É machismo lembrar que Pollyanna Dutra apoiou Wellington Roberto, em 2018, o presidente estadual do partido de Bolsonaro?

Constatar que Pollyanna Dutra nunca foi de esquerda é machismo?

Dizer que suas opções políticas, suas alianças eleitorais com figuras proeminentes da direita paraibana, como Daniella Ribeiro e Wellington Roberto, realizadas em seu território de atuação política, que é Pombal, representa um ataque às mulheres? 

Lembrar que o esposo de Pollyanna Dutra é um bolsonarista, e apresentar como prova o fato de “Barão”, como é mais conhecido, ser filiado ao PL de Wellington Roberto, e que ele permaneceu no partido, mesmo depois da filiação do fascita Jair Bolsonaro, é um entrar na vida privada dos dois?

Notem que responder a essas constatações mencionando “machismo” não leva em conta que, sendo mulheres ou homens, casados ou solteiros, os envolvidos são pessoas públicas. E o que tem de pessoal nessas críticas. Ninguém discute se elas são fundadas ou verdadeiras, não é mesmo? E as críticas não sai refutadas porque são baseadas em fatos de domínio público e, sim, são constrangedoras porque expõem as relações políticas de Pollyanna Dutra, que hoje se diz “lulista”. Como qualquer político, ambos devem estar submetidos à crítica pública.

O apelo a esses subterfúgios (“machista”, “vida pessoal”), não apenas tentam evitar o mérito da discussão, que é legítima e e necessária, como também objetiva pura a simplesmente interditar o debate público. O fato de ser mulher, na política, sobretudo, não isenta ninguém de receber críticas, e é necessário lembrar que o recurso que certas pessoas levantam para defender Pollyanna Dutra – na realidade, defender cargos ou vantagens no governo de João Azevedo – não são usados quando a criticada é a senadora Daniella Ribeiro, por exemplo, ou Michele, a esposa de Jair Bolsonaro, quando esta se apresenta na condição política de “primeira-dama”. Ou as duas também não são mulheres? Querer um tratamento diferenciado no debate argumentativo, racional, onde não predomina, portanto, a força, é, aí sim, sintoma de machismo.

Ou seja, a crítica a Pollyanna Dutra não é uma crítica a todas as mulheres. Pollyanna ou qualquer mulher jamais foi desrespeitada nesse espaço em razão do seu gênero, mas, sim, como pessoa pública que ela é. E lembrar que ela é casada com um bolsonarista (o que “Barão” é, caso contrário, não permaneceria filiado e tentaria ser candidato pelo partido de Nilvan Ferreira e Jair Bolsonaro), serve para corroborar ainda mais as predileções das alianças políticas de Pollyanna Dutra com políticos de direita, feitas à revelia tanto do seu partido, da coligação a que, em tese, pertencia, como do campo ideológico. Unicamente atingia seus objetivos pessoais.

Em 2018, Pollyanna Dutra apoiou Wellington Roberto para deputado federal em Pombal. Wellington Roberto era do mesmo partido de “Barão”, mas da coligação que apoiou José Maranhão para o governo, candidato de oposição. Pollyanna Dutra apoiou Daniella Ribeiro para o Senado.

Wellington Roberto, o presidente estadual do partido de Bolsonaro

Assim como Wellington Roberto, Daniella Ribeiro era de outra coligação de oposição. Em ambos os casos, Pollyanna Dutra ajudou a engrossar a bancada bolsonarista no Congresso. Mais grave ainda foi ela ter contribuído para derrotar Luiz Couto, o candidato do PT e de Lula para o Senado – Daniella ficou em segundo e Couto em terceiro.

O resultado de Pombal para deputado federal foi esse:

Lula pede à Paraíba: “No dia 2, dê uma chance ao futuro e à esperança, votando em Veneziano”

O candidato a governador da coligação MDB-PT-PV-PCdoB, Veneziano Vital, passou todo o dia de ontem em São Paulo, para onde foi a convite de Lula para discutir estratégias para essa reta final de campanha.

Na bagagem, o senador trouxe novas declarações e pedidos de voto de Lula, que ajudarão à estratégia de aproximar a votação de Veneziano a do petista na Paraíba. Pesquisa Real Big Data divulgada na última segunda mostra que, quando o nome de Veneziano é apresentado ao lado do de Lula, Veneziano vai a 32% e fica à frente de João Azevedo, que despenca para 25%. Veja:

No vídeo abaixo, Lula diz que na eleição de 2022 o eleitor paraibano paraibano terá a chance de eleger “um presidente que vai cuidar do povo desse país, e tem também a oportunidade de eleger um governador que vai me ajudar nessa missão”.

Veneziano no governo da Paraíba é a garantia de que nossos programas de inclusão social vão ser executados com eficiência e transparência. Veneziano vai governar para todos os paraibanos e paraibanas, mas olhando com mais carinho para quem mais precisa, gerando empregos e oportunidades.”

Essa relação entre Lula e Veneziano está cada vez mais evidenciada, e os vídeos gravados com as declarações de Lula vão ajudar a potencializar ainda mais essa associação. Mantida a tendência das pesquisas que mostram, de um lado, o crescimento do voto em Lula, tornando possível a vitória do petista já no primeiro turno – a tendência é que Lula se aproxime dos 65% de votos válidos aqui na Paraíba, -, e, de outro lado, o crescimento de Veneziano Vital nessa reta final, não será surpresa se o ex-prefeito de Campina Grande se aproximar, a até ultrapassar João Azevedo.

João Azevedo tenta esconder vice bolsonarista e é multado pela Justiça Eleitoral

Todo mundo sabe que João Azevedo tem uma aliança na Paraíba com setores do bolsonarismo, que não prosperou ainda mais porque Efraim Filho não quis esperar e se jogou nos braços de Pedro Cunha Lima. Os bolsonaristas, entretanto, estão representados tanto na chapa de João Azevedo, com Lucas Ribeiro, como na coligação, que conta com a presença do Pregressistas e do Republicanos, os dois maiores partidos do Centrão no Congresso, que, no plano nacional, apóiam a reeleição de Jair Bolsonaro.

Assim como a candidata ao Senado, Pollyanna Dutra, que tenta se passar por “lulista”, mas esconde suas íntimas ligações com Aguinaldo e Daniella Ribeiro, João Azevedo tenta, também, a todo custo, esconder seu vice, Lucas Ribeiro, do Progressistas, bolsonarista desde 2018, assim como o avô, o tio e a mãe.

O problema de João Azevedo é a grande e crescente rejeição do atual presidente no país, sobretudo no Nordeste e na Paraíba. O jeito é tentar esconder Lucas Ribeiro para evitar que o eleitor procure informações sobre sua trajetória.

A Justiça Eleitoral, entretanto, reconheceu esse comportamento pouco ético e ilegal e multou a coligação do governador em R$ 5 mil. Segundo decisão da juíza Francilucy Rejane De Sousa Mota Brandão:

“Examinando as imagens constantes no corpo da petição inicial, bem como nos Ids 15822719, 15822720, 15822721 e15822722, verifica-se, de forma evidente, a ausência do nome do vice-Governador, Lucas Ribeiro Novais de Araújo, nos artefatos de propaganda (adesivos perfurados, vinílicos e “praguinhas”) utilizados pelos representados e por seus apoiadores.”

É nisso que dá trair o campo progressista para se atirar nos braços da direita paraíbana. Como sempre, faltou a João Azevedo combinar com o povo

Para ler a decisão que condenou João Azevedo a pagar multa de R$ 5 mil clique aqui

Em debate na Federação dos Agricultores, Veneziano reafirma compromissos com a Agricultura Familiar

O candidato a governador da Paraíba Veneziano Vital do Rêgo (MDB-15), da coligação ‘A Paraíba tem pressa de ser feliz!’, que reúne MDB, PT, PV e PCdoB, participou nesta quarta-feira (21) de mais um debate, desta vez promovido pela Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares da Paraíba (FETAG-PB). Na oportunidade, ele reassumiu compromissos com as demandas das comunidades rurais para o Estado.

“Nossa gestão será de diálogo e resolutividade permanente com as demandas dos agricultores familiares”, destacou.

Veneziano disse que, em sua gestão, os agricultores familiares terão destaque nas políticas públicas, do primeiro ao último dia de mandato, “diferente da atual gestão, que não recebe as lideranças do campo e desestabilizou órgãos de políticas públicas do estado”, afirmou ele, ao destacar que vai dar estrutura e orçamento à Secretária de Agricultura Familiar e demais estruturas de apoio técnico ao homem do campo, além de concretizar parcerias com o presidente Lula. “Na nossa gestão, como na de Lula, haverá o respeito a todos os demais poderes e estruturas administrativas”, disse.

Veneziano lembrou que, há poucos dias, foi o único candidato ao governo do estado presente em encontros da Articulação do Semiárido – ASA, na AABB, em Soledade e em Campina Grande, aonde assinou a Carta da ASA, firmando compromissos com:

“a garantia do acesso à água, segurança alimentar, produção e consumo de alimentos saudáveis e combate a processos de desertificação”, garantindo “a retomada da construção do bem-viver no Semiárido, em especial para os povos que vivem no meio rural, agricultoras e agricultores familiares e camponeses, povos indígenas e quilombolas, e comunidades tradicionais de fundo e fecho de pasto, caatingueiras, geraizeiras, vazanteiras, ribeirinhas, pescadoras, quebradeiras de coco, povos de terreiros e outros”.

Veneziano ambém assinou a Carta das Margaridas, em defesa de políticas públicas de valorização das mulheres do campo. E hoje assinou a Carta Contra a Violência contra as Mulheres do Campo, uma das preocupações do emedebista, que tem entre suas bandeiras o fortalecimento do contingente policial para os homens e mulheres do campo.

Transposição e Empaer

Durante o debate, Veneziano destacou o enorme potencial que as águas do São Francisco estão proporcionando à Paraíba mas que, infelizmente, não vem sendo aproveitado pelo Governo do Estado.

“O atual governador teve 3 anos e 10 meses para dar andamento à Adutora Transparaíba e nada fez; teve a oportunidade de buscar parcerias para o 3° Eixo da Transposição e não fez. Nós recebemos de Lula o pedido de 4 grandes projetos que iremos, com ele, colocar em prática, e dois deles beneficiam diretamente os agricultores familiares. Vamos dar andamento à duplicação da BR 230 entre Campina Grande e o Sertão, e ao 3º Eixo da Transposição para o Vale do Piancó”, disse, ao destacar que vai apoiar projetos de energia renováveis, mas sem que essas prejudiquem os homens e mulheres do campo.

Veneziano lembrou que vai fortalecer as ações da Empresa Paraibana de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária (EMPAER) com vistas ao desenvolvimento e melhoria da qualidade de vida dos agricultores familiares, assentados da reforma agrária, povos originários (indígenas), quilombolas e comunidades tradicionais em situação de extrema pobreza. Além disso, destacou seu compromisso de aquisição de 40% dos alimentos produzidos pelos agricultores familiares para hospitais, escolas, restaurantes populares e cozinhas comunitárias no estado.

“Quando prefeito de Campina Grande, desenvolvemos um arrojado programa de combate à fome, implantando restaurantes populares e cozinhas comunitárias, com refeições a R$ 1 o almoço, e R$ 0,50 o café e a janta, e todos os alimentos usados para matar a fome do nosso povo eram adquiridos da agricultura familiar. E nós vamos continuar, estendendo o que fizemos em Campina para toda a Paraíba, valorizando quem produz, diferente da atual gestão estadual que, sequer, recebe as lideranças do campo”, disse Veneziano.

Por fim, ele assegurou que, na sua gestão, os representantes da FETAG/PB, como de outras lideranças do campo, terão as portas do Governo do Estado sempre abertas para dialogo e apoio, diferente do atual cenário estadual.

Confira mais compromissos de Veneziano no seu Plano de Governo clicando aqui.

Assessoria de Imprensa
Veneziano Vital do Rêgo – MDB 15
Candidato a Governador da Paraíba
Coligação ‘A Paraíba tem pressa de ser feliz!

Apoio de Pollyana Dutra a Daniella Ribeiro em 2018 ajudou a derrotar Luiz Couto para o Senado

A deputada estadual governista e candidata de João Azevedo, de Aguinaldo e Daniella Ribeiro ao Senado, Pollyanna (assim mesmo, com dois L, dois N e um Y) Dutra entrou com uma representação no TRE-PB contra um vídeo que a associa ao bolsonarismo e ao Centrão, cujas principais lideranças na Paraíba são… Aguinaldo e Daniella Ribeiro.

Segundo a equipe de Pollyana afirmou ao blog Conversa Política, do Jornal da Paraíba, “o vídeo traz informações inverídicas, falsas. Uma delas que o esposo de Pollyana Dutra, mais conhecido pela alcunha de “Barão” — eu lembro que, em Patos, no início da minha adolescência, o termo remetia a ricaço, a homem de posses — “nunca foi bolsonarista”.

No vídeo, há outras informações sobre a trajetória política de Pollyanna Dutra que vamos dissecar abaixo. Antes disso, assista-o.

Pollyanna contesta e diz que “Barão nunca foi bolsonarista”? Bem, se é assim, por que esse senhor continuou filiado ao PL mesmo depois de Jair Bolsonaro ter migrado para o partido em novembro de 2021. “Barão” tinha até abril de 2022 para mudar de partido e não o fez. Pelo contrário, tentou ser candidato a deputado para substituir Pollyanna na Assembleia, e, por óbvio, teria seu apoio — com sua votação, Barão ajudaria a engordar os votos da bancada bolsonarista.

O vídeo ainda diz que “Pollyanna é aliada da senadora bolsonarista Daniella Ribeiro e do seu irmão, o deputado bolsonarista Aguinaldo Ribeiro, do PP, partido do Centrão e maior aliado de Jair Bolsonaro”. Para tirar qualquer dúvida sobre as ligações políticas de Pollyanna Dutra com a família Ribeiro nessas eleições de 2022 procure saber quem a candidata apoia em Pombal.

Nas eleições de 2018, a situação foi ainda mais grave. Veja o que saiu da boca da própria Pollyanna em entrevista à rádio Arapuan de João Pessoa:

“Não só vou pedir voto a ela, como eu vou andar com ela, vou ser colega dela. (…) Eu quero trabalhar ao lado dela, juntar com a experiência dela. Alguns anos atrás eu sentava com Daniella num posto de gasolina lá em Santa Luzia, ela na correria dela e eu não minha (…) Eu dei esperança a ela, eu votei em Daniella. Então eu tenho absoluta certeza que Dani vai segurar a minha mão, como eu segurei a dela no Sertão, ela vai me segurar em Campina”.

Vejam bem a gravidade do que aconteceu em 2018. Pollyanna Dutra votou numa candidata ao Senado de outra coligação e ajudou a derrotar Luiz Couto, do PT, em 2018. A diferença de votos de Daniella Ribeiro, que ficou em segundo, para Luiz Couto, foi de apenas 39 mil votos.

Não é estranho que alguém que se diz de esquerda ou eleitor de Lula ainda cogite em votar em Pollyanna Dutra? Em alguns casos, o fato se explica pelo apego aos cargos no governo de João Azevedo, que essas pessoas colocam acima das convicções “petistas”, já que o PT tem candidato legitimamente lulista ao Senador, e se chama Ricardo Coutinho. É muita decadência, até para os padrões atuais.

O deputado estadual Jeová Campos, do PT, comentou essa traição de Pollyanna Dutra em entrevista ao Diário do Sertão, de Cajazeiras:

Enfim, o que há de mentira no vídeo divulgado pela campanha de Ricardo Coutinho? E por que dizer a verdade incomodou tanto Pollyanna Dutra, que na frente do povo se diz “lulista”, mas será mesmo, caso eleita, como ela mesmo já disse, base do Centrão no Senado.

VOTO ÚTIL PARA A DIREITA: Campanha de desinformação de Pollyana Dutra é para ajudar Efraim a derrotar Ricardo

A campanha de Pollyana Dutra entrou em parafuso e passou a difundir a fake new de que o voto em Ricardo Coutinho para Senador será nulo. Ora, o próprio presidente do TRE, Leandro dos Santos, disse em entrevista realizada na semana passada que o nome de Ricardo constará na urna eletrônica no dia da eleição e o STF decidirá se o ex-governador, caso eleito, assumirá ou não o mandato. Com Cássio aconteceu a mesmíssima situação, em 2010. Mesmo assim, Cássio foi eleito e assumiu o mandato de Senador.

Em 2022, o problema é outro. A campanha de João Azevedo usa esse subterfúgio não é para impedir a vitória de Efraim Filho, mas de viabilizá-la. Ou seja, o que eles desejam mesmo é evitar a todo custo a vitória de Ricardo Coutinho.

Sigam meu raciocínio.

Quem acompanha eleições na Paraíba há décadas, como é o caso desse que vos escreve, sabe que a candidatura de Pollyana Dutra é um improviso de última hora para evitar a desmoralização que seria a chapa do governador candidato à reeleição não apresentar um nome para o Senado.

João Azevedo apostou, desde o início, em nomes de bolsonaristas para compor sua chapa — Aguinaldo Ribeiro, cujo partido, o Progressistas, é linha de frente da candidatura de Jair Bolsonaro, e Efraim Filho, que hoje se declara eleitor, apesar de querer distância do atual presidente. Essa turma não tem limites e vai de acordo com a onda. Ambos (Aguinaldo e Efraim) são da base de apoio do governo Bolsonaro no Congresso.

Quando Aguinaldo não topou enfrentar Ricardo Coutinho nas urnas, desistiu e indicou o sobrinho, Lucas Ribeiro, para vice, deixando João Azevedo pendurado na broxa e sem candidato a senador. Pollyana foi a solução de última hora, decidida na semana das convenções.

Aliás, o perfil político de Pollyana Dutra não é muito diferente. Eleitora de Wellington Roberto e Daniella Ribeiro, em 2018, Pollyana filiou a irmã ao PL para ser candidata a prefeita de Pombal, em 2020. O esposo, Barão, seria candidato a deputado estadual pelo partido de Jair Bolsonaro (PL) caso tivesse conseguido legenda, negada depois do anúncio da candidatura de Pollyana na chapa de João Azevedo. Eis o verdadeiro perfil da candidata de João Azevedo: não tenho dúvidas que, caso eleita, Pollyana faria companhia a Daniella Ribeiro e seria mais uma parlamentar do Centrão no Congresso.

Pois bem, já é de causar desespero na campanha de João Azevedo o resultado das últimas pesquisas que mostram o governador emperrado nos 30%. Não bastasse isso, João Azevedo vê a ascensão de Veneziano nessa reta final para disputar com ele o segundo turno, com imensas chances de concretizar mais uma virada, como tantas que já aconteceram na Paraíba desde 1986 — farei um histórico detalhado dessas eleições em breve.

Se é desesperador esse cenário Para João Azevedo, que a cada pesquisa se mostra mais provável, imagine o terror que seria para o governador enfrentar um segundo turno contra Veneziano com Ricardo Coutinho já eleito senador e com o apoio de Lula, talvez já tendo vencido a eleição presidencial no primeiro turno, ou enfrentando um segundo turno contra Jair Bolsonaro. Convenhamos, trata-se de um verdadeiro mato-sem-cachorro.

Aliás, a campanha de João Azevedo já faz esse movimento para tentar conquistar votos bolsonaristas projetando um segundo turno contra Veneziano. Mesmo autorizado a usar a imagem de Lula na campanha, o que João Azevedo fez foi banir o candidato do PT à presidência de sua campanha. Quer uma comprovação? Assista ao horário político ou visite as redes sociais de João Azevedo. Se você encontrar qualquer menção a Lula nos últimos quatro meses ganha um pix no valor de um doce. Eis abaixo prints de postagens das últimas semanas do Instagram de João Azevedo.

Enfim, a campanha de João Azevedo sabe que Ricardo será candidato e sabe que, nessa situação, Pollyana Dutra não tem a menor chance. O esforço para criar dúvidas sobre a candidatura de Ricardo Coutinho ajudaria, na verdade, na eleição de Efraim Filho.

É disso que se trata.

REUNIÃO COM LULA: Veneziano cancela agenda de campanha e viaja a SP para discutir reta final da campanha

A convite de Lula, o candidato da coligação MDB-PT-PV-PCdoB, Veneziano Vital, cancelou sua agenda de compromissos nesta terça-feira (20) na Paraíba para viajar a São Paulo. Lula pretende discutir o papel de cada campanha estadual no esforço final para vencer a eleição no primeiro turno.

Veneziano tinha eventos marcados para João Pessoa, nesta manhã, e mais três cidades do sertão, à tarde e à noite: Catolé do Rocha, Belém do Brejo do Cruz e Bom Sucesso.

Assessoria de Imprensa
Veneziano Vital do Rêgo – MDB 15
Candidato a Governador da Paraíba
Coligação ‘A Paraíba tem pressa de ser feliz!

REAL BIG DATA: Ricardo cresce 5%, vai de 28% para 33% e mostra que o povo quer ex-governador no Senado

A campanha de desinformação orquestrada por parte da imprensa.gov que tentou, e ainda tenta, enganar o povo divulgando que Ricardo Coutinho está inelegível e, que, portanto, votar no ex-governador significa “perder o voto”, não apenas não surtiu efeito, como ajudou a impulsionar ainda mais a sua votação.

Na pesquisa Real Big Data de divulgada em 23 de agosto, Ricardo Coutinho tinha 28%. Um mês depois, na pesquisa divulgada hoje, o ex-governador deu um salto de 5% e foi a 33%. Enquanto isso, o candidato que apoiou a reforma da previdência, a reforma trabalhista, o teto de gasto, que cortou milhões da educação e da saúde para pagar juros da dívida interna, cresceu apenas dentro da margem de erro de 3% (foi de 17% para 20%).

Por que o eleitor continua votando em Ricardo Coutinho mesmo bombardeado com tanta desinformação? Um dos motivos, é a falta de credibilidade dessa parte da imprensa que trata o ex-governador como inimigo político. O segundo motivo, é que se o nome de Ricardo Coutinho continua a aparecer nas pesquisas é porque ele, claro, continua candidato. O mesmo vai acontecer no dia da eleição: quando esse mesmo eleitor digitar o 133, que é o número de Ricardo, ele vai ver que a foto do ex-governador surgirá na tela. E, da mesma forma que responde às pesquisas, vai apertar “confirma“.

Agora, imagine se não houvesse essa campanha desonesta, a mesma que tirou Ricardo Coutinho do segundo turno na eleição de João Pessoa, em 2020?

Pesquisa Real Big Data: Veneziano cresce 3 pontos, ultrapassa Nilvan e Pedro e agora está sozinho em 2°

Pesquisa Real Big Data divulgada hoje mostra tendência de crescimento da candidatura do senador Veneziano Vital.

Considerando a última pesquisa realizada pelo mesmo instituto, há um mês, quando Veneziano estava em quarto lugar, Veneziano cresceu 3% e ultrapassou Nilvan Ferreira e Pedro Cunha Lima. O candidato do MDB está agora sozinho em segundo lugar.João Azevedo também cresceu e está com 33%.

Enfim, as principais conclusões a serem extraídas da pesquisa Real Big Data de hoje são: 1. A tendência de realização do segundo turno está consolidada; 2. João Azevedo e Veneziano deverão ir para o turno final.

PALANQUE DO SALVE-SE QUEM PUDER: Comício de João Azevedo em Guarabira termina em briga

A Paraíba assiste estarrecida às imagens do que aconteceu no último sábado, em Guarabira, quando um comício da coligação que apoia a reeleição do atual governador acabou em agressões, que começaram não no meio da plateia, mas entre os que estavam em cima do palanque?

O protagonista principal e motivo da divergência que geraram os sopapos foi ninguém mais ninguém menos que o deputado federal e candidato à reeleição, Gervásio Maia (PSB), que vem o dono, digo, o presidente estadual do PSB, o partido de João Azevedo.

Gervásio é acusado por membros proeminentes do partido de concentrar recursos do fundo eleitoral e distribuí-los de acordo com afinidades eleitorais – segundo o vice-prefeito de João Pessoa e vice-presidente do PSB, Léo Bezerra, seu pai, Harvázio Bezerra, não recebeu ainda um único centavo do fundo eleitoral que foi criado para financiar as campanhas eleitorais, enquanto Gervásio Maia já se auto-aquinhoou com R$ 2,5 milhões.


Segundo informações do site Primeiras Notícias, Gervásio Maia saiu escoltado do comício e foi à delegacia de Guarabira prestar queixa por conta da agressão. O acusado de esmurrar o presidente do PSB é José Agostinho César Bezerra, assessor de Raniery Paulino, que justificou o ato alegando ter sofrido injúria racial: “Venha, negro!”, teria dito Gervásio Maia. A pergunta é válida: o que o “forasteiro” Gervásio Maia estava fazendo em um comício organizado por um concorrente à vaga de deputado federal, Raniery Paulino (PR), em seu reduto eleitoral, Guarabira?

João Azevedo, obviamente, estava informado do clima de animosidades no seu palanque, que se acirra ainda mais na medida em que a data da eleição se aproxima. Em Guarabira, por exemplo, ele discursou primeiro — normalmente, o governador fala por último em comícios — e deu no pé, deixando a confusão inevitável para trás, dando mostras de que não é capaz de administrar situações de crise, nem em situações graves como as de um fim de campanha.

O que aconteceu em Guarabira não é um fato isolado – confusões já foram registradas também em Itabaiana, Junco do Seridó, Mamanguape e no Cariri – e é revelador das fraquezas do atual governador, que não tem comando porque se recusa a assumir as atribuições de principal liderança do seu grupo político, e é desrespeitado e confrontado sempre que a oportunidade surge. Quase todos os dias, por exemplo, João Azevedo é constrangido com pedidos de voto a Efraim Filho, que apoia Pedro Cunha Lima, feitos por “aliados” na sua frente.

Ou seja, a mensagem que João Azevedo confirma aos eleitores com essa falta de liderança é que o seu palanque é o palanque da desarmonia, onde o que prevalece é o projeto individual de cada candidato, sem que haja preocupação em manter um mínimo de convergência entre eles. E isso acontece porque não apenas o governador não é reconhecido como líder, mas porque o rumo se perdeu. Falta liderança e falta projeto a João Azevedo.

Quando falta o rumo de um projeto político-administrativo claro, o que resta são os “projetos” individuais e eleitorais de cada “apoiador”. Ora, e se o governador não tem capacidade sequer de organizar o palanque de sua própria campanha, de evitar que as divergências acabem nas delegacias, fica evidenciado o motivo principal para o desastre administrativo que é sua administração, o que ajuda o eleitor a projetar como será o próximo governo, caso ele se reeleja.

Do outro lado, evidenciando outro contraste que a troca de sopapos em Guarabira permite, é observar a convergência e a unidade no palanque Veneziano Vital e Ricardo Coutinho. Nele, não há espaço para brigas como modo de resolver diferenças, ninguém pede voto para outros candidatos, a não ser Lula, Veneziano, Ricardo Coutinho e os candidatos a deputado da coligação. Há clareza programática.

O palanque de Veneziano é o palanque da unidade. O palanque de Joao Azevedo é cada vez mais o palanque do “salve-se-quem-puder”.

VENEZIANO VAI A 21,2%: Instituto Veritá confirma pior cenário de segundo turno para João Azevedo

Pesquisa do Instituto Veritá acaba de ser liberada pelo desembargador Márcio Murilo, que reconsiderou decisão anterior de suspender a divulgação da mesma, que foi pedido pela coligação de João Azevedo.

Isso porque o resultado confirma a tendência de que Veneziano Vital está a caminho do segundo turno, de longe, o pior cenário para o atual governador.

Segundo a pesquisa, João tem 31,3%, Veneziano assume pela primeira vez o segundo lugar e agora aparece com 21,2%, Nilvan Ferreira (PL) vem em terceiro com 20,4% e Pedro Cunha Lima(PSDB) é o quarto colocado, com 17,3%.

João Azevedo sabe que a única chance de se reeleger para o governo é enfrentando Nilvan Ferreira ou Pedro Cunha Lima no segundo turno. No primeiro caso, repetir o que aconteceu no segundo turno na eleição de João Pessoa, em 2020, que viabilizou a vitória de Cícero Lucena; no segundo caso, trazer de volta o protagonismo do cassismo.

Todo mundo sabe que Veneziano é o único candidato capaz de reunir forças e ampliar o palanque para derrotar João Azevedo no segundo turno. E é exatamente esse o pesadelo que povoa as noites do atual governador.

LITORAL SUL COM VENEZIANO: pelo jeito, não ficou ninguém em casa ontem à noite em Pedras de Fogo

Um movimento avassalador percorre a Paraíba na reta final da campanha de 2022. A partir do litoral, onde o candidato do MDB, Veneziano Vital, conta com o apoio de inúmeros prefeitos e lideranças políticas, uma onda de povo se forma e vai cobrindo toda a Paraíba. Como se trata de política e de eleição, o recurso da imagem sempre é capaz de dizer mais.

Por isso, preste atenção nas campanhas dos candidatos a governador e a senador da Paraíba. Agora, pergunte-se: qual delas leva gente pra rua, mobiliza, faz comícios massivos, tem eleitor empolgado e a receptividade daqueles que preferem ficar em casa.

Some tudo isso e o resultado será a constatação de campanha em crescimento, como a de Veneziano Vital e Ricardo Coutinho. A campanha dos dois é empurrada por outra onda avassaladora, que pretende dar a Lula a vitória já no primeiro turno.

Tudo o que foi descrito acima voltou a se repetir em Pedras de Fogo, litoral sul da Paraíba, na fronteira com Pernambuco, ontem à noite. Ao lado do prefeito Manoel Jr. e do candidato a deputado estadual Anderson Monteiro, a cidade inteira pareceu sair de casa para manifestar apoio a Veneziano Vital. Uma impressionante demonstração de forças.

Se você, caro leitor/a, acha que estou exagerando, faça o favor de conferir o vídeo abaixo.

CONTRASTE: A mesma Itatuba que vaiou ontem João Azevedo, recebe Veneziano com multidão nas ruas

O que aconteceu em Itatuba, ontem e hoje, é uma amostra do sentimento de virada que começa a tomar conta dessa reta final da campanha eleitoral de 2022. 

Ontem, João Azevedo não só foi recebido friamente pelo povo da cidade, em seu medo-do-povo-móvel, como o povo começa a chamar o automóvel, que deixa claro o quanto o atual governador gosta de se manter longe do povo: uma manifestação de estudantes se aglomerou para exigir o fim da eterna reforma da única escola estadual da cidade – um expressivo resumo do que foi o governo João Azevedo. Relembre:

A recepção que o povo de Itatuba deu hoje a Veneziano Vital, quando o candidato do MDB chegou a Itatuba foi contrastante, porque foi exatamente o oposto. Veneziano se jogou no meio da multidão que se aglomerou para recebê-lo e caminhou ao lado das milhares de pessoas que o seguiram até o comício, onde outra multidão o esperava.

Eis as imagens reveladoras desse contraste.

Em sabatina com membros da segurança pública, Veneziano reafirma compromissos de diálogo e valorização das categorias

O candidato a governador da Paraíba Veneziano Vital do Rêgo (MDB-15), da coligação ‘A Paraíba tem pressa de ser feliz!’, que reúne MDB, PT, PV e PCdoB, participou de sabatina promovida na noite desta sexta-feira (16) pelos membros da ASPOL – Associação dos Policiais Civis de Carreira da Paraíba e de outras associações ligadas à segurança pública. Ele debateu propostas para esta e outras áreas, e assegurou seus compromissos com olá categorias que a compõem.

Questionado sobre como seu governo vai apoiar a atenção à saúde mental dos profissionais da segurança, Veneziano destacou que vai gerar toda uma rede de apoio psicossocial aos policiais, que tanto se dedicam e se expõem para dar a segurança à sociedade. Ele lembrou que esse compromisso vem desde quando era prefeito de Campina Grande e implantou a Guarda Municipal. Veneziano destacou também que vai realizar concursos públicos para todos os setores da segurança pública estadual, pois assim também fez como prefeito da Rainha da Borborema, quando fez 12 concursos e aprovou 7 mil pessoas via certames públicos. “Vamos dar apoio psicossocial para os profissionais de segurança que necessitarem, como também vamos fazer concursos públicos para as Polícias Militar e Civil”, disse Veneziano.

Noutro ponto da sabatina, Veneziano respondeu sobre as precárias estruturas existentes para os policiais desempenharem suas funções. “Isso é o básico, que todos os gestores deveriam fazer, mas o atual governador se nega. Investir em capacitação e estruturação é o básico e vamos fazer. Há uma defasagem enorme, seja em equipamentos, seja em pessoal”, disse.

Veneziano também destacou sua prioridade com a adoção de uma política de valorização salarial dos integrantes de todas as áreas da segurança pública, inclusive com a discussão democrática visando a revisão do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração – PCCR. “O diálogo será sempre aberto na nossa gestão, diferente da atual gestão que, por muitas vezes, se negou, sequer, a receber as categorias da segurança pública”, disse.

A sabatina foi intermediada pelo jornalista Édson Pereira e transmitida ao vivo pela TV Nordestina e redes sociais. Assista no link:

Confira compromissos de Veneziano para a segurança pública a partir da página 04 no seu Plano de Governo:

Assessoria de Imprensa
Veneziano Vital do Rêgo – MDB 15
Candidato a Governador da Paraíba
Coligação ‘A Paraíba tem pressa de ser feliz!

DE NOVO CONTRA O POVO: Efraim Filho votou pelo Auxílio Brasil de R$ 600 só até dezembro

Ontem, durante debate entre os candidatos a senador realizado pelo Diário do Serão, em Cajazeiras, Ricardo Coutinho fez a seguinte indagação a Efraim Filho:

Efraim, por que você votou enquanto deputado federal contra o destaque supressivo que colocava o Auxílio Brasil de R$ 600,00 como sendo permanente, ou seja, não apenas até dezembro, como queria Bolsonaro, mas, sim, até adiante, 2023, 2024?

Efraim tentou sair pela tangente, ou melhor, do canto da parede em que foi colocado usando o subterfúgio dos enganadores: disse, referindo-se a si próprio na terceira pessoa, que votou “no mérito da matéria teve o voto sim de Efraim”. Um jogo de palavras para não confirmar mais um posicionamento contrário aos mais pobres.

Ricardo Coutinho tem razão quando diz que o deputado federal Efraim Filho, que é declaradamente da base do governo, não defendeu a proposta e contribuiu para que o valor de R$ 600,00 não continue sendo pago a partir de 2023.

Em 13 de julho, a Câmara dos Deputados concluiu a votação que aprovou o Auxílio Brasil com poucos votos contrários. A maioria governista liderada pelo presidente da Câmara, Arthur Lira, rejeitou todas as emendas da oposição que buscavam tornar a vigência do valor de R$ 600 de forma permanente. Do jeito que foi aprovado, a vigência do valor de R$ 600,00 só vai até dezembro próximo.

Ora, se a maioria governista na Câmara dos Deputados recusou a proposta de tornar permanente valor de R$ 600,00 para o Auxílio Brasil, o único “mérito” que Efraim Filho votou foi pelo valor dos R$ 600,00 só até depois da eleição, como desejava o governo.  

Um indício de que o governo de Jair Bolsonaro não pretende manter o valor do benefício em R$ 600,00 é a proposta de Orçamento enviada ao Congresso que não prevê os recursos para sua manutenção desse valor. Segundo a proposta orçamentária, o valor do Auxílio Brasil voltaria a ser de R$ 405,00.

Enquanto ouvia os questionamentos de Ricardo Coutinho sobre os motivos que levaram Efraim Filho a não votar favorável à permanência do valor de R$ 600,00, o deputado mantinha um sorriso cínico no canto da boca, típico de quem não sabe o que responder, a não ser mentir.

Assista a esse trecho do debate realizado ontem em Cajazeira pelo Diário do Sertão (a partir de 1h25m35s.

PRIORIDADE DE VENEZIANO E LULA É COMBATER A FOME: 63,9% das famílias convivem com algum tipo de restrição alimentar na Paraíba; 10,6% passam fome!

O único candidato a governador da Paraíba que tem insistido na necessidade da retomada de políticas mais eficientes de combate à fome e à pobreza no estado e no país inquestionavelmente é Veneziano Vital do Rego, do MDB. Não apenas essa questão consta com grande destaque em seu programa de governo como ele sempre faz questão de destacá-la tanto em sua propaganda eleitoral como nos debates com os outros candidatos.

Estudo publicado pela Rede PENSSAN (Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional) sobre insegurança alimentar dão razão à prioridade que Veneziano aponta. Entre novembro de 2021 e abril de 2022, foram pesquisados 12.745 domicílios distribuídos em 577 municípios dos 26 estados e do Distrito Federal. Na Paraíba, o total de domicílios avaliados foi de 500.

O resultado da pesquisa foi publicado em relatório intitulado II Inquérito Nacional da Insegurança Alimentar no Brasil no Contexto da Covid-19, e suas conclusões evidenciam que a Insegurança Alimentar “se agravou de modo assombroso” no Brasil, fato que também está relacionado à ausência de dados oficiais, ou seja, de estudos permanentes, que permitam orientar a decisões no âmbito, sobretudo, dos governos estaduais, o que é atribuído ao “negacionismo científico” que é uma marca do atual governo federal, cujo efeito é negligenciar a elaboração de políticas públicas, que também tem um papel de coordenar ações entre os estados, numa repetição do que vimos acontecer durante a pandemia de Covid-19.

Segundo o estudo, apenas 36,1% das famílias paraibanas vivem em segurança alimentar, o que quer dizer que nada menos que 63,9% das famílias paraibanas convivem com algum tipo de restrição alimentar; para nossa tristeza, 10,6% passam fome! Esse percentual de 36,1% da Paraíba está abaixo da média nacional, que é de 41,3%, e é quase 15% menor que a média do vizinho estado do Rio Grande do Norte, que tem mais da metade de sua população em situação de segurança alimentar (51,2%).

Os números da Paraíba devem ensejar grande preocupação para o futuro governo: na Paraíba, quase 40% (39,2) das famílias sobrevivem com renda de até meio salário mínimo (R$ 606,00) (p. 24). Se dobrarmos a faixa de renda para um salário mínimo, esse percentual chega a 71,2%! A situação se mostra ainda mais dramática quando nos defrontamos com esses dados: 59,1% e 61,5% das famílias com rendimentos de até meio salário mínimo receberam Auxílio Emergencial e Auxílio Brasil (p.25). Essa obviedade não escapa, claro, aos pesquisadores quando afirmam que “a renda familiar se destaca como um forte condicionante da capacidade de acesso aos alimentos” (p. 21).  

O estudo classifica a insegurança alimentar em três níveis: leve, quando há incerteza quanto o acesso a alimentos ou quando a qualidade da alimentação já está comprometida; moderada, quando a família não se alimenta na quantidade suficiente para matar a fome; e grave, quando há fome. No caso da Paraíba, a pesquisa constatou que 21,6% das famílias paraibanas vivem em insegurança alimentar moderada e grave, e 10,6 passam fome (p. 34). Mais grave ainda: nos domicílios onde moram menores de 10 anos, dois terços (66,3%) sofrem com insegurança alimentar, sendo que 33,8% moderada ou grave (p. 50).

Enfim, a situação é de urgência e que merece um tratamento prioritário no próximo governo. Veja as proposta de Veneziano para o combate à fome.

João Azevedo é recebido por protesto de estudantes em Itatuba

A vida do governador João Azevedo não anda mesmo fácil. Além de conviver com a divisão de sua base política, de ser vaiado em pleno comício, como aconteceu em Junco do Seridó, hoje o governador foi recebido com um protesto de estudantes quando chegava à cidade de Itatuba.

Segurando cartazes, os estudantes mostraram sua rebeldia confrontando o governador que abandonou as escolas estaduais da Paraíba durante a pandemia.

Os estudantes querem a conclusão das obras da única escola do município, há anos inacabada.

João Azevedo deve ter tremido nas bases, lembrando que foi assim que começaram os protestos estudantis no início do ano, que se espalharam por todo o estado como um rastilho de pólvora. Disposição essa turma tem para lutar.

Veneziano puxa o “Olê, Olê, Olá, Lula, Lula!” e multidão vai ao delírio em Cruz das Armas; povo de Pedras de Fogo também sai às ruas

O crescimento da candidatura de Veneziano Vital pode ser também medido nas ruas, que se enchem por onde o senador e candidato de Lula ao governo da Paraíba passa.

Os vídeos abaixo de eventos de campanha realizados na noite de ontem são provas disso. Primeiro, do comício gigante realizado em Pedras de Fogo, promovido pelo prefeito da cidade, Manoel Júnior. Vejam a empolgação

No bairro de Cruz das Armas, em João Pessoa, onde participou de evento com o candidato a deputado federal do MDB, Mikika Leitão. O “Olê, Olê, Olá, Lula, Lula!” foi puxado por Veneziano para o delírio da multidão.

Sem se referir diretamente ao caso do ex-governador, presidente do TRE explica por que Ricardo Coutinho poderá ser votado

Em entrevista à rádio Arapuan, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba, desembargador Leandro dos Santos, explicou a ansiosos entrevistadores porque, sem se referir diretamente ao candidato, o nome de Ricardo Coutinho estará na urna eletrônica no dia da eleição. Isso significa que os eleitores poderão apertar o 133, o número do candidato a senador que o ex-governador usa nessa eleição.

Segundo Leandro dos Santos, candidatos sub-júdice têm direito a recorrer às instâncias superiores de decisões tomadas na Paraíba, o que impediria a exclusão desses nomes da urna eletrônica. No caso específico do ex-governador, o eleitor poderá sufragar seu nome. Ou seja, Ricardo Coutinho continua candidato e será votado, até que o STF decida em definitivo sua situação.

Com isso, morre a última esperança de Pollyanna Dutra de herdar os votos de Ricardo Coutinho, caso ele não pudesse ser candidato. No caso de Efraim Filho, sugiro comprar logo uma bacia para colocar nela as barbas de molho.

Assista ao vídeo e escute o desembargador Leandro dos Santos explicando a situação (hipotética) que envolve Ricardo Coutinho.

Como diria Tião Lucena: É XAU!

EM DEBATE, Veneziano defende isenção de ICMS para consumidores de energia solar e reafirma compromisso com o piso da Enfermagem

Em mais um debate na TV, Veneziano reforça compromissos com a redução de impostos, segurança pública e combate à forme na Paraíba

Veneziano Vital participou de mais um debate, dessa vez na TV Tambaú. Uma das propostas defendidas pelo candidato da coligação MDB-PT-PV-PCdoB, defendeu como um dos pontos de destaque da política ambiental do seu futuro governo o estímulo ao uso de energias renováveis, sobretudo a solar e a eólica. Veneziano considera exorbitantes as cobranças de impostos aplicadas por João Azevêdo na Paraíba:

“As alíquotas exorbitantes do ICMS cobradas pelo estado, incidentes sobre energias na Paraíba, são absurdas. Quem já está no sufoco não pode continuar pagando energia elétrica mais cara na Paraiba porque as alíquotas aqui são maiores. Isso vai acabar”, disse Veneziano

Veneziano assumiu o compromisso de isentar quem gera a sua própria energia, tanto a fotovoltaica como a eólica e a solar, como também sobre o uso da rede de distribuição, da cobrança do ICMS. Veneziano desafiou João Azevedo a pelo menos cumprir desde já a decisão tomada ontem pelo STF, que obrigou os estados da Paraíba, Ceará e Rio Grande do Sul a ajustarem a cobrança de ICMS sobre os serviços de energia elétrica (25%) e telecomunicações (28%) à alíquota geral de ICMS cobrada sobre outros serviços, que é de 18%. Ou seja, João Azevedo cobra 7% e 10% a mais de impostos sobre esses serviços.

A respeito do piso estadual de enfermagem, Veneziano salientou mais uma vez seu compromissos de, caso eleito, pagar o novo piso salarial da categoria, que João Azevedo se recusa a pagar. Veja: