DE NOVO CONTRA O POVO: Efraim Filho votou pelo Auxílio Brasil de R$ 600 só até dezembro

Ontem, durante debate entre os candidatos a senador realizado pelo Diário do Serão, em Cajazeiras, Ricardo Coutinho fez a seguinte indagação a Efraim Filho:

Efraim, por que você votou enquanto deputado federal contra o destaque supressivo que colocava o Auxílio Brasil de R$ 600,00 como sendo permanente, ou seja, não apenas até dezembro, como queria Bolsonaro, mas, sim, até adiante, 2023, 2024?

Efraim tentou sair pela tangente, ou melhor, do canto da parede em que foi colocado usando o subterfúgio dos enganadores: disse, referindo-se a si próprio na terceira pessoa, que votou “no mérito da matéria teve o voto sim de Efraim”. Um jogo de palavras para não confirmar mais um posicionamento contrário aos mais pobres.

Ricardo Coutinho tem razão quando diz que o deputado federal Efraim Filho, que é declaradamente da base do governo, não defendeu a proposta e contribuiu para que o valor de R$ 600,00 não continue sendo pago a partir de 2023.

Em 13 de julho, a Câmara dos Deputados concluiu a votação que aprovou o Auxílio Brasil com poucos votos contrários. A maioria governista liderada pelo presidente da Câmara, Arthur Lira, rejeitou todas as emendas da oposição que buscavam tornar a vigência do valor de R$ 600 de forma permanente. Do jeito que foi aprovado, a vigência do valor de R$ 600,00 só vai até dezembro próximo.

Ora, se a maioria governista na Câmara dos Deputados recusou a proposta de tornar permanente valor de R$ 600,00 para o Auxílio Brasil, o único “mérito” que Efraim Filho votou foi pelo valor dos R$ 600,00 só até depois da eleição, como desejava o governo.  

Um indício de que o governo de Jair Bolsonaro não pretende manter o valor do benefício em R$ 600,00 é a proposta de Orçamento enviada ao Congresso que não prevê os recursos para sua manutenção desse valor. Segundo a proposta orçamentária, o valor do Auxílio Brasil voltaria a ser de R$ 405,00.

Enquanto ouvia os questionamentos de Ricardo Coutinho sobre os motivos que levaram Efraim Filho a não votar favorável à permanência do valor de R$ 600,00, o deputado mantinha um sorriso cínico no canto da boca, típico de quem não sabe o que responder, a não ser mentir.

Assista a esse trecho do debate realizado ontem em Cajazeira pelo Diário do Sertão (a partir de 1h25m35s.

Publicado por Flavio Lucio Vieira

Professor do Departamento de História da UFPB, doutor em Sociologia.

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