Efraim Filho quer repetir com Pedro Cunha Lima a chapa vitoriosa de 2002

Hoje é o aniversário do deputado federal e candidato ao Senado pelo União Brasil da Paraíba, Efraim Filho. O deputado aproveitou a data para organizar um churrasco e demonstrar força eleitoral.

A festa, entretanto, acabou ganhando um tom explícitamente oposicionista. Segundo relato do radialista Fernando Braz para o programa Arapuã Verdade, que acompanhou in loco o ato político, na decoração da festa predominaram as cores azul e amarelo, as mesmas da campanha de Efraim Moraes (o pai de Efraim Filho), também ao senado, e de Cássio Cunha Lima (pai de Pedro), como o filho, hoje, candidato ao governo. E ambos pela oposição. Lula era também candidato à presidência e não foi apoiado pelos dois.

Escutando os relatos sobre a festa e foi impossível não perceber esse ar de saudosismo pairando sobre o ambiente. E nas declarações dos candidatos. Tanto quando o aniversariante deu entrevista lembrando a vitória do pai de 20 anos atrás, e quando, em seguida, numa declaração dada ao jornalista Luís Torres, Pedro Cunha Lima fez questão de dizer que “aceita Efraim na sua chapa como senador”.

Antes disso, porém, Tovar Correia Lima, mostrou-se empolgadíssimo com a possibilidade de ter na chapa do primo Pedro a presença de Efraim Filho. Tovar deu a entender que o anúncio que oficializará a aliança é só uma questão de tempo.

Enfim, como não é possível fazer uma omelete sem quebrar o ovos, ou seja, como não vai ser possível ao governador João Azevedo acomodar na mesma chapa Aguinaldo Ribeiro e Efraim Filho, a tendência atual é que se repita, 20 anos depois, a chapa vitoriosa de 2002, agora com o filho de Cássio Cunha Lima, Pedro, candidato ao governo, e o filho de Efraim Morais, Efraim Filho, so Senado.

Eu só estranhei duas coisas. A primeira, quando Efraim disse ao jornalista Fernando Braz que o critério que ele usará para escolher quem apoiará ao governo será o que for o melhor para a Paraíba. E furou João Azevedo, da situação, e… Pedro Cunha Lima, da oposição.

A segunda foi a presença do presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino, e de um séquito de outras lideranças governistas, num ato que foi adquirindo cada vez mais contornos de oposição.

Até quando João Azevedo vai engolir esses sapos não se sabe.

Publicado por Flavio Lucio Vieira

Professor do Departamento de História da UFPB, doutor em Sociologia.

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