DESGASTADO: Por que nenhum deputado defende ou quer aparecer ao lado de João Azevedo?

Quando o governador em pessoa precisa gravar um vídeo tentando transferir responsabilidades para a Polícia Militar, em razão do caos na segurança pública que se espalha por todo o estado, é sinal de que os grupos que apoiam João Azevedo começam a entrar em estado de salve-se quem puder.

Só o presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino, por razões óbvias, saiu em socorro do governador. E mais nenhum deputado estadual, um sinal bastante evidente de que João Azevedo começa a ficar sozinho. E bem antes do previsto.

Em contato direto com o povo em seus locais de atuação, os deputados estaduais começam a farejar as dificuldades de apoiar um governo medíocre e sem realizações e um governador carente de liderança política e luz própria, que dependerá exclusivamente da máquina estadual para disputar a reeleição. E isso é um péssimo sinal para os apoiadores de qualquer governo.

Quando a situação evolui para esse estágio, o cálculo político passa a ser esse: vale mesmo a pena permanecer apoiando um governador sem discurso e sem carisma ou apostar no futuro, fazendo uma campanha na oposição a um governo desprezado cada vez mais pela população?

E as opções já estão aí. Antes que o ano da eleição começasse, surgiram pelo menos três candidaturas de peso na oposição (Lígia Feliciano, Pedro Cunha Lima e Veneziano Vital do Rego), o que é um indicativo do gigantesco espaço de oposição a ser ocupado, e que cresce a cada dia.

Sem equipe qualificada, fazendo uma administração caótica e sem planejamento, sem projeto de Paraíba, enfim, João Azevedo mostra que não terá um legado a defender. Aliás, o legado que existia, que foi o responsável por sua eleição, João Azevedo fez questão de destruir, na ilusão de que o povo o esqueceria.

Foi a arrogância, misturada à notória incapacidade política e de liderança, que conduziram João Azevedo para o buraco que se aproxima. E o buraco é do tamanho do abismo que separa sua administração da de Ricardo Coutinho.

Publicado por Flavio Lucio Vieira

Professor do Departamento de História da UFPB, doutor em Sociologia.

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