Com rejeição acima de 60%, Bolsonaro vai se afogar de vez na crise do preço dos combustíveis

O lento crescimento das intenções de voto de Jair Bolsonaro nas últimas pesquisas reacendeu as esperanças em muitos bolsonaristas. Essa seria uma boa notícia se também se revertessem os índices de rejeição ao atual presidente.

A pesquisa IPESPE divulgada hoje (11/03) mostra que 61% do eleitorado afirma não votar em Jair Bolsonaro em hipótese alguma. E esse patamar de rejeição vem se mantendo desde o ano passado, quando se consolidou acima dos 60%, sem dar sinais de quedas significativas.

Vejamos a evolução da rejeição do eleitorado a Jair Bolsonaro considerando os números do Datafolha. Em pesquisa realizada em maio de 2021, o instituto registrou 54% de rejeição ao atual presidente.

Datafolha de maio de 2021

Quatro meses depois, em setembro, a rejeição a Bolsonaro havia pulado para 59%, e em dezembro atinge os 60%.

Mantido esse percentual de rejeição, que já é muito acima do aceitável para qualquer candidato, é bastante improvável que Jair Bolsonaro consiga alterar as expectativas de derrota em outubro, o que, por outro lado, torna a candidatura de Lula ainda mais favorita, já que o ex-presidente dificilmente não estará no segundo turno.

E com os impactos do aumento nos preços dos combustíveis, que afetarão os índices de inflação e ajudarão a corroer ainda mais o poder de compra dos salários, a situação do presidente tende a se agravar ainda mais.

Enfim, Bolsonaro é cada vez mais o candidato marcado para perder.

Publicado por Flavio Lucio Vieira

Professor do Departamento de História da UFPB, doutor em Sociologia.

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