Deputado bolsonarista Moacir Rodrigues anuncia “voto útil” em Efraim para derrotar Ricardo, “o candidato de Lula na Paraíba”

A trama urdida pelo bolsonarismo para derrotar Ricardo Coutinho, em aliança informal com João Azevedo, como demonstraremos ainda hoje, ganhou mais um capítulo, esse definitivo por revelar a verdadeira natureza dos embates em curso na Paraíba.

O deputado estadual Moacir Rodrigues, do PL de Jair Bolsonaro, irmão do bolsonarista Romero Rodrigues, ex-prefeito de Campina Grande, anunciou “voto útil” no Senado em Efraim Filho. Os termos usados por Moacir Rodrigues não poderiam ser mais diretos: “Efraim sempre votou nos projetos do presidente Jair Bolsonaro” e, segundo ele, Efraim é o único candidato com chances de “derrotar o candidato de Lula, que se chama Ricardo Coutinho”.

Escute:

Quando questionado sobre as consultas aos aliados na Paraíba, Moacir não avançou em detalhes, mas continuou a pedir o voto útil:

Precisamos do voto útil, o momento é pregar o voto útil para derrotar o candidato de Lula ao Senado (…) O momento exige uma decisão, que é derrotar o candidato de Lula na Paraíba ao Senado, e o voto útil é Efraim Moraes.

Escute:

Além do que Moacir Rodrigues disse de maneira a não deixar dúvidas sobre quais são os verdadeiros adversários do bolsonarismo na eleição de 2022, na Paraíba (os candidatos de Lula), a fala do deputado estadual também confirma uma obviedade: que Ricardo Coutinho é candidato ao Senado e vai ser votado no dia 2 de outubro. Moacir Rodrigues deixa ainda comprovada a fake news espalhada pela campanha de Pollyana Dutra, que tenta criar confusão na cabeça do eleitor, insinuando que Ricardo Coutinho não pode ser candidato, quando sabe que isso não é verdade. O voto útil pregado por Moacir Rodrigues seria para derrotar um não-candidato?

No frigir dos ovos, como antecipei aqui essa semana, o único objetivo da candidatura de Pollyana Dutra é ajudar a derrotar Ricardo Coutinho, cumprindo assim o vergonhoso papel de quinta coluna do bolsonarismo, pois sua campanha age para tentar dividir os votos de Lula e do campo progressista na Paraíba e, assim, facilitar a vida do bolsonarista Efraim Filho.

Eis a face dos grupos que continuam a usar o nome de Lula e do PT, não para fortalecer o projeto do ex e futuro presidente, mas para preservar as migalhas de poder que João Azevedo lhes concedeu, em troca do horror político de servir ao reacionarismo dos Aguinaldos, das Daniellas, dos Cíceros Lucena, dos Efrains Filho.

O que dirão depois dessa?

Publicado por Flavio Lucio Vieira

Professor do Departamento de História da UFPB, doutor em Sociologia.

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