ENCENAÇÃO? Cunhada de Cícero Lucena é assessora parlamentar de Ruy Carneiro na Câmara

Não se enganem. A política tem muito de encenação e, como no teatro, tem os bons e os maus atores.

Em 2018, por exemplo, Jair Bolsonaro, encenou o papel de político “anti-establishment“. E logo Bolsonaro que estava há quase 30 anos no Congresso e havia passeado por uma dezena de partidos – aliás, um político antissistema jamais teria contado com o apoio de todos os banqueiros do Brasil, como aconteceu no segundo turno em 2018.

Muita gente acreditou, outros fingiram acreditar e a tragédia se realizou. Tragédia para os mais pobres, diga-se, porque os mais ricos ficaram mais ricos.

Na eleição para prefeito de João Pessoa de 2020, a encenação que alguns candidatos protagonizam tem sido a marca dessa campanha.

Tem o “delegado” moralista que gasta quase R$ 40 mil mensais de verbas indenizatórias, mesmo com a Assembleia Legislativa fechada e os deputados exercendo suas funções em casa.

Tem o candidato que vivia a atacar a corrupção no rádio e na TV, e que responde a processo por falsificação e sonegação fiscal (e sob a proteção do “segredo de justiça!”).

Tem o caboquin do centrão que fala em melhorar a administração pessonse, logo ele, que foi um dos piores prefeitos que a cidade já teve.

E tem o deputado federal Ruy Carneiro, que resolveu apresentar-se como o santo da eleição, num papel mal ajambrado e completamente fora de lugar. Ruy, por exemplo, já foi condenado em primeira instância por improbidade administrativa, que é outra maneira de dizer que ele foi desonesto.

Em 2006, durante o governo de Cássio Cunha Lima, de quem foi candidato a vice-governador na eleição de 2014, a esposa de Ruy Carneiro pagou com dinheiro público um tratamento dentário de R$ 10 mil reais (corrigido pelo IPCA, esse valor equivaleria hoje a R$ 41.000!) E, para agravar ainda mais a situação, os recursos saíram do Fundo de Combate à Pobreza. Pense na sensibilidade social e na preocupação com os recursos públicos dessa família!

Uma revelação pode colocar em dúvida se os embates protagonizados ao longo da campanha entre Ruy Carneiro e Cícero Lucena são realmente pra valer ou pura encenação.

É que entre os assessores parlamentares de Ruy Carneiro na Câmara Federal está Maria Ernestina Assis de Moura (veja imagem acima). Maria Ernestina é ninguém mais que irmã de Maria Lauremília Assis de Lucena, esposa do candidato do PP a prefeitura de João Pessoa, Cícero Lucena.

Laura Emília no programa de Cícero

Estranho, não? Como a imagem acima mostra, Laura Emília está engajadíssima na campanha de Cícero? Ruy e Cícero foram muito próximos, a ponto do hoje deputado federal ter sido apoiado pelo então prefeito de João Pessoa na eleição de 2004.

Por que Ruy Carneiro haveria de manter em seu gabinete a irmã da esposa de um candidato adversário?

Como jabuti não sobe em árvore, e na política tradicional paraibana essas nomeações não são obras do acaso, vamos esperar pelo segundo turno em João Pessoa.

Família, família…

OS PESOS E AS MEDIDAS DO TSE: o que Crivella e Eduardo Paes têm que falta a Ricardo Coutinho?

O atual prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, foi cassado em 23 de setembro pelo Tribunal Regional Eleitoral fluminense por abuso de poder. Por 7 a 0, o TRE decretou a inelegibilidade do prefeito carioca até 2026. A lei da Ficha Limpa estabelece que qualquer pessoa condenada por órgão colegiado, é o caso do TRE, fica inelegível.

Por que então Marcelo Crivella continua fazendo campanha à reeleição e ninguém no Rio fala que ele está o inelegível?

O ministro do do TSE, Mauro Campbell, suspendeu os efeitos da decisão por unanimidade do TRE carioca. Segundo o ministro, “a pena de inelegibilidade prevista no art. 22, XIV, da LC nº 64/1990 é de caráter personalíssimo e, portanto, demanda, para sua aplicação, provas robustas de que o agente tenha efetivamente contribuído com o abuso, não bastando meras ilações decorrentes de apoios a correligionários.” (Clique aqui para baixar a decisão do ministro Campbell).

Como lembrou um dos ministros no julgamento da última terça-feira no TSE, Sergio Banhos, para quem a pena de inelegibilidade não deveria ser aplicada porque não ficou demonstrada a participação do então governador Ricardo Coutinho nas práticas objeto da ação. Mesmo assim, Ricardo foi condenado.

Matéria da Folha de São Paulo sobre o caso da candidatura de Marcelo Crivella no Rio de Janeiro cita o novo código eleitoral:

De acordo com artigo 262 do Código Eleitoral, “a inelegibilidade superveniente apta a viabilizar o recurso contra a expedição de diploma, decorrente de alterações fáticas ou jurídicas, deverá ocorrer até a data fixada para que os partidos políticos e as coligações apresentem os seus requerimentos de registros de candidatos”. Além disso, de acordo com a lei eleitoral, “as condições de elegibilidade e as causas de inelegibilidade devem ser aferidas no momento da formalização do pedido de registro da candidatura”. Como Crivella não tinha impedimentos legais quando efetuou o registro de sua candidatura, ele poderia disputar a reeleição.

Notaram a diferença? Enquanto Ricardo Coutinho foi inocentado pelo TRE da Paraíba e condenado numa sessão a jato pelo TSE, Marcelo Crivella, apoiador de Jair Bolsonaro, é salvo por uma decisão monocrática do mesmo Tribunal e pode concorrer à reeleição.

Enquanto isso, desejam impedir Ricardo até de participar do pleito.

E na eleição do Rio, Crivella não é o único nessa condição. O caso de Eduardo Paes é muito mais grave. Paes foi condenado pelo TRE do Rio em 2017. Recorreu ao TSE e conseguiu com uma liminar que suspendeu os efeitos da inegebilidade. Detalhe: quase três anos depois, a liminar não foi votada no pleno do Tribunal. Paes foi candidato a governador em 2018 e, em 2020, é novamente candidato.

Advogado de Cássio é a fonte para setores da imprensa espalharem que Ricardo está inelegível

Harrison Targino foi Segurança de Defesa Social do Estado no governo Cássio Cunha Lima até 2007, quando foi nomeado Procurador-Geral do Estado, no lugar do hoje desembargador do Tribunal de Justiça da Paraíba, Joás de Brito Pereira Filho.

Targino é sócio do deputado federal Pedro Cunha Lima, filho do ex-governador Cassio, no escritório de advocacia Cunha Lima e Targino Advogados Associados.

Pois bem, Harrison Targino voltou a frequentar o noticiário, sobretudo nos blogs e sites bancados pelo governo estadual, como fonte de uma opinião que atesta a inegebilidade de Ricardo Coutinho. Agora, para dizer que os votos dados a Ricardo Coutinho não valerão.

O mesmo espaço que é dado ao advogado de Cássio, um notório adversário político de Ricardo Coutinho, não é oferecido ao advogado do candidato do PSB à Prefeitura de João Pessoa, que sustenta outra posição.

Segundo Igor Suassuna, o parágrafo 2 do art. 262 do novo Código Eleitoral atesta, sem deixar margem para dúvidas, que a inegebilidade de qualquer candidato só pode atigi-lo caso o julgamento que estabeleceu a sanção tenha ocorrido antes do registro da candidatura. Não é esse o caso de Ricardo Coutinho.

Nesse esforço deliberado de desinformar os eleitores, essas meios de comunicação chegam ao ponto de tratar como verdadeiras informações que são reconhecidamente falsas, bastando para atestar como fake news uma simples consulta ao Google.

É o caso quando se dá voz a um certo advogado, Inácio Queiroz, que tem a coragem de afirmar que o artigo mencionado por Igor Suassuna foi vetado pelo presidente Jair Bolsonaro, o que é verdade, e que o veto foi mantido pelo Congresso, o que é uma deslavada mentira.

Para comprovar isso, é só baixar uma cópia do novo Código Eleitoral na página do próprio TSE ou da própria Presidência da República, que você encontrará o parágrafo 2 do art. 262 com a seguinte redação:

§ 2º A inelegibilidade superveniente apta a viabilizar o recurso contra a expedição de diploma, decorrente de alterações fáticas ou jurídicas, deverá ocorrer até a data fixada para que os partidos políticos e as coligações apresentem os seus requerimentos de registros de candidatos.

Veja o tamanho do buraco que boa parte do jornalismo paraibano se meteu. Às véspera da eleição, dois advogados são consultados sobre uma decisão judicial que, a depender do que for dito, pode gerar prejuízo a um dos candidatos em razão de informações enviesadas ou claramente falsas. Um deles, é um notório adversário político e que atuou no citado processo como advogado da coligação derrotada em 2014. O outro, alguém absolutamente desinformado.

Por si só, esse fato demonstra o engajamento desses meios na propagação de opiniões travestidas de notícia, que claramente ajudam a confundir os eleitores e prejudicam uma das candidaturas, no caso, a de Ricardo Coutinho.

Não é esse um caso para a Justiça Eleitoral e, se for o caso, coibir?

INELEGIBILIDADE SÓ ANTES DO REGISTRO: Advogado esclarece porque Ricardo continua candidato

O advogado Igor Suasuana participou da live de hoje em que Lula pediu votos para Ricardo Coutinho (veja vídeo abaixo). A intenção foi esclarecer a situação jurídica da candidatura de Ricardo depois que o TSE decidiu julgar ontem, às vésperas da eleição, um processo de 2014.

Segundo Igor Suassuna, a decisão do TSE não altera em nada a elegibilidade de Ricardo Coutinho. O advogado expôs os três pontos sustentam sua posição:

1. O novo código eleitoral diz expressamente que, após o registro da candidatura, qualquer decisão que afete a elegibilidade do candidato é inválida. Faço questão de citar o parágrafo 2º do artigo 262, do novo código eleitoral, mencionado pelo advogado:

“A inelegibilidade superveniente apta a viabilizar o recurso contra a expedição de diploma, decorrente de alterações fáticas ou jurídicas, deverá ocorrer até a data fixada para que os partidos políticos e as coligações apresentem os seus requerimentos de registros de candidato.”

Como o pedido de registro da candidatura de Ricardo Coutinho foi feito em 23 de setembro de 2020, e esse pedido já foi concedido pela Justiça Eleitoral da Paraíba, não há o que discutir sobre o direito de Ricardo de disputar a eleição e, caso vença tomar posse em 1° de janeiro.

O segundo ponto apresentado por Igor Suassuna diz respeito ao que ele chamou de “guinada jurisprudencial” do TSE – notaram a presença de três ministros lavajatistas (Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moaraes)? – quando se referiu à consideração do TSE sobre a decisão de ontem de decretar efeito imediato à inegebilidade de Ricardo Coutinho, independente do acórdão ainda a ser publicado ou mesmo da manifestação da defesa. O que explicaria, além do absurdo de levar a julgamento um caso desses às vésperas da eleição, tanta pressa?

Segundo Igor, que é especialista em Direito Eleitoral, isso nunca aconteceu antes no TSE, tratando-se de uma “inovação às véspera do pleito eleitoral”, já que até ontem o entendimento era do Tribunal era outro.

O terceiro ponto, que será objeto de ação no Supremo Tribunal de Justiça ainda a ser apresentado, é a aplicação de sanção única de inegebilidade numa Ação de Investigação de Judicial Eleitoral (AIJI).

Segundo o entendimento do STF, a inegebilidade só deve ser aplicada em conjunto e como consequência de outras sanções, como em condenações por improbidade administrativa ou de contas rejeitadas. Nesses casos, a sanção de inegebilidade é combinada com outra sanção que produz efeitos judiciais – no caso, alguém condenado por improbidade administrativa vai responder processo e pode, caso condenado, até ser preso.

Enfim, se havia alguma dúvida a respeito da elegibilidade de Ricardo Coutinho no pleito de 2020, ela foi desfeita totalmente pela didática exposição do advogado Igor Suasuana. Enfim, Ricardo pode ser votado no próximo domingo e, caso vença o pleito, tomará posse.

Ao escutar atentamente a exposição do advogado, o ex-presidente Lula recomendou: “o que o doutor Igor está dizendo para você é: Ricardo, continue sendo candidato e ganhe as eleições no próximo domingo, para o bem e a felicidade do povo de João Pessoa”.

Conselho de Lula é uma ordem, não é mesmo?

INTERVENÇÃO NA UFPB: Lula e Ricardo defendem democracia nas universidades

Um dos temas da live que Lula participou, hoje, em apoio à candidatura de Ricardo Coutinho foi a nomeação feita por Jair Bolsonaro do último colocado na eleição de Reitor da UFPB.

Ricardo abriu a discussão lembrando que nem mesmo na eleição que ocorreu na ditadura militar, em 1984, o então presidente, o general João Figueiredo, deixou de nomear o primeiro da lista.

Ricardo disse que essa atitude de Bolsonaro tem relação com seu projeto de destruir a universidade semeando a discórdia e a divisão interna.

Lula reafirmou que esse não é um método de administrar que não faz bem para administração pública e que e, durante o seu governo, sempre nomeou os primeiros colocados nas eleições realizadas não só nas universidades, como também no Ministério Público Federal.

O ex-presidente reafirmou seu sonho de “reconstruir a democracia” e defender a soberania nacional. Para Lula, um presidente tem a obrigação de defender a democracia, proteger as fronteiras do país, das suas riquezas, mas, antes de tudo, “tem de cuidar, sobretudo, do seu povo”.

Lula faz live em apoio a Ricardo: “o povo será justo com você”

O ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva confirmou apoio à candidatura de Ricardo Coutinho e manifestou solidariedade em razão das perseguições ao candidato do PSB à Prefeitura de João Pessoa.

Lula e Ricardo participaram no final da manhã de hoje de uma live transmitida pelas redes sociais.

Numa conversa que durou mais de uma hora, os dois trataram da perseguição que os adversários movem contra Ricardo Coutinho, da crise brasileira, da volta da fome ao país, da ilegitimidade do reitor da UFPB nomeado por Jair Bolsonaro essa semana e, principalmente, da candidatura do socialista.

Lula disse que Ricardo sempre foi “um companheiro de muita lealdade, solidariedade” em todos os momentos, sobretudo depois que o PT assumiu o governo federal, em 2003. “Eu sou grato por isso.”

Lula disse que ficou muito feliz quando a Direção Nacional do PT decidiu apoiar a candidatura de Ricardo Coutinho.

O PT tem muita gratidão a você, Ricardo. Estou gravando essa live com você com gosto, com prazer, sabe, com alegria de estar sendo solidário a um companheiro que está sendo vítima das mesmas atrocidades jurídicas que eu fui.

Lula demostrou confiança que o povo de João Pessoa fará justiça nessa eleição à dedicação de Ricardo Coutinho ao povo. “A elite brasileira

Lula disse que, assim como Ricardo, preferiu não “submergir” para ver se era esquecido, resolveu enfrentar a perseguição jurídica que a Lava Jato promoveu contra ele. “Quando a gente é inocente tem de brigar até o último fio de cabelo para provar a inocência”. E Lula disse que acredita tanto na inocência de Ricardo quanto em sua competência para ser prefeito de João Pessoa.

Por isso, estou fazendo essa live com você, para poder pedir encarecidamente a cada mulher, a cada homem, a cada adolescente, que dia 15 é dia de decidir que Paraíba eles querem, que João Pessoa eles querem, que qualidade de vida eles querem, que tipo de prefeito eles querem. E eu tenho certeza que, na reflexão que o povo vai fazer até o dia 15, vai lembrar de todos os benefícios que você fez para esse estado e para essa cidade.

ELES DE NOVO SUBESTIMARAM O MAGO: A perseguição sem fim a Ricardo Coutinho

Eles subestimaram de novo Ricardo Coutinho. Vocês se lembram: em 2010, Zé Maranhão chegou a dizer, numa entrevista a Helder Moura, que sentia pena de Ricardo Coutinho. Maranhão é que foi atropelado no segundo turno daquela eleição.

Em 2014, foi a vez de Cássio, que já tinha comprado o terno da posse e falava, do alto de sua arrogância, como governador eleito. Quando as urnas foram abertas, Cássio nunca mais foi o mesmo. O ódio causa muito sofrimento.

Em 2018, eles riam das chances de vitória do “poste” João Azevedo. Mas, quando Ricardo começou a apresentar à Paraíba o desconhecido, que fez a campanha lembrando o tempo todo que meu nome é João, o povo enxergou a possibilidade de Ricardo continuar e a Paraíba de novo deu a vitória a Ricardo. E dessa vez, no primeiro turno.

E permitiram Ricardo ser candidato. Tiveram a chance de torná-lo inelegível em agosto, quando uma ação de 2014 promovida pela coligação de Cássio Cunha Lima e rejeitada pelo TRE, estranhamente entrou em pauta no TSE. Um dos ministros pediu vistas e o julgamento não terminou.

Em 2020, eles todos de novo já cantavam vitória. Com o costumeiro apoio da imprensa inimiga de Ricardo, pensaram que a Operação Calvário tinha feito o serviço sujo e novamente subestimaram Ricardo, pensando que o povo o tinha abandonado.

Contra tudo e contra todos, Ricardo Coutinho decidiu ser candidato. E a chama da esperança se espalhou de novo em meio ao povo, e aos poucos corações e mentes foram novamente conquistados pelo Mago. E as oligarquias sabem, em função das seguidas derrotas, exatamente o que acontece nessas ocasiões: quando essa torrente começa, é difícil que suas águas caudalosas sejam detidas.

Foi nesse ponto que, talvez tarde demais, a cinco dias da eleição, veio o socorro do TSE. Numa votação rápida, nenhum dos seis ministros que decidiram hoje tornar Ricardo inelegível deram ouvidos à única voz do tribunal que dizia não haver provas cabais para pena tão drástica. A decisão já havia sido tomada e o povo de João Pessoa, o único juiz realmente soberano, que se lixe!

Como disse Ricardo Coutinho sobre si próprio (escute o áudio abaixo), parafraseando o eterno golpista Carlos Lacerda, como se constatasse um fato inelutável, desde sempre escrito nas estrelas depois que as elites brasileiras decidiram colocar de volta os grilhões nos calcanhares do nosso povo para torná-lo de novo escravo:

“Ricardo não pode ser candidato; se for, não pode vencer; se vencer, não pode tomar posse.”

O povo já tinha começado a perceber toda a perseguição promovida contra Ricardo Coutinho. Escancarada como está agora, com essa decisão tomada às vésperas da eleição, ao invés de derrotado, a resposta do povo pode ser consagrar Ricardo Coutinho no domingo.

NOTA DOS ADVOGADOS DE RICARDO: “Decisão do TSE não afeta candidatura”

NOTA OFICIAL

A decisão proferida pelo Tribunal Superior Eleitoral nesta terça-feira não afeta candidatura de Ricardo Coutinho à prefeitura de João Pessoa nas eleições do próximo domingo, dia 15 de novembro.

O registro de candidatura de Ricardo Coutinho foi deferido pela justiça eleitoral, tendo a decisão judicial transitado em julgado no dia 27/10/2020, ou seja, essa decisão não pode mais ser cassada ou modificada, de modo que ele permanece, para todos os efeitos legais, firme como candidato a prefeito de João Pessoa.

João Pessoa, 10 de novembro de 2020.

Advogados
Igor Suassuna
Victor Barreto
Leonardo Ruffo

65% PRA RICARDO: Arapuã anuncia enquete com 100 ligações, reduz para 50 e encerra com 40

O rádio paraibano vivenciou hoje um das situações mais constrangedoras de sua controvertida história. Inexplicavelmente, os apresentadores do programa Arapuã Verdade (Clilson Jr., Luís Torres e Gutemberg Cardoso) resolveram fazer uma enquete para saber em quem os ouvintes votariam para governador se a eleição fosse hoje.

Primeiro, anunciaram que escutariam 100 ouvintes. Quando a enquete começou, começou também o constrangimento dos radialistas, que se viram numa evidente e crescente saia-justa: quanto mais a menções ao nome de Ricardo Coutinho surgiam, mais o incômodo aumentava.

Por volta de décima quinta ligação, quando Ricardo Coutinho já tinha uns 10 votos, Clilson Jr. lembrou que a enquete era para o governador e não para prefeito. Por volta da trigésima, Luís Torres pediu para os ouvintes do interior ligarem. Ricardo já tinha uns 20 votos.

Clilson Jr. então anuncia, sem explicar o motivo, que o número de ligações para enquete seriam 50, e não mais 100. Na quadragésima, entretanto, ele encerra a “votação” e chama os comerciais.

No retorno, Gutemberg Cardoso lê os resultados de maneira apressada e sem mencionar os percentuais de voto. Foi uma grande surra. Gutemberg anuncia que Ricardo Coutinho obteve 24 votos. No mesmo instante, um amigo e atento ouvinte me disse que tinha contado 26 e não 24.

Fui obrigado a ir ao perfil da Arapuã no Facebook para rever a enquete. E não é que o atento ouvinte tinha razão? Gutemberg tinha “esquecido” de anotar dois votos para Ricardo Coutinho. Assim, dos 40 votos, RC obteve nada menos que 26, ou seja, um percentual de 65%! O atual governador foi citado por apenas 4 ouvintes.

Veja o resultado abaixo:

Que vexame…

Professor denuncia manipulação contra Ricardo Coutinho em pesquisa eleitoral

Vejam se Ricardo Coutinho tem ou não motivos para desconfiar de pesquisas eleitorais. Não é incomum eu receber relatos de situações que descredibilizam completamente as pesquisas realizadas em João Pessoa.

Na última divulgada, um dos entrevistados me relatou que o nome de Ricardo não constava no cartão apresentado na pesquisa estimulada. Questionado sobre isso, o pesquisador disse que entregara o cartão errado. Só depois, repassou o correto.

Hoje, recebi de um colega professor da UFPB a mensagem abaixo, que faço questão de transcrever na totalidade. Façam a leitura. Depois eu volto para comentários adicionais.

Bom dia, Flávio. Espero que esteja tudo bem com você. Considerando suas postagens nas redes sociais sobre as eleições de 2020, achei por bem te deixar a par de um fato no mínimo curioso que me ocorreu.

Recebi uma mensagem telefônica na minha linha fixa de uma pesquisa para prefeitura de João Pessoa. A metodologia utilizada foi dar números aleatórios aos candidatos para que o entrevistado depois digitasse o número correspondente a sua escolha. Detalhes: Ricardo Coutinho aparece com o número 12, sendo o segundo a ser citado na lista de candidaturas.


O entrevistado tem que aguardar a leitura de uma longa lista de candidatos. Nessa lista, o Cícero Lucena é o último ou penúltimo (acho que penúltimo), o que, na minha opinião, marca a memória recente dos entrevistados. Somente após a leitura é pedido para seja digitado o número do candidato da sua escolha.

A
lógica é: esquecer os primeiros da lista e gravar apenas os últimos, assim Ricardo, por exemplo, não será lembrado pelos eleitores indecisos ou não politizados, além de, pelo menos comigo, o sistema não aceitar por três vezes, o número clicado. .

Tentei por três vezes confirmar minha escolha e o sistema recusou, informando que a resposta não fora entendida pelo sistema.

Notaram o estratagema pouco sutil, desvendado pelo autor da mensagem? Primeiro, apresentar o nome de Ricardo Coutinho como um dos primeiros numa sequência de 14 candidatos. Depois, atribuir-lhe o número 12! Como o número massificado nas campanhas de Ricardo é o 40, não é improvável que o entrevistado esqueça o 12 depois de escutar os números de 14 candidatos.

Já Cícero Lucena aparece como um dos últimos, o que facilita a memorização dos seus eleitores. Qual o critério para essa sequência? Alfabético não é, já que, se fosse assim, o nome de Cícero Lucena deveria aparacer antes do de Ricardo Coutinho.

Mais grave ainda é o sistema recusar o voto em Ricardo porque o “sistema não entendeu”. Desse jeito, fica difícil mesmo ganhar Ricardo Coutinho ganhar em qualquer pesquisa.

Abaixo, deixo com vocês o comentário que o radialista Adelton Alves fez em seu programa matinal, hoje, na Pop FM. Ele fala de uma indústria de pesquisa em que, quem paga, recebe pelo resultado que desejar ter.

Quais os interesses por trás do julgamento de um candidato a cinco dias das eleições

Por Taty Valéria, do Paraíba Feminina

Não estamos aqui para julgar ou defender ninguém. Estamos aqui sim, para defender o processo democrático em todas as suas esferas: seja ela eleitoral, judicial e especialmente, a ingrata e sofrida luta contra o machismo estrutural, que é a principal bandeira do Paraíba Feminina. Acreditamos que toda denúncia deve ser investigada e todo mundo tem direito à defesa e à um julgamento justo. Mas conseguimos enxergar que um julgamento de um candidato, marcado há cinco dias das eleições, é no mínimo curioso.

No processo eleitoral de João Pessoa a pluralidade de candidatos é enorme. Temos 14 postulantes, uns despontando nas pesquisas, outros nem tanto. Os três primeiros que aparecem em vantagem têm algo em comum: são investigados e respondem a processos pelas mais variadas denúncias (seja quando ocuparam cargos públicos ou por fraudes como empresário).

Mas uma campanha generalizada tem chamado atenção: a união de todas as correntes políticas que participam dessas eleições em João Pessoa (e aí podemos incluir a imprensa e a justiça) em tentar a todo modo interferir negativamente que um determinado candidato possa voltar a vencer (como fez nos últimos quatro pleitos que participou).

Todos respondem a processo. Mas só o dele anda. E cada passo que algum processo dá é manchete estampada nos principais portais desse Estado. Antes mesmo de ser julgado o tribunal das redes sociais condena. É um efeito que vem atingindo o Brasil nos últimos anos e que deixou o nosso país em uma pandemia muito maior do que a do novo coronavírus: a pandemia da ignorância.

Marcar um julgamento há cinco dias das eleições é sim tentativa ferrenha de influenciar o processo eleitoral. Não há diferença em fazer isso hoje ou daqui há 20 dias, que não seja prejudicar uma candidatura. Não há como enxergar algo diferente disso.

Cássio Cunha Lima, o puro, ressuscita para apoiar Karla Pimentel no Conde

Para mostrar que as oligarquias são solidárias e estão juntas no mesmo projeto político, que é destruir o legado do PSB em todo estado, ninguém mais que Cássio Cunha Lima fez um vídeo em apoio à candidatura de Karla Pimentel, candidata bolsonarista no Conde.

Do alto de sua moralidade, o ex-governador cassado por compra de votos, cuja campanha fez até dinheiro voar na eleição de 2006, homem de confiança de Aécio Neves até o mineiro entrar em desgraça, também citado na Operação Xeque-Mate, tramando com o empresário Roberto Santiago contra a construção do Shopping Intermares, além de ter sido citado na Lava-Jato (veja abaixo), Cássio Cunha Lima justifica seu apoio a Karla Pimentel lembrando as acusações da Operação Calvário contra a prefeita do Conde, Márcia Lucena.

A candidata do PSB à reeleição deveria comemorar. Ao ser atacada por alguém com o currículo de Cássio Cunha Lima, que, vejam só, é um dos maiores defensores da Operação Calvário, só aumentam as suspeitas das motivações políticas das acusações.

Cássio é tucano, ele pode. E, como todo tucano, é inimputável.

Ricardo teve mais audiência nas redes sociais sozinho do que todos os candidatos juntos no debate da Correio

O dia e o horário do debate entre os candidatos à Prefeitura de João Pessoa foi escolhido a dedo pela TV Correio, de propriedade do maranhista Roberto Cavalcante, aquele que defendeu o apedrejamento de jornalistas que divulgassem números de vítimas da Covid-19: sábado à noite.

Nem que pudesse, Ricardo Coutinho participaria daquela reunião que reuniu bolsonaristas e governistas, todos com um objetivo comum: derrotar Ricardo Coutinho a todo custo nessa eleição.

O desespero é crescente nas hostes do reacionarismo com o crescimento se Ricardo Coutinho na reta final.

Ou seja, Ricardo fez bem em não ir. No mesmo horário, participou de uma entrevista com o pastor e Doutor em Direito, Emerson Barros, e Henrique Toscano, advogado. Além deles, o professor do Departamento de Ciências Sociais, Ítalo Fitipaldi, Cláudia Carvalho e Wellington Farias, ambos jornalistas, enviaram perguntas por vídeo a Ricardo Coutinho.

O resultado foi bastante animador, principalmente para um sábado à noite. Na imagem acima, um print das transmissões do Facebook que mostra as visualizações simultâneas dos dois debates.

Ou seja, Ricardo venceu sozinho todos os outros candidatos juntos. É como se o eleitor soubesse que, sem o candidato do PSB nos debates, o que resta é um triste vazio de ideias.

Eleição de Joe Biden é a vitória da mobilização antifascista do povo americano

A vitória do Democrata Joe Biden nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, confirmada hoje, deve ser creditada ao espírito antifascista que mobiliza as Américas e à defesa dos valores não só democráticos, mas civilizacionais, que Donald Trump, assim como seu alter ego brasileiro, Jair Bolsonaro, são a negação.

Numa mensagem postada no Twitter hoje, a vice-presidenta eleita, Kamala Harris, atribuiu a vitória nas urnas, mais do que a Joe Biden ou a ela própria, à disposição dos eleitores de lutar em defesa da “alma americana”.

Kamala Harris é filha de uma indiana com um jamaicano. Ela disputou as primárias do Partido Democrata e sua presença na chapa incorporou acenou para os eleitores que, nos Estados Unidos, valoriza a diversidade não como um valor nocivo ao modo de vida americano, mas uma positividade irrefreável do nosso tempo. E a luta contra o racismo que conflagrou o país e uniu boa parte do dele numa luta de rua que durou semanas, teve grande relevância na mobilização popular contra Donald Trump.

A origem mestiça de Kamala Harris é expressão, pelo menos simbólica, de uma confrontação que, insisto, tem um recorte mais profundo, civilizacional, e que não é um dilema da sociedade dos Estados Unidos. O fascismo avança a passos largos no mundo, numa conjuntura que muito se assemelha ao pós-Primeira Guerra no clima de contestação às instituições do liberalismo. A resistência de Donald Trump em aceitar o resultado é mais do que birra de mau perdedor: é desprezo pela democracia.

Por isso, a derrota do atual presidente dos Estados Unidos é tão relevante e está sendo comemorada pelos democratas do mundo inteiro. Ela certamente ajudará a deter, resta saber se apenas temporariamente, a escalada fascista, já que o trumpismo é um dos suportes políticos e materiais para políticos como Viktor Orbán, da Hungria, Matteo Salvini, da Itália, e, claro, Jair Bolsonaro, do Brasil, entre outros.

Bernnie Sanders, pré-candidato de esquerda que disputou voto a voto com Biden as eleições primárias do Partido Democrata, foi mais direto. Também pelo Twitter, Sanders parabenizou todos aqueles que “tanto trabalharam para tornar esse dia possível”, numa menção à mobilização de base que mobilizou o eleitorado anti-Trump às urnas. Sanders também conclamou à mobilização por um governo que “trabalhe para todos, e não para poucos”.

Ao seu modo, tanto Harris quanto Sanders têm razão. Essa foi uma vitória da mobilização popular, de um eleitorado que já foi majoritário em 2016 contra Donald Trump, mas mesmo assim não impediu sua vitória.

Em 2020, o republicano obterá aproximadamente 10 milhões de votos a mais do que conquistou em 2016.

Mesmo assim, Joe Biden vencerá tanto no Colégio Eleitoral quanto no voto popular por uma margem provavelmente superior aos 5 milhões de votos.

Se considerarmos a pandemia que já matou mais de 200 mil estadunidenses, é um feito e tanto que, logo o pouco carismático e quase octogenário Joe Biden, tenha conseguido mobilizar massivamente o eleitorado anti-Trump para, nessa eleição, tornar-se o presidente mais votado da História dos Estados Unidos, um país acostumado com altos índices de abstenção.

O que aconteceu na eleição dos Estados Unidos não deve ser um fato isolado. Talvez os ventos dessa mudança atinjam o Brasil a tempo de influenciar nas eleições que se aproximam, já eles já sopram por aqui em muitos lugares. Qualquer que seja o resultado, entretanto, o bolsonarismo sairá dessa eleição como força amplamente derrotada.

JOÃO AZEVEDO DESMORALIZA DE VEZ ANÍSIO MAIA QUANDO DIZ QUE “LIBEROU” CANDIDATURA DO PETISTA

Veja a que nível chegou a desmoralização de Anísio Maia e o grupo que apóia no PT.

Ao ser perguntado pelo repórter Gilberto Lira “qual seria a posição do governo após o anúncio de Luiz Couto de apoio à candidatura de Ricardo Coutinho”, o governador deu uma resposta que demostra de vez, se é que restava alguma dúvida a respeito, a condição de linha auxiliar de Anísio Maia da direita bolsonarista na eleição de prefeito de João Pessoa.

Segundo Gilberto Lira, o governador João Azevêdo disse textualmente durante entevista concedida, ontem, em Cajazeiras, que “liberou” – isso mesmo, liberou – o deputado estadual Anísio Maia para que ele fosse candidato a prefeito em João Pessoa. Ainda segundo o jornalista cajazeirense, para João Azevedo não existem alas no PT “porque o PT é governo”.

Notem que o jornalista escreve na manchete da matéria publicada em seu blog, que  João Azevedo “confirma” o que todo mundo já sabia.

Dizer que o PT “não tem alas” mostra ignorância do governador em relação ao partido que lhe faz oposição nacionalmente. No entanto, quando João Azevedo diz que “liberou” Anísio Maia para ser candidato exibe uma sinceridade truculenta que combina bem com sua visão de mais novo candidato a coronel da política.

E desmoraliza de vez a condição sabuja de um petista e seu grupo que se mostram cada vez mais dispostos a tudo para ficar num governo de direita.

É Ricardo contra o resto

Para o punhado de famílias que se acostumou a mandar na Paraíba, ainda é preciso tirar Ricardo Coutinho da política.

São essas famílias que sempre controlaram a mídia empresarial, a Assembleia e têm grande peso na Justiça e no Ministério Público. Vejam os sobrenomes que você vai perceber.

Além disso, conseguiram transformar em vitória a grande derrota que sofreram em 2018, levando João Azevedo a romper trair Ricardo Coutinho e transformando-o numa espécie de mamulengo das oligarquias. Portanto, essas famílias estão de volta também ao governo estadual e não querem mais sair de lá.

Isso pode explicar as violências jurídico-política-midiática a que o Ricardo Coutinho vem sendo submetido nos últimos dois anos, divulgadas pela mídia empresarial e os sites bancados pelo poder público sempre com um prazer quase sádico, como se saboreassem, garfada a garfada, o prato ainda quente de uma vingança contra um ex-governador que cometeu o crime de desafiá-las e vencê-las.

Não é a Ricardo Coutinho apenas que eles odeiam. Assim como o ódio visceral que os mais ricos sentem por Lula, o ódio a Ricardo é, sobretudo, ao que ele representa e ao lugar de onde ele vem. A direção nacional do PT e muitos petistas da Paraíba, a exemplo de Luiz Couto e Antônio Barbosa, sabem o que Lula sofreu e ainda sofre. Por isso, não deixariam jamais de apoiar Ricardo Coutinho para embarcar num projeto eleitoral sem perspectiva e que serve apenas para dividir o campo progressista na Paraíba.

Lula e Ricardo são vítimas do reacionarismo que saiu do armário nos últimos anos e fez de novo a cabeça de uma “elite” ainda de mentalidade colonial, patrimonialista, que ainda se sente dona do povo e do Estado. Latente durante as décadas que se seguiram ao fim da ditadura, esse reacionarismo voltou com toda força para impedir as transformações que o Brasil passou a viver depois que Lula assumiu a Presidência e Ricardo o governo da Paraíba.

Mas tem uma diferença nessa história. Lula pelo menos não foi abandonado por seus aliados históricos, que permanaceram na defesa do ex-presidente e do seu legado transformador. Não se pode dizer o mesmo no caso de Ricardo Coutinho aqui na Paraíba. Depois que saiu do governo, algumas lideranças do PT, não todas, claro, e do PCdoB, se bandearam para o lado dos inimigos de Ricardo Coutinho e do campo progressista na Paraíba, preferindo apostar em seus projetos pessoais, esquecendo de fazer a grande política. Isso no momento em que o ex-governador, e hoje candidato a prefeito de João Pessoa, mais precisava do apoio dessas pessoas.

As revelações de que um assessor de Anísio Maia se encontrou com o advogado de Wallber Virgolino, um visceral antipetista e antilulista, no dia em que foi questinada a presença de Lula no guia de Ricardo Coutinho, mostra até onde esse grupo está disposto a ir para ajudar a derrotar Ricardo Coutinho – e cumprir o vergonhoso script elaborado pelos estrategistas de João Azevedo. Sem nenhum escrúpulo, esse grupo faz isso permanecendo em um governo do Cidadania, que apóia um candidato que foi do PSDB e, hoje, é filiado ao PP da arquirreacionária família Ribeiro.

Nada disso está dando certo. Como o que eles tanto temiam começa a acontecer, que é a adesão crescente do eleitorado à candidatura de Ricardo Coutinho, crescimento que que o levará ao segundo turno e a uma inevitável vitória no segundo, essa turma volta a sonhar com o tapetão para impedir que o ex-prefeito volte a governar João Pessoa.

Na próxima semana, às vésperas do primeiro turno, portanto, volta à pauta do TSE um processo de 2014, que já foi derrotado no TRE, fato que reanimou a matilha sedenta de ódio por Ricardo Coutinho.

Resta saber se o TSE faz parte desse time.

O que o advogado de Wallber Virgolino foi fazer na sede do PT antes de entrar com ação que tirou Lula do guia de Ricardo?

“Recebi com indignação e perplexidade a notícia de colaboração entre Anísio e Walber Virgolino para tirar o vídeo de Lula do guia de Ricardo”, disse Antônio Barbosa, nome indicado pela direção nacional do PT para compor a chapa de Ricardo Coutinho (PSB) e apoiado por Lula e outros petistas históricos da Paraíba, como Luiz Couto, Paulo Teixeira, Verônica Oliveira, Almir Nóbrega e Cícero Legal. Todos também ficaram perplexos com o fato. “Anísio extrapolou todos os limites da ética partidária. Inaceitável sua conduta”, continuou Barbosa.

A declaração indignada de Antônio Barbosa tem motivo. É que chegou às mãos da presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffman, imagens de um encontro no mínimo estranho ― mas nem tanto se considerarmos as suspeitas de aliança informal de Anísio Maia com o Cidadania de João Azevedo e seu candidato, Cícero Lucena, este do Partido Progressista, comandado pela oligarquia Ribeiro na Paraíba.

Anísio Maia, como se sabe, faz parte da base parlamentar de João Azevedo na Assembleia e, claro, tem participação no governo. Diferente do tratamento dado a Luiz Couto, demitido recentemente por conta do anúncio do apoio a Ricardo Coutinho, a candidatura de Anísio não provocou nenhuma reação mais forte de João Azevedo. Pelo contrário, foi até estimulada pelo governador.

QUE ENCONTRO FOI ESSE?

As imagens da manhã da última quinta-feira (29/10) do circuito de segurança da sede do PT em João Pessoa mostram a chegada de Anísio Maia às 10h07.

Na companhia do deputado estava Caio Moura de Arroxelas Macedo, conhecido por Caio Batata, assessor de Anísio e ex-vice-presidente do PT de João Pessoa. Caio Batata foi um dos nove dirigentes que impetraram a ação contra Gleisi Hoffman e o PT para acabar com os efeitos da destituição do Diretório Municipal.

Às 11h14 a sede do PT recebe uma vista inusitada. Um senhor vestindo cinza e de gravata branca é recebido por Caio Batata. Trata-se do advogado Saul Barros de Brito. E não haveria nada demais na visita se o advogado não fosse representante jurídico de outro deputado estadual: o bolsonarista Wallber Virgolino, também candidato a prefeito de João Pessoa pelo Patriotas.

Como bom bolsonarista, o advogado de Wallber Virgolino esquece a máscara e é alertado de que só poderá entrar na sede do PT se tiver usando uma. Saul então volta ao carro, pega sua máscara e entra na sede do PT na companhia de Caio Batata. Os dois vão até a sala onde Anísio se encontrava. Caio entra. Em poucos instantes, sai com um CD e o entrega ao advogado. Às 11h17, Saul de Brito sai da sede e vai embora.

No final daquela mesma tarde, Saul Barros de Brito protocolou na Justiça Eleitoral uma representação contra a candidatura de Ricardo Coutinho propaganda eleitoral irregular, o que causou estranheza a quem não sabia do encontro narrado acima. Por que ao invés o representante legal de Anísio Maia, o advogado Anselmo Castilho, dar entrada na ação para contestar o impactante vídeo em que Lula pede votos para Ricardo Coutinho e desautoriza politicamente a candidatura de Anísio, quem faz isso foi um advogado de um inimigo declarado do PT?

O pedido foi acatado no sábado (31/10) e o vídeo de Lula tirado do ar, como no dia anterior havia antecipado Patrice Maia em um grupo de Whatsapp, prevendo outras penalidades para Ricardo Coutinho: “Acredito que brevemente alguém vai levar uma multa bem fraquinha e ficar sem guia eleitoral”.

Como não foi Anísio Maia a provocar a Justiça Eleitoral, o rapaz já sabia que isso aconteceria. E quem o faria.

Ricardo Coutinho critica golpe na UFPB: Cícero, Nilvan, Wallber vão ficar calados?

O único candidato até agora protestou contra o autoritarismo do presidente Jair Bolsonaro de nomear o último colocado na eleição de Reitor da UFPB foi Ricardo Coutinho.

Em vídeo distribuído através das redes sociais, o candidato do PSB lembra que é servidor concursado da UFPB desde 1981 e essa decisão de Bolsonaro é inédita na história da instituição. Até o general João Figueiredo, o último Presidente da República da ditadura, nomeou o reitor eleito pela comunidade da UFPB.

Ele lembra que quando foi governador nunca deixou de nomear o mais votado nas listas encaminhadas a ele, do Ministério Público Estadual à Universidade Estadual da Paraíba.

Resta saber se os outros candidatos vão sair em defesa da democracia na UFPB.

Quando Bolsonaro anunciou assinou decreto privatizando o SUS, todos os candidatos ficaram calados e se fizeram de mortos. Tudo para não contrariar esse projeto de ditador que se apossou da cadeira de presidente da República e que agora infelicita o país com sua ignorância e autoritarismo.

Só Ricardo Coutinho mais uma vez protestou, como agora faz (veja vídeo abaixo) em defesa da UFPB.

GOLPE NA UFPB: Bolsonaro nomeia último colocado na eleição para reitor da UFPB

O presidente Jair Bolsonaro nomeou hoje o professor do Departamento de Psicologia, Valdiney Veloso Golveia, para o cargo de Reitor da Universidade Federal da Paraíba.

Valdiney obteve apenas 5,35% dos votos da comunidade universitária da UFPB, sendo 127 de professores (4,8%), 91 de técnicos-administrativos (2,6%) e insignificantes 698 de estudantes (1,7%). Se condiderarmos apenas aos votos válidos, os percentuais de Valdiney beiram a insignificância.

Enquanto isso, a chapa vencedora, formada pelas professoras Terezinha Diniz (Departamento de Ciências Animais) e Mônica Nóbrega (Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas), obteve 1078 votos de docentes, 1225 de técnicos-administrativos, e 6702 votos de estudantes. Uma diferença acachapante para o terceiro colocado.

Dificilmente a comunidade universitária da UFPB aceitará passivamente ver sua decisão soberana ser desprezada como foi por Jair Bolsonaro. Desde que as eleições para reitor foram instituídas, o resultado das urnas foi acatado por todos/as os/as presidentes/as, incluindo João Figueiredo, em plena Ditadura Militar (1984).

Quase dois anos depois, Calvário não provou que Daniel Gomes bancou shows para Ricardo Coutinho

A edição da Carta Capital dessa semana mostra a manipulação dos áudios gravados da Operação Calvário. A partir de perícia feita a pedido dos advogados de Ricardo Coutinho nos áudios, a matéria da revista de circulação nacional conclui:

Quando se analisa a conversa na íntegra, o sentido espúrio atribuído pelos procuradores à conversa perderia completamente o sentido”, constata a revista.

O blog analisou outros áudios gravados por Daniel Gomes. Lembram do estardalhaço feito pela Operação Calvário a respeito de shows do Rock in Rio do ano de 2017, que teriam sido pagos pelo empresário Daniel Gomes a Ricardo Coutinho?

Em 2017, o Rock in Rio, o festival de música que acontece periodicamente no Rio de Janeiro e reúne artistas e bandas do mundo inteiro, aconteceu em nos fins de semana entre os dias 15 e 24 de setembro.

Segundo consta na denúncia (ainda hoje não aceita) apresentada pela Operação Calvário contra o ex-governador, Ricardo Coutinho “era cortejado por DANIEL GOMES e destinatário de outras vantagens indevidas, aceitas sem muita cerimônia, consubstanciadas em reservas e pagamento de despesas para assistir shows de bandas internacionais (Bom Jovi, U2).

Essa conclusão da Calvário se baseia na degravação de um diálogo entre Ricardo Coutinho e Daniel Gomes, que aconteceu em 07/08/2017, também para tratar do Hospital Metropolitano.

Os próprios diálogos mostram que, apesar da “sugestão” de Daniel Gomes, Ricardo Coutinho não desejava ir ao Rock in Rio. Veja:


Daniel: Gilberto comentou comigo que o senhor queria ir no Rock in Rio, parece.

Ricardo: É. No, no Rock in Rio não… quando vai ter o Rock in Rio?

Daniel: Vai ter Rock in Rio em Setembro.

Ricardo: Sim … É em Setembro.

Daniel: Aí depois eu vou confirmar com ele aqui…

Ricardo: Eu quero é ver o show do U2que eu quero ir, em São Paulo.

Daniel: Show do U2…

Ricardo: Vai ter no Rio, mas eu tô fugindo do Rio.


Notaram a diferença? Como eu disse, na denúncia apresentada ao desembargador Ricardo Vital, a Operação Calvário diz expressamente, sem apresentar nenhuma prova, além das convicções baseadas em áudios descontextualizados de um delator em busca de escapar da prisão, que Ricardo Coutinho recebeu “vantagens indevidas”, que eramaceitas sem muita cerimônia”, entre elas pagamentos de despesas de shows de bandas internacionais, como Bon Jovi e U2.

Notem que no próprio diálogo o assunto dos shows é provocado por Daniel Gomes, e Ricardo Coutinho nem sabia direito a data do Rock in Rio. Mais ainda: ele diz que não tem interesse de ir ao Rock in Rio, que estava “fugindo do Rio”.

Como os shows de Bon Jovi no Brasil aconteceram no Rock in Rio, por que a insistência da Operação Calvário em inserir na denúncia que Ricardo Coutinho, um governador de estado, “aceitou sem cerimônia” a oferta de ir ao show, mesmo quando o próprio áudio indica o contrário?

Mas, consideremos a hipótese de que Ricardo Coutinho tenha mudado de ideia sobre ir ao Rio de Janeiro. A responsabilidade institucional de promotores recomendaria uma investigação mais apurada sobre o caso, e não aceitar como certa uma frágil hipótese como essa.

Primeiro, para saber se o então governador foi mesmo ao Rock in Rio ver Bon Jovi, bastaria uma simples consulta à internet, como eu fiz. No meu caso, que não sou promotor, bastou uma rápida pesquisa na internet.

Vamos juntando as peças. O show de Bon Jovi no Rock in Rio aconteceu numa sexta, 22 de setembro de 2017.

Nessa mesma sexta-feira, como registram vários sites de notícias, Ricardo Coutinho participou da  solenidade que, segundo o ClickPB “marcou o início das obras do primeiro Shopping Outlet da Paraíba, localizado às margens da BR-101, em Alhandra, litoral sul paraibano.”

Na sexta ele estava na Paraíba. No sábado, também. O MaisPB registra a presença de Ricardo Coutinho no Congresso Estadual do PSB, que aconteceu em João Pessoa.

Ricardo Coutinho podeira ter participado desses eventos na Paraíba e mesmo assim ter ido ao Rock in Rio para assistir ao show de Bon Jovi? Não seria impossível se ele tivesse utilizado, por exemplo, o avião do governo do estado. Nesse caso, bastaria uma consulta aos registros de vôos da aeronave. Mesmo assim, restaria provar que foi Daniel Gomes quem comprou os ingressos, não?

Com tantos senões, você deve estar se perguntando como uma acusação frágil como essa, cujos termos, como se viu, são de uma agressividade incomum, não só foi parar na denúncia da Operação Calvário como foi usada para justificar a prisão de 17 pessoas, entre elas um ex-governador, uma prefeita e uma deputada estadual, nesse último caso, uma prisão absolutamente inconstitucional.

U2

No caso dos quatro shows do U2, que aconteceram um mês depois do de Bon Jovi no Rock in Rio, a facilidade de provar que Ricardo Coutinho estava na Paraíba não foi a mesma porque, no fim de semana em que a banda se apresentou em São Paulo, o ex-governador não teve agenda pública.

Na quinta-feira (19) e na quarta-feira (25), Ricardo estava na Paraíba. Na quinta, recebeu o Consul dos Estados Unidos; na quarta, participou de um lançamento de livro.

Como eu só tenho o recurso da pesquisa na internet, não pude ir muito além. Ricardo Coutinho já disse que não foi aos shows. Nesse caso, cabe à Operação Calvário provar que suas acusações estão baseadas em fatos, e não apenas em “convicções”, já que tem meios quase ilimitados para fazer investigações.

Por exemplo, acionar a Polícia Federal para descobrir se um governador de estado não só participou de um show, mas também que tipo de transporte usou, que horas saiu da Paraíba, que horas retornou, como adquiriu os ingressos, em que hotel se hospedou, quais seguranças o acompanharam.

Eu volto a lembrar. Trata-se de um governador de estado. Por razões de segurança, um governador não pode sair por aí como se fosse um cidadão comum. Existe um protocolo que o obriga a ter a companhia de seguranças especialmente treinados. E essas atividades estão registradas.

Agora, pense comigo: quase dois anos depois de iniciada a Operação Calvário, nenhuma prova que corrobore as convicções dos promotores nesse caso foi anexada ao processo. A única “prova” são gravações de diálogos que não provam nada.

O motivo talvez seja esse: não há como provar as acusações feitas porque elas simplesmente não se sustentam em fatos. Essas acusações tiveram uma serventia, entretanto: foram amplamente exploradas pela imprensa adversária de Ricardo Coutinho para destruir a reputação de um político sobre quem não pesava uma única suspeita de desonestidade.