Há exatos seis anos, Ricardo Coutinho iniciava a campanha que o tornaria a maior liderança política da Paraíba

Como lembrou Tião Lucena, foi num 17 de junho como hoje que Ricardo Coutinho iniciou sua campanha para governador, em 2014.

Cássio era considerado apontada não só como favorito, mas como um candidato imbatível. Só para relembrar o tamanho da disparidade, Cássio tinha o apoio de 28, dos 36 deputados da Assembleia e da maioria dos prefeitos. Seus apoiadores caçoavam das chances de vitória do mago.

Em março, logo após o anúncio do rompimento com Ricardo Coutinho, eu talvez tenha sido o único a anotar em artigo que a eleição não estava decidida, apesar da grande vantagem do tucano nas pesquisas.

“Os números de Cássio (40.8%) aferidos em um momento tão favorável devem acender o sinal de alerta entre os tucanos. Cássio não está com essa bola toda, como se imaginava”.

Ou seja, Cássio não tinha muito espaço para crescer, já que, em momento algum, superou a casa dos 50%. Era provável que nenhum eleitor paraibano o desconhecesse.

Mas, Cássio continuava a ser incensado pela turma do beija-mão da imprensa, ansiosa pela volta dos velhos tempos. Sem razão, diga-se. Acostumada a olhar para o presente e incapaz de fazer qualquer projeção de tendência, essa turma não foi capaz de observar que, no melhor momento da campanha, Cássio nunca ultrapassou os 50%, chegando no máximo aos 47%, isso sempre pelos prognósticos do sempre simpático às causas eleitorais cassistas, o Ibope. RC já havia pulado de 22 para 33%.

A um mês da eleição, eu registrei:

“O recomendável é esperar um pouco mais. Uma diferença de 14 pontos pode tranquilamente ser retirada em um mês de campanha. A questão a ser respondida é se o eleitor de Cássio estará aberto a mudar de voto. É essa a questão chave.”

Em 19 de setembro, já havia adquirido segurança suficiente para escrever um artigo cujo título antecipava a inexorável derrota de Cassio Cunha Lima: “Segundo turno à vista“. O texto foi recebido com sorrisos de desdém pelos cassistas na imprensa e na política.

“A mais de dois meses estacionado entre os 44%-47%, Cássio não conseguiu abrir uma vantagem que lhe desse a segurança de que não seria alcançado até o dia da eleição e venceria no primeiro turno.”

Em 2014, a eleição foi para o segundo turno e Ricardo Coutinho acabou vencendo com mais de 110 mil votos de frente. Foi a primeira surra eleitoral do até então”imbatível” Cássio.

Se Ricardo Coutinho for candidato a prefeito de João Pessoa, em 2020, enfrentando gente da estirpe de Nilvan Ferreira, Cícero Lucena, Válber Virgulino, Diego Tavares, Ricardo é de longe o favorito, mesmo contra as máquinas partidárias, as máquinas do Judiciário e do Ministério Públicos, unidas para derrotá-lo.

E se RC vencer não será diferente porque sempre foi assim.

Todas as citações desse texto podem ser conferidas aqui.

Gleisi Hoffman a Amanda Rodrigues: “Eu espero que possamos caminhar juntos em João Pessoa e na Paraíba”

Em live realizada no início da noite desta terça (16/06), da qual participaram a deputada federal Gleisi Hoffman (PT-PR), e a ex-secretária de Finanças do governo Ricardo Coutinho, Amanda Rodrigues, ficou explícita a preferência da presidenta nacional do PT por uma aliança na Paraíba com o PSB.

Durante quase uma hora de conversa e troca de ideias, Gleise e Amanda começaram tratando da perseguição a Lula, na destruição da política e de como isso resultou na eleição de Jair Bolsonaro.

Fora da política tem a barbárie. A negação da política, a criminalização da política resultou em Jair Bolsonaro. O Brasil está pagando um preço altíssimo que é ter essa pessoa presidindo o país. Uma pessoa autoritária, que não tem responsabilidade, que não está capacitado para govenar, está jogando o Brasil no caos, que não se preocupa com a vida das pessoas. Esse é o principal resultado se Sérgio Moro”, disse Gleisi.

As duas fizeram duras criticas ao governo Bolsonaro, à ausência de política de apoio aos mais pobres, à preservação do emprego e das empresas durante a pandemia de coronavírus.

Depois, avaliaram o quadro eleitoral que, segundo a presidenta nacional do PT, será fortemente marcado pela crise sanitária e econômica. Para Gleisi Hoffman, as eleições serão uma oportunidade dos partidos de oposição se dirigirem ao povo brasileiro, e certamente serão ouvidos porque as pessoas começaram a perceber que do jeito que está “nós não vamos conseguir vencer a crise.”

Para Hoffman, a eleição de 2020, apesar de ser municipal, terá uma forte influência do componente nacional por conta da “desestruturação do Brasil”, que começou quando, ainda no governo Temer, foi aprovada a “PEC do teto do gasto público”, que foi apoiada e mantida por Jair Bolsonaro. Só do SUS, foram retirados mais de R$ 20 bilhões de reais desde 2017, dinheiro que está fazendo falta hoje.

Gleisi usou uma expressão que mostra que as alianças no campo da oposição progressista são uma necessidade: “E, claro, caminharmos juntos com os partidos irmãos, aqueles partidos que fazem oposição ao governo Bolsonaro e que já caminharam juntos na eleição se 2018.”

Gleisi Hoffman fez uma menção direta ao “PSB da Paraíba, do ex-governador Ricardo Coutinho, que sempre foi muito aliado”, certamente lembrando dos momentos mais difíceis pelos quais o PT atravessou depois de 2015, que teve no então governador paraibanos um aliado correto e leal, inclusive no apoio à candidatura de Fernando Haddad na eleição presidencial.

“Eu espero que possamos caminhar juntos em João Pessoa e na Paraíba”, disse Gleisi Hoffman, que sem a menor sombra de dúvida, fala também em nome de Lula.

Ao aceitar o convite de Amanda Rodrigues, que é apontada pela imprensa como uma das possíveis candidatas do PSB à Prefeitura de João Pessoa, e declarar que defende a manutenção da unidade do campo progressista, Gleisi Hoffman deixa claro que a estratégia do PT nacional, principalmente em João Pessoa, é manter a aliança com o antigo aliado.

O vídeo da live pode ser conferido nesse link do Instagram.

Familiares de vereadores, prefeitos e deputado federal pedem e recebem Auxílio Emergencial; milhões que precisam ficam de fora

O Auxílio Emergencial foi criado para desempregados, trabalhadores informaismicro-empreendedores individuaistrabalhadores autônomos durante a pandemia de coronavírus. A proposta enviada pelo governo federal ao Congresso previa um valor de R$ 200,00 para cada beneficiário. A bancada da oposição propôs R$ 1.000,00 e um acordo fixou o valor em R$ 600,00.

Portanto, é de causar repulsa tomar conhecimento que pessoas bem aquinhoadas não apenas se cadastraram, como receberam o valor destinado a famílias em dificuldades por conta da pandemia.

Há um mês, o TCU identificou nada menos que 73.142 CPFs na base de dados do ministério da Defesa que tiveram o valor do benefício depositados em suas contas, entre eles militares da ativa, da reserva, pensionistas, dependentes e até anistiados. Essa turma embolsou quase R$ 44 milhões dos cofres públicos. O TCU determinou que devolvessem o valor do benefício (leia aqui)

Pelo menos, duas esposas de prefeitos fizeram o cadastro. Uma delas, Sari Gaspar Corte Real, primeira-dama da cidade de Tamandaré (PE), colocou o filho de cinco anos de sua empregada doméstica no elevador do prédio de luxo onde vive. Sozinha, a criança subiu até o último andar e morreu ao cair de lá.

Sari Gaspar Corte Real

A primeira-dama de Alagoa Grande, Adriana Karla de Melo Lima, também tentou se passar por uma sem-renda e receber os R$ 600,00 mensais que hoje fazem falta a muita gente.

Adriana Karla de Melo Lima

Tatiana Lundgren Côrrea também. Ela pertence a uma das famílias mais tradicionais da Paraíba. Ex-prefeita do Conde, Tatiana não apenas se cadastrou para receber o auxílio emergencial, como, já em maio, recebeu os R$ 600, que ela deve gastar em um único passeio pelo shopping.

A família de Tatiana é bolsonarista. Em 2018, ela chegou a ser presa acusada de participar de esquema de fraude em desapropriações de terra no Conde.

Tatiana Lundgren Côrrea

Ainda no Conde, Maria Betânia Gomes dos Santos, esposa do presidente da Câmara de Vereadores, Carlos Manga Rosa, e Ana Caroline Pereira da Silva, esposa do vereador Malba de Jacumã, seguiram o mesmo caminho da chefe dos maridos. As duas também foram beneficiadas com o Auxílio Emergencial

Filho de Ruy embolsou R$ 1.200

Durante o primeiro governo de Cássio Cunha Lima, recursos do Fundo de Combate à Pobreza do governo da Paraíba serviram para pagar um festival de privilégios aos amigos do então governador, que hoje atua como lobista se bancos em Brasília.

Foi do Fundo de Combate à Pobreza que saíram os R$ 10,9 mil que bancaram o tratamento dentário de , Emília Mendonça Ferreira, esposa do deputado federal Ruy Carneiro. À época, Carneiro era secretário da Juventude, Esporte e Lazer.

Hoje, ficamos sabendo que Ruy Carneiro Filho, filho do deputado tucano, é um rapaz que vive em grandes dificuldades financeiras. Ao ponto de precisar se cadastrar e receber R$ 1.200,00 dos cofres públicos, o equivalente a duas parcelas do Auxílio Emergencial. Só hoje, quando se tornou pública, o deputado divulgou nota condenando a atitude do filho.

Eu só quero lembrar que, muito provavelmente, os nomes mencionados acima, não faz muito, bradavam contra a corrupção, e esses casos vão se juntar a tantos outros de notórios corruptos que balançavam a bandeira da moralidade.

O comportamento execrável que agora vem a público expõe as vísceras da hipocrisia, da impostura e da desonestidade dessas pessoas, agravadas pelas circunstâncias de um país em quase desespero por conta de uma pandemia que destrói vidas, empregos e empresas, que empobrece a todos/as, mas, sobretudo, causa sofrimento aos mais pobres.

São exemplares de uma elite política patrimonialista que, por não saber distinguir as fronteiras entre o público e o privado, é capaz de se apropriar do que não lhe pertence, mesmo de valores que, para eles, representam migalhas, mas que fazem falta na mesa dos mais pobres.

VIDAS IMPORTAM? A tempestade perfeita para o coronavírus já começou

Miguel Nicolelis é coordenador do Comitê Científico do Consórcio Nordeste, criado pelos governadores nordestinos para orientar ações de enfrentamento à pandemia de coronavírus.

Em entrevista hoje à Folha de São Paulo, Nicolelis disse que não é o momento nem de reabrir as atividades econômicas, muito menos de relaxar as medidas de isolamento social.

Para Nicolelis, o maior problema que o Brasil enfrenta hoje para chegar ao controle da pandemia é a inépcia do governo federal que resulta na inexistência de uma coordenação nacional que unifique as ações.

Ao invés de melhoria no quadro, segundo ele, o que temos é uma tempestade perfeita se formando e suas nuvens escuras se aproximam perigosamente.

Curva ascendente dos casos de Covid-19, que aumenta com rapidez a circulação do coronavírus, isolamento social abaixo dos 50%, ocupação de leitos de UTI beirando os 80%, e os meses de chuvas chegando no Nordeste, e, com as chuvas, os inevitáveis aumentos nos casos de influenza, H1N1, dengue e chikungunya, que vão pressionar ainda mais as redes públicas de saúde, sobretudo con crescimento da demanda de leitos de UTI.

“Essa tempestade perfeita (…) já começou. Estamos nela, mas não explodiu da maneira que ela provavelmente pode explodir”, disse ele.

Os alertas vêm de todos os lados, agora de um dos maiores cientistas do mundo. Portanto, nenhum/a governador/a ou prefeito/a poderá alegar desconhecimento das consequências que o afrouxamento do isolamento social poderá provocar.

Certamente, eles têm uma escolha pela frente: ou priorizam a proteção do seu povo ou a proteção dos negócios.

Eu nunca disse que desemprego provocado e as grandes perdas econômicas, com reflexos na arrecadação dos governos, deveriam ser desconsideradas. Com algumas poucas exceções, todos perdem durante uma pandemia. Mas, tenho repetido desde o começo que a única mais rápida maneira de superar essa situação seria uma radical política se isolamento social. É o que a experiência internacional tem mostrado. O Brasil se mostrou incapaz até de aproveitar essa vantagem, que foi a chegada tardia do coronavírus em nosso país, para se preparar melhor e sair mais rapidamente da crise. Chegamos em meados de junho com uma curva ascendente de contágio e mortes.

O grau de irracionalidade chegou a um nível tal que, ao invés de optarem pela pressão aos governos estaduais e municipais pelo retorno das atividades econômicas, essa parte do empresariado deveria ter se organizado para exigir financiamento a juros baixos – no caso do micro e pequenos, a fundo perdido – para conseguirem atravessar essa crise.

É certo que a fraqueza política, a inépcia administrativa, a incapacidade de planejar e a falta de liderança de governadores como João Azevedo contribuíram decisivamente para essa situação.

Talvez tenha chegado a hora da sociedade civil estabelecer diálogos, escutar quem pode ajudar nessa hora, e construir um consenso mínimo.

Chegou a hora de fazermos a escolha certa.

SÓ AGORA? Sérgio Moro critica “politização” da Polícia Federal.

O ex-juiz que condenou Lula, dando o primeiro passo para excluí-lo da eleição de 2018, e depois virou ministro de Jair Bolsonaro, parece que começou a enxergar alguns problemas em ações da Polícia Federal que antes de sair do atual governo parecia incapaz.

Sérgio Moro criticou hoje, em entrevista concedida à Rádio Gaúcha a politização das investigações da PF.

— O trabalho sempre foi feito normalmente, mas é ruim tentar se politizar essas investigações da PF. Isso deveria ser evitado — disse ele.

Quem acompanha as opiniões e ações de Sérgio Moro desde que ele era juiz da Lava Jato, percebe que a saída sua saída do atual governo fez milagres na percepção sobre o papel das instituições.

No caso da Polícia Federal, quantas prisões ilegais e conduções coercitivas, vazadas com antecedência para o registro espetaculoso da mídia aliada da Lava Jato, o ex-juiz autorizou, sem nunca ter registrado uma única palavra crítica aos abusos cometidos entre 2015 e 2018?

Quem não se lembra que Sérgio Moro resolveu visitar a sede da PF, em João Pessoa, no dia do julgamento do Hebeas Corpus concedido pelo ministro do STJ, Napoleão Nunes Maia, pelo pleno do tribunal. A intenção de pressionar politicamente o STJ foi explícita demais, mas de nada adiantou, porque o Brasil já tinha cansado das artimanhas do ex-juiz da Lava Jato.

Fora da magistratura e do governo, Moro agora está preocupado com uma prática que ele mesmo começou. Ele abriu a Caixa de Pandora e pode ser engolido pelos males que ajudou a liberar.

Nilvan Ferreira e Jair Bolsonaro são iguaizinhos

Os dois são iguaizinhos.

Bolsonaro hoje:
“Foi noticiado ontem, também de forma não comprovada ainda, como nada é comprovado na questão do coronavírus, que a transmissão por parte de assintomáticos é praticamente zero.”

Nilvan Ferreira hoje:
“Uma técnica da OMS disse que é rara a transmissão de um assintomático para outra pessoa.”

Trata-se de uma informação atribuída à chefe do programa de emergências da Organização Mundial da Saúde, Maria van Kerkhove, que ela foi obrigada a desmentir hoje. “Estamos absolutamente convencidos de que a transmissão por casos assintomáticos está ocorrendo, a questão é saber quanto”, disse ela.

Esse desmetido foi noticiado pelo G1 às 10h53 da manhã de hoje, mas, mesmo assim, Nilvan ocupou seu comentário inicial no programa Correio Debate, que começa ao meio-dia, repetindo a fake news de Jair Bolsonaro para confundir ainda mais a população.

Como vocês devem saber, tanto Nilvan quanto Bolsonaro são renomados infectologistas. Nilvan, principalmente. Só que sua especialidade não é tratar pessoas, Mas infectá-la com outro vírus tão grave quanto, o vírus da desinformação e do ódio a tudo que cheire à ideia progressista.

Ele não faz só porque o patrão Roberto Cavalcanti manda, faz também para defender Jair Bolsonaro, que já ameaçou até sair da ONU e retirar o Brasil da Organização Mundial da Saúde.

Os dois não estão preocupados com quem continua a morrer nos hospitais pela infecção provocada pelo coronavírus. Os 507 paraibanos que pereceram até agora são números, para ele e para o patrão, irrelevâncias estatísticas diante do lucro que se deixa hoje de realizar. Se outros tantos morrerão mais, isso também é irrelevante.

Tanto que  sequer uma palavra de solidariedade às famílias das vitimas foi manifestada. Pelo contrário, o que o Ministério da Saúde tenta fazer hoje, escondendo os números de vítimas, é o mesmo que sugeriu Roberto Cavalcanti semanas atrás, quando defendeu o apedrejamento de jornalistas que divulgam o número de mortos por Covid-19.

MESMO COM 507 MORTOS POR COVID-19 NA PARAÍBA, João Azevedo pretende acabar com isolamento social

O Brasil chegou ontem a 37.712 mortos por Covid-19 e a aceleração ascendente dos casos, por enquanto, não dá sinais de arrefecimento.

A situação ainda é pior no Nordeste.

Segundo matéria do UOL, a análise dos números recentes dos infectados por coronavírus no Brasil deixa clara que o Nordeste já é o epicentro da pandemia e a tendência é a região “passar a ser, nos próximos dias, a região com mais diagnósticos de covid-19 no Brasil”.

Ontem, segundo o UOL, a região Nordeste chegou aos 250  mil casos, o mesmo número da região  número da região Sudeste, isso, claro, sem considerarmos as subnotificações. (Leia a matéria clicando aqui)

Os números da Paraíba confirmam a escalada do coronavírus entre os nordestinos. De 18 de março, quando foi registrado o primeiro caso oficial de contaminação por coronavírus na Paraíba, a 18 de abril, os estado já tinha 200 casos e 30 mortes registradas por Covid. Dois meses depois, o casos já haviam chegado a 4.347 e o número de mortes a 194 (leia matéria do G1 aqui).

Ontem (08/06), a Paraíba chegou a 20.951 casos confirmados e ao triste registro de 507 mortos, 23 mortes em apenas um dia.

Os gráficos abaixo nos permitem visualizar a escalada da contaminação por coronavírus e das mortes provocadas pela doença entre os Paraíba.

Não bastasse isso, a ocupação de leitos de UTI chega a 69% em todo o Estado e a 81% na região metropolitana de João Pessoa, onde estão concentrados o maior número desse componente fundamental para o tratamento dos doentes.

Mesmo com esses dados tão alarmentes, o fim do isolamento social já é dado como certo na Paraíba, e tanto o governador João Azevedo como seus assessores mais próximos já falam abertamente do reinício progressivo das atividades econômicas.

O Procurador-Geral do Estado, Fábio Andrade, já anda debatendo o plano de retomada da economia da Paraíba – certamente essas discussões não envolvem sindicatos e representações de trabalhadores para escutar o que eles acham.

O prefeito de Cabedelo, Vitor Hugo (PRB), anunciou ontem que pretende liberar o funcionamento progressivo das atividades econômicas no município.

Sem se preocupar com a quantidade de leitos de UTI que a cidade que governa dispõe para tratar os cabedelenses infectados por Covid-19 que desenvolverão os sintomas graves da doenca, a única coisa que parece interessar a Vitor Hugo é servir aos interesses do empresário Roberto Cavalcanti, que, apenas por acaso, também é filiado ao PRB da Igreja Universal – a sina dos prefeitos de Cabedelo, pelo jeito, é obedecer a empresários que atendem pelo nome de Roberto.

Ontem, os radialistas Nilvan Ferreira e Vitor Paiva deram continuadade à sua cruzada para acabar com o isolamento social no Sistema Correio, o que é uma pequena amostra do quanto tanto o sistema quanto os radialistas – Nilvan é candidato a prefeito de João Pessoa – estão preocupados com o bem-estar do povo paraibano.

Enfim, os mesmos responsáveis pelo fracasso do isolamento social – a escalada da contaminação está aí para mostrar isso – são os mesmo que agora querem voltar às atividades normais quando a Paraíba já tem mais de 500 mortos por Covid-19.

Se o ainda presidente Jair Bolsonaro queria companhia para dividir suas responsabilidades com o genocídio em curso (são quase 40 mil brasileiros mortos), provavelmente terá a companhia de alguns governadores e prefeitos.

Arquiteto Germano Romero: “Márcia Lucena sofre uma imensa e agressiva perseguição da oposição política”

O arquiteto Germano Romero tem escrito em seu perfil no Facebook depoimentos comoventes em defesa da administração de Márcia Lucena, no Conde.

No último, postado hoje (05/06), Romero mostra a incongruência que é ter uma administração que “sofre uma imensa e agressiva perseguição da oposição política, oriunda de pessoas ligadas ao tenebroso passado do município” , mesmo o Conde não tendo tido até hoje uma administração à altura do “nível que a cidade e o seu sofrido povo merecem.” Será que virou uma proibição administrar bem na Paraíba?

As palavras do renomado arquiteto nos leva à uma inquietante e, por isso mesmo, necessária questão. Por que esse olho de lupa do Ministério Público estadual contra a administração de Márcia Lucena, no Conde? Por que não a mesma postura não se repete em outras prefeituras? A escolha é ideológica?

Claro que o arquiteto não adentra nesses meandros, mas seu depoimento demonstra que começa a dar na vista que há mesmo uma predileção, uma certa “obsessão”, do MPPB e da juíza local em relação ao Conde.

Abaixo, a postagem do arquiteto Germano Romero, em seu Facebook.

Não nos importa se é de esquerda, de direita, de centro, de centro-esquerda, de centro-direita. Não nos importa se é do PSL, PT, PSOL, PMDB, Pererepê, Perepepol. Não importa se sua gestão tem falhas, pois se é composta por seres humanos, imperfeitos na sua natureza, jamais poderia ser perfeita. Aliás, lembrando o grande maestro Eleazar de Carvalho, “a perfeição é o início da decadência”.

O que nos importa é que nos quase 50 ANOS em que convivemos, moramos, feriamos, praiamos e testemunhamos a evolução urbana, social, político-administrativa e turística do município de Conde, NUNCA vimos uma gestão tão profícua, trabalhadora, produtiva e eficaz na mais ampla pulverização de serviços públicos.

Infelizmente, desde o primeiro dia em que colocou os pés na prefeitura, Marcia Lucena sofre uma imensa e agressiva perseguição da oposição política, oriunda de pessoas ligadas ao tenebroso passado do município que NUNCA teve uma administração no nível que a cidade e o seu sofrido povo merecem.

É difícil, muito difícil, mas, quanto mais se vencem os desafios, mais se percebe o nível de incansável dedicação dessa mulher que já faz história na política paraibana. Siga em frente, Márcia. O Conde agradece.

A covardia que nos paralisa e por onde o fascismo avança: quem defende Márcia Lucena?

Onde estão os verdadeiros democratas da Paraiba? Em que local se esconderam os covardes que só vêem perseguição quando esta se abate sobre o ex-presidente Lula? Viraram também caolhos, ou a covardia também cega?

Onde estão os que vivem de assinar manifestos, notas de repúdio, postagem nas redes sociais, que não vêem a mais abjeta perseguição política que se prática hoje contra uma prefeita, cujo único pecado apontado até agora contra ela é ser professora e pertencer a uma família de professores? Caso pertencesse a uma família tradicional jamais seria importunada.

Onde está a OAB? Os advogados em defesa da democracia?

Onde está a representação da CNBB, onde está a voz dos que falam em nome da generosidade de Francisco, que combate as injustiças onde quer que se manifestem?

Onde estão a Une e a Ubes? Onde estão os sindicatos que vivem a berrar contra o “fascismo”, quando o fascismo do Ministério Público da Paraíba bate à porta, dia sim outro também, da prefeita Márcia Lucena, ameaçando-a com as armas da Justiça, das quais ninguém tem defesa?

Não, meus caros e caras, essa covardia é inaceitável. De que vale recitar Bertold Brecht, de que vale lembrar dos pretos assassinados aqui e nos Estados Unidos pelo fascismo da polícia branca, de que vale lembrar das atrocidades de Hitler ou Mussolini, se somos incapazes de reagir, por pura covardia, ao partido político que muitos procuradores e muitos juízes e juízas da Paraiba informalmente se filiaram, o partido de passado e do familismo do patronato político brasileiro?

Em razão do que escrevi acima, eu poderia recomendar à professora e prefeita Márcia Lucena, do Conde, que desista, que se entregue, que deponha as armas diante de luta tão desigual. Mas, não. Não vou fazer isso, porque o povo do Conde está cada vez mais do seu lado. E é com ele, só e por ele, que você conta para continuar na batalha.

ACREDITE, MÁRCIA: O POVO DO CONDE VENCERÁ AS OLIGARQUIAS!

Abaixo, relato da legítima e única prefeita do Conde.

Defesa de Ricardo Coutinho acusa Ministério Público de parcialidade e prática de lawfare

O advogado Eduardo de Araújo Cavalcanti publicou nota hoje (05/06), depois de analisar a última denúncia do Ministério Público Estadual, para reafirmar o que a Paraíba inteira já reconhece: não há nenhuma novidade, além da repetição de acusações sem provas, porque unicamente baseadas em delações premiadas feitas por delatores presos e em busca de benefícios.

Aliás, se os promotores (?) do Gaeco tivessem lido com atenção o que escreveu o ministro do STJ, Napoleão Nunes Maia Filho, em sua decisão favorável ao Habeas Corpus que liberou Ricardo Coutinho em dezembro, sobre essa prática, já repelida nos julgamentos das Cortes Superiores, de fundamentar acusações unicamente em delações premiadas, cuidariam de fundamentar com mais zelo suas denúncias.

Mas, como nossos Dallagnóis não estão preocupados em fazer nem praticar Justiça, mas apenas a carnavalização midiática desta, vão continuar na mesma toada, e devem apresentar novas “denúncias” até a eleição. As pesquisas eleitorais podem explicar tal comportamento? Quem sabe?

A situação é tão esdrúxula que beira o surrealismo. Segunda o advogado Eduardo de Araújo Cavalcanti, além de defender o ex-governador, ele é obrigado a exercer funções adicionais de “fiscal da lei, combater o lawfare e lutar pela efetivação das garantias e princípios consagrados na Constituição Federal.”

Enquanto sobra ao Ministério Público o recurso ao vale-tudo jurídico para provar a todo custo suas convicções e vontades.

Abaixo, a nota da defesa de Ricardo Coutinho

A recente denúncia do Ministério Público não possui novidades, trazendo mais uma vez em ação autônoma supostas condutas que já foram narradas no processo em tramitação no Tribunal de Justiça da Paraíba em janeiro deste ano. A peça tem amparo em delações premiadas de pessoas que estavam presas, o que por si só fulmina a voluntariedade da manifestação da vontade exigida pela lei e retira a credibilidade de tais depoimentos.

O bombardeio acusatório a que vem sendo submetido o ex-governador nada mais é do que uma tentativa de crimilizar atos de gestão, ou seja, é a criminalização da própria política. O Ministério Público age com parcialidade, pois é parte acusatória, cabendo à defesa exercer a função de fiscal da lei, combater o lawfare e lutar pela efetivação das garantias e princípios consagrados na Constituição Federal.

João Pessoa, 05 de junho de 2020.

Eduardo de Araújo Cavalcanti

Povo Tabajara se une em defesa de Márcia Lucena: Conde não é senzala dos Lundgreen!

Ontem, o conselheiro do Orçamento Democrático do Conde, Márcio de Jacumã, saiu em defesa da prefeita Márcia Lucena contra as seguidas tentativas da família Lundgreen de desestabilizar a administração do Conde.

Hoje, foi a vez do povo Tabajara de sair em defesa da prefeita Márcia Lucena. Em nota e em vídeo postado nas redes sociais (veja abaixo), o cacique do povo Tabajara Ednaldo, veio a público para exigir respeito à decisão legítima do povo do Conde que elegeu a prefeita Márcia Lucena para governar a cidade.

Nota do Povo Indígena Tabajara de Conde-PB:

“Bom dia! Eu sou Ednaldo, Cacique Representante da Nação Indígena Tabajara de Conde-Paraíba-Brasil.

Hoje (04/06/2020), venho a público para registrar a indignação do meu povo contra atos caluniosos e agressivos praticados pelos vereadores Malba e Adriano, dois conhecidos fascistas bolsonaristas. com processos judiciais engavetados.

Eles invadiram a sede do Poder Executivo Municipal, provocando tumultos e bloqueando o funcionamento da Secretaria de Saúde, em plena pandemia do COVID19.

Essa atitude delinquente e irresponsável não apenas arrisca a vida de seres humanos que dependem do pleno funcionamento do serviço público de saúde.

Configura um ato criminoso de racismo, de desrespeito e de completo desprezo ao povo.

66% de nós somos indígenas, negros, trabalhadores rurais e pobres, com uma herança histórica recente, onde ocupantes de instituições as usavam para maltratar, desprezar, punir e perseguir.

Os tais vereadores alegaram, sem fatos e sem provas materiais periciadas, a prescrição de medicamentos vencidos a pacientes, a fim de justificarem seus atos criminosos.

É MENTIRA! ISSO NÃO OCORREU!

Apoiamos a prefeita Márcia Lucena porque é uma gestora digna, experiente, honesta, competente. E comprometida com políticas públicas inclusivas, que contemplam todos os moradores e moradoras.

Márcia é esta Mulher que pela primeira vez na história de Conde rompeu e quebrou o ciclo de brutalidades, grilagem de terras, exclusão e desvio dos recursos públicos.

E estas são as razões óbvias que fazem ela e sua equipe serem vítimas das tentativas de golpes, de armações escabrosas e do ódio cego, por parte dos que tiveram contrariada a prevalência de seus interesses gananciosos, mesquinhos e espúrios.

Essa história foi praticada impunemente pelo clã dos Lundgreen, que foi politicamente derrotado, vencido, superado, do qual os dois vereadores são LACAIOS RAIVOSOS!

Infelizmente, ainda há pessoas no Ministério Público e no Judiciário local que apoiam e dão consistência a tais práticas e ataques infundados.

Usam as funções públicas que ocupam como um CHICOTE, como se Conde fosse sua Senzala.

NÃO É!

Respeitamos a Justiça e o Poder Judiciário. Mas abominamos sua manipulação e uso para atingir objetivos políticos por vias tortuosas, anulando arbitrariamente a vontade e a decisão do eleitorado.

POLÍTICA SE DECIDE NO VOTO E NÃO NO GOLPE! BASTA! NENHUM ATAQUE A MAIS.

A tentativa de CRIMINALIZAR uma gestão eleita e sintonizada com o povo é, na verdade, A CRIMINALIZAÇÃO INSTITUCIONAL DESSE PRÓPRIO POVO. Exigimos que honrem suas funções públicas!

Mais uma vez: BASTA! Chamamos a atenção do Brasil e do mundo!

Não estamos sós. SOMOS PARTE DA RESISTÊNCIA PELA VIDA! E NOSSAS VIDAS NOS IMPORTAM! FORA FASCISTAS! À LUTA!

JUSTIÇA PARAIBANA: empresária da família Ribeiro Coutinho que assassinou marido com 4 tiros já está livre

Vamos a essa sequência.

No dia 10 de abril de 2020, a empresária Taciana Ribeiro Coutinho assassinou o marido Helton Pessoa com quatro tiros na Fazenda Zumbi.

Segundo laudo, a empresária atirou nas pernas e na cabeça do marido enquanto ele estava no banho, e, segundo a polícia, por motivo fútil e sem que houvesse chance de defesa.

A empresária se entregou no dia seguinte, alegando que havia sido agredida pelo marido.

Um mês e meio depois, A polícia civil indiciou Taciana Ribeiro Coutinho, , por homicídio duplamente qualificado.

E não é que, menos de um menos de um dia depois de ter assassinado o marido, imobilizando-o com três tiros nas pernas, e depois executando-o com um disparo fatal na cabeça, a Justiça paraibana decretou a prisão domiciliar da empresária, obrigando-a a usar tornozeleira eletrônica?

E você acha que parou por aí? Hoje, o juiz Anderley Ferreira Marques, da 1ª Vara de Justiça de Sapé revogou a prisão da empresária Taciana Ribeiro Coutinho.

Aqui na Paraíba é assim. Se você pertencer a famílias tradicionais, poderosas e influentes, tem licença para atropelar e matar intencionalmente um agente de trânsito durante uma blitz. Lembram do caso? O presidente do TJ foi acordado às 3 da manhã de um domingo para impedir a prisão do motorista bêbado. O nome dele? Rodolpho Carlos, que estava completamente bêbado quando dirigia seu Porsche de playboy.

Enquanto uma assassina confessa volta a andar pelas ruas livre, leve e solta, Ricardo Coutinho, Márcia Lucena, Waldson Sousa, Gilberto Carneiro, Coriolano Coutinho e vários outros, continuam usando tornozeleiras e impedidos de saírem de casa à noite durante os finais de semana. Isso mesmo sem terem sido declarados réus, ou seja, não têm nem processos formalizados contra eles.

Enquanto esperam pela apresentação de provas que nunca chegam.

Morador do Conde denuncia orquestração contra Márcia Lucena

O vereador Malba de Jacumã, pau mandado do ex-prefeito do Conde, Aluizio Régis, invadiu a farmácia da Secretaria da Saúde do município sob o argumento de que existiam medicamentos vencidos no local.

Com ele estavam o construtor Márcio Simões e o proprietário do blog A voz do Conde, “Irmão” Ailton, e outras pessoas. Nem a Guarda Municipal nem a Polícia Militar que foram chamadas ao local se esforçaram em retirar o grupo invasor.

Pouco depois, o delegado da cidade chegou à farmácia do município com uma ordem expedida pelo justiça, a pedido do Ministério Público, de busca e apreensão dos medicamentos.

No início da noite, após inspeção no local onde os medicamentos ficaram retidos, o delegado informou que não encontrou nada de irregular e foi embora.

Depois desse carnaval, tudo vai ficar por isso mesmo.

Áudio de Marcos de Jacumã

Morador do Conde denuncia orquestração contra Márcia Lucena

Marcos de Jacumã, como é conhecido, é conselheiro do Orçamento Democrático do Conde, essa experiência de democracia participativa que querem acabar na Paraíba porque insere o povo nas decisões sobre o gasto público.

Depois do que aconteceu hoje na Secretaria de Saúde de sua cidade, Marcos parece que perdeu a paciência. Ele fez circular pelos grupos de whatsapp um áudio cujo teor desmascara o que ele chama de “orquestração” contra a administração do Conde.

Pela clareza como expõe seus argumentos, é uma peça antológica que, não fosse as menções ao Conde, poderia servir para mostrar ao povo da Paraíba o que acontece hoje em toda a Paraíba depois da Operação Calvário.

 Veja como Marcos começa o seu áudio.

“Eu sou morador do Conde e estou acompanhando essa nova orquestração, essa nova tentativa de agredir a reputação e o bom trabalho da prefeita do Conde, Márcia Lucena.”

Usando do bom senso que se exige de alguém que representa e defende os interesses de sua comunidade, Marcos fala do factóide que é tentar transformar em escândalo um fato corriqueiro em farmácias públicas do Brasil, e nas mesmo privadas, que é a existência de medicamentos vencidos, já separados para a devida incineração, que deve ser feita seguindo protocolos sanitários e ambientais.

Ele esclarece, em primeiro lugar, que é mentira a informação de “que há medicamento contra a Covid vencido e que iria ser incinerado”, como foi divulgado; segundo, que a existência de medicamento vencidos ocorre simplesmente “porque não existe procedimento para distribuir medicamentos como se fossem alimentos, só para que não percam o prazo de validade”.

Uma obviedade que só a maneira tacanha como determinados grupos familiares não consegue enxergar, ou se enxerga, não está interessado na verdade.

“Coronelismo jurídico

Para Marcos, a prefeitura do Conde tem uma administração exemplar, que atende satisfatoriamente aos moradores do Conde. Por isso, ele faz um apelo dramático para que deixem a prefeita e sua equipe trabalharem em paz. Marcos sabe onde começa a orquestração que denuncia: “Infelizmente, o coronelismo jurídico local, a serviço do fascismo bolsonarista, tenta atrapalhar (a administração municipal) em prejuízo de nós moradores. 

Ele cita expressamente o Ministério Público, que chegou ao pedir uma liminar, e foi atendido pela juíza da Comarca local, para impedir o funcionamento das barreiras sanitárias criadas pela prefeitura do Conde para proteger a população do município do contágio.

“Nós não votamos em promotor e nem em juiz. Votamos numa prefeita que se chama Márcia Lucena, e pedimos, exigimos que a respeitem, que nos respeitem, porque somos nós que estamos sendo desrespeitados.”

Lava Jato paraibana

Para Marcos, como não conseguem contestar a correção das medidas adotadas até agora pela administração do Conde no enfrentamento da pandemia de coronavírus, e como também não conseguem apontar erros na atual gestão, para ele, a melhor da história do município, resta apenas essas “orquestrações”.

A lava Jato paraibana [Operação Calvário] que só vai em cima das pessoas progressistas, que têm feito e tentado fazer pelo povo do estado e do município. 

Marcos por fim aponta os agentes locais desse esforço de desestabilização da administração de Márcia Lucena, desesperados porque a “população não segue a loucura genocida de Bolsonaro de desrespeitar as medidas de isolamento social”.

“O blog que está veiculando isso é um blog a serviço dos Lundgreen, do coronelismo e da extrema-direita fascista local, do município e da Paraíba”. 

Mais Marcos, mais povo, menos oligarquias

Os esforços dos membros da família Lundgreen, que se achava dona do Conde e do seu povo até a professora Márcia Lucena desbancar seu mandonismo, “têm o objetivo de atrapalhar, tirar a energia e dispersar forças no momento em que todas essas forças são necessárias para proteger e cuida da população e das demandas surgidas depois da pandemia.”

Poucos administradores públicos na Paraíba podem contar com um depoimento em favor do seu trabalho como esse, de um munícipe tão envolvido com os problemas da sua cidade e que se mostra tão bem informado sobre o que realmente está em jogo para os destinos dela. Ele sabe bem onde está o passado. E o futuro. 

Eis uma pequena amostra de que é inútil o esforço das oligarquias paraibanas de tentar fazer a roda do tempo girar para trás. O mundo mudou, e as pessoas também.

Ricardo Coutinho: “O PSB vai apostar firme para devolver ao povo de João Pessoa a esperança”

Voltemos às live de ontem com Ricardo Coutinho.

Um pouco antes da metade, resolvi perguntar sobre o silêncio da maior parte da imprensa paraibana na cobertura da pandemia, sobretudo o acompanhamento das ações do governo estadual no enfrentamento à pandemia de coronavírus.

Mais grave ainda é o vergonhoso silêncio sobre as denúncias do Ministério Público de Contas de suspeitas de superfaturamento na compra de máscaras, tratadas como um assunto menor ou como se nunca tivessem existido. Quis saber do ex-governador porque o mesmo tratamento que concedem a João Azevedo não é estendido a Ricardo Coutinho.

A resposta explica bem as más intenções e o mau-caratismo de muitos órgãos e jornalistas quando o assunto é Ricardo Coutinho.

“De mídia paraibana eu entendo bem. Nunca tive apoio dela nas eleições, os grandes veículos queriam um outro tipo de ralação, um tipo de relação que não tinham, não tiveram e não terão nunca comigo. Eu sempre fui claro em relação a isso, porque sempre percebi uma relação altamente venal. Eu tentei de todas as formas construir um outro tipo de relação e não foi possível.”

Ricardo Coutinho lembrou em seguida dos ataques constantes a que foi submetido logo após ter saído do cargo de governador, mais ainda depois da Operação Calvário, quando tentaram criar uma “narrativa” que não necessitasse provar a graves acusações que lhe faziam o Ministério Público Estadual, sem apresentar uma única prova.

Segundo o ex-governador, ao se omitir em denunciar os erros e suspeitas de desvios de recursos públicos do atual governo durante a pandemia de coronavírus, essa mesma mídia vira cúmplice dos maus feitos praticados. A especialidade dela é mentir sobre adversários políticos.

E em tom premonitório, RC antecipou o que se viu hoje: “Você vai ver o que eles vão falar da minha pessoa depois dessa live.” Quem perdeu seu tempo com visitas aos nossos sites de notícia percebeu o nível odiento e de baixo nível quando trataram da live.

O que dá razão ao ex-governador quando ele se referie à mídia paraibana como “organizações governamentais”, pela dependência dos recursos públicos, o que, segundo ele, é uma pena, já que uma imprensa livre é fundamental para democracia.

Sobre 2020

Quando perguntado por Tião Lucena a respeito de uma possível candidatura a prefeito de João Pessoa, verdadeiro pesadelo dos adversários, Ricardo começou sua resposta lembrando de sua trajetória nas disputa eleitorais majoritárias.

Ele deu destaque à decisão tomada em 2010, quando resolveu deixa a prefeitura – e dois e oito meses de mandato – para entrar numa disputa para o governo estadual que poucos acreditável ser viável. Segundo ele lembra, a mesma mídia que hoje o ataca estava, ficou contra sua candidatura tanto em 2010 quanto em 2014, nesse último caso, mesmo ele sendo governador, fato raro.

“Quando eu deixei o governo em 2018 eu não pensava em disputar a prefeitura de João Pessoa. Eu sempre acho que, para a prefeitura de João Pessoa, é fundamental uma pessoa nova, novas pessoas para produzir um choque de ideias, lançar alguém que conheça a gestão pública, que saiba fazer as coisas.”

Porque governar, segundo ele, não é só assinar decreto e viver de “beija-mão” com os poderosos.” E mais:

“Eu penso que, mais do que nomes, a cidade de João Pessoa precisa voltar a acreditar numa gestão com capacidade de agir com visão ampla. A cidade precisa disso, e os candidatos que estão aí se apresentando, com todo respeito, são uma tragédia. O que sai da boca desse povo que se coloca hoje como candidato é terrível. Por baixo do pano, são só negócios. Por cima, é aquele discurso falso-moralista, de gente que não tem condição de dirigir nada, imagine governar uma cidade com 810 mil habitantes, uma cidade que parou no tempo em relação às vias urbanas, à mobilidade urbana.”

Nesse ponto, Ricardo Coutinho lembra que as últimas grandes obras de mobilidade urbana em João Pessoa foram realizadas durante a sua administração no governo da Paraíba.

Sobre candidaturas, o ex-governador revelou que a eleição de João Pessoa ainda está em discussão no PSB, mas é certo que o partido vai apostar firme para devolver ao povo de João Pessoa a esperança de que é possível voltar a governar bem, resolvendo os problemas e olhando para adiante.

Essa é nossa tarefa, e eu espero que para realizá-la não precise de mim”. Ou seja, Ricardo reconhece que lançar candidato/a em João Pessoa é uma necessidade estratégica para o PSB, e não afasta a possibilidade de sair candidato, apesar de defender um nome que, além de novi/, seja capa de reunir as forças que tenham em comum esse mesmo projeto de voltar a transformar a cidade, portanto, que seja amplo politicamente e claro programaticamente. “Eu creio que João Pessoa está de novo madura para voltar a ousar e apostar na mudança.”

Enfim, não é preciso ser um bom entendedor para saber que Ricardo Coutinho não só estará no jogo eleitoral de 2020, candidato ou não.

E que será peça-chave. 

Ricardo Coutinho faz live para mais de 10 mil pessoas

Como previsível, a transmissão de um bate-papo ao vivo com o ex-governador Ricardo Coutinho, do qual participei junto com o jornalista Tião Lucena, causou os efeitos de um surto psicótico no jornalismo de esgoto paraibano e nos seguidores do defunto político Cássio Cunha Lima, do interminável José Maranhão e do breve Luciano Cartaxo, todos bolsonaristas e, portanto, corresponsáveis pelo desastre humanitário que começa a se abater sobre a Paraíba e sua capital, João Pessoa.

Não é para menos. Quando a live de pouco mais de duas horas terminou, às 21h09, mais de 10 mil pessoas haviam se conectado – isso só pelo Facebook! – para escutar o que o mago tinha a dizer sobre as questões da conjuntura política brasileira e paraibana. Mais de mil comentários foram postados, a ampla maioria favoráveis ao ex-governador, como os exemplos a abaixo, que são uma pequena amostra, podem comprovar.

Claro, a crise provocada pelo coronavírus foi um dos temas que não poderiam deixar de ser tratado. RC analisou o papel do governo Jair Bolsonaro e suas reponsabilidades para o desastre que já está acontecendo no Brasil, que deve ficar apenas atrás dos Estados Unidos em números de mortos provocados pela Covid-19. 

Salvar o país e sua economia é incompatível com a manutenção de Jair Bolsonaro no poder

Segundo Ricardo Coutinho, Jair Bolsonaro sempre apostou no “genocídio” da população, principalmente da mais pobre, com a intenção deliberada de produzir o caos e, com isso, abrir caminho para um “auto-golpe”.

Primeiro, subestimando os efeitos graves da doença nas pessoas, depois incentivando que elas se contaminassem para adquirir anticorpos, com suas saídas e contatos em público, com seu negacionismo, com o incentivo à automedicação com hidroxicloroquina, mesmo com os vários estudos científicos mostrando sua ineficiência para tratar a Covid-19.

Além disso, e por conta disso, o Brasil não se preparou minimamente para enfrentar a pandemia. Nem produzir respiradores o país conseguiu fazer. 

Ricardo Coutinho mostrou números que revelam o desprezo do governo federal no enfrentamento da pandemia.

Dos R$ 30 bilhões prometidos para o enfretamento, pouco mais de R$ 8 bilhões foram liberados até agora; Bolsonaro prometeu 46 milhões de testes e conseguiu fazer apenas 10 milhões; 14 mil respiradores foram prometidos, e somente foram distribuídos até agora 1.612;  prometeu 3 mil leitos de UTI e entregou 540.

“Ou seja, o governo federal jogou o povo aos leões, condenou a população a morrer às pencas, e a sofrer muito, porque mesmo quem não morrer, vive um sofrimento terrível”, disse RC.

Não bastasse a crise sanitária, o Brasil vive uma grave crise econômica, que começou antes da pandemia, e é fruto do modelo econômico falido e ultrapassado de Pailo Guedes. E uma grave crise institucional provocada pelo atual governo.

Por conta disso, RC conclui que “não há outra saída para defender a democracia, para defender o país, para defender a nação, que é o encerramento desse governo.” Para RC, salvar o país e sua economia é incompatível com a manutenção de Jair Bolsonaro no poder.

Ineficiência e falta de planejamento de João Azevedo

Ao responder a pergunta do jornalista Tião Lucena sobre se a Paraíba estava preparada para enfrentar a situação atual, Ricardo Coutinho começou lembrando que sua experiência de governador e do legado deixado pelo seu governo para a área da saúde, o autorizava a sugerir iniciativas, o que ele fez em três lives durante o mês de março, quando a pandemia apenas começava na Paraíba.

“Talvez as pessoas não saibam que, em 2010, só havia 78 leitos de UTI na rede estadual”, disse, completando em seguida que a rede estadual era a menor das redes, comparando com os leitos existentes nas redes privada e municipal. Oito anos depois, a Paraíba contava com 281 leitos com UTI. 

“Nós crescemos 203 leitos de UTI em apenas 8 anos, 260% ou 3,6 vezes mais. Repito: nenhum estado, nem do Nordeste nem do Brasil, teve um crescimento que a Paraíba apresentou nesses anos. E sem pandemia.” Entre 2011 e 2018, todas as redes (privada, municipal e federal) caíram em número de leitos de UTI, só na rede estadual se verificou um crescimento que, comparado ao que o estado antes dispunha, pode ser considerado espetacular, um feito e tanto!

Por isso, a conclusão é inevitável. A Paraíba e seu povo só não estão em situação mais dramática hoje em razão dessa herança deixada pelos oito anos do governo de Ricardo Coutinho, sobretudo quando constatamos que a Paraíba ocupa o 11º lugar entre os 27 estados brasileiros em número de óbitos por Covid-19, o que se deve à ineficiência, falta de planejamento, e mesmo coragem, do governador João Azevedo, e do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, para conduzir as ações de enfrentamento do poder público à pandemia de coronavírus.

Na live, Ricardo listou as sugestões que fez no início de março para o enfrentamento do poder público à pandemia:

  1. Criação de um comitê científico para assessorar o governo e orientar suas decisões. 
  2. Criação de um comitê institucional para dividir responsabilidade e atribuições com os outros poderes e órgãos da sociedade civil, como CRM, Conselho Regional de Enfermagem, municípios. Ricardo mencionou como exemplo a “recomendação” do Ministério Público Estadual para que os policiais da Paraíba se abstenham de prender quem descumpra o decreto de lockdown, que desautoriza abertamente o governo do estado. 
  3. Exercitar o diálogo com representações dos comerciantes e empresários em geral, para, num esforço de negociação e convencimento, fazer valer a capacidade do governo estadual de coordenar e liderar a sociedade. Ao invés disso, o governador preferiu se esconder dos problemas. “A Paraíba não fez nada disso”.

Para priorar, João Azevedo mentiu para a população ao dizer que iria criar 300 leitos de UTI e 900 leitos gerais. Não haveria, segundo Ricardo Coutinho, nem espaço físico para abrigar esses leitos. “Quando você fala em 900 leitos gerais, fala no equivalente a cinco hospitais metropolitanos!”. O que o governo fez, na realidade, foi disponibilizar os leitos já existentes exclusivamente para o tratamento da Covid-19.

Prova disso é que o governo não conseguiu comprar um único respirador. Não bastasse isso, concentrou os leitos existentes em João Pessoa, deixando o interior praticamente abandonado. E a pandemia avança agora na direção de cidades como Campina Grande, Guarabira e Patos, o que já provoca grande stress nesses nos hospitais desses municípios.

Ricardo se dirigiu diretamente ao setor empresarial da Paraíba.  “Falo aqui com respeito muito grande ao setor empresarial. Eu compreendo o stress que aí está. Agora, eu também sei que não há outro caminho que não seja o isolamento e o lockdown. O problema da Paraíba é que foi feito num tempo totalmente errado”.

Segundo Ricardo, isso tinha que ter sido feito há três ou quatro semanas atrás, para, com mais duas semanas após o lockdown, começar a executar um plano de retomada gradual das atividades econômicas. 

“Vai ser um prejuízo para muita gente? Vai, é inevitável. E eu fico imaginando a situação de quem construiu seu negócio perceber que tudo isso pode fugir de suas mãos, que podem abrir falência. É terrível! O mesmo para o ambulante, ou para quem não tem meios para se sustentar. Mas, nós temos algo que é muito mais importante nesse momento, que é derrotar o vírus para salvar o máximo de pessoas. Isso é fundamental, e não tem outra forma de salvar as pessoas, a não ser com o lockdown. Para isso, é necessário ter liderança, comando.”

Sem aguentar a pressão, João Azevedo já anunciou que fará isso daqui a 15 dias, sem saber os resultados do lockdown que acaba de começar. É um conjunto de trapalhadas

Além dessas questões, Ricardo Coutinho tratou do futuro político e das eleições de 2020.  Mas, isso é assunto para outra postagem que publicaremos logo mais.

Quem quiser assitir a live acesso o link abaixo:

MANOEL DUARTE: BASTA!!!

MAIO DE 1983. No Brasil, milhares de pessoas começam a ir às ruas iniciando o movimento que ficaria conhecido como “Diretas Já”. De cunho político popular teve como objetivo a retomada das eleições diretas ao cargo de presidente da República.

FINAL DE MAIO DE 2020. O negro, George Floyde, é assassinado, de forma fria e cruel, na cidade de Minneapolis, por um policial branco e a partir desse crime pipocam pelas principais cidades dos Estados Unidos – Nova Iorque, Los Angeles, San Francisco, Filadhelfia, Boston, Washington (às portas da Casa Branca) e Minneapolis – um forte movimento contra o racismo naquele país.

INÍCIO DE JUNHO DE 2020 – A principal avenida de São Paulo, centro financeiro do país, a avenida Paulista, é tomada por inúmeros manifestantes em prol de um ato público pela defesa da DEMOCRACIA no país. O movimento é formado, em sua grande maioria, por jovens, estudantes, pessoas ligadas a movimentos sociais e a torcidas organizadas.

O que esse três movimentos tem em comum?

O movimento das Diretas Já começou em maio de 1983 e foi até 1984, tendo mobilizado milhões de pessoas em comícios e passeatas.

O movimento agregou diversos setores da sociedade brasileira, a exemplo de inúmeros partidos políticos de oposição ao regime ditatorial, lideranças sindicais, civis, artísticas, estudantis e eclesiásticas. Apesar da rejeição da emenda Dante de Oliveira o movimento pelas “Diretas Já” teve grande importância na história do país com a volta do poder civil em 1985, aprovação de uma nova Carta Constitucional e a realização das eleições diretas para Presidente da República em 1989.

A última semana de maio de 2020 foi marcada por protestos nas ruas dos Estados Unidos, um dos países mais segregacionistas do mundo. Na imprensa e nas redes sociais, as imagens de lugares vazios, uma constante em período de distanciamento social, deram lugar a fotos de aglomerações. Manifestantes foram para as ruas pedir justiça pela morte de George Floyd, um segurança de 46 anos, negro, morto, de forma covarde, por um policial na cidade de Minneapolis, no estado do Minnesota.

Diante das convulsões sociais que se somaram à crise econômica provocada pelo coronavírus, que colocou o país no epicentro da crise sanitária, Trump resolveu apostar no discurso da ordem, aprofundando a polarização e reforçando mais uma vez o tema que sempre figurou como pano de fundo de sua política eleitoral, o racismo. Trump, no Twitter, fez um comentário, no mínimo, infeliz: “quando os saques começam, os disparos começam”. Em resposta, pela primeira vez na história americana, a rede social sinalizou a postagem como violenta. Trump acabou recuando.

E o fato é que isso tudo já começa a refletir nas eleições presidenciais dos EUA. Joe Biden, do Partido Democratas, está à frente de Donald Trump, do partido Republicano, com a preferência dos eleitores registrados nacionalmente. O presidente republicano tem 43%, enquanto o candidato dos Democratas tem 53%, conforme pesquisa do Washington Post e da ABC News.

Início da tarde do primeiro domingo de junho. Integrantes de diferentes torcidas organizadas dos quatro grandes clubes de São Paulo (Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo) organizam atos pró-democracia na avenida Paulista.

As manifestações, que começaram pacíficas, acabaram em confronto com a Polícia Militar (PM) e apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

A via tem sido ponto de encontro de bolsonaristas aos domingos , o que os fizeram se achar como donos da avenida, centro financeiro do país. Defendem, sobretudo, o fim das medidas de distanciamento social durante a pandemia de Covid-19 e têm bandeiras antidemocráticas contra o STF (Supremo Tribunal Federal) e o Congresso, inclusive com faixas defendendo a intervenção militar.

O protesto dos torcedores transcorria dentro da normalidade, e no final, quando o movimento das torcidas organizadas começava a deixar o local, portadores de bandeiras neonazistas investiram contra os manifestantes pró-democracia, provocando o início do tumulto, conforme confirmou o cel da PM, Camilo Batista, em entrevista à CNN Brasil. A reportagem revelou que as imagens disponíveis até o momento, não possibilitaram identificar confronto entre a polícia e o grupo bolsonarista, o que nos faz temer que a PM tenha se comportado de forma a permitir a provocação ao movimento dos torcedores.

Em paralelo ao ato, um abaixo-assinado sob o título “SOMOS MUITOS”, com centenas de nomes de atores, atrizes, cantores, cantoras, pintores, políticos, empresários, jornalistas, advogados de ideologias diferentes, que vão da direita democrática à esquerda, de Lobão a Caetano Veloso, de Fernando Henrique a Lula, de Haddad a Luciano Hulk, todos integrantes do “Movimento Estamos Juntos”, foi publicado convocando a população a defender a “DEMOCRACIA”.

Portanto, o que os três fatos mencionados tem em comum é que a população dos Estados Unidos – cujo presidente é a base de inspiração do nosso presidente – acordou para a negação de uma política nefasta que sucumbe hispanos, asiáticos, pobres e negros. E no Brasil também.

Aqui, Bolsonaro patina na faixa dos 30% de aprovação, conforme revelado pela última pesquisa DATAFOLHA. O desemprego poderá alcançar 20 milhões de pessoas e o PIB (Produto Interno Bruto), conforme previsões otimistas de analistas econômicos, terá um encolhimento de 6% em 2020, isso tudo em meio ao triste cenário de quase trinta mil mortes em decorrência do coronavírus, até agora. Enquanto isso, o presidente parece resignado a aceitar esse cenário desolador aumentando cada vez mais o distanciamento do que pensa a maioria do povo, a favor do isolamento social. E isso é um sinal de alerta, é como se ele não se preocupasse com a queda da popularidade por ter um “ás na manga, um coelho na cartola, um trunfo”. Seria os MILITARES?

Mas ao que parece a sociedade brasileira está acordando. E as instituições também. A pesquisa mostra aumento da popularidade do Congresso e do STF. O povo tem feito panelaços e neste domingo foi às ruas bradando publicamente palavras de ordem contra o governo Bolsonaro. As torcidas organizadas, sempre referenciadas por muitos como “alienadas” foram às ruas de várias cidades, a exemplo de Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo.

Todos começam a falar a mesma língua, salvo uma minoria de ideais fascistas. Quando cessa o diálogo, cessa a razão e irrompe a intolerância. Matilhas salivam contra honras e reputações. Mudam ao sabor do vento a direção de seus ataques. Estudantes, intelectuais, artistas, professores, políticos, autoridades eclesiásticas, o povo em geral, assim como em 1983, é chegada a hora. UNI-VOS. É chegada a hora, vamos todos “caminhando e cantando e seguindo canção, pois quem sabe faz a hora e não espera acontecer”.

Vamos todos dar um basta a esta situação de intolerância em nosso país e de desrespeito à democracia.

BASTA!!!

Bolsonarismo se assume cada vez mais como um grupo aberto ao neonazismo

Em 2013, eles já estavam lá, ainda que tímidos. Quando começaram as manifestações pela derrubada de Dilma Rousseff, os grupos que defendiam “intervenção militar” eram minoritários, e a imprensa fazia pouco caso deles. Valia o objetivo maior, que era subverter o resultado das urnas.

Esses grupos, entretanto, tornaram-se majoritários porque venceram a eleição presidencial em 2018 com Jair Bolsonaro. Todo fim de semana, quando vão pedir o fechamento do Congresso e do STF, o presidente se confraterniza com eles em Brasília.

Ontem foi um dia carregado de advertências da parte dos grupos bolsonaristas. Primeiro, bandeiras da organização neonazista ucraniana Pravyi Sektor foram expostas na Avenida Paulista. Sara Giromini, mais conhecida como Sara Winter, a mesma que insultou e ameaçou Alexandre de Morais, essa semana, já disse que foi treinada na Ucrânia. O nome de guerra adotado por Sara Giromini (Sara Winter) é uma homenagem a uma conhecida espiã nazista britânica.

Também não por acaso, Jair Bolsonaro bebeu leite em sua live justificando o gesto como uma resposta a um desafio dos produtores brasileiros. Beber leite é um dos atos que os supremacistas brancos dos Estados Unidos utilizam em público.

Enfim, as imagens de que o bolsonarismo caminha a passos largos para a radicalização estão à mostra, e incorporando manifestações cada vez mais identificadas com os neonazistas do hemisfério norte.

As razões de nossa tragédia sanitária são políticas

Como vocês podem ver acima e verão no vídeo abaixo, as evidências de que o recuo de João Azevedo de decretar o lockdown e levar a frente a decisão tomada junto com os prefeitos da Região Metropolitana de João Pessoa, deveu-se à pressão dos setores da sociedade que nunca se conformaram com a proposta de isolamento social.

A rigor, o isolamento social nunca efetivado na Paraiba, a não ser para fechar estabelecimentos comerciais e atividades consideradas não essenciais. Quanto a isso, os empresários têm toda razão de reclamar. Não houve uma ação por parte do governo estadual, que tem poder de polícia para fiscalizar e fazer valer os seguidos decretos assinados por João Azevedo.

Por conta disso, apenas adiamos a data para a efetivação do colapso do nosso sistema público de saúde na Paraíba. E como o povo não enxerga autoridade nem capacidade de liderança política no governador, e nem João Azevedo se esforça para, pelo menos, fazer parecer que as possui, as ruas das cidades da Paraíba se tornaram um espaço privilegiado de encontros sociais.

Além dos que não têm autoridade política nem liderança, tem também os demagogos, como o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, que, como um bom bolsonarista, fez coro com os setores empresariais influenciados pelo celerado que ocupa hoje a Presidência da República.

Para fazer demagogia, Romero Rodrigues criou todo tipo de dificuldade para que o isolamento social vigorasse na Rainha da Borborema. Como esperado, o coronavírus avançou sobre a população da cidade e a Covid-19 está prestes a comprometer o sistema de saúde de Campina Grande. Quando isso, acontecer, a as pessoas perceberem que não podem adoecer de qualquer outra doença porque não terão atendimento, entenderão o objetivo do isolamento social.

Eis no que deu essa história de “renovação” política apenas pelo trocar de nomes e rostos. A experiência política e administrativo faz falta, sobretudo agora. Os estados mais importantes do Brasil, como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, são governados por iniciantes na política e na administração pública (João Dória, Wilson Witzel e Romeu Zema), que chegaram aonde chegaram porque souberam surfar na onda do bolsonarismo em 2018.

João Azevedo está nessa lista, apesar de não dever sua eleição a essa onda bolsonarista. Pelo contrário. Mas, em menos de ano, João Azevedo traiu seus eleitores e pulou para o outro lado da cerca – como é do conhecimento geral, o partido no qual hoje é filiado, o Cidadania, é um satélites do PSDB. Aliás, em nota o PSB já pediu desculpas à Paraíba pelo erro.

Se tivessem dado crédito às recomendações das autoridades sanitárias do mundo todo, poderíamos ter evitado o desastre humanitário que está em vias de acontecer no Brasil. E já estaríamos nós preparando para retomar as atividades normais.

Na China, morreram pouco mais de 5 mil pessoas de Covid-19 – o país asiático tem 1,3 bilhão de habitantes. Lá, a economia já está voltando ao normal, depois de um lockdown radical. O Brasil perdeu a vantagem da experiência internacional, e o principal responsável são as atitudes negacionistas do seu presidente, acompanhando por um exército de gente desinformada. Hoje, o Brasil se aproxima das 30 mil mortes por Covid-19, sem contar os mortos que não foram testados. E a curva das mortes continua se acentuando, indicando que essa crise está longe do fim.

Se o vírus que causa tantas mortes é um acontecimento natural, o modo como cada sociedade enfrenta a pandemia de coronavírus tem a ver com escolhas políticas dos governos e de parte de cada sociedade nacional. A opção do Brasil foi pela morte, como se houvesse uma alternativa de enfrentamento da pandemia que não o lockdown. Ou o empresariado compreende isso, ou só estão prolongando os efeitos econômicos da pandemia, com o sacrifício de milhares de vidas que poderiam ser salvas. E nenhuma economia funciona desse jeito.

Abaixo, vídeo em que o radialista e apresentador do Sistema Correio, Nilvan Ferreira, esbraveja contra o lockdown e ataca principalmente o governador João Azevedo.

Você acha que o funcionário de Roberto Cavalcanti vai receber alguma resposta?

Lockdown? A biruta de aeroporto chamada João Azevedo

Quem desconfiava que o governador João Azevedo era indeciso e vacilante, depois de hoje pode ter certeza. Depois de uma longa reunião com os prefeitos da Região Metropolitana de João Pessoa para tratar de iniciativas conjuntas para o enfrentamento da pandemia de coronavírus, foi anunciado um lockdown de 10 dias para os municípios de João Pessoa, Cabedelo, Bayeux, Santa Rita, Conde e Alhandra.

E não é que o governador voltou atrás apos esse acerto com os prefeitos dessas cidades? As razões para o recuo não foram anunciadas, mas temos algumas hipóteses.

João Azevedo não comanda nada. Já deu por diversas vezes mostras de que basta pressionar para o governador recuar. Portanto, ele corre o risco de ser desmoralizado como foi o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues.

Além disso, é um governador que não passa confiança. Até hoje, pouco de concreto do que anunciou com pompa saiu do papel e continua sendo promessas vazias para um futuro que nunca chega. Quem não lembra do milhão de reais que o governador prometeu para os asilos de idosos? E os 300 novos leitos de UTI ? Os respiradores? A merenda escolar que deveria ser entregue às famílias dos alunos da rede estadual?

Mesmo o prazo para decretar o lockdown João Azevedo perdeu. Se tivesse tomado essa iniciativa há mais tempo, não estaríamos na situação que estamos vivendo hoje, prestes a presenciar o caos na saúde pública da Paraíba.

Enfim, se João Azevedo tivesse metade da coragem e da iniciativa da prefeita do Conde, Márcia Lucena, o povo respeitaria mais a liderança do governador.

MANOEL DUARTE: NOVAS ELEIÇÕES JÁ

Em seu mais novo artigo, Manoel Duarte diz por que o Brasil precisa de novas eleições.

NOVAS ELEIÇÕES JÁ

Em 18 de outubro de 2018, às vésperas da eleição presidencial, a Folha de São Paulo publicou a seguinte matéria: “Empresários bancam campanha contra o PT pelo WhatsApp”

A prática, como sabemos, viola a legislação eleitoral por se tratar de doações de campanhas não declaradas. Os contratos com as empresas para fazer “o disparo em massa” usando bases vendidas por agências de estratégia digital, configura outro tipo de infração eleitoral, pois a legislação proíbe compra de base de terceiros, só permitindo o uso das listas de apoiadores do próprio candidato, com números cedidos de forma voluntária.

O resultado da eleição todos sabemos. Bolsonaro ganhou de Haddad no segundo turno sem participar de debates e sem fazer campanha de rua, desde o ato em Juiz de Fora em que aconteceu a “misteriosa” facada, afinal a sucessão de fatos no episódio sem respostas sugere que há mais segredos entre o céu e a terra do que supõe a vã teoria dos tolos da objetividade.

A verdade é que sua ausência em debates e atividades de rua o beneficiou, ante o seu reconhecido despreparo. Bolsonaro venceu as eleições graças a FRAUDE perpetrada nas redes sociais com o disparo, em massa, por seus correligionários, de centenas de milhões de mensagens, esquema financiado por empresários, a exemplo do dono da Havan, sem a devida prestação de contas à justiça eleitoral,o que caracteriza crime de caixa dois.

Os recursos não declaradas na campanha do presidente Bolsonaro, até agora, já totalizam 12 milhões de reais e ensejou o ajuizamento de duas ações eleitorais no Tribunal Superior Eleitoral – TSE, que apuram um esquema de disseminação de informações falsas durante a disputa presidencial, a favor de Bolsonaro.

Os autores dos processos pedem a cassação da chapa que elegeu o presidente e o vice Hamilton Mourão. As ações ainda não foram liberadas para julgamento, mas sendo julgadas implicará na realização de novas eleições, conforme assentou o STF em julgamento de 2018, não havendo mais a necessidade de aguardar o trânsito em julgado.

Agora, o conteúdo dessas ações ganha um suporte de peso. As informações que estão sendo coletadas no inquérito das fake news que tramita no STF e que tem o ministro Alexandre de Morais como relator dará um rumo decisivo ao julgamento das ações eleitorais.

Também esperamos que a decisão do ministro sirva como dissuasão à prática do crime de criação e impulsionamento de fake news e possa levar à lassidão moral em valentões da internet que se acham acima da lei ao disseminar notícias falsas, como tem acontecido de forma muito usual aqui na Paraíba. Oxalá que o Ministério Publico e o próprio Judiciário paraibano possam se mirar no exemplo do STF e olhar com mais rigor às práticas nefastas que muitos ditos “jornalistas” tem feito uso por aqui.

Na operação deflagrada na última quarta (27) Moraes determinou a quebra do sigilo bancário, fiscal e apreensão dos telefones dos empresários Luciano Hang (dono da Havan), Edgard Corona (da rede de academias BioRitmo e SmartFit) e do humorista Reinaldo Bianchi Júnior, INCLUINDO O PERÍODO ELEITORAL DE 2018. Oito deputados federais da base bolsonarista também são citados e alvos do inquérito. O controvertido deputado federal Roberto Jefersson, já nessa operação, foi alvo de mandado de busca e apreensão.

Em resumo, existem todos os elementos para instauração de um impeachment concreto, verossímil e legítimo (o que não foi o caso de Dilma), assim como possibilidade real de cassação da chapa eleitoral Bolsonaro/Mourão pelo Tribunal Superior Eleitoral – TSE, a partir das provas robustas que a corte já dispõe e passará a ter ainda mais com o compartilhamento das provas do inquérito das fake news que tramita no STF.

Com a palavra o TSE, agora sob a batuta do ministro Luís Roberto Barroso, que assumiu a Corte anunciando que pautará o processo da cassação da chapa. Sentindo que a guilhotina pode cortar seu pescoço, Mourão, um lobo em pele de cordeiro, passou a atacar o STF.

O ministro Alexandre levantou a bola para Barroso cortar e mostrou que “é preciso ser ovelha em pele de lobo para lidar com os lobos em pele de cordeiro”. Na esteira das ‘tiradas’ do impávido e intrépido Tião Lucena “a jiripoca vai piar”.

MANOEL DUARTE