AO LADO DE LULA EM CAMPINA, Veneziano e Ricardo prometem fazer o maior ato da campanha de 2022

Lula chega hoje à Paraíba em um momento estratégico para a campanha de Veneziano Vital para o governo e Ricardo Coutinho para o Senado.

Quando Lula pisar no solo de Campina Grande e for recebido apenas pelos dois, estará encerrada a maior pendenga, criada artificialmente, diga-se, para levantar dúvidas no eleitorado sobre as escolhas do ex-presidente na eleição da Paraíba. 

Quando Lula subir no palanque ao lado de Veneziano e Ricardo Coutinho, ficará claro o que, desde sempre, foi uma evidência das mais óbvias: que Lula foi o maior fiador para a entrada de RC no PT e que a candidatura de Veneziano ao governo foi gestada, em grande parte, ao longo de conversas que o senador campinense teve com Lula. 

E que, pela proximidade com as posições políticas adotadas por Veneziano no Congresso contra as reformas, contra as privatização da Petrobras, da Eletrobras, dos Correios e das águas, Lula teve no senador um dos mais importantes apoios para avançar nas articulações em apoio ao petista dentro do MDB, ao ponto de colocar em xeque a própria candidatura natimorta de Simone Tebet.

Ou seja,as relações políticas de Lula com Veneziano, que se firmaram quando o brizolista Veneziano se elegeu prefeito de Campina Grande, em 2004, no segundo ano do governo Lula. Elas vão além das relações entre as cúpulas partidárias que, por exemplo, João Azevedo tentou usar quando se filiou ao PSB, em abril (até aí ele era filiado ao antipetista Cidadania), para forçar um apoio de Lula à sua candidatura. 

Nesse aspecto, João Azevedo é a antítese de Veneziano. Se Veneziano nunca foi petista, é possível, entretanto, dizer que ele estabeleceu uma identidade política que vem se testando na prática desde 2004, quando, além de suas posições no Congresso, apoiou as candidaturas de Lula, Dilma Rousseff e Fernando Haddad para a presidência. Enquanto Veneziano sempre esteve como Lula, João Azevedo não pensou duas vezes em se afastar do petista quando a uma tempestade de incertezas dominava os céus do país. 

Lula estava inelegível quando João Azevedo saiu do PSB para se filiar ao neoliberal Cidadania, no início de 2020 e apoiou o antipetista Cícero Lucena para a prefeitura de João Pessoa. Lula já era candidato quando João Azevedo se referiu ao petista como “extremista”, em abril de 2021. E só resolveu voltar para o PSB, em fevereiro de 2022, quando Lula começou a abrir ampla vantagem sobre Jair Bolsonaro, não por acaso, logo após o lançamento formal da pré-candidatura de Veneziano Vital ao governo.

Portanto, depois do que vai acontecer hoje, em Campina, não haverá mais margem para qualquer dúvida: Lula é Veneziano, Veneziano é Lula.

Publicado por Flavio Lucio Vieira

Professor do Departamento de História da UFPB, doutor em Sociologia.

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