Jornalismo de esgoto: Fake news contra adversários, silêncio nas denúncias contra João Azevedo

Monica Bérgamo e Reinaldo Azevedo escreveram ontem em seus respectivos espaços na Folha e no UOL, que a PGR (Procuradoria-Geral da República) investiga a gestão de oito governadores. A PGR suspeita de irregularidades em compras destinadas ao combate à Covid-19.

Entre eles, o governador João Azevedo. As investigações começaram depois de suspeitas de superfaturamento se tornaram públicas e repercutidas pelo G1, entre outros órgãos.

Enquanto a Paraíba toma conhecimento de denúncias de compras  de máscaras com preço muito acima do mercado o governo da Paraíba pela mídia nacional, a imprensa local majoritariamente selencia vergonhosamente sobre o caso.

Aliás, parte dessa imprensa deveria ser incluída nas investigações sobre fake news que avançam nacionalmente, porque a prática é recorrente em meio a blogueiros que se fantasiam de jornalistas para fazerem política.

Em março do ano passado, por exemplo, o jornalista Anderson Soares anunciou um “furo” em seu blog. Segundo ele, a partir de “informações exclusivas reveladas ao Blog do Anderson Soares” “o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO) realizou operação de busca e apreensão na residência do ex-governador, Ricardo Coutinho (PSB)”

A notícia era tão mentirosa quanto causou polêmica e o Ministério Público Estadual teve que desmenti-la.

Eu mesmo fui vítima da turma do jornalismo de esgoto. O jornalista Fábio Augusto chegou a publicar em seu nlog que o Ministério Público poderia fazer uma busca e apreensão na minha casa (eu moro em apartamento).

É dessa “liberdade de imprensa” que nossos jornalistas falam?

Mas, não é só a imprensa paraibana que fecha os olhos, os ouvidos e tapa a boca sobre as suspeitas de superfaturamento no governo de João Azevedo.

Aliás, não é só essa parte da imprensa caolha que se mantém em silêncio.

UMA BANANA PARA OS PAIS: João Azevedo veta desconto e mostra que sua prioridade é defender donos de grandes escolas

O governador João Azevedo vetou a parte mais relevante do projeto aprovado pela Assembleia, que obrigava repasse da redução dos gastos das escolas particulares durante a pandemia, para o valor das mensalidades. O projeto é de autoria dos deputados Adriano Galdino, Estela Bezerra, Lindolfo Pires e Ricardo Barbosa, previa descontos de até 30%.

Quando calcularam os valores das mensalidades para o ano de 2020, além de atualizarem o valor acima da inflação, como sempre fazem, os donos de escolas e faculdades particulares incluíram nos custos uma projeção de gastos com energia elétrica, água, funcionários terceirizados de limpeza e segurança, só para citar os mais evidentes e que mais impactam na manutenção do lucrativo empreendimento.

Fico aqui imaginando o valor das contas de energia e água de uma escola como o Motiva. Ou do Pio X, onde meus dois filhos estudam. Dezenas de salas-de-aulas, por exemplo, que antes passavam pelo menos 10 horas com seus ar-condicionados ligados, agora ficam o dia inteiro vazias e escuras.

Você imagina o quanto uma dessas grandes escolas gastam com água e esgoto mensalmente?

A única despesa significativa dos donos de escolas particulares, a maior delas, certamente, que se manteve durante a pandemia, foi com salários de professores e servidores – aliás, os aumentos salariais para essas categorias pouco superam a inflação, enquanto o reajustes nas mensalidades são sempre muito acima da inflação.

Justificar que os custos com os sistemas adotados para aulas on-line, no caso do Pio X, o Microsoft Teams, chega a ser cínico. Quem fizer uma pesquisa na internet especificamente sobre esse aplicativo da Microsoft se deparará com essa notícia:

Microsoft oferece Microsoft Teams gratuitamente para manter organizações e escolas conectadas durante o COVID-19

Mas, imaginemos que a opção das maiores escolas tenha sido pela versão das plataformas que usam para aulas on-line. Feito isso, que tal um gasto superestimado de R$ 50,00 por aluno. Uma escola de 1000 alunos pagaria, portanto R$ 50 mil reais por mês pelo uso. Considerando uma mensalidade de, digamos, 1.100, 00, teremos um custo de menos de 5%!

Enquanto a maior parte das empresas e empresários é obrigada a viver as incertezas da crise, os empresários da educação, alguns deles, super-ricos, aliás, pretendem embolsar essa diferença, transformando previsão de gasto em lucro?

Ao vetar exatamente a parte do projeto da Assembleia que obrigava as empresas de educação a repassar a redução dos gastos projetados para as mensalidades que os pais pagam, João Azevedo mostra mais uma vez de que lado está.

E o presidente da Assembleia, Adriano Galdino, vai continuar ao lado dos pais e mães dos alunos?

O Estadão e suas velharias: é possível a volta do PSDB?

A “dialética” da casa-grande que o editorial do Estadão de hoje expõe, é tão rasa quanto oportunista e mentirosa: dos contrários Lula e Bolsonaro, nascerá uma síntese dos dois, uma alternativa: quem sabe o janota Dória? Ou o marqueteiro Luciano Huck?

É tão cínico o argumento de que o “bolsonarismo é um monstrengo antidemocrático que só ganhou vida e ribalta por obra e graça do lulopetismo”, que chega a provocar enjôos o mau-caratismo dessa velharia saudosa da República Velha, ou quem sabe dos tempos se D. Pedro II, para quem o Estado de São Paulo fala. 

Qual o papel da mídia corporativa, Globo e Estadão à frente, para o crescimento desse monstrengo, engordado com três pratos diários transbordantes de ódio e lanches temperados de molhos ácidos como veneno?

A história tem dessas peripécias e, vez em quando, prega peças que, não fossem já conhecidas, causariam surpresas. O ódio dessa gente foi perceber que o “monstrengo do bolsonarismo” foi quem ganhou massa nesse regime de engorda, ao invés do velho e senil tucanato. E não foi por falta de aviso.

Essa gente perversa não esperava que a dieta antissocial, anti-igualdade e antipovo, embalada com o papel cintilante da anticorrupção – logo eles? – engordasse o “monstrengo do bolsonarismo”. A história se repetia, e de novo e mais uma vez, como tragédia.

Por conta disso, não adianta o Estadão querer transformar a vítima de mais essa fraude histórica em algoz. Lula e a esquerda foram demonizados pela casa-grande, incomodadas com a, mesmo que tímida, ascensão social dos mais pobres, mas a alternativa era o fascismo à brasileira de Jair Bolsonaro, e não o desmoralizado tucanato.

Acho que a casa-grande vãi ter que se acostumar. Ainda que a centro-esquerda, na sua timidez de quem passou à defensiva e continua encurralada no canto da sala, não tenha se apercebido de que é a única alternativa real ao bolsonarismo, porque histórica, mais dia menos dia essa realidade tende a se impor como verdade.

Mas, é precisa se mover para ocupar o espaço vazio que a ela pertence. No seu pior momento, a centro-esquerda obteve 45% dos votos em 2018, com Fernando Haddad. E não me consta que a situação política tenha piorado. É preciso projetar o futuro para começar a se posicionar desde já. E o tempo urge.

Portanto, se a centro-esquerda, ao invés de se deixar seduzir pelo canto do cisne de que um acordo com o centro é o caminho, e conseguir elaborar um projeto que indique ao povo uma alternativa real, que consiga atrair setores da classe média e parte do centro, é só uma questão de tempo para que a velha polarização que marca as eleições presidenciais no Brasil, desde 1989, volte a se repetir. Se o povo brasileiro aprendeu a distinguir é quem é quem na política brasileira.

Em tempos de democracia, é assim desde 1945.

Manoel Duarte: Fica cada vez mais explícita a sanha perseguidora contra Ricardo Coutinho.

Resolvi conversar com advogados e fiz pessoalmente a leitura da nova denúncia, mais uma, oferecida pelo Ministério Público contra Ricardo Coutinho e outras pessoas próximas.

A peça é extensa, cheia de gráficos e power point para demonstrar convicção, mas em termos de provas a única coisa que traz é o batido e recorrente uso de trechos da delação premiada do delator Daniel Gomes, nem uma única outra prova.
Afirma a própria denúncia que o Lifesa é uma empresa falida e sem expressão, inoperante é inviável economicamente.

Como assim? Quer dizer então que RC está sendo denunciado por tentar reerguer uma empresa pública que estava falida?

Afirma que a compra de ações do Lifesa por uma empresa chamada Troy, da qual RC seria o suposto dono foi feita em 2012, porém só em 2018 houve faturamento. Sinceramente, não dá para entender porque um negócio que seria tão bom para os integrantes do que chamam de “quadrilha” só conseguiu faturar alguma coisa 7 anos depois. E qual o faturamento? Não informam, mero detalhe que esqueceram de mencionar na denúncia.

Depois de páginas e páginas falando do desvio de milhões do Lifesa, no final, na parte dos pedidos da denúncia, apontam um suposto desvio de RS 250 mil. Considero que seja uma diferença abismal entre milhões e 250 mil. Se há um erro tão grave entre o que se acusa e o que se aponta como montante do suposto desvio no pedido de ressarcimento ao erário, fico com o “in dúbio pro réu” para acreditar que é mais uma denúncia pra fazer volume e desgastar a imagem de RC.

E por fim denunciam Amanda Rodrigues, sua esposa, simplesmente por ela ter integrado um Conselho de Administração, cuja obrigação de participação decorre de lei. Será se tem a ver com os seus escritos denunciando a perseguição implacável a RC?

Não sei, mas cada vez mais fica explícita a sanha perseguidora, uma verdadeira obsessão a Ricardo Coutinho.

Cruz credo, como dizia minha avó.

Mamoel Duarte

Ricardo Coutinho: “É urgente que o Ministério Público reveja sua atuação e cumpra seu papel constitucional”

A Polícia Civil da Paraíba prendeu no ultimo dia 16/05/2020, um homem que tentou extorquir o ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho, através de ameaças a ele e à sua família.

A notícia foi divulgada hoje, dia em que, mais uma vez, o Ministério Público da Paraíba apresenta mais uma, das tantas que ainda mantém guardadas esperando a melhor oportunidade para serem apresentadas. A intenção é manter acesa a chama com a qual pretendem destruir a reputação de honestidade que o ex-governador construiu ao longo de carreira.

Em nota, Ricardo Coutinho denuncia essa perseguição política do Ministério Público Estadual, que agora avança sobre sua esposa, Amanda Rodrigues, depois que ela passou a usar as redes sociais para criticar os abusos da Operação Calvário.

Abaixo, a nota de Ricardo Coutinho

Nota oficial de Ricardo Coutinho

Ultimamente venho sendo vítima de diversas ameaças e até de extorsão. Quero agradecer o excelente trabalho da Polícia Civil da Paraíba, que prontamente atendeu à minha denúncia e prendeu a pessoa que estava colocando a minha vida e da minha família em risco.

Essa não é a primeira vez que sou vítima desse tipo de banditismo. No ano passado, meu escritório foi arrombado em busca de algo que não eram objetos de valor. O Memorial sobre o meu governo, criado na Fundação Casa José Américo, foi invadido e projetos e arquivos foram destruídos ou roubados. E o sítio de minha família em Bananeiras recentemente também foi saqueado.

Essas ações acontecem num contexto de clara perseguição contra mim e o que eu represento para o povo e para a história política da Paraíba. O Ministério Público da Paraíba apresenta seguidas denúncias contra mim e meus familiares sem que uma única prova concreta de corrupção ou de enriquecimento ilícito tenha sido apresentada. Na ausência de provas, investem na destruição da minha reputação, atraindo sobre mim o interesse de criminosos verdadeiros.

É urgente que o Ministério Público reveja sua atuação e cumpra seu papel constitucional, pois Justiça deve ser feita nos autos e com provas, e não em busca de audiência espetacularizada na população.

Ricardo Coutinho
Ex-governador da Paraíba

Amanda Rodrigues trata da situação dos empresários e da falta de apoio dos governos durante a pandemia

EMPRESÁRIOS X FALTA DE APOIO DURANTE A PANDEMIA

Por Amanda Rodrigues

Todo mundo que tem uma empresa sabe que ser empresário no Brasil é uma aventura.

Antes de atuar como administradora pública, eu imaginava que não poderia existir nada mais desafiador do que ser empresária. Até que assumi a Secretaria de Finanças do estado da Paraíba e me vi diante de um desafio e de uma responsabilidade maior.

Somos um estado pobre, temos poucas indústrias e uma grande dependência financeira do poder público. Nessa função, exerci e aprimorei todas as habilidades que adquiri nas empresas privadas por onde passei, e pude crescer muito. Quando deixei o governo do estado, estava transformada pela experiência na administração pública, e passei a compreender não só como as coisas acontecem, mas como fazê-las acontecer.

Essa junção do público com o privado me tornou uma pessoa melhor, e hoje me sinto mais preparada para viver na dificuldade. Quero falar hoje sobre as dificuldades que acredito serem comuns para todos os pequenos empresários como eu, durante essa pandemia.


Eu tenho uma loja de iluminação. Os micros e pequenos empreendedores são a base da pirâmide dos “negócios”, e empregam milhares de pessoas país afora, o que recebemos de apoio do governo federal para atravessar essa crise foram a possibilidade de postergar o pagamento do simples, e o FGTS dos meses de abril e maio, pegar empréstimos com juros, e carência insuficientes para o tempo da pandemia, ou a opção que já tínhamos direito, de suspender os contratos de trabalho por dois meses.

O governo estadual, acompanhou a decisão do comitê gestor do Simples Nacional de postergação do pagamento. Para a categoria que mais emprega no Brasil não foi feito nada de concreto para resolver o do pagamento dos salários dos nossos funcionários, fornecedores e impostos. Sem contar com a sobrevivência da nossa família. A saída oferecida pelo governo foi de nos endividarmos ainda mais, contraindo empréstimos em cima de empréstimos.

Como nos ensina o ditado popular, a maioria dos empresários vendem o almoço para pagar o jantar. Poucos têm capital de giro suficiente capaz de sustentar essa situação, mas os governos, preferiram ignorar.
Ofereceram um auxílio emergencial que não é suficiente para os menos favorecidos. Os grandes empresários, que são cerca de 5% do país, já têm seus subsídios e apenas irão diminuir um pouco a sua concentração de riqueza. Os bancos receberam mais de um R$ 1 trilhão de reais, sem precisar ficar em filas.

Enquanto isso, todos os pequenos e médios empresários estão sendo impedidos de trabalhar por conta do isolamento. Isolamento esse que sou a favor. Tenho certeza que os governantes acham que nós também temos a capacidade de imprimir dinheiro. Ao invés de gastar energia mandado as pessoas irem para rua fazer carreatas, o governo federal deveria assumir nossa folha de pagamento por no mínimo 6 meses. O governo estadual, que tem a responsabilidade de ser o grande condutor local desse processo, infelizmente demonstra não ter capacidade, e a falta de liderança vem comprometendo todas as políticas públicas que influenciariam na saída mais rápida da pandemia e ainda causa uma completa desorganização na sociedade.

Quando falamos do governo municipal, que deveria mostrar capacidade de propor alguma coisa, além de isolamento para os empreendedores, uma vez que João Pessoa tem um Orçamento que ultrapassa 2,8 bilhões, e ainda sabendo que o município não precisa arcar com segurança, a outros poderes e a UEPB. Além de poucos novos leitos de hospitais, não temos conhecimento de mais nada. Para você ter uma ideia, a prefeitura recebe 3 vezes mais do SUS que a rede estadual, isso para financiar uma rede municipal de saúde que é, claro, muito menor que a rede de saúde estadual.

Desamparados, os micro e pequenos empresários ficam assistindo a uma espécie de competição entre os governos que não se entendem. Se Estado e municípios paraibanos tivessem adotado medidas preventivas únicas na atenção básica de saúde, severas de isolamentos, e até tivessem implantado o fechamento de barreiras sanitárias, certamente a Paraíba estaria em outra situação. Após 4 meses do alerta oficial da pandemia que foi feito dia 03/02/2020 pelo ministério da saúde, o poder público, que teve tempo de sobra para se prepara, organizar e articular ações, dividir funções. Não fez! Deveriam ter criado uma política única para todo o Estado, com o apoio irrestrito da justiça e do ministério público, para que as decisões fossem igualmente respeitadas. Preferem disputar cada medida politicamente.

Não é o momento para disputas políticas, e sim de um esforço coletivo que salve o maior número de vidas e restabeleça minimamente a economia. É triste assistir o caminho que tomamos. Percebo de olhos marejados um futuro incerto.
Do jeito que as coisas andam, esse pesadelo está longe de acabar, é nós empresários estamos expostos sem um único caminho que nos leve a alguma solução.

Incompetência generalizada: Procurador-geral do estado perde prazo e Paraíba R$ 16 milhões do Fundo Nacional da Segurança

A incompetência do governo João Azevedo é posta à prova todos os dias, e todos os dias a incompetência do seu governo fica demonstrada, sem espaço para contestação.

No caso do enfrentamento à pandemia de coronavírus, chega a ser revoltante e uma obrigação moral constatar que, por exemplo, nada, repito, nada, foi feito em relação à atenção primária: continuamos sem testagem, a política de isolamento social é um fracasso, que expõe não só a mediocridade do atual governo, mas sua fraqueza pela completa perda de autoridade.

Por isso, a Covid-19 avança celemente na Paraíba: nós ocupamos hoje o 10° lugar entre os estados brasileiros quando consideramos o número de mortos (219).

Mais dramático ainda é que pouco se conseguiu avançar no atendimento aos doentes que precisam de atendimento em UTI. Nesse caso, é também necessário que seja dito que a prefeitura de João Pessoa e Campina Grande fazem companhia ao atual governo estadual na incapacidade.

Até agora, pouco ampliamos em número de leitos com UTI’s. O que temos são promessas requentadas de novos leitos, que são repetidas pela máquina de propaganda do atual, mas que quase nada saiu do papel.

Paraíba perde 16 milhões do Fundo Nacional da Segurança Pública

Dos 27 estados brasileiros, 23 entraram no STF com a Ação Cível Originária nº 3.329-DF, ajuizada contra a União, que pedia o descontigenciamento dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública. (Veja abaixo)

O Procurador-Geral da Paraíba, Fábio Andrade, comeu mosca e a Paraiba pode perder, segundo os critérios de rateio do Ministério da Justiça, recursos na ordem de R$ 16 milhões de reais. E o Secretário de Finanças falando que não tem dinheiro nem para pagar o funcionalismo.

Por incompetência ou negligência, a Procurador-Geral da Paraíba só pediu para aderir à petição inicial e entrar na Ação Cível no dia em que o STF concedeu decisão favorável aos demais estados e Distrito Federal. Essa turma fica fazendo o quê na Procuradoria?

De acordo com a decisão do Supremo,
a União está obrigada a repassar “imediatamente” aos estados e ao Distrito Federal metade das verbas do Fundo Nacional de Segurança Pública, originárias de receitas com loterias oficiais. O STF entendeu que esses recursos são classificados como “transferência obrigatória”.

Fábio Andrade deveria cuidar mais dos interesses da Procuradoria, ao invés de conceder tanta entrevista.

Mofi brincou de roleta-russa

Emersom Machado, radialista do Sistema Correio, foi contaminado pelo coronavírus.

Só depois de ter andado por aí sem máscara, desrespeitado as recomendações de isolamento social, ter tido contato com uma infinidade de gente, resolveu fazer o teste para Covid-19.

Como ele próprio tornou público pelo seu Instagram, o teste deu positivo, claro. Ou seja, Mofi resolveu jogar roleta-russa, foi contaminado, contaminou tantas outras pessoas e por sorte e saiu ileso.

A dúvida é saber quantas pessoas foram contaminadas por ele. E se tiveram a mesma sorte.

Manoel Duarte: perseguição a Ricardo Coutinho esconde projeto de poder do Ministério Público

Manoel Duarte volta a escrever, agora sobre sobre as mudanças na atuação do Ministério Público, sobretudo depois da Operação Lava Jato. Apesar de considerar positiva a nova postura, Manoel Duarte diz que é preciso achar uma “dosagem correta” para combater o “vírus da ambição pelo Poder” que, segundo ele, contaminou o Ministério Público.

Manoel Duarte trata ainda da perseguição a Ricardo Coutinho e constata que, por trás da perseguição, espetacularizada pela mídia, existe um projeto de poder.

Vamos ao texto:

O ÓDIO NOS TEMPOS DO CÓLERA

EM TEMPOS de quarentena acabamos por nos focarmos em alguns assuntos que antes talvez não despertasse tanto a nossa atenção.

Em conversas virtuais com profissionais dos mais diversos, nos campos jurídico e político, tenho debatido sobre o novo modelo de atuação ministerial.

O Ministério Público é, sem dúvidas, a Instituição de maior relevo à luz do novo texto constitucional. A partir de 1988 cresceu de importância exponencialmente. Atua na defesa do meio ambiente, da proteção ao consumidor, dos vulneráveis socialmente, na garantia de direitos dos idosos, deficientes e menores, e claro, na persecução penal, no combate às organizações criminosas, ao tráfico de drogas e à corrupção.

Nesse contexto, em tempos recentes, passou por uma transformação responsável por modificar o seu perfil de atuação. A eleição do Procurador – Geral de Justiça, seu representante maior, ampliou a participação ativa, permitindo que a escolha possa recair sobre Promotores de Justiça de última entrância e não apenas exclusivamente sobre Procuradores de Justiça, como era anteriormente.

Na Paraíba proporcionou a possibilidade de “MENINOS” assumirem a direção do Órgão.
isso foi bom? Embora pareça estar vivendo um SURTO, a resposta é positiva. A Instituição se fortaleceu muito nos últimos dez anos, a partir da gestão comandada por jovens promotores que remodelaram o perfil da atuação ministerial, significativamente nos últimos mandatos anteriores.

Mas como todo remédio precisa ter a dosagem correta, esse modelo acabou errando na prescrição e se deixou contaminar pelo vírus da ambição pelo Poder. Basta observar o modo operacional da atuação da Lava-Jato, conforme foi revelado nos diálogos divulgados pelo The Intercepte Brasil. A operação começou com o propósito magnânimo de combate à corrupção, mas depois a ambição do seu núcleo passou a ser a defesa de um projeto de poder, que consistia em excluir LULA da eleição presidencial a qualquer custo. O comando operacional foi personificado na figura do todo poderoso e “amiguinho” da mídia Sérgio Moro, vide artigo “(A imprensa e seu herói).

Alguma dúvida que por trás da espetacularização operacional do Ministério Público em nossa terrinha, com cenários cinematográficos, tenha uma intenção subjacente de POJETO DE PODER? Alguma dúvida que o objetivo seja a EXCLUSÃO de Ricardo Coutinho do páreo eleitoral e, consequentemente, da vida pública?

Só os incautos e TOLOS não percebem que o discurso do combate à corrupção é quase que apenas um pretexto, esquema fanático onde a sua justiça não é muito mais que intolerância moralista.

E sinceramente, conforme ouvi de muitos, já está ENCHENDO O SACO essa perseguição odiosa a Ricardo Coutinho. Uma coisa é se investigar, ajuizar ações judiciais, é típico da função do MP, mas desde que respeitando, ao menos, minimamente, os princípios da dignidade da pessoa humana, do contraditório e da ampla defesa, o inverso do comportamento adotado por aqui.

Engraçado é que o próprio Ricardo Courinho teve um papel fundamental no fortalecimento da Entidade. Nomeou todos os Procuradores-Gerais obedecendo rigorosamente a escolha do mais votado pela classe, ao contrário do que fez governadores anteriores. Não o bastante, ainda nomeou um ex-Procurador-Geral DESEMBARGADOR.

Lembrei da entrevista do Sr. Sérgio Moro, quando anti-eticamente deixou o cargo de ministro da Justiça detonando o presidente da Republica, e admitindo, QUEM DIRIA, que os governos de LULA e DILMA souberam respeitar a autonomia da Polícia Federal.

Talvez, em breve, por aqui também, sintam saudades da gestão do ex-governador, se já não o estão.

Como no romance de Gabriel Garcia Marquez “O Amor em Tempos do Cólera”, o personagem Florentino espera anos até ter a oportunidade de estar novamente com sua amada, realizando sua espera após o sepultamento de Juvenal Urbino, onde se aproxima de Firmina e diz que estava esperando aquele dia por 51 anos, 9 meses e 4 dias.

Aqui, se esperou 8 ANOS – 2.920 DIAS – o tempo de acabar os dois mandatos de RICARDO COUTINHO como governador – os melhores que a Paraíba já teve – diga-se de passagem, e de ser traído por “Judas”, o discípulo que se elegeu governador, graças a RC, para que o Ministério Público, com seu sentimento às avessas do personagem Florentino do romance, descarregar o seu ÓDIO, a sua FÚRIA, a sua CÓLERA, a sua IRA contra o ex – governador e pessoas próximas.

MANOEL DUARTE

Morte por Covid-19 no DER: servidores denunciam “omissão” e “pressão externa” para manter obras

Ontem, morreu de Covid-19 o servidor do DER (Departamento de Estradas e Rodagens) José Jangaban R. de Pádua Freire. Segundo nota da Associação dos Servidores do DER, José Kangaban “faleceu estando em pleno exercício profissional e integrando equipe de técnicos de obra do DER em andamento (no bairro de Mangabeira na cidade de João Pessoa)”, mesmo com o isolamento social decretado pelo Governo do Estado, a quem o DER é ligado.

A Associação dos Servidores do Departamento de Estradas e Rodagens da Paraíba – ASSERDER manifesta seu sentimento de pesar aos familiares, amigos e companheiros do DER, pelo prematuro falecimento do servidor, José Jangaban R. de Pádua Freire, integrante do quadro efetivo do DER/PB onde exerceu sua atividade profissional com zelo, competência e honestidade.

Em razão disse, a Associação denuncia “omissão da administração pública por não adotar as medidas antecipadas e necessárias para a proteção da vida”, bem como “pressões externas direcionadas ao Governo do Estado, as quais escondem interesses obscuros e genocidas”, que põem em risco a sobrevivência dos trabalhadores.

A ASSEDER cobra uma postura mais firme “das autoridades estaduais” em defesa de todos os trabalhadores da Paraíba, a “imediata paralisação de todas as obras de construção civil” no Estado da Paraíba, e todas as atividades do DER no estado.

A denúncia dos servidores do DER só mostra que a política de isolamento social é um faz de conta e que o governador João Azevedo não é capaz de enfrentar pressões do empresariado. Ontem, no primeiro dia de vigência do decreto que fecha restringe ainda mais a circulação de pessoas, uma manifestação de empresários contrários ao isolamento social desmoralizou o decreto e terminou na Granja Santana, sem serem importunados pela polícia, nem a que protege a Residência Oficial do Governador.

Abaixo, texto integral da nota da ASSEDER:

ASSERDER na luta pela saúde e vida dos servidores do DER

A Associação dos Servidores do Departamento de Estradas e Rodagens da Paraíba – ASSERDER manifesta seu sentimento de pesar aos familiares, amigos e companheiros do DER, pelo prematuro falecimento do servidor, José Jangaban R. de Pádua Freire, integrante do quadro efetivo do DER/PB onde exerceu sua atividade profissional com zelo, competência e honestidade.

O servidor faleceu estando em pleno exercício profissional e integrando equipe de técnicos de obra do DER em andamento (no bairro de Mangabeira na cidade de João Pessoa), apesar do estado de isolamento social decorrente da pandemia provocada pela COVID-19.

É público e notório que a recomendação de isolamento social foi determinada pela Organização Mundial de Saúde – OMS e pelo Comitê Científico do Consórcio Nordeste, do qual a Paraíba é integrante. Por conseguinte, a morte do estimado Servidor revela a omissão da administração pública por não adotar as medidas antecipadas e necessárias para a proteção da vida. 

Mesmo diante das pressões externas direcionadas ao Governo do Estado, as quais escondem interesses obscuros e genocidas, pondo em risco a sobrevivência dos trabalhadores, cobramos das autoridades estaduais uma postura radical em defesa de todos os trabalhadores da Paraíba.

Nesse sentido, solicitamos ao governador do Estado da Paraíba João Azevedo e ao diretor superintendente do DER Carlos Pereira a imediata paralisação de todas as obras de construção civil no Estado da Paraíba, como também a paralisação de todos os trabalhos desenvolvidos pelas residências rodoviárias, terminais rodoviários e seção industrial do DER.

    João Pessoa, 17/05/2020

Enquanto RC é novamente denunciado, João Azevedo continua “esquecido” pelo Gaeco

A defesa de Ricardo Coutinho divulgou nota em que aponta abuso e perseguição política por parte do Ministério Público da Paraíba (MPPB) contra o ex-governador. Sem apresentar nada de novo, além das “delações premiadas de pessoas que estavam presas – e que só foram soltas após fazerem acordo”, –  o MPPB denunciou Ricardo Coutinho como co-autor (essa foi mesmo o fim da picada) da arrecadação de fundos para a campanha de 2018 patrocinada por Livânia Farias e Leandro Azevedo.

Ora, mesmo que verdadeiros os termos das delações – todas, repita-se, obtidas com os investigados presos e incomunicáveis (no caso de Leandro, depois de um mês no PB1, mesmo tendo ele diploma universitário) –, não haveria como responsabilizar o então governador já que o mesmo sequer era candidato.

Enquanto isso, o atual governador João Azevedo, que era o principal interessado já que ele, sim, era o candidato, permanece longe dos olhos do Gaeco. Como explicar essa omissão, já que os valores arrecadados eram, segundo todos os delatores envolvidos, para a campanha de 2018.

A denúncia dessa semana é tão mal fundamentada que usa um áudio julho de 2018 em que Livânia Farias trata com Daniel Gomes recursos que seriam supostamente destinados à campanha, e que esses recursos deveriam ser disponibilizados antes do dia 15 de agosto, dia em que a campanha começava oficialmente. O encontro foi marcado para 9 de agosto de 2018 e, segundo os próprios áudios, o nome de RC sequer foi mencionado.

Além disso, comprovando que as delações são usadas para corroborar o que foi dito nas próprias delações, áudios datados de 2015 e 2017 foram inseridos na denúncia. Para provar a incapacidade do Gaeco de produzir provas? Ou seja, ainda sejam autênticos, esses áudios não têm qualquer relação com o evento do Rio de Janeiro. Vale as convicções do Gaeco?

Enfim, vai ficando cada vez mais óbvio o que a defesa de Ricardo Coutinho aponta na nota: o que a Paraíba presencia é um acintoso processo de perseguição política que usa o sisema judiciário como arma.

Amanda Rodrigues: Sobre como mudei e como vivemos hoje

Amanda Rodrigues postou hoje (16/05) um vídeo no Instagram que vai dar muito o que falar porque, pela primeira vez desde que começou a falar e escrever nas redes sociais, ela expôs o que pensa sobre como a política mudou suas ideias, sobre o papel do Estado e sobre o governo Bolsonaro. (Para ver o vídeo clique aqui)

De empresária que desconhecia os meandros da atuação dos governos e reproduzia velhos e conhecidos preconceitos, comuns desse setor da socidedade, à administradora pública que acompanhou de perto as mudanças políticas e adminstrativas que a Paraíba viveu e das quais participou ativamente a partir de 2016, o depoimento de Amanda Rodrigues é um testemunho generoso de como a experiência pode promover mudanças nas pessoas e, mais que tudo, um apelo à razão.

Sobre como mudei e como vivemos hoje

Nasci numa família conservadora, católica, que veio de baixo, que precisou lutar muito, para mudar de vida. Herdei dos meus pais essa vocação, que é lutar incansavelmente para alcançar meus objetivos.

Sempre trabalhei na iniciativa privada, achava que não precisava de apoio do Estado. Na verdade, me irritava pagar impostos, eu tinha a sensação de que tudo que eu pagava de impostos não retornava para a sociedade. Achava que não tinha segurança, saúde, etc, etc. Como quase todos os empresários, eu era a favor de menos estado regulando a economia e mais privatizações.

Isso, até que comecei a trabalhar na administração pública. Só aí pude compreender que o Estado é fundamental, pude ver como a boa política pode ser transformadora, pode ajudar a mudar a vida das pessoas, principalmente dos que mais precisam. Enquanto ajudava a administrar a Paraíba ao lado de Ricardo Coutinho, que conheci em 2015, em 2016 passei a ser parte de sua equipe, o amor pelo trabalho se transformou em uma amizade, depois, em um relacionamento, e em 2019 em casamento.

Pude acompanhar emocionada e com uma pontinha de orgulho, a imensa obra que estávamos realizando (enviar estudantes da escola pública para fazer intercâmbio no exterior é um símbolo do como o Estado pode ajudar a mudar a vida das pessoas). Ao mesmo tempo em que finalmente comecei a entender tudo isso, sentia nascer em mim outra compreensão do mundo: a importância da política para a sociedade, da boa política, da política comprometida com as mudanças e com as necessidades das maiorias.

Antes, durante o governo de Lula, eu via as melhorias nas condições de vida, principalmente dos mais pobres, mas também da classe média e do empresariado, mas não compreendia o que tudo aquilo tinha a ver com a política. Eu via como a vida dos meus funcionários mudavam. Antes, andavam de ônibus, depois passaram a ter moto ou carro. Eles passaram também a ter poder de consumo, e aquilo me deixava muito feliz. Mas, foi só após essa passagem pelo setor público que compreendi que mesmo na minha antiga ignorância, os impostos que eu pagava estavam, sim, retornando para melhorar a vida de muitas pessoas.

Fiz esse pequeno resumo da minha trajetória de mudança interior, das minhas ideias sobre o mundo e a política, para dizer que quando vejo hoje algumas pessoas, mesmos as queridas, falando barbaridades acerca da política e se dizendo orgulhosamente de direita, me choco muito. Me choco porque eu sei o que “ser de direita” no Brasil de hoje representa. Eu sou empresária, mas isso não significa que eu tenha obrigatoriamente que ser de “direita”.

Num país desigual como o Brasil, e, mais ainda, na Paraíba, não só os mais pobres precisam da intervenção do Estado, mas o próprio empresariado. Essa história de liberdade de mercado só é boa para as maiores empresas, as multinacionais. Assim como os mais pobres e a classe média precisam de apoio do Estado, o empresário precisa de políticas de apoio aos seus negócios (empréstimos a juros baixos, por exemplo).

Por incrível que possa parecer, defender isso não é ser de esquerda ou direita. É ser racional, que é algo que anda em falta no Brasil ultimamente.

O determinante é termos a capacidade de conhecer o potencial do Brasil e dos brasileiros. E apostar nisso. Coisa que o atual governo federal despreza. Vivemos essa situação de termos um governo que só sabe destruir, e por isso é incapaz de unir o Brasil em um momento tão difícil.

E graças a Deus, existem obstáculos no caminho que não permite ele tornar lei tudo o que deseja. Apesar do estrago já ser grande, ainda resta alguma coisa, e é por isso que nós brasileiros temos que lutar. Pelo direito da constituição ser cumprida, para que mais nenhum programa de inclusão social seja destruído, lutar por menos ódio e mais solidariedade! Não é lutar por ser direta ou esquerda, e sim, para que os princípios que todos temos não sejam atropelados.

Eu sei que todos são a favor da vida, mesmo que esbravejem o contrário, pois se alguém não se importa com as mortes que estão vendo na mídia, passarão a se importar quando ela chegar na sua família. A discussão não é sobre se as academias vão abrir ou fechar, e sim sobre mais e mais brasileiros mortos, não estamos numa ilha no que diz respeito ao coronavírus, temos o mundo como exemplo.

O que acontece no Brasil acontece igual no mundo, e o sucesso está sendo alcançado onde as pessoas realmente ficaram em casa. Não existe economia com milhares de mortos espalhados pelo Brasil. Toda vez que o embate sobre acabar o isolamento é defendido, mesmo sabendo o sofrimento que isso vai resultar em milhares de famílias, não ajuda em nada, nem na recuperação da economia, porque quanto mais gente ficar doente e precisar de UTI, mais tempo vai durar o isolamento social.

Por isso, eu peço: reflitam! Pensem!

A uma conclusão eu também cheguei vivendo a crise atual. Precisamos de mais Estado, e o SUS é um exemplo disso. O SUS é o grande diferencial do nosso país e ele precisa não penas ser mantido, mas fortalecido depois dessa crise.

Ontem foi o dia da família, e por suas famílias, eu poço fiquem em casa!

Verbas indenizatórias: Nonato Bandeira organizou campanha contra a Assembleia?

Assim que li o texto que o jornalista campinense Milton Figueiredo postou em seu blog sobre a operação desalanchada pelo secretário de comunicação da Paraíba, Nonato Bandeira, para destruir a imagem do parlamento estadual nós últimos dias, comecei a juntar algumas peças que faltavam no quebra-cabeça que é a relação entre a Assembleia e o governo João Azevedo.

O título já antecipa o jogo pesado: Nonato Bandeira seria o motivo da implosão do grupo do Governo na ALPB. (leia aqui)

Vejam o que Milton Figueiredo escreveu:

A articulação de destruição da imagem da casa nos últimos dias, nos veículos de comunicação e nas redes sociais, seria uma retaliação direta de Nonato Bandeira, homem forte do PPS e secretário de comunicação institucional da Paraíba.”

Ainda segundo Milton Figueiredo, Nonato não teria perdoado a redução promovida pela Assembleia no orçamento da pasta das comunicações.

Pois bem, ao ler essa postagem, lembrei do repasse de informações quase frenético de um jornalista sobre as tais verbas indenizatórias que a Assembleia concedia aos deputados estaduais. Ele me disse que não trataria do caso porque “não desejava aparecer para não ficar marcado na Assembleia, mas achava ser necessário que eu escrevesse sobre esse escândalo”.

Eu só não sabia do interesse de Nonato Bandeira de desmoralizar o Poder Legislativo, sobretudo o presidente da Assembleia, Adriano Galdino.

Depois de toda aquela confusão, outro detalhe político emergiu dessa pendenga que pouca gente notou: o Poder Executivo não precisou ir para o confronto direto, reduzindo o repasse do duodécimo da Assembleia alegando a necessidade de mais recursos para combater o coronavírus. A oportunidade estava à mão e nada como uma campanha organizada para aproveitá-la.

E o resultado foi mais que o esperado: desmoralizada, a Assembleia cedeu. E por onde passa um boi…

Os Lundgreen querem o Conde de volta

O presidente da Câmara de Vereadores do Conde, Carlos André de Oliveira Silva, Manga Rosa, quer porque quer ser prefeito do Conde para facilitar a volta da família Ludgreen. Como bom serviçal, Manga Rosa age na Câmara a mando do advogado Hermann Lundgreen, que vem a ser filho de Tatiana Lundgren e Aluísio Régis, dois ex-prefeitos da cidade.

Como é comum nas tradicionais famílias brasileiras, Herman herdou o nome do fundador da linhagem, o sueco Herman Theodor Lundgren, que chegou ao Brasil no final do século XIX e enriqueceu trabalhando no porto do Recife. Foi ele o criador das Lojas Pernambucanas, que por muito tempo foi a maior rede varejista do Brasil.

Pois bem, Herman Ludgreen é o autor do pedido de pedido de cassação de Márcia Lucena, pedido sustentado em um processo que ainda está em fase de instrução e cuja prova até agora apresentadas se resumem a uma delação premiada e, mesmo assim, não tem nenhuma relação com a administração do Conde.

Como a estratégia para tomar a prefeitura do Conde de assalto parece que não previa a liminar do STJ que libertou Márcia Lucena, tanto que Manga Rosa mudou quase todo o secretariado quando assumiu a Prefeitura, no dia 18, um dia depois da prisão da titular e legítima prefeita. A estratégia provavelmente contava que Márcia passaria todo o recesso judiciário presa, e que o grupo teria tempo para articular a cassação da prefeita. Provavelmente por isso, o pedido foi protoclado no dia 23 de dezembro, dia em que Márcia Lucena reassumiu o cargo.

O processo foi aberto e uma comissão processante criada. Essa comissão decidiu que não havia motivos para cassar o mandato de Márcia Lucena e decidiu pelo arquivamento do processo. Mas, como o presidente da Câmara do Conde parece não se preocupar com a situação do povo do Conde – ah, Manga Rosa mora em João Pessoa, – ele decidiu que a sua prioridade em tempos de pandemia é cassar o mandato da advbesária política, assumir por uns meses a prefeitura e, quem sabe, como preposto obediente, repassá-la à família Ludgreen.

Pois não é que Manga Rosa convocou uma reunião on-line dos vereadores. O desespero para dar o golpe em Márcia Lucena é tão grande que uma improvisada reunião foi organizada (vejam so!) pelo Facebook! E como desmoralização pouca é bobagem para o ínclito presidente da Câmara do Conde, a reunião aconteceu no perfil de um empresário da construção civil do Conde! Manga Rosa conduziu uma sessão que foi, por conta dos problemas técnicos e pela falta de familiaridade com essa tecnologia, uma cnfusão só.

Vejam trechos do relato da reunião feito pelo site LitoralJá, cujo título da matéria (O MANGA ARMA CONTRA A PREFEITA MÁRCIA LUCENA) não deixa dúvida sobre as intenções:

“A sessão foi transmitida de forma amadora, através de um Facebook de um particular. O áudio estava nitidamente com problemas, o que foi alvo de críticas de alguns vereadores.Além da falta de profissionalismo com a tecnologia, o poder legislativo deixou ainda de publicar oficialmente um link para que o povo condense pudesse acompanhar os trabalhos de interesses públicos. A câmara não dispõe dos devidos recursos técnicos para realizar tal trabalho, pois os vereadores não receberam tablets ou computadores para acessarem as transmissões.

A falta de clareza dos áudios deixavam os vereadores em frequentes dúvidas do assunto debatido e, ou, sobre o que deveriam votar. (…)

Em meio a esse pandemônio, prevaleceu a vontade a as ordens da família Ludgreen, que se considera dona da cidade e Márcia Lucena uma instrusa no seu festim.

OS CANDIDATOS DA FAMÍLIA

A família Ludgreen pode ter dois candidatos. Um deles é Aloísio Lundgren Régis, irmão de Hermann Lundgreen.

Em 27 de julho do ano passado, Aloísio se filiou ao PMDB. Segundo matéria do PBAgora sobre a filiação, “A filiação ocorre dentro do objetivo da sigla de angariar novos nomes que possam disputar as eleições de 2020”.

A outra opção é Karla Pimentel Régis, esposa de Hermann Lundgreen, que se filiou ao PSL.

Segundo matéria do BlogDoSuetoni de janeiro de 2019, “ela foi incumbida de presidir e estruturar o PSL na cidade. A missão foi passada pelo presidente estadual do partido, o coronel Francisco. O deputado federal eleito Julian Lemos também esteve presente da reunião.”

Ainda segundo escreveu Suetoni, a família tenta “surfar na onda do conservadorismo que elegeu o presidente Jair Bolsonaro em 2018” e, nas palavras da própria Karla, sua candidatura “é reflexo do apoio à candidatura de Bolsonaro.”

Karla Pimentel Régis ao lado de Julien Lemos

Os Lundgreen são uma família de bolsonaristas. Hermann Lundgreen foi um ativo cabo eleitoral do atual presidente da República. Um dia haveremos de saber se esse encontro feliz teve a ver com a prisão de Márcia Lucena.

O truculento “doutor” Roberto Cavalcante

Como deve ser tratado alguém que diz, em um programa de rádio, que todo jornalista ou radialista que divulga os números de mortes por Covid-19 deveria ser “apedrejado”? E se essa pessoa for o dono de um dos maiores sistemas de comunicação da Paraíba?

Pois foi o que disse hoje no programa de uma das suas rádios, o dono do Sistema Correio, Roberto Cavalcanti. E disse isso ao lado de dois radialistas que, claro, não o contestaram – seria esperar demais de Nilvan Ferreira e Victor Paiva – Victor Paiva certa vez me enviou uma mensagem para reclamar porque eu o tratei por “radialista”, quando na realidade o mesmo é “jornalista diplomado”. Coisas da nossa província.

Inconscientemente, Cavalcante sugeriu o apedrejamento de jornalistas como se fossem adúlteras bíblicas e merecessem o castigo que a tradição indicava, mas que Jesus impediu que acontecesse, numa dos episódios mais expressivos do quanto Ele desprezava a hipocrisia.

Com palavra, o “doutor” Roberto Cavalcante:

“Tem determinadas emissoras que dá [sic] o placar de quantos morreram no país naquele dia, dá que parece um gol da seleção do Brasil. Isso é uma vergonha. Um jornalista ou radialista que fizesse um negócio desses deveria ser apedrejado na rua”, disse inacreditávelmente o empresário que construiu seu império vendendo informação.

O dono do Sistema Correio deve ser daquela escola de empresários da comunicação segundo a qual uma empresa de comunicação é mais importante pelo que deixa de noticiar do que pelo que realmente noticia. Foi assim que, por exemplo, Roberto Marinho construiu seu império durante a ditadura. Roberto Cavalcante também?

Cavalcante revela com esse discurso truculento que tem saudades do tempo em que era possível algumas poucas famílias controlar a informação, eleger e derrubar governos, ser paparicado por políticos que lhes estendiam tapetes vermelhos em almoços e jantares na Granja Santana – João Azevedo voltou a fazer isso?

Enfim, caso dependesse de Roberto Cavalcante jamais saberíamos ao certo a quantidade de mortos por Covid-19 no Brasil, cujos anúncios diários vão dando forma a uma tragédia humanitária.

A quem interessa esconder as mortes por Covid-19?

Esconder os números dessa tragédia tem uma dupla intenção: primeiro, diminuir a pressão política sobre governadores e prefeitos, que caminham para fechar ainda mais as cidades, decretando lockdown. O objetivo é dificultar os contatos individuais, razão maior para o contágio, que está acontecendo em larga escala e levando ao colapso do sistema de saúde. Ou seja, o lockdown infelizmente causará ainda mais prejuízos à economia, mas é bom que lembremos aqui que poderíamos estar começando a debater a reabertura da econimia caso tivéssemos levado mais a sério o isolamento social.

A segunda intenção de Roberto Cavalcante com sua declaração é política: visa diminuir as responsabilidades do atual Presidente da República, Jair Bolsonaro, que, mesmo com o Brasil às portas de anunciar a morte de mil brasileiros/as por dia, continua sua cruzada insana contra o isolamento social, jogando irresponsavelmente para a galera como se não tivesse responsabilidade com a vida dos milhares de brasileiros que já morreram e que ainda morrerão do longo dessa crise.

Não esqueçamos que Roberto Cavalcante foi um dos tantos empresários que apoiaram a ascensão à Presidência da República de Jair Bolsonaro, que revelou a inteireza do seu horror de suas ideias proto-nazistas durante a atual pandemia de coronavírus. Cavalcante continua a apoiar o atual presedente e a administração que até agora só aprontou maldades com os mais pobres, para o delirio de empresários como o dono do Sistema Correio.

Não me surpreendi, portanto.

Como já fizeram tantos outros empresários nos últimos meses, Roberto Cavalcante confirma com essa declaração a mentalidade escravocrata de parte de uma elite econômica que sempre desprezou os mais pobres. A exibe a truculência de alguém que sonha com a volta da ditadura, cuja função não seria outra senão calar a resistência dos que ainda têm voz para denunciar desumanidades como essa.

Do ParlamentoPB

Artigo: CENÁRIO DESOLADOR

Da primeira vez que enviou o artigo sobre Sérgio Moro, e devidamente publicado aqui no blog (A imprensa e seu herói), ele assinou. Nosso misterioso e qualificado colaborador voltou, agora para tratar da polêmica a respeito das alternativas financeiras como estratégia de enfrentamento da crise.

Cenário desolador

PROJEÇÕES de analistas financeiros e do próprio Banco Central apontam o PIB (Produto Interno Bruto, medida da renda nacional) com encolhimento de 4,1% em 2020, na melhor das hipóteses. O fechamento da década esse ano – período 2011/2020 – acumulará crescimento de risíveis 1.9%.

Nessa esteira, a década que termina agora em 2020 terá menor expansão do PIB da historia num comparativo com as doze últimas décadas e, nossas reservas internacionais, adquiridas em 2004, quem diria, é que poderá nos salvar.

Olhando pelo retrovisor, não identificamos nada parecido na história documentada do país. Na chamada década perdida – 1981 a 1990, a economia teve crescimento de 16,9%, em meio à disparada da inflação e a calotes da dívida.

O declínio da economia é um fato, conforme revelado em excelente artigo na Folha de São Paulo assinado por Ricardo Barboza (nem de longe pensem que é o daqui, o escritor é Barboza com Z, de ZELOSO, o deputado é Barbosa com S, de SUPÉRFLUO, SURTADO), intitulado “ As perspectivas para a economia brasileira”.

É um cenário desolador. São pessoas sofrendo por falta de renda e empresas fechando por falta de crédito, sem falar, é claro, nas mortes, que, infelizmente, já somam 12.065 pessoas e 173.141 casos confirmados, conforme dados desta terça (12).

Segundo a Economist Intelligence Unit, o Brasil deve ser a economia mais afetada pela Covid-19 em uma amostra de 19 países. De fato, faz sentido que o estrago seja maior aqui.

O Brasil não tem apenas um problema de saúde afetando negativamente a economia. Temos também um presidente que resolveu acrescentar uma crise política ao cenário já turbulento. Nesse contexto, o que deveríamos esperar como reação de política econômica?

Segundo o Ministério da Economia, em nota recentemente divulgada, a magnitude das medidas fiscais no Brasil estaria em linha com a média internacional. Comparações desse tipo nunca são muito precisas, mas, tomando o fato como verdade, há um problema sério relacionado à implementação dos programas.

No documento citado, quantifica-se o volume por meio de medidas anunciadas. Anúncios, contudo, nem sempre se transformam em medidas efetivas. Por exemplo, o programa de empréstimo do governo para pequenas empresas pagarem folha salarial, com orçamento de R$ 40 bilhões, tem sido um fracasso. Até agora, desembolsou somente R$ 400 milhões, ou 1% do total previsto.

O que poderá nos salvar é a irrigação do mercado por meio da venda de ativos das nossas reservas em moeda estrangeira, 340 bilhões de dólares em números hodiernos.

Na crise de 2008/2009, o que amenizou os efeitos nefastos na economia foi a venda pelo BC de US$ 14,5 bi para fomentar o mercado de câmbio em meio à crise detonada pela quebra do banco Lehman .

Afinal de contas para que nos serve uma poupança se outra utilidade não for usá-la nos momentos de dificuldades?

Nunca é tardio revitalizar a memória dos esquecidos de que esses recursos, majoritariamente – US$ 260 bilhões – foram adquiridos em 2004.

Uma máscara de proteção de brinde para quem adivinhar no governo de qual PRESIDENTE.

Manuel Duarte – pseudônimo

Ricardo Coutinho faz live com lideranças nacionais dos principais partidos de oposição e mostra que está vivíssimo

O ex-governador Ricardo Coutinho organizou e mediou uma das lives de maior relevância política ocorridas até agora no Brasil, tanto pelo ineditismo da iniciativa, pela importância do que foi debatido quanto, bem como pela representatividade política dos participantes.

Por mais de duas horas, os presidentes nacionais do PSB, Carlos Siqueira, do PT, Gleisi Hoffman, do PCdoB, Luciana Santos, além do deputado federal do PSOL, Marcelo Freixo, e do ex-senador e ex-governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), debateram a conjuntura do país, marcada hoje pela pandemia do coronavírus, além dos desafios para superação da crise econômica, e os limites políticos e programáticos para a oposição progressista e crítica do neoliberalismo se manter unida.

Promovido pela Fundação João Mangabeira, do PSB, que é presidida por Ricardo Coutinho, a iniciativa por si só mostra que poucas lideranças políticas no país são capazes de reunir em um só espaço um espectro de partidos que, apesar da proximidades políticas e programáticas, manifestam diferenças estratégicas, que não deixaram de ser debatidas ontem.

Roberto Requião e Carlos Siqueira mencionaram mais de uma vez a necessidade da oposição progressista a Bolsonaro se reunir em torno de um projeto nacional de desenvolvimento – os dois repetiram mais de uma vez a expressão, que resumiu o programa de Ciro Gomes, em 2018.

Requião foi além e criticou a ideia de uma “frente ampla” que inclua personalidades como Fernando Henrique Cardoso e Rodrigo Maia, ressaltando que as diferenças com esses setores, sobretudo quanto à defesa da economia nacional e de um modelo econômico que distribua renda, são insuperáveis, a não ser com concessões programáticas que retirariam o caráter nacional de um programa de desenvolvimento.

Divergências de estratégia eleitoral para as eleições municipais de 2020 também foram expostas. A formação de alianças em cidades estratégicas, como São Paulo, Rio de Janeiro e Recife, onde o lançamento de candidaturas podem colocar em risco a unidade dessa frente de oposição a Bolsonaro. Em São Paulo e Recife, os problemas são entre PSB e PT. No Rio, entre PSOL e PSB.

O tom do debate e da divergência foi respeitoso e sem nenhum momento de tensão. Aliás, ficou evidente que esses partidos têm mais aproximações no diagnóstico político e econômico sobre as raízes da crise atual e para a superação desta do que diferenças. Mais ainda sobre o caráter de um programa econômico e de refinanciamento do Estado brasileiro no pós-pandemia do coronavírus. O maior óbice parece ser as eleições municipais em algumas poucas cidades.

RC vivíssimo

Ass lives promovidas pela Fundação João Mangabeira têm chamado a atenção pela qualidade dos debates o que, claro, tem muito a ver com os convidados. Antes da live de ontem, que ocorrem sempre às segundas à noite, já participaram o sociólogo português e um dos maiores intelectuais do mundo contemporâneo, Boaventura de Souza Santos, e o economista Ladislau Dowbor, só para citar os nomes mais conhecidos e grandes referências para a academia brasileira.

Ou seja, mais do que ajudar na reflexão sobre grandes temas da contemporaneidade, cuja relevância ninguém é indiscutível, as lives que Ricardo Coutinho tem organizados e coordenado mostram que ele não apenas está vivo politicamente, como é um dos poucos políticos capazes de reunir para debater publicamente, presidentes e lideranças dos principais partidos de oposição no país, mostrando com isso que continua sendo um referência respeitada para todo o campo progressista e democrático.

Adriano Galdino tenta tirar o seu da reta e deixa colegas deputados pendurados na brocha

Adriano Galdino fez circular através de sua assessoria a informação de que não fez uso da verba indenizatória de R$ 40 mil, o que deixou seus colegas de Assembleia literalmente pendurados na brocha.

Após a péssima repercussão do aumento dado nos recursos para pagamento de aluguel se imóvel, automóvel, telefone, internet, combustível, TV a cabo, etc, etc, etc, dos deputados, o presidente da Assembleia tenta tirar o seu da reta divulgando que manteve seus gastos no limite anterior, que era de R$ 25 mil. Como nenhum/a outro/a deputado/a se manifestou, supõe-se que os/as outros/as 35 fez uso dos R$ 40 mil.

A atitude de Adriano Galdino deixa o cheiro de oportunismo no ar. Mas, a posição do presidente da Assembleia não se sustenta por dois motivos. O primeiro é formal.

Como estabelece o art. 18, inciso X, do Regimento Interno da Assembleia, é atribuição privativa da Mesa Diretora fazer proposições dispondo sobre “sua organização, funcionamento, polícia e serviços administrativos, regime jurídico do pessoal, criação, transformação ou extinção de cargos, empregos e funções e fixação da respectiva remuneração“.

É óbvio que não se está aqui afirmando que os deputados que não fazem parte da Mesa da ALPB nada têm a ver com o aumento e apenas cuidaram de gastar os R$ 15 mil a mais de aumento nas verbas indenizatórias.

Todos sem nenhuma exceção aprovaram e, pior, se calaram diante de um aumento de gastos que transfere para o Estado o financiamento de atividades parlamentares, isso sem que o eleitorado conheça a fundo as justificativas e necessidade desse gasto. Isso porque tudo é decidido sem nenhum debate mais aprofundado, nem entre os deputados nem com a sociedade civil.

Tudo agravado, claro, pela circunstância de uma grave e inédita crise, que combina aumento do gasto público, sobretudo com saúde, com uma queda brutal de arrecadação dos governos em todas as esferas.

O segundo motivo que torna a postura de Adriano Galdino insustentável a tentativa de se diferenciar dos/as colegas deputados/as porque não gastou o que poderia de gastado é político. Adriano Galdino está na confortável posição de presidente da Assembleia, o que lhe permite o controle de uma estrutura administrativa gigantesca, que inclui o exército de blogueiros que está na folha do poder legislativo. Se isso fosse pouco, Galdino administra um orçamento anual de mais de R$ 300 milhões!

Fica fácil desse jeito fazer firula com o eleitorado, às custas da imagem dos outros colegas deputados.

Anão? Governador recua pela enésima vez e suspende decreto que, segundo empresários, aumentaria ICMS

João Azevedo protagonizou mais um dos tantos recuos que já se tornaram uma marca do seu governo de menos de um ano e cinco meses.

Hoje, o governador fez cessar os efeitos do Decreto nº 40.148, publicado em 27 de março, que aumentava a base de cálculo para as operações de compras interestaduais, que ficou conhecido como ICMS Fronteira.

O empresariado paraibano reclamou, e com razão. Aumentar tributos durante uma crise como a atual beira a insanidade, e ao mesmo tempo mostra o despreparo do atual governador no enfrentamento da crise atual.

“É um presente de grego, na calada da noite e que só faz aprofundar a crise que já é abissal”, disse Omar Hamad Filho, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo.

O governador tentou se justificar, emitiu nota afirmando que “não houve ‘aumento de alíquota de ICMS’, bem como é incorreto afirmar que o Decreto nº 40.148 de 26/03/20 instituiu uma ‘nova’ sistemática de cobrança do ICMS FRONTEIRA e ICMS DIFAL-CONTRIBUINTE.”

A nota foi publicada hoje. No mesmo dia, o governador anunciou mais um recuo, tornando letra morta todas as justificativas que tentaram convencer os paraibanos de que não haveria aumento na arrecadação com ICMS. Ora, se era assim, bastaria o governador esperar um pouco mais para demonstrar, na prática, que não haveria aumento de imposto na Paraíba.

Mais esse episódio serve para evidenciar a baixa estatura política do atual governador, que se mostra incapaz de liderar a Paraíba em um momento tão grave. Ao se mostrar incapaz de sustentar qualquer posição diante das mais tênues pressões públicas deixa um recado do seu estilo acovardado para futuros embates.

Na Paraíba de hoje, basta bater o pé que o governador se esconde, temendo o confronto. Chegou a dizer, por exemplo, que reduziria o repasse dos duodécimos dos outros poderes, mas recuou logo depois das pressões e ficou por isso mesmo.

Anão político continua sendo uma adequada referência para medir a estatura política de João Azevedo. E olhem que a crise atual está apenas começando.

Diretor de Comunicação da Assembleia envia nota de esclarecimento ao blog

Sobre a matéria publicada no seu blog, sobre a verba indenizatória, gostaria de esclarecer uns pontos.

  1. A resolução em questão foi publicada originalmente em outubro de 2019, quando não existia a Covid-19. Ela foi editada e atualiza em fevereiro, apenas para incluir um inciso que tornou a prestação de contas mais rígida.
  2. Em dezembro de 2018, foi publicada outra resolução, a 1.783, que extinguiu a verba de contratos de apoio parlamentar.
  3. Na resolução de outubro de 2019, foi restituída a verba de divulgação de atuação parlamentar, fazendo com que o teto de gastos da Viap voltasse ao patamar dos R$ 40 mil, que já era praticado desde 2014.

Marcos Wérik