CARLOS SIQUEIRA SOBRE A TRAIÇÃO DE JOÃO AZEVEDO: vamos cobrar os R$ 3,3 milhões investidos na campanha de 2018

Era 2019. Haviam-se passado apenas seis meses que João Azevedo estava sentado na cadeira de governador e já era mais que evidente sua pretensão de trair aqueles que o elegeram.

Agindo sorrateiramente, João Azevedo tentou isolar Ricardo Coutinho no interior do PSB. Primeiro, cooptou os presidentes do diretório regional, o hoje desaparecido Edvaldo Rosas, e do diretório municipal de João Pessoa, principal base do ex-governador, Ronaldo Barbosa, ambos com histórico de trotskistas e que não pestanejaram, meses depois, em trocar o PSB pelo direitista Cidadania.

Ricardo Coutinho percebeu a tempo o movimento de João Azevedo ter maioria no partido e organizou uma auto-dissolução da direção partidária. Como o golpe não prosperou, João Azevedo começou a arrumar as malas para sair do PSB. Ele queria um partido para chamar de seu.

Carlos Siqueira, o eterno presidente nacional do PSB, estafeta da família Campos, de Pernambuco, reagiu. Em entrevista concedida ao Sistema Correio, em 05/12/2019, Siqueira atacou João Azevedo, entre outras coisas, chamando-o de traidor. Disse que R$ 3,3 milhões foram investidos do fundo eleitoral do PSB para eleger João Azevedo.

“Vamos pedir o mandato dele na Justiça e vamos entrar com uma ação cobrando o que o partido gastou na campanha na Paraíba. João recusou o grande patrocinador da sua eleição e começa na política muito mal. Isso demonstra que desde o início do governo ele começou a preparar a traição”, disse Carlos Siqueira.

Para o presidente nacional do PSB, João Azevedo dissimulou seu objetivo, previamente decidido, de abandonar o partido que o elegeu, mostrando ingratidão com o PSB e aqueles que ajudaram a elegê-lo. Segundo Siqueira, João Azevedo nunca aceitou conversar com a direção do PSB para discutir suas divergências e procurar uma solução para o impasse.

GERVASIO MAIA: “Estamos nos sentindo traídos

Procurado pela reportagem do Correio, Gervasio Maia concordou com Carlos Siqueira:

“Estamos nos sentindo traídos. E hoje o presidente Carlos Siqueira disse que vai buscar reaver o que o partido gastou para eleger João. Muita coisa se fez para que João estivesse sentado na cadeira de governador”, disse o deputado federal em fim de mandato.

Publicado por Flavio Lucio Vieira

Professor do Departamento de História da UFPB, doutor em Sociologia.

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