CRESCIMENTO DE VENEZIANO ASSUSTA JOÃO AZEVEDO e “torcida” agora é por Pedro Cunha Lima no segundo turno

Em abril, quando o que havia de mais escasso na Paraíba eram pesquisas eleitorais, eu publiquei aqui no blog um texto intitulado Por que João Azevedo prefere enfrentar Pedro Cunha Lima e não Veneziano no segundo turno. Lembrei desse texto nessa reta final do primeiro turno quando é cada vez mais evidente a estratégia governista de tentar, a todo custo, inflar a candidatura de Pedro Cunha Lima.

Aliás, já tentaram com Nilvan, e não deu muito certo. Pedro Cunha Lima vinha claramente perdendo forças e recebeu uns choques diretos no coração com a divulgação da última pesquisa Ipec para ser ‘ressuscitada”. 

Por que tudo isso? Porque Veneziano sempre foi o grande fantasma de João Azevedo. Mesmo antes de anunciar sua candidatura a governador, Veneziano Vital foi atacado por especulações diárias da imprensa.gov que, primeiro, colocaram em dúvida sua disposição de concorrer ao governo; desmentida pelos fatos, passaram a especular sobre a desistência de Veneziano por conta da falta de apoios: que não teria apoios de prefeitos, que Lula subiria em dois palanques, que não viria à Paraíba para apoiá-lo. Os fatos voltaram a desmenti-los. Veneziano não só continuou candidato como sua campanha reúne multidões por onde passa.

Araruna, ontem à noite.
São Sebastião de Umbuzeiro

Agora, a artilharia organizada se volta contra  Ricardo Coutinho, uma das colunas em que se assenta a força da candidatura de Veneziano. Para evitar a vitória de Ricardo e uma campanha de segundo turno com o Mago tendo readquirido o antigo prestígio político e com a forca eleitoral renovada, a campanha de João Azevedo passou a apostar na vitória do bolsonarista Efraim Filho lançando dúvidas desonestas sobre a elegibilidade do ex-governador. É desespero na veia.

João Azevedo sabe que segundo turno é outra eleição, por isso agora torce para enfrentar Pedro Cunha Lima com o objetivo de ressuscitar o cassismo, trazendo de volta para o centro do debate o ex-governador Cássio. Com o cassismo no segundo turno, João Azevedo tentará tirar do foco da eleição o debate sobre o que foi o seu governo medíocre.

Caso o candidato seja Veneziano, a situação mudará por completo. Com o apoio de Lula, restaria a João Azevedo buscar apoio entre os eleitores de Jair Bolsonaro, o que ele, aliás, já vem fazendo há algumas semanas. E com Veneziano na disputa, o debate principal do segundo turno passaria a ter um caráter plebiscitário: manter ou não João Azevedo no governo, e a confrontação entre presente e futuro se imporá. E qual seria a tendência da maior parte do eleitor de oposição em um segundo turno?

É preciso responder?

Publicado por Flavio Lucio Vieira

Professor do Departamento de História da UFPB, doutor em Sociologia.

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