Depois de permitir festas privadas, João Azevedo faz novo decreto passando a conta ao empresariado paraibano

Não foi por falta de aviso.

Ao invés de optar por manter uma transição segura, sobretudo quando a nova cepa da Covid-19, a Ômicrom, avançava pelo mundo e chegaria com certeza de 100% ao Brasil, o governo João Azevedo resolveu liberar geral as festanças de janeiro e beneficiar um único setor (o dos empresários de eventos, uns poucos, aliás, de João Pessoa e Cabedelo), que encheu imensos espaços e, claro, lucrou muito cobrando ingressos caríssimos.

A conta chegou já faz duas semanas, mas o governador resolveu tomar providências, claro, só quando fevereiro chegou e o filé mignon do período de festas passou.

A conta, mais uma vez, quem vai pagar são os donos de restaurantes, bares e lanchonetes, hotéis e pousadas, lojistas e feirantes, empresários da construção civil, donos de salões de beleza e barbearias, enfim, toda economia do estado que será forçada a retroagir ao estágio de quase normalidade em que estávamos no fim do ano passado.

Em nome de quê e de quem? Se você acha que tem a ver com 2022, ano de eleição, e pelo salto alto do governador, que, fechado na Granja e alienado do mundo real, já se considerava reeleito, é um bom começo.

O governador terá muito o que explicar.

Publicado por Flavio Lucio Vieira

Professor do Departamento de História da UFPB, doutor em Sociologia.

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