Ricardo Coutinho: “O PSB vai apostar firme para devolver ao povo de João Pessoa a esperança”

Voltemos às live de ontem com Ricardo Coutinho.

Um pouco antes da metade, resolvi perguntar sobre o silêncio da maior parte da imprensa paraibana na cobertura da pandemia, sobretudo o acompanhamento das ações do governo estadual no enfrentamento à pandemia de coronavírus.

Mais grave ainda é o vergonhoso silêncio sobre as denúncias do Ministério Público de Contas de suspeitas de superfaturamento na compra de máscaras, tratadas como um assunto menor ou como se nunca tivessem existido. Quis saber do ex-governador porque o mesmo tratamento que concedem a João Azevedo não é estendido a Ricardo Coutinho.

A resposta explica bem as más intenções e o mau-caratismo de muitos órgãos e jornalistas quando o assunto é Ricardo Coutinho.

“De mídia paraibana eu entendo bem. Nunca tive apoio dela nas eleições, os grandes veículos queriam um outro tipo de ralação, um tipo de relação que não tinham, não tiveram e não terão nunca comigo. Eu sempre fui claro em relação a isso, porque sempre percebi uma relação altamente venal. Eu tentei de todas as formas construir um outro tipo de relação e não foi possível.”

Ricardo Coutinho lembrou em seguida dos ataques constantes a que foi submetido logo após ter saído do cargo de governador, mais ainda depois da Operação Calvário, quando tentaram criar uma “narrativa” que não necessitasse provar a graves acusações que lhe faziam o Ministério Público Estadual, sem apresentar uma única prova.

Segundo o ex-governador, ao se omitir em denunciar os erros e suspeitas de desvios de recursos públicos do atual governo durante a pandemia de coronavírus, essa mesma mídia vira cúmplice dos maus feitos praticados. A especialidade dela é mentir sobre adversários políticos.

E em tom premonitório, RC antecipou o que se viu hoje: “Você vai ver o que eles vão falar da minha pessoa depois dessa live.” Quem perdeu seu tempo com visitas aos nossos sites de notícia percebeu o nível odiento e de baixo nível quando trataram da live.

O que dá razão ao ex-governador quando ele se referie à mídia paraibana como “organizações governamentais”, pela dependência dos recursos públicos, o que, segundo ele, é uma pena, já que uma imprensa livre é fundamental para democracia.

Sobre 2020

Quando perguntado por Tião Lucena a respeito de uma possível candidatura a prefeito de João Pessoa, verdadeiro pesadelo dos adversários, Ricardo começou sua resposta lembrando de sua trajetória nas disputa eleitorais majoritárias.

Ele deu destaque à decisão tomada em 2010, quando resolveu deixa a prefeitura – e dois e oito meses de mandato – para entrar numa disputa para o governo estadual que poucos acreditável ser viável. Segundo ele lembra, a mesma mídia que hoje o ataca estava, ficou contra sua candidatura tanto em 2010 quanto em 2014, nesse último caso, mesmo ele sendo governador, fato raro.

“Quando eu deixei o governo em 2018 eu não pensava em disputar a prefeitura de João Pessoa. Eu sempre acho que, para a prefeitura de João Pessoa, é fundamental uma pessoa nova, novas pessoas para produzir um choque de ideias, lançar alguém que conheça a gestão pública, que saiba fazer as coisas.”

Porque governar, segundo ele, não é só assinar decreto e viver de “beija-mão” com os poderosos.” E mais:

“Eu penso que, mais do que nomes, a cidade de João Pessoa precisa voltar a acreditar numa gestão com capacidade de agir com visão ampla. A cidade precisa disso, e os candidatos que estão aí se apresentando, com todo respeito, são uma tragédia. O que sai da boca desse povo que se coloca hoje como candidato é terrível. Por baixo do pano, são só negócios. Por cima, é aquele discurso falso-moralista, de gente que não tem condição de dirigir nada, imagine governar uma cidade com 810 mil habitantes, uma cidade que parou no tempo em relação às vias urbanas, à mobilidade urbana.”

Nesse ponto, Ricardo Coutinho lembra que as últimas grandes obras de mobilidade urbana em João Pessoa foram realizadas durante a sua administração no governo da Paraíba.

Sobre candidaturas, o ex-governador revelou que a eleição de João Pessoa ainda está em discussão no PSB, mas é certo que o partido vai apostar firme para devolver ao povo de João Pessoa a esperança de que é possível voltar a governar bem, resolvendo os problemas e olhando para adiante.

Essa é nossa tarefa, e eu espero que para realizá-la não precise de mim”. Ou seja, Ricardo reconhece que lançar candidato/a em João Pessoa é uma necessidade estratégica para o PSB, e não afasta a possibilidade de sair candidato, apesar de defender um nome que, além de novi/, seja capa de reunir as forças que tenham em comum esse mesmo projeto de voltar a transformar a cidade, portanto, que seja amplo politicamente e claro programaticamente. “Eu creio que João Pessoa está de novo madura para voltar a ousar e apostar na mudança.”

Enfim, não é preciso ser um bom entendedor para saber que Ricardo Coutinho não só estará no jogo eleitoral de 2020, candidato ou não.

E que será peça-chave. 

Ricardo Coutinho faz live para mais de 10 mil pessoas

Como previsível, a transmissão de um bate-papo ao vivo com o ex-governador Ricardo Coutinho, do qual participei junto com o jornalista Tião Lucena, causou os efeitos de um surto psicótico no jornalismo de esgoto paraibano e nos seguidores do defunto político Cássio Cunha Lima, do interminável José Maranhão e do breve Luciano Cartaxo, todos bolsonaristas e, portanto, corresponsáveis pelo desastre humanitário que começa a se abater sobre a Paraíba e sua capital, João Pessoa.

Não é para menos. Quando a live de pouco mais de duas horas terminou, às 21h09, mais de 10 mil pessoas haviam se conectado – isso só pelo Facebook! – para escutar o que o mago tinha a dizer sobre as questões da conjuntura política brasileira e paraibana. Mais de mil comentários foram postados, a ampla maioria favoráveis ao ex-governador, como os exemplos a abaixo, que são uma pequena amostra, podem comprovar.

Claro, a crise provocada pelo coronavírus foi um dos temas que não poderiam deixar de ser tratado. RC analisou o papel do governo Jair Bolsonaro e suas reponsabilidades para o desastre que já está acontecendo no Brasil, que deve ficar apenas atrás dos Estados Unidos em números de mortos provocados pela Covid-19. 

Salvar o país e sua economia é incompatível com a manutenção de Jair Bolsonaro no poder

Segundo Ricardo Coutinho, Jair Bolsonaro sempre apostou no “genocídio” da população, principalmente da mais pobre, com a intenção deliberada de produzir o caos e, com isso, abrir caminho para um “auto-golpe”.

Primeiro, subestimando os efeitos graves da doença nas pessoas, depois incentivando que elas se contaminassem para adquirir anticorpos, com suas saídas e contatos em público, com seu negacionismo, com o incentivo à automedicação com hidroxicloroquina, mesmo com os vários estudos científicos mostrando sua ineficiência para tratar a Covid-19.

Além disso, e por conta disso, o Brasil não se preparou minimamente para enfrentar a pandemia. Nem produzir respiradores o país conseguiu fazer. 

Ricardo Coutinho mostrou números que revelam o desprezo do governo federal no enfrentamento da pandemia.

Dos R$ 30 bilhões prometidos para o enfretamento, pouco mais de R$ 8 bilhões foram liberados até agora; Bolsonaro prometeu 46 milhões de testes e conseguiu fazer apenas 10 milhões; 14 mil respiradores foram prometidos, e somente foram distribuídos até agora 1.612;  prometeu 3 mil leitos de UTI e entregou 540.

“Ou seja, o governo federal jogou o povo aos leões, condenou a população a morrer às pencas, e a sofrer muito, porque mesmo quem não morrer, vive um sofrimento terrível”, disse RC.

Não bastasse a crise sanitária, o Brasil vive uma grave crise econômica, que começou antes da pandemia, e é fruto do modelo econômico falido e ultrapassado de Pailo Guedes. E uma grave crise institucional provocada pelo atual governo.

Por conta disso, RC conclui que “não há outra saída para defender a democracia, para defender o país, para defender a nação, que é o encerramento desse governo.” Para RC, salvar o país e sua economia é incompatível com a manutenção de Jair Bolsonaro no poder.

Ineficiência e falta de planejamento de João Azevedo

Ao responder a pergunta do jornalista Tião Lucena sobre se a Paraíba estava preparada para enfrentar a situação atual, Ricardo Coutinho começou lembrando que sua experiência de governador e do legado deixado pelo seu governo para a área da saúde, o autorizava a sugerir iniciativas, o que ele fez em três lives durante o mês de março, quando a pandemia apenas começava na Paraíba.

“Talvez as pessoas não saibam que, em 2010, só havia 78 leitos de UTI na rede estadual”, disse, completando em seguida que a rede estadual era a menor das redes, comparando com os leitos existentes nas redes privada e municipal. Oito anos depois, a Paraíba contava com 281 leitos com UTI. 

“Nós crescemos 203 leitos de UTI em apenas 8 anos, 260% ou 3,6 vezes mais. Repito: nenhum estado, nem do Nordeste nem do Brasil, teve um crescimento que a Paraíba apresentou nesses anos. E sem pandemia.” Entre 2011 e 2018, todas as redes (privada, municipal e federal) caíram em número de leitos de UTI, só na rede estadual se verificou um crescimento que, comparado ao que o estado antes dispunha, pode ser considerado espetacular, um feito e tanto!

Por isso, a conclusão é inevitável. A Paraíba e seu povo só não estão em situação mais dramática hoje em razão dessa herança deixada pelos oito anos do governo de Ricardo Coutinho, sobretudo quando constatamos que a Paraíba ocupa o 11º lugar entre os 27 estados brasileiros em número de óbitos por Covid-19, o que se deve à ineficiência, falta de planejamento, e mesmo coragem, do governador João Azevedo, e do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, para conduzir as ações de enfrentamento do poder público à pandemia de coronavírus.

Na live, Ricardo listou as sugestões que fez no início de março para o enfrentamento do poder público à pandemia:

  1. Criação de um comitê científico para assessorar o governo e orientar suas decisões. 
  2. Criação de um comitê institucional para dividir responsabilidade e atribuições com os outros poderes e órgãos da sociedade civil, como CRM, Conselho Regional de Enfermagem, municípios. Ricardo mencionou como exemplo a “recomendação” do Ministério Público Estadual para que os policiais da Paraíba se abstenham de prender quem descumpra o decreto de lockdown, que desautoriza abertamente o governo do estado. 
  3. Exercitar o diálogo com representações dos comerciantes e empresários em geral, para, num esforço de negociação e convencimento, fazer valer a capacidade do governo estadual de coordenar e liderar a sociedade. Ao invés disso, o governador preferiu se esconder dos problemas. “A Paraíba não fez nada disso”.

Para priorar, João Azevedo mentiu para a população ao dizer que iria criar 300 leitos de UTI e 900 leitos gerais. Não haveria, segundo Ricardo Coutinho, nem espaço físico para abrigar esses leitos. “Quando você fala em 900 leitos gerais, fala no equivalente a cinco hospitais metropolitanos!”. O que o governo fez, na realidade, foi disponibilizar os leitos já existentes exclusivamente para o tratamento da Covid-19.

Prova disso é que o governo não conseguiu comprar um único respirador. Não bastasse isso, concentrou os leitos existentes em João Pessoa, deixando o interior praticamente abandonado. E a pandemia avança agora na direção de cidades como Campina Grande, Guarabira e Patos, o que já provoca grande stress nesses nos hospitais desses municípios.

Ricardo se dirigiu diretamente ao setor empresarial da Paraíba.  “Falo aqui com respeito muito grande ao setor empresarial. Eu compreendo o stress que aí está. Agora, eu também sei que não há outro caminho que não seja o isolamento e o lockdown. O problema da Paraíba é que foi feito num tempo totalmente errado”.

Segundo Ricardo, isso tinha que ter sido feito há três ou quatro semanas atrás, para, com mais duas semanas após o lockdown, começar a executar um plano de retomada gradual das atividades econômicas. 

“Vai ser um prejuízo para muita gente? Vai, é inevitável. E eu fico imaginando a situação de quem construiu seu negócio perceber que tudo isso pode fugir de suas mãos, que podem abrir falência. É terrível! O mesmo para o ambulante, ou para quem não tem meios para se sustentar. Mas, nós temos algo que é muito mais importante nesse momento, que é derrotar o vírus para salvar o máximo de pessoas. Isso é fundamental, e não tem outra forma de salvar as pessoas, a não ser com o lockdown. Para isso, é necessário ter liderança, comando.”

Sem aguentar a pressão, João Azevedo já anunciou que fará isso daqui a 15 dias, sem saber os resultados do lockdown que acaba de começar. É um conjunto de trapalhadas

Além dessas questões, Ricardo Coutinho tratou do futuro político e das eleições de 2020.  Mas, isso é assunto para outra postagem que publicaremos logo mais.

Quem quiser assitir a live acesso o link abaixo:

MANOEL DUARTE: BASTA!!!

MAIO DE 1983. No Brasil, milhares de pessoas começam a ir às ruas iniciando o movimento que ficaria conhecido como “Diretas Já”. De cunho político popular teve como objetivo a retomada das eleições diretas ao cargo de presidente da República.

FINAL DE MAIO DE 2020. O negro, George Floyde, é assassinado, de forma fria e cruel, na cidade de Minneapolis, por um policial branco e a partir desse crime pipocam pelas principais cidades dos Estados Unidos – Nova Iorque, Los Angeles, San Francisco, Filadhelfia, Boston, Washington (às portas da Casa Branca) e Minneapolis – um forte movimento contra o racismo naquele país.

INÍCIO DE JUNHO DE 2020 – A principal avenida de São Paulo, centro financeiro do país, a avenida Paulista, é tomada por inúmeros manifestantes em prol de um ato público pela defesa da DEMOCRACIA no país. O movimento é formado, em sua grande maioria, por jovens, estudantes, pessoas ligadas a movimentos sociais e a torcidas organizadas.

O que esse três movimentos tem em comum?

O movimento das Diretas Já começou em maio de 1983 e foi até 1984, tendo mobilizado milhões de pessoas em comícios e passeatas.

O movimento agregou diversos setores da sociedade brasileira, a exemplo de inúmeros partidos políticos de oposição ao regime ditatorial, lideranças sindicais, civis, artísticas, estudantis e eclesiásticas. Apesar da rejeição da emenda Dante de Oliveira o movimento pelas “Diretas Já” teve grande importância na história do país com a volta do poder civil em 1985, aprovação de uma nova Carta Constitucional e a realização das eleições diretas para Presidente da República em 1989.

A última semana de maio de 2020 foi marcada por protestos nas ruas dos Estados Unidos, um dos países mais segregacionistas do mundo. Na imprensa e nas redes sociais, as imagens de lugares vazios, uma constante em período de distanciamento social, deram lugar a fotos de aglomerações. Manifestantes foram para as ruas pedir justiça pela morte de George Floyd, um segurança de 46 anos, negro, morto, de forma covarde, por um policial na cidade de Minneapolis, no estado do Minnesota.

Diante das convulsões sociais que se somaram à crise econômica provocada pelo coronavírus, que colocou o país no epicentro da crise sanitária, Trump resolveu apostar no discurso da ordem, aprofundando a polarização e reforçando mais uma vez o tema que sempre figurou como pano de fundo de sua política eleitoral, o racismo. Trump, no Twitter, fez um comentário, no mínimo, infeliz: “quando os saques começam, os disparos começam”. Em resposta, pela primeira vez na história americana, a rede social sinalizou a postagem como violenta. Trump acabou recuando.

E o fato é que isso tudo já começa a refletir nas eleições presidenciais dos EUA. Joe Biden, do Partido Democratas, está à frente de Donald Trump, do partido Republicano, com a preferência dos eleitores registrados nacionalmente. O presidente republicano tem 43%, enquanto o candidato dos Democratas tem 53%, conforme pesquisa do Washington Post e da ABC News.

Início da tarde do primeiro domingo de junho. Integrantes de diferentes torcidas organizadas dos quatro grandes clubes de São Paulo (Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo) organizam atos pró-democracia na avenida Paulista.

As manifestações, que começaram pacíficas, acabaram em confronto com a Polícia Militar (PM) e apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

A via tem sido ponto de encontro de bolsonaristas aos domingos , o que os fizeram se achar como donos da avenida, centro financeiro do país. Defendem, sobretudo, o fim das medidas de distanciamento social durante a pandemia de Covid-19 e têm bandeiras antidemocráticas contra o STF (Supremo Tribunal Federal) e o Congresso, inclusive com faixas defendendo a intervenção militar.

O protesto dos torcedores transcorria dentro da normalidade, e no final, quando o movimento das torcidas organizadas começava a deixar o local, portadores de bandeiras neonazistas investiram contra os manifestantes pró-democracia, provocando o início do tumulto, conforme confirmou o cel da PM, Camilo Batista, em entrevista à CNN Brasil. A reportagem revelou que as imagens disponíveis até o momento, não possibilitaram identificar confronto entre a polícia e o grupo bolsonarista, o que nos faz temer que a PM tenha se comportado de forma a permitir a provocação ao movimento dos torcedores.

Em paralelo ao ato, um abaixo-assinado sob o título “SOMOS MUITOS”, com centenas de nomes de atores, atrizes, cantores, cantoras, pintores, políticos, empresários, jornalistas, advogados de ideologias diferentes, que vão da direita democrática à esquerda, de Lobão a Caetano Veloso, de Fernando Henrique a Lula, de Haddad a Luciano Hulk, todos integrantes do “Movimento Estamos Juntos”, foi publicado convocando a população a defender a “DEMOCRACIA”.

Portanto, o que os três fatos mencionados tem em comum é que a população dos Estados Unidos – cujo presidente é a base de inspiração do nosso presidente – acordou para a negação de uma política nefasta que sucumbe hispanos, asiáticos, pobres e negros. E no Brasil também.

Aqui, Bolsonaro patina na faixa dos 30% de aprovação, conforme revelado pela última pesquisa DATAFOLHA. O desemprego poderá alcançar 20 milhões de pessoas e o PIB (Produto Interno Bruto), conforme previsões otimistas de analistas econômicos, terá um encolhimento de 6% em 2020, isso tudo em meio ao triste cenário de quase trinta mil mortes em decorrência do coronavírus, até agora. Enquanto isso, o presidente parece resignado a aceitar esse cenário desolador aumentando cada vez mais o distanciamento do que pensa a maioria do povo, a favor do isolamento social. E isso é um sinal de alerta, é como se ele não se preocupasse com a queda da popularidade por ter um “ás na manga, um coelho na cartola, um trunfo”. Seria os MILITARES?

Mas ao que parece a sociedade brasileira está acordando. E as instituições também. A pesquisa mostra aumento da popularidade do Congresso e do STF. O povo tem feito panelaços e neste domingo foi às ruas bradando publicamente palavras de ordem contra o governo Bolsonaro. As torcidas organizadas, sempre referenciadas por muitos como “alienadas” foram às ruas de várias cidades, a exemplo de Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo.

Todos começam a falar a mesma língua, salvo uma minoria de ideais fascistas. Quando cessa o diálogo, cessa a razão e irrompe a intolerância. Matilhas salivam contra honras e reputações. Mudam ao sabor do vento a direção de seus ataques. Estudantes, intelectuais, artistas, professores, políticos, autoridades eclesiásticas, o povo em geral, assim como em 1983, é chegada a hora. UNI-VOS. É chegada a hora, vamos todos “caminhando e cantando e seguindo canção, pois quem sabe faz a hora e não espera acontecer”.

Vamos todos dar um basta a esta situação de intolerância em nosso país e de desrespeito à democracia.

BASTA!!!

Bolsonarismo se assume cada vez mais como um grupo aberto ao neonazismo

Em 2013, eles já estavam lá, ainda que tímidos. Quando começaram as manifestações pela derrubada de Dilma Rousseff, os grupos que defendiam “intervenção militar” eram minoritários, e a imprensa fazia pouco caso deles. Valia o objetivo maior, que era subverter o resultado das urnas.

Esses grupos, entretanto, tornaram-se majoritários porque venceram a eleição presidencial em 2018 com Jair Bolsonaro. Todo fim de semana, quando vão pedir o fechamento do Congresso e do STF, o presidente se confraterniza com eles em Brasília.

Ontem foi um dia carregado de advertências da parte dos grupos bolsonaristas. Primeiro, bandeiras da organização neonazista ucraniana Pravyi Sektor foram expostas na Avenida Paulista. Sara Giromini, mais conhecida como Sara Winter, a mesma que insultou e ameaçou Alexandre de Morais, essa semana, já disse que foi treinada na Ucrânia. O nome de guerra adotado por Sara Giromini (Sara Winter) é uma homenagem a uma conhecida espiã nazista britânica.

Também não por acaso, Jair Bolsonaro bebeu leite em sua live justificando o gesto como uma resposta a um desafio dos produtores brasileiros. Beber leite é um dos atos que os supremacistas brancos dos Estados Unidos utilizam em público.

Enfim, as imagens de que o bolsonarismo caminha a passos largos para a radicalização estão à mostra, e incorporando manifestações cada vez mais identificadas com os neonazistas do hemisfério norte.

As razões de nossa tragédia sanitária são políticas

Como vocês podem ver acima e verão no vídeo abaixo, as evidências de que o recuo de João Azevedo de decretar o lockdown e levar a frente a decisão tomada junto com os prefeitos da Região Metropolitana de João Pessoa, deveu-se à pressão dos setores da sociedade que nunca se conformaram com a proposta de isolamento social.

A rigor, o isolamento social nunca efetivado na Paraiba, a não ser para fechar estabelecimentos comerciais e atividades consideradas não essenciais. Quanto a isso, os empresários têm toda razão de reclamar. Não houve uma ação por parte do governo estadual, que tem poder de polícia para fiscalizar e fazer valer os seguidos decretos assinados por João Azevedo.

Por conta disso, apenas adiamos a data para a efetivação do colapso do nosso sistema público de saúde na Paraíba. E como o povo não enxerga autoridade nem capacidade de liderança política no governador, e nem João Azevedo se esforça para, pelo menos, fazer parecer que as possui, as ruas das cidades da Paraíba se tornaram um espaço privilegiado de encontros sociais.

Além dos que não têm autoridade política nem liderança, tem também os demagogos, como o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, que, como um bom bolsonarista, fez coro com os setores empresariais influenciados pelo celerado que ocupa hoje a Presidência da República.

Para fazer demagogia, Romero Rodrigues criou todo tipo de dificuldade para que o isolamento social vigorasse na Rainha da Borborema. Como esperado, o coronavírus avançou sobre a população da cidade e a Covid-19 está prestes a comprometer o sistema de saúde de Campina Grande. Quando isso, acontecer, a as pessoas perceberem que não podem adoecer de qualquer outra doença porque não terão atendimento, entenderão o objetivo do isolamento social.

Eis no que deu essa história de “renovação” política apenas pelo trocar de nomes e rostos. A experiência política e administrativo faz falta, sobretudo agora. Os estados mais importantes do Brasil, como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, são governados por iniciantes na política e na administração pública (João Dória, Wilson Witzel e Romeu Zema), que chegaram aonde chegaram porque souberam surfar na onda do bolsonarismo em 2018.

João Azevedo está nessa lista, apesar de não dever sua eleição a essa onda bolsonarista. Pelo contrário. Mas, em menos de ano, João Azevedo traiu seus eleitores e pulou para o outro lado da cerca – como é do conhecimento geral, o partido no qual hoje é filiado, o Cidadania, é um satélites do PSDB. Aliás, em nota o PSB já pediu desculpas à Paraíba pelo erro.

Se tivessem dado crédito às recomendações das autoridades sanitárias do mundo todo, poderíamos ter evitado o desastre humanitário que está em vias de acontecer no Brasil. E já estaríamos nós preparando para retomar as atividades normais.

Na China, morreram pouco mais de 5 mil pessoas de Covid-19 – o país asiático tem 1,3 bilhão de habitantes. Lá, a economia já está voltando ao normal, depois de um lockdown radical. O Brasil perdeu a vantagem da experiência internacional, e o principal responsável são as atitudes negacionistas do seu presidente, acompanhando por um exército de gente desinformada. Hoje, o Brasil se aproxima das 30 mil mortes por Covid-19, sem contar os mortos que não foram testados. E a curva das mortes continua se acentuando, indicando que essa crise está longe do fim.

Se o vírus que causa tantas mortes é um acontecimento natural, o modo como cada sociedade enfrenta a pandemia de coronavírus tem a ver com escolhas políticas dos governos e de parte de cada sociedade nacional. A opção do Brasil foi pela morte, como se houvesse uma alternativa de enfrentamento da pandemia que não o lockdown. Ou o empresariado compreende isso, ou só estão prolongando os efeitos econômicos da pandemia, com o sacrifício de milhares de vidas que poderiam ser salvas. E nenhuma economia funciona desse jeito.

Abaixo, vídeo em que o radialista e apresentador do Sistema Correio, Nilvan Ferreira, esbraveja contra o lockdown e ataca principalmente o governador João Azevedo.

Você acha que o funcionário de Roberto Cavalcanti vai receber alguma resposta?

Lockdown? A biruta de aeroporto chamada João Azevedo

Quem desconfiava que o governador João Azevedo era indeciso e vacilante, depois de hoje pode ter certeza. Depois de uma longa reunião com os prefeitos da Região Metropolitana de João Pessoa para tratar de iniciativas conjuntas para o enfrentamento da pandemia de coronavírus, foi anunciado um lockdown de 10 dias para os municípios de João Pessoa, Cabedelo, Bayeux, Santa Rita, Conde e Alhandra.

E não é que o governador voltou atrás apos esse acerto com os prefeitos dessas cidades? As razões para o recuo não foram anunciadas, mas temos algumas hipóteses.

João Azevedo não comanda nada. Já deu por diversas vezes mostras de que basta pressionar para o governador recuar. Portanto, ele corre o risco de ser desmoralizado como foi o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues.

Além disso, é um governador que não passa confiança. Até hoje, pouco de concreto do que anunciou com pompa saiu do papel e continua sendo promessas vazias para um futuro que nunca chega. Quem não lembra do milhão de reais que o governador prometeu para os asilos de idosos? E os 300 novos leitos de UTI ? Os respiradores? A merenda escolar que deveria ser entregue às famílias dos alunos da rede estadual?

Mesmo o prazo para decretar o lockdown João Azevedo perdeu. Se tivesse tomado essa iniciativa há mais tempo, não estaríamos na situação que estamos vivendo hoje, prestes a presenciar o caos na saúde pública da Paraíba.

Enfim, se João Azevedo tivesse metade da coragem e da iniciativa da prefeita do Conde, Márcia Lucena, o povo respeitaria mais a liderança do governador.

MANOEL DUARTE: NOVAS ELEIÇÕES JÁ

Em seu mais novo artigo, Manoel Duarte diz por que o Brasil precisa de novas eleições.

NOVAS ELEIÇÕES JÁ

Em 18 de outubro de 2018, às vésperas da eleição presidencial, a Folha de São Paulo publicou a seguinte matéria: “Empresários bancam campanha contra o PT pelo WhatsApp”

A prática, como sabemos, viola a legislação eleitoral por se tratar de doações de campanhas não declaradas. Os contratos com as empresas para fazer “o disparo em massa” usando bases vendidas por agências de estratégia digital, configura outro tipo de infração eleitoral, pois a legislação proíbe compra de base de terceiros, só permitindo o uso das listas de apoiadores do próprio candidato, com números cedidos de forma voluntária.

O resultado da eleição todos sabemos. Bolsonaro ganhou de Haddad no segundo turno sem participar de debates e sem fazer campanha de rua, desde o ato em Juiz de Fora em que aconteceu a “misteriosa” facada, afinal a sucessão de fatos no episódio sem respostas sugere que há mais segredos entre o céu e a terra do que supõe a vã teoria dos tolos da objetividade.

A verdade é que sua ausência em debates e atividades de rua o beneficiou, ante o seu reconhecido despreparo. Bolsonaro venceu as eleições graças a FRAUDE perpetrada nas redes sociais com o disparo, em massa, por seus correligionários, de centenas de milhões de mensagens, esquema financiado por empresários, a exemplo do dono da Havan, sem a devida prestação de contas à justiça eleitoral,o que caracteriza crime de caixa dois.

Os recursos não declaradas na campanha do presidente Bolsonaro, até agora, já totalizam 12 milhões de reais e ensejou o ajuizamento de duas ações eleitorais no Tribunal Superior Eleitoral – TSE, que apuram um esquema de disseminação de informações falsas durante a disputa presidencial, a favor de Bolsonaro.

Os autores dos processos pedem a cassação da chapa que elegeu o presidente e o vice Hamilton Mourão. As ações ainda não foram liberadas para julgamento, mas sendo julgadas implicará na realização de novas eleições, conforme assentou o STF em julgamento de 2018, não havendo mais a necessidade de aguardar o trânsito em julgado.

Agora, o conteúdo dessas ações ganha um suporte de peso. As informações que estão sendo coletadas no inquérito das fake news que tramita no STF e que tem o ministro Alexandre de Morais como relator dará um rumo decisivo ao julgamento das ações eleitorais.

Também esperamos que a decisão do ministro sirva como dissuasão à prática do crime de criação e impulsionamento de fake news e possa levar à lassidão moral em valentões da internet que se acham acima da lei ao disseminar notícias falsas, como tem acontecido de forma muito usual aqui na Paraíba. Oxalá que o Ministério Publico e o próprio Judiciário paraibano possam se mirar no exemplo do STF e olhar com mais rigor às práticas nefastas que muitos ditos “jornalistas” tem feito uso por aqui.

Na operação deflagrada na última quarta (27) Moraes determinou a quebra do sigilo bancário, fiscal e apreensão dos telefones dos empresários Luciano Hang (dono da Havan), Edgard Corona (da rede de academias BioRitmo e SmartFit) e do humorista Reinaldo Bianchi Júnior, INCLUINDO O PERÍODO ELEITORAL DE 2018. Oito deputados federais da base bolsonarista também são citados e alvos do inquérito. O controvertido deputado federal Roberto Jefersson, já nessa operação, foi alvo de mandado de busca e apreensão.

Em resumo, existem todos os elementos para instauração de um impeachment concreto, verossímil e legítimo (o que não foi o caso de Dilma), assim como possibilidade real de cassação da chapa eleitoral Bolsonaro/Mourão pelo Tribunal Superior Eleitoral – TSE, a partir das provas robustas que a corte já dispõe e passará a ter ainda mais com o compartilhamento das provas do inquérito das fake news que tramita no STF.

Com a palavra o TSE, agora sob a batuta do ministro Luís Roberto Barroso, que assumiu a Corte anunciando que pautará o processo da cassação da chapa. Sentindo que a guilhotina pode cortar seu pescoço, Mourão, um lobo em pele de cordeiro, passou a atacar o STF.

O ministro Alexandre levantou a bola para Barroso cortar e mostrou que “é preciso ser ovelha em pele de lobo para lidar com os lobos em pele de cordeiro”. Na esteira das ‘tiradas’ do impávido e intrépido Tião Lucena “a jiripoca vai piar”.

MANOEL DUARTE

Lockdown: povo lota ruas de Campina e desmoraliza Romero Rodrigues e João Azevedo

O (por enquanto) prefeito de Campina Grane, Romero Rodrigues, nunca foi capaz de enfrentar a pressão dos que nunca aceitaram o isolamento social para enfrentar a pandemia de coronavírus.

Avisos não faltaram de que essa postura iria levar ao caos e ao colapso no sistema de saúde da cidade, como já está em vias de acontecer.

Depois do leite derramado, Romero resolveu que estava na hora de fazer lockdown, ou seja, transitou rapidamente da crítica ao isolamento social para a mais radical das iniciativas que, se tivesse sido adotada antes, bem antes, certamente o pior poderia ser evitado.

Os vídeos abaixo foram gravados hoje de manhã no centro de Campina Grande. Quem me enviou acrescentou um comentário que eu faço questão de transcrever aqui: “Isso não é desobediência do povo. É desmoralização dos governantes. É diferente”.

Eis uma safra de políticos que o povo não respeita, a começar pelo governador.

Jornalismo de esgoto: Fake news contra adversários, silêncio nas denúncias contra João Azevedo

Monica Bérgamo e Reinaldo Azevedo escreveram ontem em seus respectivos espaços na Folha e no UOL, que a PGR (Procuradoria-Geral da República) investiga a gestão de oito governadores. A PGR suspeita de irregularidades em compras destinadas ao combate à Covid-19.

Entre eles, o governador João Azevedo. As investigações começaram depois de suspeitas de superfaturamento se tornaram públicas e repercutidas pelo G1, entre outros órgãos.

Enquanto a Paraíba toma conhecimento de denúncias de compras  de máscaras com preço muito acima do mercado o governo da Paraíba pela mídia nacional, a imprensa local majoritariamente selencia vergonhosamente sobre o caso.

Aliás, parte dessa imprensa deveria ser incluída nas investigações sobre fake news que avançam nacionalmente, porque a prática é recorrente em meio a blogueiros que se fantasiam de jornalistas para fazerem política.

Em março do ano passado, por exemplo, o jornalista Anderson Soares anunciou um “furo” em seu blog. Segundo ele, a partir de “informações exclusivas reveladas ao Blog do Anderson Soares” “o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO) realizou operação de busca e apreensão na residência do ex-governador, Ricardo Coutinho (PSB)”

A notícia era tão mentirosa quanto causou polêmica e o Ministério Público Estadual teve que desmenti-la.

Eu mesmo fui vítima da turma do jornalismo de esgoto. O jornalista Fábio Augusto chegou a publicar em seu nlog que o Ministério Público poderia fazer uma busca e apreensão na minha casa (eu moro em apartamento).

É dessa “liberdade de imprensa” que nossos jornalistas falam?

Mas, não é só a imprensa paraibana que fecha os olhos, os ouvidos e tapa a boca sobre as suspeitas de superfaturamento no governo de João Azevedo.

Aliás, não é só essa parte da imprensa caolha que se mantém em silêncio.

UMA BANANA PARA OS PAIS: João Azevedo veta desconto e mostra que sua prioridade é defender donos de grandes escolas

O governador João Azevedo vetou a parte mais relevante do projeto aprovado pela Assembleia, que obrigava repasse da redução dos gastos das escolas particulares durante a pandemia, para o valor das mensalidades. O projeto é de autoria dos deputados Adriano Galdino, Estela Bezerra, Lindolfo Pires e Ricardo Barbosa, previa descontos de até 30%.

Quando calcularam os valores das mensalidades para o ano de 2020, além de atualizarem o valor acima da inflação, como sempre fazem, os donos de escolas e faculdades particulares incluíram nos custos uma projeção de gastos com energia elétrica, água, funcionários terceirizados de limpeza e segurança, só para citar os mais evidentes e que mais impactam na manutenção do lucrativo empreendimento.

Fico aqui imaginando o valor das contas de energia e água de uma escola como o Motiva. Ou do Pio X, onde meus dois filhos estudam. Dezenas de salas-de-aulas, por exemplo, que antes passavam pelo menos 10 horas com seus ar-condicionados ligados, agora ficam o dia inteiro vazias e escuras.

Você imagina o quanto uma dessas grandes escolas gastam com água e esgoto mensalmente?

A única despesa significativa dos donos de escolas particulares, a maior delas, certamente, que se manteve durante a pandemia, foi com salários de professores e servidores – aliás, os aumentos salariais para essas categorias pouco superam a inflação, enquanto o reajustes nas mensalidades são sempre muito acima da inflação.

Justificar que os custos com os sistemas adotados para aulas on-line, no caso do Pio X, o Microsoft Teams, chega a ser cínico. Quem fizer uma pesquisa na internet especificamente sobre esse aplicativo da Microsoft se deparará com essa notícia:

Microsoft oferece Microsoft Teams gratuitamente para manter organizações e escolas conectadas durante o COVID-19

Mas, imaginemos que a opção das maiores escolas tenha sido pela versão das plataformas que usam para aulas on-line. Feito isso, que tal um gasto superestimado de R$ 50,00 por aluno. Uma escola de 1000 alunos pagaria, portanto R$ 50 mil reais por mês pelo uso. Considerando uma mensalidade de, digamos, 1.100, 00, teremos um custo de menos de 5%!

Enquanto a maior parte das empresas e empresários é obrigada a viver as incertezas da crise, os empresários da educação, alguns deles, super-ricos, aliás, pretendem embolsar essa diferença, transformando previsão de gasto em lucro?

Ao vetar exatamente a parte do projeto da Assembleia que obrigava as empresas de educação a repassar a redução dos gastos projetados para as mensalidades que os pais pagam, João Azevedo mostra mais uma vez de que lado está.

E o presidente da Assembleia, Adriano Galdino, vai continuar ao lado dos pais e mães dos alunos?

O Estadão e suas velharias: é possível a volta do PSDB?

A “dialética” da casa-grande que o editorial do Estadão de hoje expõe, é tão rasa quanto oportunista e mentirosa: dos contrários Lula e Bolsonaro, nascerá uma síntese dos dois, uma alternativa: quem sabe o janota Dória? Ou o marqueteiro Luciano Huck?

É tão cínico o argumento de que o “bolsonarismo é um monstrengo antidemocrático que só ganhou vida e ribalta por obra e graça do lulopetismo”, que chega a provocar enjôos o mau-caratismo dessa velharia saudosa da República Velha, ou quem sabe dos tempos se D. Pedro II, para quem o Estado de São Paulo fala. 

Qual o papel da mídia corporativa, Globo e Estadão à frente, para o crescimento desse monstrengo, engordado com três pratos diários transbordantes de ódio e lanches temperados de molhos ácidos como veneno?

A história tem dessas peripécias e, vez em quando, prega peças que, não fossem já conhecidas, causariam surpresas. O ódio dessa gente foi perceber que o “monstrengo do bolsonarismo” foi quem ganhou massa nesse regime de engorda, ao invés do velho e senil tucanato. E não foi por falta de aviso.

Essa gente perversa não esperava que a dieta antissocial, anti-igualdade e antipovo, embalada com o papel cintilante da anticorrupção – logo eles? – engordasse o “monstrengo do bolsonarismo”. A história se repetia, e de novo e mais uma vez, como tragédia.

Por conta disso, não adianta o Estadão querer transformar a vítima de mais essa fraude histórica em algoz. Lula e a esquerda foram demonizados pela casa-grande, incomodadas com a, mesmo que tímida, ascensão social dos mais pobres, mas a alternativa era o fascismo à brasileira de Jair Bolsonaro, e não o desmoralizado tucanato.

Acho que a casa-grande vãi ter que se acostumar. Ainda que a centro-esquerda, na sua timidez de quem passou à defensiva e continua encurralada no canto da sala, não tenha se apercebido de que é a única alternativa real ao bolsonarismo, porque histórica, mais dia menos dia essa realidade tende a se impor como verdade.

Mas, é precisa se mover para ocupar o espaço vazio que a ela pertence. No seu pior momento, a centro-esquerda obteve 45% dos votos em 2018, com Fernando Haddad. E não me consta que a situação política tenha piorado. É preciso projetar o futuro para começar a se posicionar desde já. E o tempo urge.

Portanto, se a centro-esquerda, ao invés de se deixar seduzir pelo canto do cisne de que um acordo com o centro é o caminho, e conseguir elaborar um projeto que indique ao povo uma alternativa real, que consiga atrair setores da classe média e parte do centro, é só uma questão de tempo para que a velha polarização que marca as eleições presidenciais no Brasil, desde 1989, volte a se repetir. Se o povo brasileiro aprendeu a distinguir é quem é quem na política brasileira.

Em tempos de democracia, é assim desde 1945.

Manoel Duarte: Fica cada vez mais explícita a sanha perseguidora contra Ricardo Coutinho.

Resolvi conversar com advogados e fiz pessoalmente a leitura da nova denúncia, mais uma, oferecida pelo Ministério Público contra Ricardo Coutinho e outras pessoas próximas.

A peça é extensa, cheia de gráficos e power point para demonstrar convicção, mas em termos de provas a única coisa que traz é o batido e recorrente uso de trechos da delação premiada do delator Daniel Gomes, nem uma única outra prova.
Afirma a própria denúncia que o Lifesa é uma empresa falida e sem expressão, inoperante é inviável economicamente.

Como assim? Quer dizer então que RC está sendo denunciado por tentar reerguer uma empresa pública que estava falida?

Afirma que a compra de ações do Lifesa por uma empresa chamada Troy, da qual RC seria o suposto dono foi feita em 2012, porém só em 2018 houve faturamento. Sinceramente, não dá para entender porque um negócio que seria tão bom para os integrantes do que chamam de “quadrilha” só conseguiu faturar alguma coisa 7 anos depois. E qual o faturamento? Não informam, mero detalhe que esqueceram de mencionar na denúncia.

Depois de páginas e páginas falando do desvio de milhões do Lifesa, no final, na parte dos pedidos da denúncia, apontam um suposto desvio de RS 250 mil. Considero que seja uma diferença abismal entre milhões e 250 mil. Se há um erro tão grave entre o que se acusa e o que se aponta como montante do suposto desvio no pedido de ressarcimento ao erário, fico com o “in dúbio pro réu” para acreditar que é mais uma denúncia pra fazer volume e desgastar a imagem de RC.

E por fim denunciam Amanda Rodrigues, sua esposa, simplesmente por ela ter integrado um Conselho de Administração, cuja obrigação de participação decorre de lei. Será se tem a ver com os seus escritos denunciando a perseguição implacável a RC?

Não sei, mas cada vez mais fica explícita a sanha perseguidora, uma verdadeira obsessão a Ricardo Coutinho.

Cruz credo, como dizia minha avó.

Mamoel Duarte

Ricardo Coutinho: “É urgente que o Ministério Público reveja sua atuação e cumpra seu papel constitucional”

A Polícia Civil da Paraíba prendeu no ultimo dia 16/05/2020, um homem que tentou extorquir o ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho, através de ameaças a ele e à sua família.

A notícia foi divulgada hoje, dia em que, mais uma vez, o Ministério Público da Paraíba apresenta mais uma, das tantas que ainda mantém guardadas esperando a melhor oportunidade para serem apresentadas. A intenção é manter acesa a chama com a qual pretendem destruir a reputação de honestidade que o ex-governador construiu ao longo de carreira.

Em nota, Ricardo Coutinho denuncia essa perseguição política do Ministério Público Estadual, que agora avança sobre sua esposa, Amanda Rodrigues, depois que ela passou a usar as redes sociais para criticar os abusos da Operação Calvário.

Abaixo, a nota de Ricardo Coutinho

Nota oficial de Ricardo Coutinho

Ultimamente venho sendo vítima de diversas ameaças e até de extorsão. Quero agradecer o excelente trabalho da Polícia Civil da Paraíba, que prontamente atendeu à minha denúncia e prendeu a pessoa que estava colocando a minha vida e da minha família em risco.

Essa não é a primeira vez que sou vítima desse tipo de banditismo. No ano passado, meu escritório foi arrombado em busca de algo que não eram objetos de valor. O Memorial sobre o meu governo, criado na Fundação Casa José Américo, foi invadido e projetos e arquivos foram destruídos ou roubados. E o sítio de minha família em Bananeiras recentemente também foi saqueado.

Essas ações acontecem num contexto de clara perseguição contra mim e o que eu represento para o povo e para a história política da Paraíba. O Ministério Público da Paraíba apresenta seguidas denúncias contra mim e meus familiares sem que uma única prova concreta de corrupção ou de enriquecimento ilícito tenha sido apresentada. Na ausência de provas, investem na destruição da minha reputação, atraindo sobre mim o interesse de criminosos verdadeiros.

É urgente que o Ministério Público reveja sua atuação e cumpra seu papel constitucional, pois Justiça deve ser feita nos autos e com provas, e não em busca de audiência espetacularizada na população.

Ricardo Coutinho
Ex-governador da Paraíba

Amanda Rodrigues trata da situação dos empresários e da falta de apoio dos governos durante a pandemia

EMPRESÁRIOS X FALTA DE APOIO DURANTE A PANDEMIA

Por Amanda Rodrigues

Todo mundo que tem uma empresa sabe que ser empresário no Brasil é uma aventura.

Antes de atuar como administradora pública, eu imaginava que não poderia existir nada mais desafiador do que ser empresária. Até que assumi a Secretaria de Finanças do estado da Paraíba e me vi diante de um desafio e de uma responsabilidade maior.

Somos um estado pobre, temos poucas indústrias e uma grande dependência financeira do poder público. Nessa função, exerci e aprimorei todas as habilidades que adquiri nas empresas privadas por onde passei, e pude crescer muito. Quando deixei o governo do estado, estava transformada pela experiência na administração pública, e passei a compreender não só como as coisas acontecem, mas como fazê-las acontecer.

Essa junção do público com o privado me tornou uma pessoa melhor, e hoje me sinto mais preparada para viver na dificuldade. Quero falar hoje sobre as dificuldades que acredito serem comuns para todos os pequenos empresários como eu, durante essa pandemia.


Eu tenho uma loja de iluminação. Os micros e pequenos empreendedores são a base da pirâmide dos “negócios”, e empregam milhares de pessoas país afora, o que recebemos de apoio do governo federal para atravessar essa crise foram a possibilidade de postergar o pagamento do simples, e o FGTS dos meses de abril e maio, pegar empréstimos com juros, e carência insuficientes para o tempo da pandemia, ou a opção que já tínhamos direito, de suspender os contratos de trabalho por dois meses.

O governo estadual, acompanhou a decisão do comitê gestor do Simples Nacional de postergação do pagamento. Para a categoria que mais emprega no Brasil não foi feito nada de concreto para resolver o do pagamento dos salários dos nossos funcionários, fornecedores e impostos. Sem contar com a sobrevivência da nossa família. A saída oferecida pelo governo foi de nos endividarmos ainda mais, contraindo empréstimos em cima de empréstimos.

Como nos ensina o ditado popular, a maioria dos empresários vendem o almoço para pagar o jantar. Poucos têm capital de giro suficiente capaz de sustentar essa situação, mas os governos, preferiram ignorar.
Ofereceram um auxílio emergencial que não é suficiente para os menos favorecidos. Os grandes empresários, que são cerca de 5% do país, já têm seus subsídios e apenas irão diminuir um pouco a sua concentração de riqueza. Os bancos receberam mais de um R$ 1 trilhão de reais, sem precisar ficar em filas.

Enquanto isso, todos os pequenos e médios empresários estão sendo impedidos de trabalhar por conta do isolamento. Isolamento esse que sou a favor. Tenho certeza que os governantes acham que nós também temos a capacidade de imprimir dinheiro. Ao invés de gastar energia mandado as pessoas irem para rua fazer carreatas, o governo federal deveria assumir nossa folha de pagamento por no mínimo 6 meses. O governo estadual, que tem a responsabilidade de ser o grande condutor local desse processo, infelizmente demonstra não ter capacidade, e a falta de liderança vem comprometendo todas as políticas públicas que influenciariam na saída mais rápida da pandemia e ainda causa uma completa desorganização na sociedade.

Quando falamos do governo municipal, que deveria mostrar capacidade de propor alguma coisa, além de isolamento para os empreendedores, uma vez que João Pessoa tem um Orçamento que ultrapassa 2,8 bilhões, e ainda sabendo que o município não precisa arcar com segurança, a outros poderes e a UEPB. Além de poucos novos leitos de hospitais, não temos conhecimento de mais nada. Para você ter uma ideia, a prefeitura recebe 3 vezes mais do SUS que a rede estadual, isso para financiar uma rede municipal de saúde que é, claro, muito menor que a rede de saúde estadual.

Desamparados, os micro e pequenos empresários ficam assistindo a uma espécie de competição entre os governos que não se entendem. Se Estado e municípios paraibanos tivessem adotado medidas preventivas únicas na atenção básica de saúde, severas de isolamentos, e até tivessem implantado o fechamento de barreiras sanitárias, certamente a Paraíba estaria em outra situação. Após 4 meses do alerta oficial da pandemia que foi feito dia 03/02/2020 pelo ministério da saúde, o poder público, que teve tempo de sobra para se prepara, organizar e articular ações, dividir funções. Não fez! Deveriam ter criado uma política única para todo o Estado, com o apoio irrestrito da justiça e do ministério público, para que as decisões fossem igualmente respeitadas. Preferem disputar cada medida politicamente.

Não é o momento para disputas políticas, e sim de um esforço coletivo que salve o maior número de vidas e restabeleça minimamente a economia. É triste assistir o caminho que tomamos. Percebo de olhos marejados um futuro incerto.
Do jeito que as coisas andam, esse pesadelo está longe de acabar, é nós empresários estamos expostos sem um único caminho que nos leve a alguma solução.

Incompetência generalizada: Procurador-geral do estado perde prazo e Paraíba R$ 16 milhões do Fundo Nacional da Segurança

A incompetência do governo João Azevedo é posta à prova todos os dias, e todos os dias a incompetência do seu governo fica demonstrada, sem espaço para contestação.

No caso do enfrentamento à pandemia de coronavírus, chega a ser revoltante e uma obrigação moral constatar que, por exemplo, nada, repito, nada, foi feito em relação à atenção primária: continuamos sem testagem, a política de isolamento social é um fracasso, que expõe não só a mediocridade do atual governo, mas sua fraqueza pela completa perda de autoridade.

Por isso, a Covid-19 avança celemente na Paraíba: nós ocupamos hoje o 10° lugar entre os estados brasileiros quando consideramos o número de mortos (219).

Mais dramático ainda é que pouco se conseguiu avançar no atendimento aos doentes que precisam de atendimento em UTI. Nesse caso, é também necessário que seja dito que a prefeitura de João Pessoa e Campina Grande fazem companhia ao atual governo estadual na incapacidade.

Até agora, pouco ampliamos em número de leitos com UTI’s. O que temos são promessas requentadas de novos leitos, que são repetidas pela máquina de propaganda do atual, mas que quase nada saiu do papel.

Paraíba perde 16 milhões do Fundo Nacional da Segurança Pública

Dos 27 estados brasileiros, 23 entraram no STF com a Ação Cível Originária nº 3.329-DF, ajuizada contra a União, que pedia o descontigenciamento dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública. (Veja abaixo)

O Procurador-Geral da Paraíba, Fábio Andrade, comeu mosca e a Paraiba pode perder, segundo os critérios de rateio do Ministério da Justiça, recursos na ordem de R$ 16 milhões de reais. E o Secretário de Finanças falando que não tem dinheiro nem para pagar o funcionalismo.

Por incompetência ou negligência, a Procurador-Geral da Paraíba só pediu para aderir à petição inicial e entrar na Ação Cível no dia em que o STF concedeu decisão favorável aos demais estados e Distrito Federal. Essa turma fica fazendo o quê na Procuradoria?

De acordo com a decisão do Supremo,
a União está obrigada a repassar “imediatamente” aos estados e ao Distrito Federal metade das verbas do Fundo Nacional de Segurança Pública, originárias de receitas com loterias oficiais. O STF entendeu que esses recursos são classificados como “transferência obrigatória”.

Fábio Andrade deveria cuidar mais dos interesses da Procuradoria, ao invés de conceder tanta entrevista.

Mofi brincou de roleta-russa

Emersom Machado, radialista do Sistema Correio, foi contaminado pelo coronavírus.

Só depois de ter andado por aí sem máscara, desrespeitado as recomendações de isolamento social, ter tido contato com uma infinidade de gente, resolveu fazer o teste para Covid-19.

Como ele próprio tornou público pelo seu Instagram, o teste deu positivo, claro. Ou seja, Mofi resolveu jogar roleta-russa, foi contaminado, contaminou tantas outras pessoas e por sorte e saiu ileso.

A dúvida é saber quantas pessoas foram contaminadas por ele. E se tiveram a mesma sorte.

Manoel Duarte: perseguição a Ricardo Coutinho esconde projeto de poder do Ministério Público

Manoel Duarte volta a escrever, agora sobre sobre as mudanças na atuação do Ministério Público, sobretudo depois da Operação Lava Jato. Apesar de considerar positiva a nova postura, Manoel Duarte diz que é preciso achar uma “dosagem correta” para combater o “vírus da ambição pelo Poder” que, segundo ele, contaminou o Ministério Público.

Manoel Duarte trata ainda da perseguição a Ricardo Coutinho e constata que, por trás da perseguição, espetacularizada pela mídia, existe um projeto de poder.

Vamos ao texto:

O ÓDIO NOS TEMPOS DO CÓLERA

EM TEMPOS de quarentena acabamos por nos focarmos em alguns assuntos que antes talvez não despertasse tanto a nossa atenção.

Em conversas virtuais com profissionais dos mais diversos, nos campos jurídico e político, tenho debatido sobre o novo modelo de atuação ministerial.

O Ministério Público é, sem dúvidas, a Instituição de maior relevo à luz do novo texto constitucional. A partir de 1988 cresceu de importância exponencialmente. Atua na defesa do meio ambiente, da proteção ao consumidor, dos vulneráveis socialmente, na garantia de direitos dos idosos, deficientes e menores, e claro, na persecução penal, no combate às organizações criminosas, ao tráfico de drogas e à corrupção.

Nesse contexto, em tempos recentes, passou por uma transformação responsável por modificar o seu perfil de atuação. A eleição do Procurador – Geral de Justiça, seu representante maior, ampliou a participação ativa, permitindo que a escolha possa recair sobre Promotores de Justiça de última entrância e não apenas exclusivamente sobre Procuradores de Justiça, como era anteriormente.

Na Paraíba proporcionou a possibilidade de “MENINOS” assumirem a direção do Órgão.
isso foi bom? Embora pareça estar vivendo um SURTO, a resposta é positiva. A Instituição se fortaleceu muito nos últimos dez anos, a partir da gestão comandada por jovens promotores que remodelaram o perfil da atuação ministerial, significativamente nos últimos mandatos anteriores.

Mas como todo remédio precisa ter a dosagem correta, esse modelo acabou errando na prescrição e se deixou contaminar pelo vírus da ambição pelo Poder. Basta observar o modo operacional da atuação da Lava-Jato, conforme foi revelado nos diálogos divulgados pelo The Intercepte Brasil. A operação começou com o propósito magnânimo de combate à corrupção, mas depois a ambição do seu núcleo passou a ser a defesa de um projeto de poder, que consistia em excluir LULA da eleição presidencial a qualquer custo. O comando operacional foi personificado na figura do todo poderoso e “amiguinho” da mídia Sérgio Moro, vide artigo “(A imprensa e seu herói).

Alguma dúvida que por trás da espetacularização operacional do Ministério Público em nossa terrinha, com cenários cinematográficos, tenha uma intenção subjacente de POJETO DE PODER? Alguma dúvida que o objetivo seja a EXCLUSÃO de Ricardo Coutinho do páreo eleitoral e, consequentemente, da vida pública?

Só os incautos e TOLOS não percebem que o discurso do combate à corrupção é quase que apenas um pretexto, esquema fanático onde a sua justiça não é muito mais que intolerância moralista.

E sinceramente, conforme ouvi de muitos, já está ENCHENDO O SACO essa perseguição odiosa a Ricardo Coutinho. Uma coisa é se investigar, ajuizar ações judiciais, é típico da função do MP, mas desde que respeitando, ao menos, minimamente, os princípios da dignidade da pessoa humana, do contraditório e da ampla defesa, o inverso do comportamento adotado por aqui.

Engraçado é que o próprio Ricardo Courinho teve um papel fundamental no fortalecimento da Entidade. Nomeou todos os Procuradores-Gerais obedecendo rigorosamente a escolha do mais votado pela classe, ao contrário do que fez governadores anteriores. Não o bastante, ainda nomeou um ex-Procurador-Geral DESEMBARGADOR.

Lembrei da entrevista do Sr. Sérgio Moro, quando anti-eticamente deixou o cargo de ministro da Justiça detonando o presidente da Republica, e admitindo, QUEM DIRIA, que os governos de LULA e DILMA souberam respeitar a autonomia da Polícia Federal.

Talvez, em breve, por aqui também, sintam saudades da gestão do ex-governador, se já não o estão.

Como no romance de Gabriel Garcia Marquez “O Amor em Tempos do Cólera”, o personagem Florentino espera anos até ter a oportunidade de estar novamente com sua amada, realizando sua espera após o sepultamento de Juvenal Urbino, onde se aproxima de Firmina e diz que estava esperando aquele dia por 51 anos, 9 meses e 4 dias.

Aqui, se esperou 8 ANOS – 2.920 DIAS – o tempo de acabar os dois mandatos de RICARDO COUTINHO como governador – os melhores que a Paraíba já teve – diga-se de passagem, e de ser traído por “Judas”, o discípulo que se elegeu governador, graças a RC, para que o Ministério Público, com seu sentimento às avessas do personagem Florentino do romance, descarregar o seu ÓDIO, a sua FÚRIA, a sua CÓLERA, a sua IRA contra o ex – governador e pessoas próximas.

MANOEL DUARTE

Morte por Covid-19 no DER: servidores denunciam “omissão” e “pressão externa” para manter obras

Ontem, morreu de Covid-19 o servidor do DER (Departamento de Estradas e Rodagens) José Jangaban R. de Pádua Freire. Segundo nota da Associação dos Servidores do DER, José Kangaban “faleceu estando em pleno exercício profissional e integrando equipe de técnicos de obra do DER em andamento (no bairro de Mangabeira na cidade de João Pessoa)”, mesmo com o isolamento social decretado pelo Governo do Estado, a quem o DER é ligado.

A Associação dos Servidores do Departamento de Estradas e Rodagens da Paraíba – ASSERDER manifesta seu sentimento de pesar aos familiares, amigos e companheiros do DER, pelo prematuro falecimento do servidor, José Jangaban R. de Pádua Freire, integrante do quadro efetivo do DER/PB onde exerceu sua atividade profissional com zelo, competência e honestidade.

Em razão disse, a Associação denuncia “omissão da administração pública por não adotar as medidas antecipadas e necessárias para a proteção da vida”, bem como “pressões externas direcionadas ao Governo do Estado, as quais escondem interesses obscuros e genocidas”, que põem em risco a sobrevivência dos trabalhadores.

A ASSEDER cobra uma postura mais firme “das autoridades estaduais” em defesa de todos os trabalhadores da Paraíba, a “imediata paralisação de todas as obras de construção civil” no Estado da Paraíba, e todas as atividades do DER no estado.

A denúncia dos servidores do DER só mostra que a política de isolamento social é um faz de conta e que o governador João Azevedo não é capaz de enfrentar pressões do empresariado. Ontem, no primeiro dia de vigência do decreto que fecha restringe ainda mais a circulação de pessoas, uma manifestação de empresários contrários ao isolamento social desmoralizou o decreto e terminou na Granja Santana, sem serem importunados pela polícia, nem a que protege a Residência Oficial do Governador.

Abaixo, texto integral da nota da ASSEDER:

ASSERDER na luta pela saúde e vida dos servidores do DER

A Associação dos Servidores do Departamento de Estradas e Rodagens da Paraíba – ASSERDER manifesta seu sentimento de pesar aos familiares, amigos e companheiros do DER, pelo prematuro falecimento do servidor, José Jangaban R. de Pádua Freire, integrante do quadro efetivo do DER/PB onde exerceu sua atividade profissional com zelo, competência e honestidade.

O servidor faleceu estando em pleno exercício profissional e integrando equipe de técnicos de obra do DER em andamento (no bairro de Mangabeira na cidade de João Pessoa), apesar do estado de isolamento social decorrente da pandemia provocada pela COVID-19.

É público e notório que a recomendação de isolamento social foi determinada pela Organização Mundial de Saúde – OMS e pelo Comitê Científico do Consórcio Nordeste, do qual a Paraíba é integrante. Por conseguinte, a morte do estimado Servidor revela a omissão da administração pública por não adotar as medidas antecipadas e necessárias para a proteção da vida. 

Mesmo diante das pressões externas direcionadas ao Governo do Estado, as quais escondem interesses obscuros e genocidas, pondo em risco a sobrevivência dos trabalhadores, cobramos das autoridades estaduais uma postura radical em defesa de todos os trabalhadores da Paraíba.

Nesse sentido, solicitamos ao governador do Estado da Paraíba João Azevedo e ao diretor superintendente do DER Carlos Pereira a imediata paralisação de todas as obras de construção civil no Estado da Paraíba, como também a paralisação de todos os trabalhos desenvolvidos pelas residências rodoviárias, terminais rodoviários e seção industrial do DER.

    João Pessoa, 17/05/2020

Enquanto RC é novamente denunciado, João Azevedo continua “esquecido” pelo Gaeco

A defesa de Ricardo Coutinho divulgou nota em que aponta abuso e perseguição política por parte do Ministério Público da Paraíba (MPPB) contra o ex-governador. Sem apresentar nada de novo, além das “delações premiadas de pessoas que estavam presas – e que só foram soltas após fazerem acordo”, –  o MPPB denunciou Ricardo Coutinho como co-autor (essa foi mesmo o fim da picada) da arrecadação de fundos para a campanha de 2018 patrocinada por Livânia Farias e Leandro Azevedo.

Ora, mesmo que verdadeiros os termos das delações – todas, repita-se, obtidas com os investigados presos e incomunicáveis (no caso de Leandro, depois de um mês no PB1, mesmo tendo ele diploma universitário) –, não haveria como responsabilizar o então governador já que o mesmo sequer era candidato.

Enquanto isso, o atual governador João Azevedo, que era o principal interessado já que ele, sim, era o candidato, permanece longe dos olhos do Gaeco. Como explicar essa omissão, já que os valores arrecadados eram, segundo todos os delatores envolvidos, para a campanha de 2018.

A denúncia dessa semana é tão mal fundamentada que usa um áudio julho de 2018 em que Livânia Farias trata com Daniel Gomes recursos que seriam supostamente destinados à campanha, e que esses recursos deveriam ser disponibilizados antes do dia 15 de agosto, dia em que a campanha começava oficialmente. O encontro foi marcado para 9 de agosto de 2018 e, segundo os próprios áudios, o nome de RC sequer foi mencionado.

Além disso, comprovando que as delações são usadas para corroborar o que foi dito nas próprias delações, áudios datados de 2015 e 2017 foram inseridos na denúncia. Para provar a incapacidade do Gaeco de produzir provas? Ou seja, ainda sejam autênticos, esses áudios não têm qualquer relação com o evento do Rio de Janeiro. Vale as convicções do Gaeco?

Enfim, vai ficando cada vez mais óbvio o que a defesa de Ricardo Coutinho aponta na nota: o que a Paraíba presencia é um acintoso processo de perseguição política que usa o sisema judiciário como arma.

Amanda Rodrigues: Sobre como mudei e como vivemos hoje

Amanda Rodrigues postou hoje (16/05) um vídeo no Instagram que vai dar muito o que falar porque, pela primeira vez desde que começou a falar e escrever nas redes sociais, ela expôs o que pensa sobre como a política mudou suas ideias, sobre o papel do Estado e sobre o governo Bolsonaro. (Para ver o vídeo clique aqui)

De empresária que desconhecia os meandros da atuação dos governos e reproduzia velhos e conhecidos preconceitos, comuns desse setor da socidedade, à administradora pública que acompanhou de perto as mudanças políticas e adminstrativas que a Paraíba viveu e das quais participou ativamente a partir de 2016, o depoimento de Amanda Rodrigues é um testemunho generoso de como a experiência pode promover mudanças nas pessoas e, mais que tudo, um apelo à razão.

Sobre como mudei e como vivemos hoje

Nasci numa família conservadora, católica, que veio de baixo, que precisou lutar muito, para mudar de vida. Herdei dos meus pais essa vocação, que é lutar incansavelmente para alcançar meus objetivos.

Sempre trabalhei na iniciativa privada, achava que não precisava de apoio do Estado. Na verdade, me irritava pagar impostos, eu tinha a sensação de que tudo que eu pagava de impostos não retornava para a sociedade. Achava que não tinha segurança, saúde, etc, etc. Como quase todos os empresários, eu era a favor de menos estado regulando a economia e mais privatizações.

Isso, até que comecei a trabalhar na administração pública. Só aí pude compreender que o Estado é fundamental, pude ver como a boa política pode ser transformadora, pode ajudar a mudar a vida das pessoas, principalmente dos que mais precisam. Enquanto ajudava a administrar a Paraíba ao lado de Ricardo Coutinho, que conheci em 2015, em 2016 passei a ser parte de sua equipe, o amor pelo trabalho se transformou em uma amizade, depois, em um relacionamento, e em 2019 em casamento.

Pude acompanhar emocionada e com uma pontinha de orgulho, a imensa obra que estávamos realizando (enviar estudantes da escola pública para fazer intercâmbio no exterior é um símbolo do como o Estado pode ajudar a mudar a vida das pessoas). Ao mesmo tempo em que finalmente comecei a entender tudo isso, sentia nascer em mim outra compreensão do mundo: a importância da política para a sociedade, da boa política, da política comprometida com as mudanças e com as necessidades das maiorias.

Antes, durante o governo de Lula, eu via as melhorias nas condições de vida, principalmente dos mais pobres, mas também da classe média e do empresariado, mas não compreendia o que tudo aquilo tinha a ver com a política. Eu via como a vida dos meus funcionários mudavam. Antes, andavam de ônibus, depois passaram a ter moto ou carro. Eles passaram também a ter poder de consumo, e aquilo me deixava muito feliz. Mas, foi só após essa passagem pelo setor público que compreendi que mesmo na minha antiga ignorância, os impostos que eu pagava estavam, sim, retornando para melhorar a vida de muitas pessoas.

Fiz esse pequeno resumo da minha trajetória de mudança interior, das minhas ideias sobre o mundo e a política, para dizer que quando vejo hoje algumas pessoas, mesmos as queridas, falando barbaridades acerca da política e se dizendo orgulhosamente de direita, me choco muito. Me choco porque eu sei o que “ser de direita” no Brasil de hoje representa. Eu sou empresária, mas isso não significa que eu tenha obrigatoriamente que ser de “direita”.

Num país desigual como o Brasil, e, mais ainda, na Paraíba, não só os mais pobres precisam da intervenção do Estado, mas o próprio empresariado. Essa história de liberdade de mercado só é boa para as maiores empresas, as multinacionais. Assim como os mais pobres e a classe média precisam de apoio do Estado, o empresário precisa de políticas de apoio aos seus negócios (empréstimos a juros baixos, por exemplo).

Por incrível que possa parecer, defender isso não é ser de esquerda ou direita. É ser racional, que é algo que anda em falta no Brasil ultimamente.

O determinante é termos a capacidade de conhecer o potencial do Brasil e dos brasileiros. E apostar nisso. Coisa que o atual governo federal despreza. Vivemos essa situação de termos um governo que só sabe destruir, e por isso é incapaz de unir o Brasil em um momento tão difícil.

E graças a Deus, existem obstáculos no caminho que não permite ele tornar lei tudo o que deseja. Apesar do estrago já ser grande, ainda resta alguma coisa, e é por isso que nós brasileiros temos que lutar. Pelo direito da constituição ser cumprida, para que mais nenhum programa de inclusão social seja destruído, lutar por menos ódio e mais solidariedade! Não é lutar por ser direta ou esquerda, e sim, para que os princípios que todos temos não sejam atropelados.

Eu sei que todos são a favor da vida, mesmo que esbravejem o contrário, pois se alguém não se importa com as mortes que estão vendo na mídia, passarão a se importar quando ela chegar na sua família. A discussão não é sobre se as academias vão abrir ou fechar, e sim sobre mais e mais brasileiros mortos, não estamos numa ilha no que diz respeito ao coronavírus, temos o mundo como exemplo.

O que acontece no Brasil acontece igual no mundo, e o sucesso está sendo alcançado onde as pessoas realmente ficaram em casa. Não existe economia com milhares de mortos espalhados pelo Brasil. Toda vez que o embate sobre acabar o isolamento é defendido, mesmo sabendo o sofrimento que isso vai resultar em milhares de famílias, não ajuda em nada, nem na recuperação da economia, porque quanto mais gente ficar doente e precisar de UTI, mais tempo vai durar o isolamento social.

Por isso, eu peço: reflitam! Pensem!

A uma conclusão eu também cheguei vivendo a crise atual. Precisamos de mais Estado, e o SUS é um exemplo disso. O SUS é o grande diferencial do nosso país e ele precisa não penas ser mantido, mas fortalecido depois dessa crise.

Ontem foi o dia da família, e por suas famílias, eu poço fiquem em casa!