DOIS ANOS SEM MANUTENÇÃO:  professora de Escola Estadual de João Pessoa pede socorro aos pais

O desastre administrativo do governo João Azevedo se mostra a cada dia como um fato inquestionável, cada vez mais impossível de ser escondido em tempos de redes sociais.

Em vídeo (veja abaixo) enviado aos pais dos alunos da Escola Estadual Antônio Mariz, no bairro dos Funcionários III, em João Pessoa, a coordenadora da escola, que se identifica apenas como Rose, relata o drama e as dificuldades que enfrentam os professores da Rede Pública Estadual no retorno às atividades presenciais após mais de dois anos de pandemia.

A coordenadora Rose pede calma aos pais, que a pressionam sobre o retorno dos filhos à escola. Ela explica que a escola não está em condições de receber os alunos porque “não tem gestor”, “secretário”, tem problemas nos bebedouros e banheiros:

Gente, é uma infinidade de problemas que precisam ser resolvidos. Nós estamos sem gestão para que possa viabilizar essas coisas. Eu só sou coordenadora, eu coordeno as aulas, o planejamento, o cuidado com os filhos de vocês. Eu não tenho o poder de assinar a documentação, de ver o que a escola está precisando e correr atrás.

A coordenadora Rose não vê outra saída a não ser convocar os pais a apoiarem a luta dos professores da Escola:

Na sexta (22, ontem) nós teremos uma reunião importantíssima, reunião com funcionários e com os pais. Nós precisamos de reunião com vocês, pais, porque, ou vocês vêm para perto de nós para resolvermos juntos a situação da escola, abrir a boca junto à secretaria (da Educação) , ou, do contrário, nós teremos de suspender as aulas na próxima semana por falta de merenda. Não é isso que vocês querem, não é mesmo? Por isso, eu preciso de todos os pais na escola na sexta.

O mais grave do relato acima é a constatação do absoluto abandono a que as escolas estaduais foram submetidas ao longo da pandemia. Foram dois anos em que o governo sequer fez a manutenção das escolas e, mesmo diante da iminência do retorno das aulas, permaneceu inerte. Talvez fatos como esse expliquem a demora para a decisão de João Azevedo de autorizar o retorno do alunado às aulas presenciais.

A pandemia teve alguma utilidade para João Azevedo: esconder a incompetência e a falta de planejamento de um governo que só produziu até agora retrocesso.

2023 é logo ali.

Publicado por Flavio Lucio Vieira

Professor do Departamento de História da UFPB, doutor em Sociologia.

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