LÁ E LOU. Quando Daniella vai entregar os cargos que a família Ribeiro tem na prefeitura de Campina?

Em outubro do ano passado, Daniella Ribeiro exigiu, durante uma entrevista à Rádio Arapuan, que o também senador Veneziano Vital entregasse os cargos que havia indicado no governo João Azevedo — ambos se elegeram senador em 2018 para o Senado, Veneziano na mesma chapa majoritária de João Azevedo, Daniella Ribeiro pela oposição. Como é possível notar, Veneziano era tratado como intruso no governo que ajudara a eleger, enquanto Daniella já se comportava como dona.

Pois bem, desde que os Ribeiro iniciaram uma aproximação com João Azevedo, sobretudo depois que a família tomou de assalto do PSD, o partido que, na Paraíba, era comandado por Romero Rodrigues, os Cunha Lima, digamos assim, “sugerem” que a família entregue os numerosos cargos que controlam na Prefeitura de Campina Grande. Cássio, Bruno, Romero mantinham uma aliança com Enivaldo, Daniella e Aguinaldo, que resultou na indicação do rebento político da família, Lucas Ribeiro, como o candidato a vice-prefeito na chapa que elegeu Bruno Cunha Lima prefeito em 2020.

A última “sugestão” para a entrega dos cargos partiu do próprio Cássio Cunha Lima durante entrevista que o ex-governador concedeu, ontem, à TV Arapuan. Nessa entrevista, Cássio fez um histórico da aliança com a família Ribeiro, lembrou que seu irmão, Ronaldo Cunha Lima Filho, abriu mão do cargo de vice-prefeito para permitir a aliança com o Progressistas, que indicou Enivaldo Ribeiro candidato a vice de Romero Rodrigues, que concorria à reeleição, em 2016, e depois Lucas Ribeiro, em 2020.

Cássio lembrou que como os projetos dos dois grupos não mais convergem, pelo contrário, chegou a hora de Daniella e Cia entregarem os cargos que dispõem, para evitar o constrangimento de Bruno Cunha Lima ter de demiti-los.

Enfim, como a senadora já conseguiu o que queria — acomodar o filho na chapa de João Azevedo — sugiro que ela deixe de firula, aja com honradez, e tenha o mesmo comportamento que teve Veneziano Vital assim que decidiu ser candidato a governador pela oposição ao lado de Lula, Ricardo Coutinho e do PT: entregou todos os cargos que seu partido tinha no governo João Azevedo.

Publicado por Flavio Lucio Vieira

Professor do Departamento de História da UFPB, doutor em Sociologia.

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