Lula não rejeitará apoio, mas terá palanque único na Paraíba

Já analisei por aqui como a direção nacional do PT têm se comportado nas conversas para montagem dos palanques estaduais em apoio à candidatura de Lula à presidência, com algumas decisões já anunciadas, como no caso do Rio de Janeiro.

No frigir dos ovos, temos a seguinte situação: Lula não rejeitará apoios, mas o centro de sua estratégia combina uma reaproximação com o centro associada ao reforço da posição do PT, tanto com a eleição de governadores como de uma numerosa bancada no Congresso.

É claro que, apesar da situação local se subordinar à estratégia nacional, o palanque em que Lula subirá levará em conta cada situação local, sobretudo os objetivos do PT em cada estado. E esse parece ser o limite e a orientação geral: Lula não subirá em palanques que não terão a presença do PT no estado.

Isso quer dizer que, no caso da Paraíba, Lula rejeitará o apoio de João Azevedo, caso ele mantenha a decisão de votar no candidato do PT à Presidência? Ouso afirmar que não.

Parece uma afirmação óbvia, mas o esforço de confundir que certos setores da nossa imprensa fazem, exige que o óbvio seja reafirmado de vez em quando: segundo observo, o palanque de Lula na Paraíba será o palanque do PT. Se o objetivo da direção nacional do partido é ter uma ampla base de apoio para um futuro governo, não faria sentido algum Lula subir em um palanque infestado de adversários políticos, que iriam fazer-lhe dura oposição.

E mas ainda quando no palanque esta um governador candidato à reeleição que é filiado ao Cidadania e também é o principal adversário da maior liderança do PT no estado, que é Ricardo Coutinho.

Nessa equação, tem outro aspecto de grande relevância: Lula dá especial atenção a uma reaproximação com setores do MDB do Nordeste, que é o partido do candidato ao Governo da Paraíba, o senador Veneziano Vital do Rego.

Qualquer um observe essa situação com um mínimo de compromisso com os fatos não poderia chegar à outra conclusão, que não essa. O resto é intriga e bajulação.

Publicado por Flavio Lucio Vieira

Professor do Departamento de História da UFPB, doutor em Sociologia.

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