento perceberia que não se trata apenas de suspeitas. Teremos uma investigação séria a partir de fatos concretos?

Não cabe antecipar julgamentos, claro, mas há muito o que ser esclarecido e, portanto, um largo caminho para investigações. Ou será tudo jogado para debaixo do tapete dos amigos do lavajatismo?

PS. Clilson Jr. entrou em contato para esclarecer que a postagem em que o radialista afirmava que o roubo não tinha sido reportado à polícia é anterior à matéria publicada hoje de manhã no ClickPB, razão pela qual excluí os trechos que mencionam o que considerei ser uma contradição.

Publicado por Flavio Lucio Vieira

Professor do Departamento de História da UFPB, doutor em Sociologia.

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