Nota de Emília Correia Lima é confissão de culpa e mostra o tamanho da incompetência de João Azevedo

A eterna presidente da Companhia Estadual de Habitação Popular da Paraíba (CEHAP), Emília Correia Lima, tentou responder à denúncia publicada aqui no blog a respeito dos mais de três anos que o governo João Azevedo levou para entregar 576 apartamentos, cujas chaves foram sorteadas em dezembro de 2018

Segundo Correia Lima, o condomínio “não estava finalizado na época da realização do sorteio dos beneficiários” porque a infraestrutura não estava pronta e em razão de problemas burocráticos.

Emilia Correia Lima, porém, esqueceu de mencionar dois detalhes importantes: 1. a Cehap era quem preparava e decidia sobre as datas dos sorteios dos apartamentos e, 2. a presidenta da Cehap à época se chamava Emília Correia Lima. Como a foto abaixo mostra, Emília participou do sorteio e ciceroneou o então governador Ricardo Coutinho pelo condomínio que, como vê, estava em plenas condições de entrega.

Outro detalhe relevante: o representante do Banco do Brasil, que financiou parte da obra, também acompanhou a entrega.

Não quero crer que Emília Correia Lima não tenha vistoriado o condomínio e não tenha identificado os problemas que só agora menciona. Se o condomínio não estava pronto para ser entregue aos moradores, por que as chaves foram sorteadas para os ansiosos moradores, que não viam a hora de finalmente realizarem o sonho da casa própria? Não o fez porque sabia que entregar obra não concluída não era uma prática do governo de Ricardo Coutinho.

E os próprios adversários de Ricardo Coutinho atestam que o condomínio estava pronto. Segundo matéria do Paraíba Rádio Blog do dia do sorteio dos apartamentos, que descreveu a infraestrutura do condomínio:

“Estrutura – O conjunto Rosa Luxemburgo é composto por blocos de térreo mais três pavimentos, sendo 32 unidades por bloco. Os apartamentos possuem revestimento cerâmico em todo o piso e nas paredes das áreas molhadas, sendo compostos por sala, dois quartos, banheiro, cozinha e área de serviço, num total de 44 metros quadrados.

O condomínio residencial é dotado de infraestrutura básica com: rede de abastecimento d’água, energia elétrica, rede coletora de esgotos, pavimentação em paralelepípedos, e, também possui guarita, centro comunitário e área de lazer. Todo o projeto atende as especificações mínimas do Programa Minha Casa Minha Vida, prevendo acessibilidade a pessoas com deficiência e idosos.”

Enfim, a nota de Emília Correia Lima é uma confissão de culpa. Na tentativa de justificar tamanho descompromisso com os mais pobres, a nota de Emília acabou evidenciando o tamanho da incompetência do governo atual, que levou mais de 3 anos para resolver problemas burocráticos, mais tempo que o governo de Ricardo Coutinho levou para construir o condomínio de 576 apartamentos.

A emenda saiu pior que o soneto.

Publicado por Flavio Lucio Vieira

Professor do Departamento de História da UFPB, doutor em Sociologia.

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