Com rejeição acima de 60%, Bolsonaro vai se afogar de vez na crise do preço dos combustíveis

O lento crescimento das intenções de voto de Jair Bolsonaro nas últimas pesquisas reacendeu as esperanças em muitos bolsonaristas. Essa seria uma boa notícia se também se revertessem os índices de rejeição ao atual presidente.

A pesquisa IPESPE divulgada hoje (11/03) mostra que 61% do eleitorado afirma não votar em Jair Bolsonaro em hipótese alguma. E esse patamar de rejeição vem se mantendo desde o ano passado, quando se consolidou acima dos 60%, sem dar sinais de quedas significativas.

Vejamos a evolução da rejeição do eleitorado a Jair Bolsonaro considerando os números do Datafolha. Em pesquisa realizada em maio de 2021, o instituto registrou 54% de rejeição ao atual presidente.

Datafolha de maio de 2021

Quatro meses depois, em setembro, a rejeição a Bolsonaro havia pulado para 59%, e em dezembro atinge os 60%.

Mantido esse percentual de rejeição, que já é muito acima do aceitável para qualquer candidato, é bastante improvável que Jair Bolsonaro consiga alterar as expectativas de derrota em outubro, o que, por outro lado, torna a candidatura de Lula ainda mais favorita, já que o ex-presidente dificilmente não estará no segundo turno.

E com os impactos do aumento nos preços dos combustíveis, que afetarão os índices de inflação e ajudarão a corroer ainda mais o poder de compra dos salários, a situação do presidente tende a se agravar ainda mais.

Enfim, Bolsonaro é cada vez mais o candidato marcado para perder.

Enquanto acionistas da Petrobrás comemoram o preço dolarizado dos combustíveis, o Brasil definha

Ontem, o Projeto de Lei Complementar nº 11 voltou a tramitar na Câmara dos Deputados. O PL estabelece um valor único para o ICMS cobrado pelos estados por litro de combustível.

Eis o cinismo em estado puro. O governo de Jair Bolsonaro continua a insinuar que a escalada nos preços dos combustíveis tem a ver com impostos (e eles sempre existiram no Brasil) e não com a política dolarizada de preços da Petrobrás, cujo acionista majoritário é o governo federal.

Enquanto isso, nossas refinarias são subutilizadas, mantendo uma produção de apenas 70% da capacidade instalada, exporta óleo cru, forçando nossa economia a importar combustíveis processados. Quantos barris de óleo cru financiam a compra de combustível refinado? Outra pergunta relevante: de quem nós compramos? Só dos Estados Unidos, o Brasil importou 1,4 Bilhão de litros em 2021, 70% de nossas importações.

Ou seja, governo e sua maioria no Congresso preferem lançar essa conta nas costas da população, sobretudo dos assalariados e da classe média, para não afetar o bom humor “dos mercados”, uma minoria de grandes empresas e bancos que, só no ano passado, abocanhou mais de R$ 100 bilhões de reais em lucros e dividendos – e sem pagarem um real de imposto, já que o Brasil é único país do mundo, ao lado de Estônia, a isentar acionistas de empresas, enquanto continua a esfolar sem dó nem piedade assalariados e classe média.

Pois não é que tem gente repetindo o discurso do governo de que o novo aumento dos combustíveis tem a ver apenas com a guerra da Ucrânia? A Petrobrás foi criada para isso, para que o Brasil não fique à mercê das importações de combustíveis, dependendo de países fornecedores e das variações de preços no mercado externo.

SENADO: Rangel Jr. vira opção progressista para eleitor de Lula e João Azevedo

Rangel Jr. é o mais novo pré-candidato ao Senado da praça. Quadro histórico do PCdoB, partido no qual ingressou ainda jovem, Rangel Jr. é professor da UEPB, foi presidente da Associação dos Docentes e, por oito anos, Reitor da instituição.

Rangel Jr. é responsável, ao lado da ex-reitora Marlene Alves, por uma verdadeira revolução na UEPB. A autonomia financeira conquistada pela universidade durante o governo Cássio Cunha Lima, foi o ponto de partida para o começo de uma mudança que estadualizou a UEPB, modernizou suas instalações, sobretudo com a conclusão da construção do campus de Bodoncogó, em Campina Grande.

Uma política salarial ousada valorizou o corpo docente da UEPB e ajudou a atrair professores aposentados de instituições federais e recém-doutores, que mudaram o perfil acadêmico da universidade.

Afastado da política desde que deixou a reitoria da UEPB, Rangel Jr. foi seduzido pelos apelos da juventude do PCdoB e da militância de esquerda que apóia a reeleição do governador João Azevedo, incomodada com o predomínio de candidatos ligados às forças conservadoras que disputarão a única vaga para o Senado na eleição de 2022.

SENADO: por que Aguinaldo Ribeiro já deu xeque-mate em Efraim Filho

A posição de Aguinaldo Ribeiro no tabuleiro eleitoral da Paraíba foi o que o tornou favorito para ocupar a única vaga de candidato a Senador na chapa de João Azevedo. O movimento mais ousado de Ribeiro foi a conquista do apoio do governador à candidatura de Cícero Lucena, também do Progressistas, à prefeitura de João Pessoa na última eleição. Cícero é a rainha no tabuleiro de Aguinaldo.

Na Região Metropolitana de João Pessoa, com a metade do jogo em andamento, Ribeiro agora movimenta suas torres para, uma ofensiva final contra Efraim Filho. Ele conta com o apoio do prefeito de Santa Rita, Emerson Panta, e do vice-prefeito de Cabedelo, Mersinho Lucena. E não é improvável que consiga o voto do titular, Vitor Hugo.

O deputado do Progressistas conta também com bispos bem posicionados: o sobrinho, Lucas Ribeiro, atual vice-prefeito de Bruno Cunha Lima; e Zé Aldemir, prefeito de Cajazeiras. Isso sem contar os peões, prefeitos de pequenas cidades.

Aguinaldo Ribeiro tem com outra vantagem na sua disputa com o deputado Efraim Filho. A trajetória. Efraim Filho foi um notório antipetista e antilulista, sobretudo nos momentos-chave que antecederam o impeachment de Dilma Rousseff, quando atuou como líder do DEM, e durante o governo Temer e início do governo Bolsonaro.

Apesar de também ter votado pelo impeachment, Aguinaldo Ribeiro foi muito mais discreto e, hoje, quando Lula acena para o centro e precisa de interlocutores no Congresso, o deputado progressista pode se apresentar para a missão e ser bem recebido pelo PT.

A recente declaração de João Azevedo de que apoiar Lula será uma das condições para compor sua chapa majoritária é reveladora de que Aguinaldo Ribeiro já deu xeque-mate em Efraim Filho e só não será candidato caso não queira.

Jeová Campos disse que “não teria dificuldade alguma em votar em João Azevedo”

Durante entrevista concedida ao programa Arapuã Verdade de hoje (08/03), o deputado estadual Jeová Campos, que oficializou seu retorno ao PT, ontem, deu uma declaração que pode causar o maior burburinho.

Jeová disse que “não teria dificuldade alguma em votar em João Azevedo”, caso o governador tivesse o apoio da Direção Nacional do PT.

A declaração do deputado petista deve tanto jogar água no moinho da banda do PT que defende o apoio do partido à reeleição de João Azevedo, como gerar ainda mais confusão no bunker de Veneziano.

Com a filiação de Geraldo Alckmin ao PSB, que fortaleceu a posição do governador nas negociações para ter Lula em seu palanque, e meses pela frente até que as candidaturas sejam ratificadas pelas convenções partidárias, declarações como essa de Jeová só corroboram a estratégia do governador, a quem Jeová Campos atribui a iniciativa do rompimento político. Jeová compôs a base de apoio de João Azevedo na Assembleia.

Filiação de Geraldo Alckmin ao PSB equilibra disputa pelo palanque de Lula na Paraíba

Segundo o colunista do site Metropoles, Igor Gadelha, o ex-governador governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, acertou sua filiação ao PSB. A informação foi repassada pelo presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira.

Participaram da conversa que acertou a mudança partidária que permitirá a indicação de Alckmin como candidato a vice na chapa de Lula, além do próprio Carlos Siqueira, o prefeito do Recife, João Campos.

A troca de partido de João Azevedo, que deixou o Cidadania para se filiar ao PSB, mesmo que tardia, tende a alterar a disposição atual de Lula de, na Paraíba, subir unicamente no palanque do emedebista Veneziano Vital do Rego.

Mesmo com o apoio da direção nacional do PT, Veneziano tende a perder o, digamos, monopólio de ter Lula em seu palanque. A entrada de Alckmin no PSB fortalece a posição do PSB nas negociações com o PT onde o partido tem candidatos competitivos nos estados, como é o caso da Paraíba.

O status de Veneziano vai mudar de patamar. Quando essa questão se apresentar no início da campanha, Veneziano tende a disputar não o monopólio de Lula em seu palanque, mas a participação do candidato a presidente do PT em seu guia eleitoral.

A política é mesmo dinâmica.

Candidatura de Pedro Cunha Lima precisará de um plus para ir ao segundo turno

Por mais que tenha tentado se afastar de Jair Bolsonaro nos últimos meses, a candidatura de Pedro Cunha Lima vai inexoravelmente se tornar o pólo de atração do bolsonarismo na Paraíba.

Isso por que a memória do cassismo e a capacidade de transferir votos do hoje patriarca político, Cássio Cunha Lima, talvez não sejam suficientes para levar o legítimo herdeiro da família ao segundo turno. Pedro precisará de um plus e esse plus só está disponível na extrema-direita bolsonarista, mesmo que esta procure se apresentar hoje, pelo menos à porta, como se fosse um museu (ou uma igreja evangélica) de grandes novidades.

Isso porque há um cálculo comum entre os candidatos da oposição de que João Azevedo é favorito a passar para o segundo turno, mas dificilmente vencerá a eleição, já que a tendência é todos se unirem para derrotar o governador no turno decisivo.

Veneziano Vital do Rego e Pedro Cunha Lima já trocaram juras de compromissos mútuos para quando chegar a hora de trocarem as alianças. Os dois contam com a possibilidade de ter os votos um do outro no segundo turno e, no caso de Veneziano, se não o apoio, pelo menos os votos do bolsonarista Nilvan Ferreira. Resta saber se Lígia Feliciano vai até o fim com sua candidatura ou se dará marcha à ré nas suas pretensões. O PSB virou uma opção a mais para Damião Feliciano.

O problema é que numa eleição que tende a ser fragmentada, com candidatos com potencial de votos que tende a superar facilmente os 10%, a disputa pela segunda vaga no segundo turno tende a ser encarniçada, e isso sempre se desdobra no acirramento das críticas de ambos os lados. E não há pacto de não-agressão que se sustente nessas condições de beligerância. No final, sempre prevalece o salve-se quem puder.

De todo jeito, o movimento de Pedro Cunha Lima para atrair o voto bolsonarista está correto. Não descarto até a possibilidade da candidatura de Nilvan Ferreira ser retirada para que o presidente Jair Bolsonaro tenha um único palanque em apoio à sua candidatura. Tempo para construir esse desfecho todo mundo tem de sobra.

FALTA ADRIANO GALDINO? Ao condicionar voto em Lula, João Azevedo praticamente descarta Efraim e antecipa Aguinaldo como seu candidato ao senado

O governador João Azevedo deu uma declaração bastante surpreendente à imprensa quando disse que um dia critérios para compor a sua chapa majoritária será o voto em Lula para a presidência da República.

Na chapa precisa ter unidade. As pessoas que irão compor a chapa terão que ter um compromisso de ir junto conosco nesse projeto de eleição do presidente Lula. Agora, é claro que se você faz uma aliança de apoio e você vai ter partidos que apoiam outros candidatos. Entretanto, nas três vagas [da majoritária] essas pessoas terão que ter compromisso com um projeto único”, disse Azevedo.

Bem, ou João Azevedo descartou Efraim Filho como seu candidato ao Senado, ou, hipótese menos provável, o deputado federal do União Brasil vai aderir à candidatura de Lula à presidência.

É bom não esquecer que Aguinaldo Ribeiro, com quem Efraim disputa (ou disputava) a vaga de senador na chapa de João Azevedo, já aderiu a Lula e trabalha pela candidatura do petista dentro do seu partido, o Progressistas, que hoje é da base parlamentar do presidente Jair Bolsonaro. Aliás, foi na condição de dissidente que arrebanha apoios no Congresso para Lula, que Aguinaldo Ribeiro se reuniu, há um mês, com a presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffman, e com o deputado federal José Guimarães, coordenador do o núcleo eleitoral do PT. E João Azevedo também participou da reunião.

Numa das declarações mais afirmativas até agora sobre quem será seu candidato ao Senado, João Azevedo começou a delinear que vão ser os membros de sua chapa majoritária. Levando o critério do voto em Lula à risca, o candidato a vice na chapa de João Azevedo deve ser mesmo Adriano Galdino, que acumulou ainda mais forças ao se filiar ao Republicanos, um superpartido que já conta com a força de três deputados federais, e tem a perspectiva de ampliar ainda mais a bancada na eleição de 2022.

E Adriano Galdino não cansa de repetir que vota Lula desde criancinha.

NA ARAPUAN, AO MEIO-DIA: Veneziano concede primeira entrevista em cadeia estadual depois do lançamento da candidatura ao governo

O candidato da aliança MDB-PT ao governo do estado, Veneziano Vital do Rego, concede daqui a pouco, ao meio-dia, sua primeira entrevista a uma cadeia de rádio, depois que lançou sua candidatura ao governo do estado no último dia 21 de fevereiro.

A candidatura de Veneziano conta com o aval de Lula e da Direção Nacional do PT, instância que decide a posição do partido nas eleições estaduais, e é resultado do amadurecimento de uma liderança política que começou como vereador e depois prefeito por oito anos da segunda maior cidade da Paraíba, que é Campina Grande.

Depois de quatro anos na Câmara dos Deputados e mais quatro no Senado, Veneziano acumulou experiência e lastro político para governar a Paraíba.

127.826 VOTOS EM 2018: Cida Ramos, Estela Bezerra e Jeová Campos se refiliam ao PT na próxima segunda

O presidente estadual do PT da Paraíba Jackson Macedo, anunciou hoje nas redes sociais o ato de filiação ao Partido dos Trabalhadores das deputadas estaduais Cida Ramos e Estela Bezerra, e do deputado estadual Jeová Campos.

Trata-se, a rigor, de refiliações, já que Cida, Estela e Jeová retornam ao PT para engrossar os quadros do partido depois de alguns anos no PSB.

Só quem deixou de enxergar a política como um instrumento de transformação da realidade, sobretudo para os mais pobres, pode torcer o nariz para as filiações de lideranças como as três mencionadas acima, que, somadas as votações obtidas em 2018, representam 127.826 eleitores (Cida Ramos, 56.048; Estela Bezerra, 40.761; Jeová Campos, 31.017).

Para um partido que sequer elegeu representantes para a Assembleia Legislativa na eleição passada (só para lembrar, Anísio Maia obteve mirrados 23.029 votos em 2018, e ficou na suplência, tendo assumido a titularidade do mandato depois da morte de Genival Matias, do Avante.)

Com as filiações de Cida, Estela e Jeová, além de Ricardo Coutinho, que é favorito para se eleger Senador, e da ex-prefeita do Conde, Márcia Lucena, o PT muda de status político na Paraíba, adquirindo um tamanho e representatividade que nunca teve.

Para deixar de ser linha auxiliar de João Azevedo e moeda de troca de grupos que, há muito, transformaram o PT em feudo controlado por senhores da burocracia partidária.

João Azevedo quer Lula ao lado de Sérgio Moro em palanque na Paraíba

O Brasil inteiro sabe quem é Sérgio Moro, o juiz partidário que, em tempo recorde, condenou Lula sem provas para tirá-lo da eleição de 2018 em benefício de Jair Bolsonaro, a quem foi servir como ministro logo em seguida.

A Vaza Jato expôs ao mundo aquela tramóia jurídica. As mensagens trocadas entre procuradores e entre estes e o juiz parcial revelaram mais que a patifaria de um julgamento de cartas marcadas: havia ali ódio em estado bruto de pessoas capazes de rir da dor de Lula quando perdeu seu neto.

Pois bem, dois proeminentes partidários de Sérgio Moro falaram hoje no ato de filiação de João Azevedo ao PSB. O deputado federal Julian Lemos, que coordenará a campanha de Moro na Paraíba, foi um dos oradores destacados do evento.

O outro foi essa figura aí abaixo.

Trata-se de Júnior Pires, presidente estadual do Podemos, partido de Sérgio Moro, secretário executivo do Procon de João Pessoa. O rapaz era um dos mais animados na festança de hoje na Maison Blu’nelle e foi chamado ao palco para ficar ao lado de João Azevedo.

O mesmo Júnior Pires foi ao jantar que Julian Lemos promoveu em homenagem a vinda de Sérgio Moro à Paraíba em janeiro. E saudou o ex-juiz no rega-bofe como presidente do Podemos.

Vejam com quem João Azevedo, e parte do PT local, querem que Lula se misture no palanque de reeleição na eleição de 2022, onde também deve estar Efraim Filho.

João Azevedo quer o apoio de Lula e do PT à sua candidatura de reeleição, mas não dispensa a presença nem o apoio de Sérgio Moro, que tanto mal fez a Lula e ao país.

É preciso dizer mais alguma coisa a respeito do caráter político do governador?

João Azevedo pisca para a esquerda, mas anda agarrado mesmo é com a direita

Bastou sentar na cadeira de governador para João Azevedo se despir das vestes que escondiam quem de fato ele era e anunciar aos quatro cantos suas predileções política e ideológicas.

Menos de um ano depois de abandonar Ricardo Coutinho à própria sorte, João Azevedo não só se filiou ao direitista Cidadania, um partido visceralmente antipetista, como passou a assumir publicamente o namoro com Aguinaldo Ribeiro, um dos mais proeminentes líderes do Centrão, e cuja irmã, Daniella, tinha acabado de derrotar o petista Luiz Couto, alvo de fake news, na disputa para o Senado.

O namoro com os Ribeiro viraria casamento na eleição de 2020, quando o governador apoiou outra figura proeminente da direita antilulista da Paraíba, Cícero Lucena, também do Progressistas, apoio que foi decisivo para levá-lo ao segundo turno na eleição de João Pessoa, contra o bolsonarista Nilvan Ferreira.

Enquanto João Azevedo mantinha os aderentes do PT e da tal “esquerda” paraibana na periferia do governo, dava cada vez mais espaço ao conservadorismo. Tanto que outro antipetista de carteirinha e assumidamente de direita, Efraim Filho, do União Brasil, passou a liderar dentro da base do governo, um movimento de reação ao imenso poder que o Progressistas acumulava, e entrou na disputa pelo coração já comprometido de João Azevedo, lançando-se ao Senado para bater de frente com o então candidato do governador.

Restava a esquerda no governo continuar batendo palma e chupar o dedo.

Com o apoio declarado de lideranças do governo, claramente incomodadas com os acertos de cúpula de João Azevedo com Cícero e Aguinaldo, lideranças do governo começaram a aderir à candidatura de Efraim Filho.

A disputa entre Aguinaldo-Cicero Lucena e Efraim Filho evoluiu para a faca no pescoço de João Azevedo, que agora experimenta a ameaça das cobras que ajudou a criar. Com o lance decisivo do apoio do Republicanos, que atraiu boa parte da base azevedeana, Efraim agora é o favorito para ocupar a única vaga de senador na chapa de João Azevedo.

A reação à mais nova traição de João Azevedo parece estar em curso, e inclui a possibilidade de Daniella Ribeiro entrar na disputa para o governo e se tornar mais uma concorrente ao cargo.

Hoje, João Azevedo vai piscar de novo para a esquerda no ato de filiação ao PSB e desfiliação do Cidadania. Enquanto assina a ficha, o governador certamente estará projetando a campanha, agora com Efraim Filho à tiracolo.

E essa turma quer que Lula suba nesse palanque?

Mesmo com PSB na Federação, PT pode fazer coligação com MDB de Veneziano; SAIBA POR QUÊ

Tenho chamado a atenção para o uso do diversionismo como principal recurso de setores da nossa imprensa (os de sempre) para evitar uma abordagem da política estadual fundada nos fatos. O diversionismo é uma tática utilizada para desviar a atenção e evitar o debate sobre o que realmente interessa.

Não por acaso, esse é o recurso mais usual da imprensa bolsonarista e do próprio presidente da República. Sempre que surge uma assunto incômodo ao governo federal, o presidente lança mão de uma fake news para desviar a atenção.

Depois do ato de lançamento das candidaturas do senador Veneziano Vital do Rego e do ex-governador Ricardo Coutinho, com vídeo da presidente nacional do PT, Gleisi Hoffman, saudando o evento, o novo diversinismo (ou fake news, como prefira) do governismo na imprensa é espalhar que a Federação PT-PSB pode alterar a decisão do partido de Lula de apoiar o emedebista.

Nada mais falso, nada mais fake.

Para tanto, basta uma leitura da Lei Nº 14.208, que criou as federações partidárias. Primeiro, a lei não faz qualquer referência à obrigatoriedade de junção dos partidos membros nas eleições majoritárias, como acontece nas eleições proporcionais. Pelo contrário. Se acabaram as coligações partidárias nas eleições proporcionais, que os partidos faziam até 2017 livremente, o critério que passa a valer agora é o da Federação, que obriga os partidos membros a estarem juntos em todo o país por quatro anos. O partido que não estiver em uma Federação não poderá se coligar a outros partidos na mesma condição nas eleições para deputados e vereadores.

Já as coligações majoritárias, que têm uma caráter temporário, ou seja, valem para cada eleição, continuam valendo.

Vejam como o TSE ecplica essa situação:

Desde 2017, as coligações foram extintas nas eleições proporcionais, que elegem representantes políticos para as casas legislativas (cargos de deputado federal, deputado estadual, deputado distrital e vereador). No entanto, a legislação continuou a permitir a união de partidos em torno de uma única candidatura nas eleições majoritárias (para os cargos presidente, senador, governador e prefeito).

A página da Câmara dos Deputados repete essa mesma informação:

As coligações têm natureza eleitoral, são efêmeras e se extinguem após as eleições. Os partidos ainda podem se coligar para lançar candidatos nas eleições majoritárias: para prefeito, governador, senador e presidente da República.

Acho que não é preciso desenhar, não é mesmo?

Então, por que a insistência de certos “jornalistas” em desinformar o público leitor, ou de forma deliberada ou por desconhecimento? Para desviar a atenção e manter o foco em disputas (já superadas) com o objetivo de evitar o debate do essencial em ano de eleição: o desastre administrativo que é o governo João Azevedo.

Não, João Azevedo não terá o apoio do PT, e essa é uma decisão já tomada. O resto é choro de quem já sabe que será derrotado.

SÓ PODE SER PIADA: Jeová Campos e Dr. Érico aderem a Veneziano e João Azevedo cobra deles “lealdade”

Segundo o blog do Jordan Bezerra, o governador João Azevedo criticou “duramente” os deputados estaduais Dr. Érico e Jeová Campos. Para o governador, os dois parlamentares nunca defenderam o seu projeto político-administrativo.

“A postura ao longo do tempo dos dois nunca foi de deputado de base. É importante entender que deputado e vereador que estão no projeto, fazem a defesa constante”.

Como se vê, João Azevedo tem estranhas noções, tanto de lealdade quanto de projeto. Sobre lealdade, eis uma virtude da qual o governador é completamente desprovido. Alguém que é capaz de abandonar quem sacrificou tudo para que ele ocupasse a cadeira de governador, como Ricardo Coutinho fez com João Azevedo, jamais poderá cobrar lealdade de quem quer que seja. A lealdade de João Azevedo ele guardou toda ela para Aguinaldo Ribeiro e Cícero Lucena, seus adversários em 2018.

Sobre projeto político-administrativo, chega a ser um insulto cobrar a defesa de algo que a Paraíba jamais ouviu falar. O governo João Azevedo é a completa ausência de projeto de desenvolvimento, de estratégia de mudanças administrativas, de democratização do Estado. Trata-se no máximo de um improvisada acomodação de interesses políticos dispersos. E o resultado desse improviso a Paraíba sente hoje na pele

No final das contas, o que João Azevedo cobrou a Jeová Campos e a Dr. Érico foi lealdade à sua pessoa e ao cargo de governador.

Aí, já é pedir demais a quem tem um mínimo de hombridade.

Ricardo Marcelo anuncia apoio e começa a transformar candidatura de Veneziano em movimento suprapartidário

Ricardo Marcelo foi deputado estadual entre 2006 e 2018. Em 2008, assumiu a presidência da Assembleia Legislativa da Paraíba depois que o então presidente, Arthur Cunha Lima, renunciou ao cargo para assumir uma das vagas de conselheiro do Tribunal de Contas.

A partir de então, Ricardo Marcelo acumulou poderes semelhantes aos do atual presidente, Adriano Galdino, elegendo-se e reelegendo-se seguidas vezes até 2014.

Considerado grande articulador e grande liderança política do brejo paraibano, Ricardo Marcelo se afastou da política em 2018 para se dedicar às suas atividades de empresário.

Hoje, surpreendeu a Paraíba anunciando sua volta à política, agora para apoiar a candidatura ao governo de Veneziano Vital do Rego. E promete ser um dos coordenadores da campanha do senador paraibano.

Com essa adesão, Veneziano começa a criar um amplo movimento que promete mobilizar toda a Paraíba, numa ampla frente de partidos e lideranças que mobilizará, ao lado de Lula e Ricardo Coutinho, toda a Paraíba.

E vem muito mais por aí.

João Azevedo começa a dar sinais de que pode desistir da reeleição

Ao longo das últimas semanas, governistas apregoaram que Veneziano não seria candidato e não teria o apoio do PT. Diziam também que Ricardo Coutinho não seria candidato. Desmentidos pelos fatos, ensaiam agora um novo diversionismo: o de que, após a filiação ao PSB, João Azevedo terá o apoio do PT, via Federação.

Como o governador cultivou durante muito tempo a ilusão de que não teria candidatos/as fortes o suficiente para enfrentá-lo nas urnas (lembram da piada que ele venceria por WO?), começo a suspeitar que, por trás desses esforços inúteis, foi colocado em marcha um movimento que servirá de justificativa para o governador desistir de disputar a reeleição.

Tenham calma que eu explico.

Sobre a possibilidade da Federação forçar uma mudança na decisão já tomada e anunciada de apoiar a chapa Veneziano governador-Ricardo Coutinho senador. Primeiro, é bom que se registre que nenhum partido que negociou os termos do acordo da Federação, à exceção do PT, vetou a aliança na Paraíba do PT com o MDB – nem o PSB, nem o PCdoB, nem o PV tinham candidatos a governador, lembram? E não será a tardia entrada de João Azevedo no PSB que invalidará essas negociações – como escrevi ontem por aqui, João Azevedo demorou demais em concluir o óbvio e, portanto, esse jogo já foi jogado, não havendo motivos para o recuo em uma decisão longamente analisara, que contou com a anuência do próprio Lula e foi festivamente comemorada ontem.

Dizer o contrário é questionar os acertos políticos nacionais no âmibito da Federação, entre PT e MDB, e, no limite, colocar em dúvida a palavra do próprio Lula.

Ou seja, difundir a fake news de que a Federação é quem vai decidir sobre quem vai ser o candidato a governador na Paraíba é só mais uma tentativa de evitar reconhecer uma derrota estratégica, estendendo artificialmente um debate que imobilizará a base de João Azevedo, e não impedirá que Veneziano Vital e Ricardo Coutinho comecem a percorrer juntos o estado.

Essa atitude só é reveladora do medo que João Azevedo tem de enfrentar essa poderosa aliança entre PT e PMDB, entre Veneziano Vital e Ricardo Coutinho. João Azevedo e seu séquito temem, sobretudo, o julgamento que o eleitor fará do seu governo, que será exposto na campanha sem os caros cosméticos comprados pela Secom que disfarçam a feiúra de uma administração raquítica, frágil, anêmica de realizações. Na campanha, a administração de João Azevedo será mostrada ao eleitorado sem filtros e o que surgirá será a imagem viva de um largo retrocesso político e administrativo promovido pelo governador nos últimos quatro anos.

Há outra hipótese que não deve ser descartada. Ao entrar no PSB sabendo de antemão dos acertos entre Lula, Veneziano e Ricardo, João Azevedo aceitou cumprir o papel de ajudar na implosão da federação com o PT, objetivo perseguido por Carlos Siqueira desde o início desse debate. Notem que o presidente nacional do PSB foi acionado para confirmar a filiação de João Azevedo ao partido logo após a reunião que ratificou o apoio do PT à candidatura de Veneziano, da qual participou Márcio Macedo, enviado da direção nacional petista e espécie de porta-voz interno de Lula.

Em seguida, imediatamente após a divulgação no ato de lançamento da candidatura de Veneziano, João Azevedo confirmou sua filiação ao PSB com um ato marcado às pressas. As notícias de implosão da Federação, que começaram a ganhar destaque na semana passada, dominaram o noticiário político ao longo do dia de ontem.

As duas hipóteses esboçadas acima não são necessariamente antagônicas. Pelo contrário, elas se complementam quando pensamos nos movimentos recentes de João Azevedo, que beiram o improviso, o que demostra o vazio político de sua personalidade, seu pragmatismo desprovido de qualquer visão estratégica, seu conservadorismo.

Notem que enquanto tenta lançar confusão no debate político da Paraíba tentando se amparar numa fictícia defesa da Federação de esquerda (ele que ainda é filiado ao direitista Cidadania), João Azevedo mantém firme a disposição de fazer aliança com o PP de Cícero Lucena e da família Ribeiro, e com o União Brasil, de Efraim Moraes, partidos que, hoje, tendem a apoiar Jair Bolsonaro e Sérgio Moro, respectivamente.

Eis a verdadeira face política de João Azevedo. Abraçado ao conservadorismo mais tacanho, e fazendo uma administração medíocre, o governador se vê cada vez isolado, sem discurso e cada vez mais sem força política para reverter uma derrota que, a cada dia, se torna mais previsível.

Quando transgredir é inovar e ir além da mesmice e da falta de imaginação

A deputada estadual Estela Bezerra discursou hoje no ato de lançamento das candidaturas de Veneziano Vital e Ricardo Coutinho, lembrou que os dois foram eleitos prefeitos de João Pessoa e Campina Grande, em 2004, e que foram administradores “transgressoras”, no sentido de que ambos saíram do lugar-comum que a Paraíba estava acostumada para inovar na administração pública de suas cidades.

Pois não é que setores da nossa imprensa, os mesmo de sempre, na ânsia de encontrar algum defeito em tudo que venha da oposição a João Azevedo, atribuiu um sentido distinto do pretendido por Estela Bezerra?

Helder Moura, por exemplo, consultou o dicionário e retirou de lá uma definição para o vocábulo bem ao gosto desses tempos de culto à ignorância e anti-ciência, e que deplora a poesia: “aquele que transgride, contraventor, infrator, violador“.

Se ele tivesse pesquisado mais, teria encontrado uma maior riqueza de definições para a expressão, sobretudo a etimológica: Transgredir vem do Latim TRANSGREDI, que significa ‘ir além, ultrapassar limites’.”

A Wikipedia abre assim a definição do verbete transgressão: “Transgressão significa a ação humana de atravessar, exceder, ultrapassar, noções que pressupõem a existência de uma norma que estabelece e demarca limites.” 

Estela Bezerra, portanto, foi precisa quando se referiu às administrações de Veneziano e Ricardo como “transgressoras”, mas subestimou o absoluto horror que certos setores têm, em seu conservadorismo doentio, à mudança e à ousadia.

Eles preferirão sempre a mesmice, a falta de inovação e imaginação de João Azevedo e de Cícero Lucena, para que tudo volte a ser como era antes.

Assistam e tirem suas próprias conclusões.

Grupo de Anísio Maia vai apoiar o candidato do PT ao Senado?

Dirigentes do PT aliados de João Azevedo se reuniram no fim de semana passado e decidiram lançar um manifesto reafirmando o apoio à reeleição do governador e defendendo a necessidade de “um palanque” para “acolher a candidatura do Presidente Lula”. O palanque de João Azevedo, claro.

Até aí nenhuma novidade, já que essa banda do PT está de cima a baixo no governo. Estranho mesmo foi a ausência de qualquer menção à pré-candidatura ao Senado de Ricardo Coutinho, pelo PT, lançada oficialmente hoje.

Em razão da omissão, cabe uma pergunta aos signatários do manifesto: eles apoiarão o candidato do PT ou pretendem seguir, também nesse caso, as orientações do governador e apoiar o candidato escolhido por João Azevedo, Aguinaldo Ribeiro ou Efraim Filho?

Outra dúvida: será que o filiado ao PT, Ricardo Coutinho, perdeu os encantos que teve até 1° de janeiro de 2019, quando deixou o governo da Paraíba, quando era tão paparicado pelos signatários do manifesto  quanto é, hoje, João Azevedo?

Os destinos entrelaçados de Veneziano e Ricardo Coutinho

O lançamento da pré-candidatura a governador da Paraíba de Veneziano Vital do Rego é o corolário de um processo que, a rigor, encerrou-se na última quinta (17), quando o dirigente nacional do PT, Márcio Macedo, veio a João Pessoa para assegurar ao senador emedebista que ele poderia contar com o apoio do partido.

Veneziano saiu da residência de Ricardo Coutinho, onde a reunião aconteceu, para encomendar as alianças do casamento, mascado às pressas para hoje (22).

Apesar das incertezas levantadas por muitos “analistas” da nossa imprensa, esse era um desfecho mais que previsível, bastando boa vontade e mais isenção para identificar certos traços das negociações nacionais em curso e os atores envolvidos nelas, agora apresentados como candidatos: Ricardo Coutinho, que soube fechar as portas para João Azevedo ao se filiar ao PT, e Veneziano Vitado do Rego, um senador que tem, pelo menos, mais quatro anos de mandato que pertence a um partido cortejado por Lula, sobretudo no Nordeste.

Ganhou Veneziano, que vai para a disputa ao governo, sonho acalentado desde 2010, tendo como suporte uma estrutura de partidos que lhe garante recursos do Fundo Eleitoral e tempo de TV, além de grandes chances de ter a noiva das noivas da eleição, Luís Inácio Lula da Silva, em seu palanque.

Ganhou Ricardo Coutinho, que soube atrair Veneziano Vital para a candidatura e com isso matar dois coelhos com uma só cajadada: com um candidato a governador competitivo, RC impediu que o PT se jogasse nos braços de João Azevedo, assegurando ao mesmo tempo para si um palanque estadualizado para dar suporte à sua candidatura ao Senado. Sem um candidato a governador como Veneziano, Ricardo teria sérias dificuldades para justificar nacionalmente por que o PT deveria abandonar João Azevedo, sobretudo depois da filiação do governador ao PSB, um movimento tardio, como analisamos no texto anterior.

O desafio de Veneziano e Ricardo será manter a afinação atual para fazer uma travessia que promete alguns percalços, a começar pela disputa já em curso do eleitorado de Lula e da base social petista, esta mais ampla que a militância do PT, sobretudo nos grandes centros. Entre outras questões, desperta interesse saber como Veneziano vai responder às inevitáveis inquirições sobre a Operação Calvário, a principal pedra no sapato do seu maior aliado e principal fiador de sua candidatura no PT.

Mas, certamente Veneziano sabia que se tratava de uma aliança cujo cálculo do custo-benefício deveria ser feito com bastante cuidado. Se ele pode ter perdas, terá, caso saiba dosar o discurso, certamente como incorporar o espólio eleitoral que representa os oito anos do governo de Ricardo Coutinho, que deu a vitória João Azevedo no primeiro turno de 2018 com quase 60% dos votos. E essa memória ainda está muito vivo, como demonstram as pesquisas para o senado, que Ricardo Coutinho lidera com folga, mesmo sem muita liberdade de movimento e pouquíssimos espacos na imprensa.

Veneziano e Ricardo Coutinho têm agora seus destinos eleitorais unidos.

João Azevedo de volta ao PSB: um acerto, depois de muitos erros estratégicos

O anúncio da filiação ao Partido Socialista Brasileiro pode ser considerado talvez o único acerto de João Azevedo na sua estratégia de reeleição, depois de erros que lhe custaram a perda definitiva do PT, mesmo contando ele com o apoio de 70% do Diretório Regional petista, como ficou evidenciado no último final de semana.

Ao optar pelo Cidadania, no final de 2019, numa conjuntura muito diversa da atual, João Azevedo não tinha em conta que estava criando um óbice para o futuro, sobretudo com a candidatura de Lula, já que o partido de Roberto Freire continua alinhado à posições radicalmente antipetistas – o fato do Cidadania ter chegado a um acerto com o PSDB para a construção de uma Federação evidencia esse fato.

Caso tivesse feito o movimento de filiação ao PSB mais cedo, quando a candidatura de Lula se tornou um fato consumado, João Azevedo poderia no mínimo ter ganhado um tempo decisivo para evitar a adesão do PT à candidatura de Veneziano Vital do Rego, ratificada hoje. Se tivesse no PSB há mais tempo, o governador poderia ter negociado em condições mais favoráveis com a direção nacional do PT, já que certamente seria uma das prioridades do PSB nos acertos nacionais.

Ao ter permanecido no Cidadania, João Azevedo acabou ajudando Ricardo Coutinho, que tinha pressa na montagem de um palanque com algum apelo eleitoral para Lula e para ele próprio na Paraíba. Se o impasse no PT tivesse se arrastado por mais um mês, o desfecho da decisão anunciada no final de semana passado poderia ter sido outro.

Tem muita água para rolar ainda embaixo dessa ponte, mas é inegável que João Azevedo começou a sair das cordas, para onde foi empurrado nos últimos dias.