Hugo Motta dá a senha para pular fora do barco de Efraim Filho: “estamos defendendo o nome dele internamente para chapa do governador João Azevêdo”

O deputado federal patoense Hugo Motta, presidente estadual do Republicanos, recomendou paciência ao candidato a senador pelo União Brasil, Efraim Filho.

O Republicanos se tornou o partido com a maior representação parlamentar federal da Paraíba, contando hoje com três deputados federais e o presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino.

O Republicanos acumulou forças suficientes para se contrapor ao peso político do Progressistas no grupo político do governador João Azevedo. O Progressistas comanda importantes prefeituras, como a de João Pessoa e Cajazeiras, além de ter um deputado federal e uma senadora.

Por isso, resolveu emprestar seu apoio à candidatura de Efraim Filho ao Senado, mesmo sabendo do favoritismo de Aguinaldo Ribeiro, que não será o candidato a senador na chapa de João Azevedo se, por alguma razão, desistir da disputa. A intenção parece óbvia: tirar proveito da guerra aberta entre Aguinaldo e Efraim para, aliando-se ao último, negociar a indicação da candidatura de vice quando Efraim Filho fizer o inevitável movimento de ruptura com a candidatura de João Azevedo.

O favorito para assumir a vaga, hoje, continua sendo Adriano Galdino. Hoje, reforço. O problema é que o presidente da Assembleia tem se comportado ultimamente como um elefante no interior de uma sala repleta de cristais. Se expôs desnecessariamente ao ir pessoalmente à festa de aniversário de Efraim Filho confraternizar com oposicionistas com selo de origem, como Tovar Correia Lima, onde disse, para quem quisesse ouvir (ou seja, João Azevedo, Aguinaldo, Daniella Ribeiro e Cícero Lucena) que votará em Efraim Filho “em qualquer circunstância.”

Um desastre.

Ontem, Hugo Motta resolveu finalmente ajustar o discurso. Além de pedir calma a Efraim Filho, demarcou até onde vai o compromisso com o candidato do União Brasil: “estamos defendendo o nome dele internamente para chapa do governador João Azevêdo”, disse o deputado patoense. Ou seja, se Efraim Filho entendeu o recado, sabe desde já que, caso aceite ser candidato na chapa de Pedro Cunha Lima, não contará mais com o apoio do Republicanos.

E como a vaga de vice-governador de João Azevedo foi oferecida a Efraim, o Republicanos passa a ter legitimidade para reivindicá-la. Adriano Galdino continua a ser o único candidato a candidato, mas já começa a acumular antipatias. Daniela Ribeiro já fez circular que pode começar a trabalhar contra a candidatura de Galdino. O deputado estadual campinense Manoel Ludgero aproveitou a situação para declarará que se o candidato for Adriano Galdino ele abandona a candidatura de João Azevedo.

Ao terminar esse texto, uma dúvida emergiu: Hugo Mota, cujo pai é prefeito de Patos, o maior colégio eleitoral do Sertão, está mesmo fora dessa disputar? Todo mundo aqui já ouviu falar na expressão em latim tertius?

Publicado por Flavio Lucio Vieira

Professor do Departamento de História da UFPB, doutor em Sociologia.

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