Veneziano abraça pautas da cultura e se consolida como único candidato progressista ao governo da Paraíba

Ao nomear o conservador Damião Ramos Cavalcanti na Secretaria de Cultura da Paraíba, que foi ocupada pelo músico Chico César e pelo poeta Lau Siqueira durante os oito anos em que Ricardo Coutinho governou a Paraíba, João Azevedo deixou claro como pretendia administrar as políticas públicas para o setor cultural.

Damião Ramos Cavalcanti continua até hoje no cargo, mesmo depois das mais de 300 denúncias de irregularidades feitas pelo movimento cultural paraibano no processo de implementação da Lei Aldir Blanc na Paraíba, que iam desde a aprovação de projetos de proponentes com parentesco direto com pareceristas e funcionários da SECULT-PB a racismo religioso e exclusão de artistas e grupos oriundos das periferias, inexistência de vagas com cotas raciais, como previa o edital.

A reunião realizada ontem entre o pré-candidato ao governo da Paraíba, Veneziano Vital do Rego, e os segmentos da cultura paraibana recoloca o debate cultural na agenda política, sobretudo com os compromissos assumidos pelo Senador: primeiro, de votar e articular para a derrubada veto presidencial à Lei Paulo Gustavo, que destinou recursos para o enfrentamento dos efeitos econômicos da pandemia de Covid sobre o setor cultural; depois, incluir em seu programa de governo propostas que atendam ao setor cultural

“Queremos manter esse constante diálogo com vocês, para que possamos, efetivamente, desenvolver propostas que atendam os reais anseios dos que fazem a cultura em nosso estado. Nosso propósito é construir uma Paraíba de diálogo, que proponha ações efetivas a partir do ouvir, a partir das sugestões que nasçam dos representantes dos diversos segmentos da população, a exemplo do setor cultural.”

O encontro ocorreu na sede do Sindicato dos Bancários. Também participaram o vereador pessoense Marcos Henriques e a deputada estadual Estela Bezerra, ambos do PT.

Damião Ramos Cavalcanti na Secretaria de Cultura apenas corrobora o caráter conservador de João Azevedo e seu governo. Não é obra do acaso, portanto, que Aguinaldo Ribeiro seja seu candidato ao senado e Cícero Lucena o seu maior aliado político, hoje. Sem falar nos “conselheiros políticos” Ronaldo Guerra e Nonato Bandeira.

Publicado por Flavio Lucio Vieira

Professor do Departamento de História da UFPB, doutor em Sociologia.

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